França e Brasil, uma relação com mais de 500 anos

Visite o portal A França no Brasil, que a Biblioteca Nacional colocou no ar recentemente, para conhecer e saber como esses dois países desenvolveram trocas culturais, praticamente desde as primeiras navegações quinhentistas.

 

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O portal é recheado de iconografia sobre o tema, além de oferecer informações sobre os primeiros contatos entre franceses e brasileiros, as missões artísticas, a influência literária e outros assuntos.

Que as relações entre o Brasil e a França são seculares todos nós sabemos. O que muita gente não sabe está no campo da influência cultural – em praticamente todos os níveis –, desde que nos tornamos uma terra conhecida, ali por volta do início do século XVI e, desde então, os franceses aportaram em nossas praias. Algumas vezes como comerciantes legais e outras tantas como comerciantes ilegais, isto é, trocavam espelhinhos com nossos silvícolas, tentaram fundar uma “França” no Rio de Janeiro, a França Antártica e até alguns piratas se tornaram figuras conhecidas dos cariocas dos séculos XVI e XVII.

Digamos que tudo começou com o famoso Tratado de Tordesilhas, no qual Portugal e Espanha, as duas potências marítimas dos séculos XV e XVI, acharam por bem dividir o mundo entre si, tendo a benção do maior poder da época, a Igreja Católica. Tudo arrumado entre os ibéricos, após algumas escaramuças e firmaram o acordo. Só esqueceram de contar para os outros monarcas, em especial, o rei francês Francisco I que disse o seguinte: “Em qual cláusula do testamento de Adão está escrito que o mundo tem que ser repartido entre Portugal e Espanha?”. Daí em diante, a disputa pela Terra Brasilis se tornou questão de diplomacia e conflitos entre esses reinos europeus.

E, desde então, o Brasil esteve no imaginário francês e nós absorvemos parte da cultura francesa, tanto que, até o início do século XX, podemos dizer que o Brasil, culturalmente, foi um país francófilo.

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Primavera dos Livros 2009 – Rio de Janeiro

Uma feira de livros das pequenas e médias editoras brasileiras com tudo que as grandes feiras de livro tem e um pouco mais: o contato direto com os editores e autores.

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A Primavera dos livros do Rio de Janeiro este ano, que será entre os dias 26 e 29 de novembro, das 10h às 22h, no jardim do Museu da República (Palácio do Catete), terá como tema a Literatura de Cordel, em homenagem ao poeta Patativa do Assaré, que completaria 100 anos de nascimento. Este evento é o resultado do esforço da Libre – Liga Brasileira de Editoras, tendo patrocínio da Secretaria Municipal de Cultura do Rio de Janeiro e apoio da Biblioteca Nacional e Imprensa Oficial do Estado de São Paulo. Este ano a feira se internacionaliza ao contar com profissionais do mercado editorial latino-americano e africano, recebendo representantes do Chile, Peru, Argentina, Equador, México, Guiné-Bissau e Angola.

São 86 estandes apresentando livros de todos os gêneros literários (Biografia, Romance, Romance Policial, Infantil, Infanto-Juvenil, Arte, etc.)

Além das editoras comerciais, também haverá participação de editoras universitárias e institucionais como a Biblioteca Nacional e a Fiocruz.

A entrada é franca e haverá promoções com descontos de até 40%

 

Como chegar

Metrô

primavera02Clique sobre a imagem para ampliar

Ônibus

Entre no Google maps e faça a busca. Hoje, o Rio de Janeiro é uma das poucas cidades do mundo em que o Google fornece informações acuradas sobre o transporte coletivo.

 

Programação de lançamentos

Entre os dias 27 e 29, haverá diversos lançamentos e sessões de autógrafos para o público adulto e infantil. No sábado, 28/11, às 14h, será lançado o livro “Botafogo desde menino”, de Luís Pimentel com ilustrações do Amorim.

 

Mesas de debate

Também haverá mesas de debates para todos os gostos como, por exemplo, no dia especial para os professores (27/11, mesa 3, às 10h), o tema será “Os mestres Anísio Teixeira e Darcy Ribeiro na escola do século XXI”.

Nomes de peso dos universos literário e cultural brasileiros como Lygia Bojunga, Laura Sandroni, Joel Rufino dos Santos, Braulio Tavares, Ruth de Souza, Jorge Mautner, Luiz Carlos Maciel, Milton Gonçalves, Arthur Dapieve, Ruy Castro, Heloisa Seixas, Geraldinho Carneiro, Carlito Azevedo, Deonísio Silva e outros mais participarão das mesas de debate.

Serão discutidos temas como o universo da criação literária, o Rio de Janeiro e as Olimpíadas de 2016, racismo e a mulher negra na TV brasileira. Numa das mesas o debate será em torno da biografia como gênero literário e por qual motivo é um dos segmentos de maior vendagem do mercado editorial. Em outra mesa, Ruy Castro e Heloísa Seixas batem um papo com o público e também haverá uma mesa dedicada à obra e vida de Augusto Boal.

As novas mídias não foram esquecidas, tanto que uma das mesas discutirá os sites de relacionamento como o Facebook e outros do mesmo porte como canais para a arte, mídia e cultura digital.

Veja a programação abaixo:

Dia 27/11

DIA DO PROFESSOR

9h Chegada e certificação

  • 10h – 11h – sexta-feira
    Mesa 3 – Os mestres Anísio Teixeira e Darcy Ribeiro na escola do século XXI
    Participantes:
    Yolanda Lobo (escritora)
    Guti Fraga (projeto Nós do Morro)
    Mediação: Bia Hetzel (Editora Manati)
  • 11h30 – sexta-feira
    Mesa 4 – Leitura e Paixão: uma homenagem a Lygia Bojunga e Tatiana Belinky (em depoimento virtual)
    Homenagem a duas das mais importantes personalidades da cultura brasileira com inestimável contribuição na área de literatura, leitura e mercado de livros
    Participantes:
    Lygia Bojunga
    Laura Sandroni (escritora e jornalista)
    Joel Rufino dos Santos (escritor)
    Mediação: Ninfa Parreiras (escritora e pesquisadora da FNLIJ)
  • 15h – sexta-feira
    Mesa 5 – Universos da criação literária. Escrever se aprende?
    A criação literária, assunto muito controvertido entre especialistas. Escrever se aprende? Como se forma um escritor? Quais os caminhos a percorrer até que aulas ou oficinas contribuam para sua formação? Aprendemos samba no colégio, afinal?
    Participantes:
    Nilza Rezende (escritora e professora de oficinas de criação literária)
    Luís Pimentel (escritor e jornalista/professor)
    Bia Albernaz (escritora e professora de oficinas de criação literária)
    Mediação: Marcus Vinicius Quiroga (poeta e professor)
  • 18h30 – sexta-feira
    Mesa 6 – O Brasil em cordel – Homenagem a Patativa do Assaré
    O cordel como literatura, como música, como criação e como expressão mais genuína da nossa literatura. O cordel como mercado e como profissão. A arte do poeta de cordel encarnada nesta homenagem a Patativa do Assaré, um dos maiores profissionais do gênero, morto em 2002, aos 93 anos.
    Participantes:
    Bráulio Tavares (escritor e especialista em Literatura de Cordel)
    Olegário Alfredo (cordelista)
    Chico Sales (cordelista)
    Mediação: Marcus Lucena (cordelista e Presidente da Academia Brasileira de Cordel)

Dia 28/11

  • 10h30 -12h30 – sábado
    Mesa 7 – Olimpíadas 2016: a cidade e o esporte
    Rio: capital turística do Brasil, escolhida para ser o palco das Olimpíadas de 2016, com diversas promessas de melhorias para seus problemas mais cruciais. Até que ponto o desenvolvimento de uma pode estar atrelado a um evento? O futuro de uma cidade depende dessas efemérides?
    Participantes:
    Mauricio Drummond (escritor e professor)
    Jorge Maranhão (escritor)
    Saturnino Braga (escritor e ex- prefeito do RJ)
    Mediação: Alvanísio Damasceno (editor da Quartet)
  • 12h30h – 14h – sábado
    Mesa 8 – Aqui ninguém é branco: mídia e Racismo – a mulher negra na TV
    Homenagem a Ruth de Souza
    Participantes:
    Ruth de Souza (atriz)
    Rosália Diogo (escritora e pesquisadora)
    Ângela Randolpho (escritora e pesquisadora)
    Mediação: Laura Padilha (escritora e prova UFF)
  • 15h – 16h30 – sábado
    Mesa 9 – Face a face com o Facebook e congêneres: arte, mídia e cultura digital
    As novas mídias, arte e cultura  digital e a revolução que representam no século XXI. Como afetam as nossas relações pessoais e de trabalho. A internet e suas possibilidades de comunicação jamais imaginadas. A vida na rede.
    Participantes:
    Artur Matuck (escritor e professor USP)
    Maria Carmem Barbosa (escritora e roteirista de TV)
    Nízia Villaça (escritora e pesquisadora)
    Mediação: Valéria Martins
  • 17h – 18h30 – sábado
    Mesa 10 – O Brasil em cordel – Homenagem a Patativa do Assaré
    Participantes:
    Bráulio Tavares
    Olegário Alfredo
    Chico Sales
    Mediação: Marcus Lucena
  • 19h – 20h30 – sábado
    Mesa 11 – Tal Brasil, qual teatro? Tributo a Augusto Boal
    Reflexão sobre o papel do teatro na sociedade contemporânea e homenagem a Augusto Boal, criador do Teatro do Oprimido.
    Participantes:
    Jorge Mautner (poeta e músico)
    Luiz Carlos Maciel (ator e diretor de teatro)
    Nelson Xavier (ator e diretor)
    Milton Gonçalves (ator)
    Helen Saratek (socióloga/Centro do Teatro do Oprimido)
    Mediação: Geo Britto (pesquisador/Centro Teatro do Oprimido)

Dia 29/11

  • 10h – 11h30 – domingo
    Mesa 12 – Biógrafos e biografáveis : que mercado é esse que só faz crescer?
    Os caminhos da biografia como gênero na contemporaneidade. Quais são eles? Quais as novas formas de escrita que admitem? O profissional de biografias e sua ética num mercado que cresce cada dia mais.
    Participantes:
    Arthur Dapieve (cronista, jornalista e biógrafo /Renato Russo)
    Carlos Didier (compositor e biografo / Noel Rosa)
    Ana Arruda Callado (roteirista e biógrafa / Maria Martins)
    Euclides Penedo Borges (músico e biógrafo / Euclides da Cunha)
    Mediação: Felipe Pena (autor de Teoria da Biografia sem Fim)
  • 11h30 – 13h – domingo
    Mesa 13 – Leitores apaixonados: um encontro com Ruy Castro e Heloisa Seixas
    A paixão pela leitura e pelos livros é o tema deste encontro com dois craques da escrita, apaixonados pelos livros e pela profissão.
    Participantes:
    Heloisa Seixas (escritora )
    Ruy Castro (escritor)
    Mediação: Suzana Vargas (especialista em leitura)
  • 15h – 16h – domingo
    Mesa 14 – Sustentabilidade / biodiversidade: por uma nova ética cultural
    A sustentabilidade como solução para garantir novas formas de sobrevivência para o planeta. Até onde afetará a vida em comunidade, gerando novas formas de convivência
    Participantes:
    Leonardo Boff (escritor)
    Fernando Gabeira (deputado federal/PV)
    Mediação: Felipe Pena
  • 17h – 18h30 –  domingo
    Mesa 15 – O máximo no mínimo – um olhar sobre as poéticas contemporâneas
    A poesia como gênero minimalista, que diz muito com a maior economia verbal possível, de vasta produção e pouca inserção no mercado. Que caminhos percorre hoje até chegar ás prateleiras das livrarias. O que é ser poeta hoje?
    Participantes:
    Ângela Melim
    Geraldinho Carneiro
    Carlito Azevedo
    Mediação: Suzana Vargas
  • 19h – 20h30 – domingo
    Mesa 16 – Questões de Lusofonia. Por onde anda o acordo ortográfico?
    O acordo ortográfico que completa dois anos e sua adoção brasileira. Por onde anda Portugal e os países de língua portuguesa nessa importante fase de implantação?
    Participantes:
    Deonísio da Silva (escritor e etimologista)
    Adriano de Freixo(escritor especialista)
    Marcelo Moutinho (jornalista e escritor)
    Mediação: Cecília Costa (jornalista e escritora)

[Fonte: Libre]

Mapa dos Expositores

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Editora participantes em ordem alfabética

7 Letras
Alameda
Alis
Almádena Editora
Altana
Andrea Jakobson
Apicuri
Argvmentvm
Arquivo Nacional
Artes e Ofícios
Autêntica
Azougue
Bem-Te-Vi
Biruta
Brinque-Book
C/Arte
Calibán
Callis
Capivara
Casa da Palavra
Casa de Rui Barbosa
Cia. de Freud
Claridade
Conta Capa
Contraponto
Cosac Naify
Crisálida
Cuca Fresca
Dueto
Duna
Ed. da UFF
Ed. da UFRJ
Ed. da Unesp
Ed. De Cultura
Ed. Fiocruz
Ed. Independentes
Ed. Museu da República
Editora 34
EdUERJ
Estação Liberdade
Frente Editora
Fund. Biblioteca Nacional
Fund. Perseu Abramo
Galo Branco
Garamond
Gift Shop
Girafa
Ibis Libris
Iluminuras
Imprensa Oficial SP
Literalis
Livro Falante
Maco
Manati
Mar de Idéias
Matrix
Mauad X
Memória Visual
Mirabolante
Musa
Myrrha
Nau
Nitpress
Nova Alexandria
Odysseus
Outras Letras
Pallas
Papagaio
Paz e Terra
Pinakotheke
Prazer de Ler
Publisher do Brasil
Quartet
Roma Victor
Sá Editora
Terceiro Nome
Terra Virgem
Uapê
Versal
Versal
Vieira & Lent
Zit

E-readers são os autoramas do século XXI?

Se você puder comprar um leitor eletrônico de livros (Kindle ou Reader, além do recém lançado Nook da Barnes & Noble), você leria mais?

Até agora, segundo uma pesquisa da própria Amazon, que está no artigo E-book fans keep format in spotlight, do The New York Times/Technology, as pessoas estão comprando mais 3.1 livros eletrônicos do que antes. Isso significa que, por exemplo, você comprava 8 livros por ano e agora passou a comprar 24.8 livros por ano. Se você vai ler é outra história.

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IMAGEM: © Kelly Redinger/Design Pics/Corbis

Acredito que a compra seja uma mistura de impulso e enchimento de linguiça. Como é que você vai ter um treco desses e ele vai ficar vazio?

Esta é a dúvida que se apresenta. Acredito que todos os meios que divulguem e permitam a leitura sejam válidos; porém, será que esse leitores eletrônicos não se tornariam uma espécie de autorama ou Forte Apache para os seus donos? Quem teve autorama sabe do que estou falando. Você brinca até cansar e depois larga de lado.


Seria, então, um modismo ou veio para ficar? Se depender da indústria tecnológica e produtores de best-sellers, a coisa veio para ficar e, se possível, até desenvolver mais os tais aparelhos com a possibilidade de ter imagens e textos em cores. Prometem para um futuro breve leitores que podem ser até dobráveis ou que se transformem num quase pergaminho. Mas, aqui para todos nós, o objeto livro como o conhecemos ainda é um modelo incomparável de portabilidade e design, não?

Dos tabletes de argila, da Mesopotâmia, aos tipos móveis inventados na China passaram-se séculos. Outros mais até que Gutenberg também aproveitasse a idéia de usar tipos móveis e criou a imprensa no Ocidente. Desde então, a leitura e a escrita foram massificadas e o acesso ao conhecimento deixou de ser privilégio de castas e sacerdotes.

Portanto, desde o século XV que a melhor maneira de se aprender é através de um objeto retangular, com dimensões e espessuras variadas – livros de literatura, por exemplo, foram padronizados no tamanho 14×21 ou 16x23cm – , criado a partir de celulose, tinta e ideias. É fácil de carregar e usar. O interessante é que o índice de analfabetismo em países do 3º mundo (ainda existe essa nomenclatura?) é responsável pela pobreza e não-desenvolvimento desses países. Nem vou falar sobre o analfabeto funcional, aquele que só sabe ler e escrever o nome, pois temo que, ao incluir esta categoria, boa parte dos estudantes brasileiros acabem fazendo parte e inchando os números alarmantes de desinformação e desconhecimento que tanto assustam a nós, professores. Pelo menos há uma política governamental em alguns países para estimulo da leitura. Ao mesmo tempo, esses leitores eletrônicos são capazes de ler o texto em voz alta. Voltaremos a difundir o conhecimento pela oralidade como faziam nossos antepassados antes da invenção da escrita?

Hoje, e com uma boa parcela de razão, os produtores de e-readers indicam que esses aparelhos salvarão árvores que deixarão de virar papel. Tudo bem, é um pensamento válido. Mas, os materiais que compõem os tais aparelhos também são produzidos a partir de recursos naturais, cuja extração gera degradação e poluição. Seria uma encruzilhada?

Você já imaginou sua casa sem prateleiras e estantes sem os seus livros? E quando você juntar os trapinhos com a sua alma gêmea que, certamente, têm gostos literários similares? O que farão ao saber que não terão que doar aqueles mesmos livros que ambos tinham em comum em suas prateleiras. Ah, o amor poderá sofrer um certo abalo ou aumentará, não?

A verdade é: esses aparelhos vieram para ficar. As gerações futuras talvez conheçam o livro como nós os conhecemos quando visitarem algum museu.

A cada dia nasce um cientista

© Ian Boddy/Science Photo Library/CorbisLeia (faça o download) de um livro em que vários cientistas apresentam as razões pelas quais se apaixonaram pela ciência. É ideal para que professores possam despertar o interesse pela ciência nas crianças e adolescentes.

Porém, isto só é possível quando um sistema educacional propicie meios e estímulos para que as crianças e adolescentes levem adiante o interesse pela ciência que, muitas vezes, foi despertado dentro de sua própria casa ou através de amigos.

Então, uma das coisas mais bacanas da internet é podermos ler e compartilhar informações como o livro de depoimentos “Algumas razões para ser cientista” (download em pdf), um projeto do Ministério da Ciência e Tecnologia, que, em 2004, organizou a Semana Nacional da Ciência e Tecnologia. O livro em questão foi baseado numa outra publicação, One hundred reasons to be a scientist (Cem razões para ser um cientista), em comemoração dos 40 anos de fundação do Centro Internacional de Física Teórica (ICTP), que tem por finalidade promover a cooperação científica nas áreas da Física e da Matemática entre os países desenvolvidos e não-desenvolvidos.

A edição brasileira conta com alguns depoimentos da publicação original e também com os depoimentos de cientistas brasileiros, que contam como enveredaram pelo caminho fascinante da ciência. Uma coisa é comum a todos: a curiosidade pelo conhecimento.

Abaixo está o sumário para que você veja quem são os cientistas e o livro pode ser lido online ou fazer o download, no site do Domínio Público.

Eu já estou lendo.

Sumário

STEPHEN L. ADLER | Dos elementos do rádio à física das partículas
elementares ………………………………………… 06

MICHAEL BERRY | Vivendo com a física …………………… 12

JAMES W. CRONIN | Cientistas nascem a todo minuto ………… 18

ELISA FROTA-PESSÔA | Quebrando barreiras ……………….. 22

VITALY L. GINZBURG | Educação, ciência e acaso ……………. 26

MARCELO GLEISER | O mundo é belo e a gente tem que mostrar isso para

as pessoas …………………………………………. 32

JOHN J. HOPFIELD | Crescendo na ciência ………………… 36

BELITA KOILLER | A competência não escolhe gênero ………… 42

LEON M. LEDERMAN | Cientistas são exploradores ……………. 46

JOSÉ LEITE LOPES | Uma parte da história da física no Brasil .. 50

DOUGLAS D. OSHEROFF | Explorando o universo ………………. 54

MARTIN M. PERL | Fazendo ciência experimental ……………. 60

HELEN R. QUINN | Você poderia ser uma matemática …………… 66

MARTIN REES | A ciência é uma busca sem fim ……………… 74

SÉRGIO REZENDE | O desafio de enfrentar o desconhecido ……. 80

VERA C. RUBIN | Nós precisamos de vocês ………………… 84

ROBERTO A. SALMERON | Sorte, dedicação e perseverança …….. 90

JAYME TIOMNO | Trabalho duro ………………………….. 96

CHARLES H. TOWNES | A história dos lasers ………………. 100

CONSTANTINO TSALLIS | Beleza e intuição ……………….. 106

DANIEL C. TSUI | A curiosidade foi a curva em meu caminho …. 110

STEVEN WEINBERG | O Camaro vermelho …………………… 114

MARIANA WEISSMANN | Memórias de uma física latino-americana .. 118

FRANK WILCZEK | A pesquisa científica me deu liberdade …… 124

EDWARD WITTEN | Olhando para o passado ………………… 128

Folclore da comida ou tudo acaba em pizza

Brasília S. fem. Capital do Brasil –  Às vezes mais parece uma tratoria. Tudo acaba em pizza.

Nós nunca paramos para pensar sobre o que aquilo que comemos tem a ver com alguns ditos populares e particularmente com o nosso folclore. Vejamos, abaixo, um belo exemplo de como a comida está presente no nosso cotidiano, não apenas para nos alimentar, mas para demonstrar, insinuar, classificar e nomear fatos e pessoas. A letra é da música Linha de Passe, da dupla Bosco & Blanc.

Toca de tatu/Linguiça, paio e boi zebu/Rabada com angu/Rabo de saia/Naco de peru/Lombo de porco com tutu/E bolo de fubá/Barriga d’água (…) Um caldo de feijão/Um vatapá e coração/Boca de siri/Um namorado e mexilhão (…)/ E o meu pirão, cadê?/Não tem!/Vai pão com pão(…)/Meu pirão primeiro/É muita marmelada.

Agora que você leu e fez mentalmente as referências aos alimentos citados na letra, veja e ouça a interpretação da música na íntegra, com João Bosco e Yamandu Costa.

Não se espante. A genial dupla também já compôs ou citou alimentos em várias de suas composições como, por exemplo, Siri recheado, fritada e o cacete; Bandalhismo; Rancho da goiabada; Entre o torresmo e a moela, entre outras mais de seu vasto repertório.

A tradição de fazer dos alimentos e suas qualidades – ou não – parte de nosso linguajar cotidiano, segundo Câmara Cascudo em seu Dicionário do Folclore Brasileiro, remonta aos tempos coloniais e é observado em todos os quadrantes da Terra Brasilis. Por sinal, as alusões são saborosíssimas. Certamente você lembrará algumas além das que citarei aqui. Peço licença ao nosso folclorista-mor por algumas adaptações feitas por mim. Vamos saborear?

  • Abacaxi  (Descascar um abacaxi) – Resolver habilmente a situação.
  • Água (A defesa do Botafogo é uma água) – Qualquer perna de pau consegue fazer gol passando por esta defesa; (Água morna) – Quando a pessoa é apática ou neutra.
  • Angu (Angu de caroço) – Situação complicada.
  • Arroz (Arroz doce) – Comum, banal. Aqui cabe uma notinha: Há alguns anos, o fundista brasileiro (800 metros) Zequinha Barbosa, numa das eliminatórias para um final olímpica, deu a seguinte declaração que é uma pérola, ao ser perguntado sobre como seria a prova: "Tá pensando que beiço de jegue é arroz doce?". Sinceramente, nem o repórter entendeu o que ele quis dizer.
  • Bala (Ponto de bala) – Apesar de parecer que se refere ao local onde uma bala perdida pode ser encontrada, a razão da expressão é que a calda de açúcar está em um estado intermediário entre o sólido e o pastoso, que após resfriado pode ser vendido como guloseima.
  • Banana – A primeira alusão é ao sujeito que é covarde ou tolo. Porém, há também o registro de um sinal obsceno (deu uma banana), quando se coloca o punho de uma das mãos na junção do outro braço, erguendo-o para adversários, plateia, desafetos ou sogras. É um traço cultural que herdamos dos europeus latinos, que pode ser considerado o aumentativo do sinal de origem norte-americano que consiste em esticar o dedo médio, muito em voga hoje em dia devido a influência cultural vinda de Roliúdi.
  • Batata (É batata) – É certo. Vai dar certo. Justo. Eficiente.
  • Biscoitar/Abiscoitar – Fácil de conduzir ou surrupiar. Também significa prêmio: Fulano abiscoitou um milhão.
  • Bofe – Segundo o registro do Câmara Cascudo, significa mulher feia ou velha. Mas, em fins do século XX, a palavra passou a significar objeto de desejo dos rapazes alegres, que apontam o dedinho indicador e proferem a seguinte frase: Ai! Aquele bofe é lindooooooooooo!
  • Bucho – Ainda segundo o folclorista, o significado seria o mesmo do verbete acima e acho que hoje ainda mantém este sentido de mulher feia ou velha. Bem, pode ser que os mesmos rapazes alegres também se refiram aos bofes como buchos, quando se depararem com um bofe h-o-r-r-o-r-o-s-o.
  • Café (café-pequeno) – No dicionário está registrado como sendo coisa fácil de se fazer. Porém, há uma outra conotação significando que algo ou alguém e menor que um fato ou uma outra pessoa.
  • Canja (Essa foi canja) – Fácil de obter.
  • Comer (Algo, alguma coisa ou alguém) – Os significados vão desde o "comer poeira" ou ficar para trás ao "sabe quem eu estou comendo?", ou manter intercurso sexual pouquinha coisa além do que o Bill Clinton fazia com a Monica Lewinski.
  • Filé (Aquela ali é um filé) – Muito antes das mulheres com alcunhas gastronômicas, Filé significava moça nova e atraente.
  • Galinha (Galinha morta) – O sujeito é covarde. Galinha, quando se refere às mulheres tem o sentido de vadia. Quando aplicado aos homens tem o sentido de mulherengo.
  • Marmelada (Foi marmelada!) – Significa que houve algum negócio escuso para o qual não fomos convidados e o time ou escola de samba que não são de nossa preferência acabaram ganhando o campeonato.
  • Melancia (Mulher melancia) – Seios volumosos, mas no caso da moça que dançava o funk do créu, a melancia é a derrière. No dicionário há o registro como mulher gordalhona, pesada ou lenta. Uma pena que o Câmara Cascudo morreu antes de ver a Mulher Melancia dançando o créu na velocidade 5.
  • Pamonha (Pamonha… Pamonha fresquinha…Olha a pamonha) – Significa um sujeito sem iniciativa, exceto pelo #$%&*# do locutor da Variant velha caindo aos pedaços e que usa megafones para anunciar que vende o alimento feito a base de milho.
  • Pão (Pão-pão, queijo-queijo) – Provém do farnel (cesto de lanche) suficiente para a jornada de trabalho em Portugal, em tempos passados: Queijo e pão é refeição!. Coisa lógica, racional.
  • Peixe/Peixinho (E aí peixe?) – Apadrinhado de alguém.
  • Pirão (Farinha pouca meu pirão primeiro) – Se algo não será suficiente para todos, é melhor reservar logo a sua parte.
  • Siri (Boca de siri) – Ficar calado, guardar segredo.
  • Tomate (Ai! Meus tomates!) – Alguém recebeu um chute ou bolada nos testículos.
  • Uva (Aquela menina é uma uva) – Moça bonita.
  • Vinagre (Foi pro vinagre) – Algo não deu certo.

Quanto ao ato de comer e aquilo que o cerca há posturas e superstições, como as que são citadas por nosso folclorista-mor. A principal remonta à antiguidade e tem relação entre o número de participantes e uma mesa. Não se deve, jamais, ter 13 pessoas sentadas à mesa. Segundo ele, o número 13 já era visto de forma enviesada pelos romanos. Pesquisadores da história antiga, em Roma não há registro de qualquer documento que seja datado de qualquer dia 13. E como todos os cristãos sabem havia 13 pessoas participando da Santa Ceia.

Algumas superstições soam até anacrônicas nos dias de hoje como donzela não serve sal, não corta galinha e nem passa palitos e donzela não deve ficar na cabeceira da mesa senão não casa. Ainda no campo feminino, Mulher não deve beber vinho antes do homem.

Quando éramos pequenos, meu pai exigia que sempre sentássemos à mesa, não importando onde e quando, vestindo camisa. Ele dizia que não se come sem camisa, pois é falta de educação. Essa afirmação, além de uma prova de boa educação dos pais, ainda está ligada a conceitos supersticiosos: Comer despido é ofender o Anjo da Guarda. Mas antes de tudo isso é uma questão de higiene.

Bom apetite. 🙂

Leia também os artigos:

Museu virtual do Iraque: cultura em 3D

Veja  a evolução cultural da humanidade em 3D

Todos nós sabemos que a civilização como conhecemos surgiu no chamado Crescente Fértil, que se situa entre os rios Tigre e Eufrates, no atual Iraque. E, hoje, é possível ver a evolução da história da humanidade nos últimos 6 mil anos, numa visita (imperdível) ao Museu Virtual do Iraque.

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Clique sobre a imagem para visitar o museu

O site é o resultado de uma cooperação técnica italiana com as autoridades iraquianas. Também é possível ler em inglês e árabe.

Não deixe de assistir a introdução (Flash ou Quicktime), que inicia com uma visão aérea da Mesopotâmia. Depois, você verá a construção da maquete em 3D e as fotos das várias épocas do museus. Então, no final, você será levado a uma sala com 8 portas que contem informações sobre as várias civilizações e períodos culturais da região, a saber:

  • Pré-história; *
  • Período sumério;
  • Acádio-neossumérico;
  • Babilônico;
  • Assírio;
  • Aquemênida selêucida;
  • Parto-sassânida;
  • Islâmico

O que você está esperando para conhecer. Sinta-se um verdadeiro Indiana Jones

Artigos correlatos:

Anbar, Iraque: o início da civilização
Babilônia no Louvre
Verão com chuva? Visite um museu!

* Fonte [História Viva – UOL]

Mais vídeos culturais grátis

Se você, assim como eu, tem curiosidade por descobrir vídeos e documentários sobre os mais diversos assuntos, não importando a sua área de atuação, certamente já deve ter percebido que aqui no Recanto das Palavras, estou sempre indicando e informando links e portais, nos quais é possível assistir e até mesmo baixar material que enriquecerão seu acervo cultural.

pontocom

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Agora mesmo acabei de descobrir o portal Ponto comunidade, que é um repositório de vídeos hospedado no Instituto Embratel contendo palestras, debates e tudo o mais que possa ser transmitido, em termos culturais, é claro, para que, assim como está denominado, a comunidade (leia-se todos nós) tenha acesso à cultura.

Há várias categorias, como Internet, Filosofia, Educação, Geografia, Música e Saúde. Mas, se você desejar pesquisar um pouco mais, há também uma seção de Palestras e outra de Obras raras da Biblioteca Mário de Andrade (em formato .jpg)nas quais você pode escolher entre assistir ou baixar o vídeo de seu interesse. As palestras, a título de curiosidade, são vídeos que apresentam formas de como usar uma biblioteca, assim como há dois vídeos sobre um Ciclo de Literatura Infanto-Juvenil.

Você também pode verificar a programação das transmissões. A programação é ininterrupta e você pode assistir, na TV PontoCom, vários vídeos e programas gravados ou ao vivo.