Pra que servem os jornais de hoje em dia?

Aprendi a ler jornal com meu pai. Ele lia o Globo. Ali por volta dos 14 anos comecei a ler o Jornal do Brasil. Achava o máximo ler as colunas do Moacyr Werneck, Veríssimo, Zuenir Ventura, Fritz Utzeri e outros mais. Tudo isso somado ao Caderno B e o Idéias, que traziam cultura e mais cultura, mesmo que na época grassasse a ditadura.

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Estava entrando no ensino médio – no meu tempo era chamado de 2º grau –. Um pouco depois, já trabalhando como menor aprendiz do Banco do Brasil, na agência da Praça da Bandeira, comecei a ler o Pasquim. Paulo Francis, Millôr, Ziraldo, Fausto Wolff, Armindo Blanco, Reinaldo, Aldir Blanc, Ivan Lessa e tantos outros preencheram minha adolescência com suas palavras. Eu tinha 15 anos. Mantive o hábito até o famoso hebdomadário fechar.

Na faculdade, já com 18 anos, eu agreguei a Folha de S. Paulo como um dos jornais que eu gostava de ler. Eram outros tempos. Já adulto assinei a JB, mas infelizmente ele findou.

Mantive a assinatura da Folha durante muitos anos. Até que, definitivamente, o diário virou o timão para estibordo e se tornou algo que não conseguia mais ler, apesar do Janio de Freitas e do Xico Sá.

Outro dia, aqui em casa, quebrei um copo e cadê que eu achava jornal velho para embrulhar os restos mortais (e fatais) do copo? Concluí: Hoje em dia, os jornais não servem nem para embrulhar caco de vidro.

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