FLIP 2008: Programação [Festa Literária Internacional de Paraty]

Confira a programação das mesas de debate. Para maiores informações clique sobre a imagem.

Quarta-feira, 02 de julho de 2008
19h00 Abertura FLIP – A poesia envenenada de Dom Casmurro – ROBERTO SCHWARZ

Quinta-feira, 03 de julho de 2008
10h00 mesa 1 – Primeiro tempo – ADRIANA LUNARDI, EMILIO FRAIA, MICHEL LAUB, VANESSA BARBARA

11h45 mesa 2 – O espelho – ELISABETH ROUDINESCO

15h00 mesa 3 – Retrato em branco e preto – CARLOS LYRA, LORENZO MAMMÌ

17h00 mesa 4 – Conversa de botequim – HUMBERTO WERNECK, XICO SÁ

19h00 mesa 5 – Admirável mundo velho – TONY JUDT

Sexta-feira, 04 de julho de 2008
10h00 mesa 6 – Formas breves – INGO SCHULZE, MODESTO CARONE, RODRIGO NAVES

11h45 mesa 7 – Ficções – JOÃO GILBERTO NOLL, LUCRECIA MARTEL

15h00 mesa 8 – Os fuzis – CACO BARCELLOS, MISHA GLENNY

17h00 mesa 9 – Estética do frio – MARTÍN KOHAN, NATHAN ENGLANDER, VITOR RAMIL

19h00 mesa 10 – Veludo cotelê – DAVID SEDARIS

Sábado, 05 de julho de 2008

10h00 mesa 11 – Guerra e paz – CHIMAMANDA, NGOZI ADICHIE, PEPETELA

11h45 mesa 12 – A mão e a luva – NEIL GAIMAN, RICHARD PRICE

15h00 mesa 13 – Fábulas italianas – ALESSANDRO BARICCO, CONTARDO CALLIGARIS

17h00 mesa 14 – Paraíso perdido – CEES NOOTEBOOM, FERNANDO VALLEJO

19h00 mesa 15 – Shakespeare, utopia e rock’n’roll – TOM STOPPARD

Domingo, 06 de julho de 2008
10h00 mesa 16 – Os livros que não lemos – MARCELO COELHO, PIERRE BAYARD

11h45 mesa 17 – Sexo, mentiras e videotape – CÍNTIA MOSCOVICH, INÊS PEDROSA, ZOË HELLER

15h00 mesa 18 – Papéis avulsos – FLORA SÜSSEKIND, LUIZ FERNANDO CARVALHO, SERGIO PAULO ROUANET

17h00 mesa 19 – Folha seca – JOSÉ MIGUEL WISNIK, ROBERTO DAMATTA

19h00 mesa 20 – Livro de cabeceira – CONVIDADOS DA FLIP 2008 LÊEM TRECHOS DE SEUS LIVROS PREDILETOS

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Você é escritor? Eu também! Autores demais e leitores de menos – (1) Introdução

Esta é uma série de artigos sobre o mercado editorial, tendo como ponto de partida o mercado editorial brasileiro e a apresentação de algumas carcterísticas do mercado editorial norte-americano, o grande manancial de idéias, autores, livros, modelos de edição, comercialização, divulgação e modismos em geral.

O mercado editorial brasileiro é flutuante ao extremo em seus números. Vimos que há uma decrescente quantidade de leitores, ao mesmo tempo em que surgem novas editoras, diminuem as livrarias, concentram-se as vendas em redes de livrarias e são publicados mais livros do que o mercado pode absorver.

Talvez isto seja um reflexo do momento atual, no qual importamos modelos de negociação entre editoras e livrarias antes não observados por aqui e também outros fatores concorrem para o desinteresse em se ter um livro nas mãos para ler. Hoje é muito fácil você ver vários filmes, por exemplo, sem precisar ir ao cinema ou à locadora. Basta fazer o download, gravar e assistir em sua casa. Ao mesmo tempo, os video-games têm tomado mais tempo do que deveriam, principalmente das crianças em fase de formação como leitores e, além disso, há o fascínio da Internet.

Estas são apenas algumas das variantes, pois ainda há também a crise generalizada da Educação brasileira que envolve má formação de professores, professores desestimulados, falta de condições mínimas para o funcionamento de uma escola; chegando mesmo a nem existir escolas em várias regiões do país, programas educacionais que não se adequam a realidade das variadas camadas sociais e regionalismos. Tudo isso sem contar com os fatores importantíssimos ligados a capacidade econômica da população em comprar livros que para a maioria são realmente muito caros. Num país em que o salário mínimo é pouco maior que €150,00 torna-se impossível comprar um livro que custe, por exemplo, R$ 50,00 ou aproximadamente €19,00.

Por este motivo procurei mostrar, observando um dos aspectos do mercado editorial em geral, fatores que concorrem para a diminuição da leitura e acabei encontrando um recente artigo no New York Times Book Review sobre a diminuição do número de leitores nos Estados Unidos, escrito por Rachel Donadio, uma escritora e editora do Book Review, o suplemento literário deste jornal.

O que acontece por lá é bastante diferente em vários sentidos do que acontece no Brasil, entretanto, há um fato bem característico, que é o mote do artigo, no sentido de que a diminuição do número de leitores nos EUA está diretamente ligada ao grande volume de livros publicados e a também enorme quantidade de novos escritores que surgem a cada dia.

Como a matéria é longa, eu a dividirei em três partes, além desta introdução ao perfil do mercado editorial brasileiro. A seguir as partes em que a matéria foi organizada:

1ª parte – A Pesquisa; Os Escritores e Seus Livros

2ª parte – Editoras que imprimem por demanda; As Livrarias

3ª parte – A Escrita Criativa: Os cursos para se tornar escritor; Finalizando