Romance

“O romance é a epopéia de um mundo sem deuses”, ou seja, o romance é a epopéia do cotidiano”. (Hegel)

Pegue uma lista dos livros mais vendidos. Pode ser de qualquer jornal ou revista do Brasil ou do mundo. Todos os veículos sem exceção classificam os livros em dois grandes grupos. A saber: Ficção e Não-Ficção. A maioria desses jornais e revistas ainda traz algumas particularidades, variando, é claro, de acordo com o público ou interesse cultural de cada região ou país. Revistas de circulação nacional e jornais locais, além de trazerem a cotação dos mais vendidos em ficção e não-ficção ainda abrem um espaço para os mais vendidos nas categorias “livros infantis e infanto-juvenis e auto-ajuda e esotéricos”. Isto sem falar nas revistas técnicas que devem listar os mais vendidos nas áreas de interesse imediato como informática, por exemplo.

Excetuando os modismos ficamos mesmo com as duas grandes categorias: Ficção e Não-Ficção. Ambas englobam tudo referente a suas características. Ficção pode ser conto, romance, crônica ou novela. Não-ficção pode englobar sociologia, história, psicologia, jornalismo, relatos, memórias, biografias, autobiografias, dietas, receitas, guias em geral, etc.

O New York Times, por exemplo, faz as classificações dos mais vendidos seguindo um critério muito particular do mercado editorial norte-americano. Os mais vendidos em ficção e não-ficção em brochura (paperback) ou encadernados (hardcover) têm listas específicas para cada tipo de capa.

O romance é o estilo literário mais vendido em todo mundo. Lógico que outros estilos como biografias, quando escandalosas vendem muito bem também. Mas a pergunta é: porque o romance vende tanto? A resposta é simples: porque é o estilo literário mais popular. E sua popularidade surgiu ainda em meados do século XVI e início do século XVII na Espanha, depois se espalhou por quase toda Europa. No século XVIII a expansão do romance estava praticamente consolidada e na Inglaterra tomou um grande impulso devido a alguns fatores como a ascensão da burguesia. Porém, a popularidade do romance está relacionada a: abandono da métrica, uso de linguagem coloquial, não existência de modelos pré-concebidos, os personagens centrais são pessoas comuns e não mais heróis míticos, a narrativa como forma de contar uma história e temas corriqueiros (envolvimentos sentimentais, dificuldades econômicas e sociais). Talvez o mais importante de tudo seja a busca da verossimilhança por parte dos autores. Os personagens mesmo fictícios e vivendo situações inventadas, estão num contexto histórico e as circunstâncias são reais, dando uma noção de realidade para o leitor.

A palavra romance deriva do latim vulgar, quando se referiam às línguas românicas. Posteriormente passou a designar relatos em forma de narrativa. Existem algumas subdivisões no gênero literário Romance. Como o Romance de Cavalaria, o Romance Sentimental, o Romance Psicológico, o Realismo Mágico e o Romance Histórico. Como a Espanha do século XVII com todas suas contradições foi o berço do romance, Cervantes foi aquele que fez a passagem entre o romance medieval de base épica e poética com a narrativa sobre o homem comum, com todas suas mazelas (dúvidas, angústias, frustrações). D. Quixote é o vértice de dois gêneros literários.

Foi na Inglaterra do século XVIII que surgiram os romances que fizeram a popularidade do gênero. Moll Flandres e Robinson Crusoé, de Daniel Defoe e A História de Tom Jones, Um Enjeitado, de Henri Fielding. Além de As Viagens de Gulliver, de Jonathan Swift. E esse gênero se tornou a principal forma de entretenimento do inglês médio, espelhando a sua vida cotidiana. Também no restante da Europa, o romance se desenvolveu. Livros como Ligações Perigosas, de Chordelos de Laclos e Werther, de Goethe foram sucessos imediatos e até hoje são lidos. Desde meados do século XIX, surgiram romances considerados obras-primas e autores geniais como Flaubert, Zola, Dostoievski, Tolstoi, Eça de Queirós, Joseph Conrad, Machado de Assis e outros mais.

© Jorge Alberto

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6 comentários sobre “Romance

  1. goataria de ver fotos do autor Machado de assis em quantidade por favor gostaria q foce realizado o meu pedido.

    obrigado

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  2. Bom eu tenho que fazer um trabalho de portugues e a professora deu um filme para nos e mando nos procura a origem da palavra Romance!!

    gostatia muito de uma luz que me ajudase a fazer um trabalho bem legal!!

    Obrigada

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  3. No gênero memórias gostaria de saber qual o foco narrativo, 1ª ou 3ªpessoa?
    Isso não ficou bem esclarecido.
    Obrigada beijos!!!!!!

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  4. Rosa,

    Em que pese o fato do gênero “memórias” ser basicamente uma narrativa, esta pode ser feita tanto na 1a. como na 3a. pessoa.

    Particularmente temos o caso ficcional de Bras Cubas, que não deixa de ser “memórias”; porém, acredito que este gênero esteja mais próximo da autobiografia, o que nem sempre deve ser uma obra de ficção.

    abraços e obrigado pela visita.

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  5. È um belo romance,adorei, mais fiquei com muita pena de Mariana.
    Fiquei tambêm em dúvida na questão de estar na 1ª ou na 3ª pessoa.
    Me dê uma luz…

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