Fernando Pessoa em Canção VII – Epitáfio a Bartolomeu Dias

"Epitáfio a Bartolomeu Dias", poema de Fernando Pessoa, no livro "Mensagem", musicado por André Luiz Oliveira e gravado por Belchior.

 

Há alguns anos encontrei um LP no qual um músico chamado André Luiz Oliveira musicou parte dos poemas contidos no livro Mensagem, do Fernando Pessoa. Desde então, esses poemas musicados e gravados por artistas da MPB fazem parte do meu quotidiano. Regularmente produzirei vídeos para cada uma das canções e as postarei aqui. Espero que gostem.

Acredito que seja um bom material para aulas de história e literatura.

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O cachorro que há em todos nós em 16 citações e um pouco de história

Por acaso já se deu conta de como os cães fazem parte do seu quotidiano?

Parece que tudo começou ainda no baixo pleistoceno, quando alguns de nossos ancestrais tiveram a ideia de compartilhar pedaços de carne de caça com os lobos que rondavam, não muito longe, as cavernas nas noites em que, após a descoberta do fogo inventamos o churrasco.

Antes, se quiser, você pode entrar no clima do artigo ao ouvir a música abaixo. Ouça e vá lendo o texto.

Citações e ditos populares

  • Briga de cachorro grande – Geralmente a frase é citada por algum trepidante (repórter futebolístico), ao informar que o jogo que está prestes a começar será muito disputado.
  • Você me trata como um cachorro ou Eu não sou cachorro não – Quando algum homem percebe que a sua amada o despreza.
  • Esse cara é um cachorrinho de madame – Das duas uma: ou o cara é submisso a mulher que tem mais grana do que ele, ou é um gigolô.
  • O brasileiro é cachorrão mas não é cachorro (J.A.) – Que todo brasileiro é sacana ninguém tem duvida, mas, ao contrário do cachorro, não gosta de osso (mulher magricela). Em resumo: gostamos de ter o que apertar na mulher, certo?
  • Os cães ladram e a carruagem vai passando – frase atribuída ao grande filósofo e lexicólogo Ibrahim Sued, o mesmo que anunciava a periodicidade de seu programa na televisão, dizendo:  “Estaremos aqui diariamente todas as terças e quintas”.
  • Soltou os cachorros – quando uma mulher ou homem dá a maior bronca no adversário (a), digo, cônjuge.
  • Botou o rabo entre as pernas – Diz-se de alguém que se viu sem saída em uma disputa e humilhando-se como um cachorro medroso, saiu de forma patética da pendenga.
  • Cachorra! – homem xingando uma mulher que o passou para trás. Aqui me permito citar o equivalente feminino de xingamento mútuo… Vaca!
  • A fingida caridade do rico não passa, da sua parte de mais um luxo; ele alimenta os pobres como cães e cavalos. (Rousseau)
  • Como cães numa roda, ou pássaros numa gaiola, os homens ambiciosos continuam a subir, com grande trabalho e incessante ansiedade, mas nunca chegam ao cume. (Robert Burton)
  • Um adulador parece-se com um amigo, como um lobo se parece com um cão. Cuida, pois, em não admitir inadvertidamente, na tua casa, lobos famintos em vez de cães de guarda. (Epiteto)
  • Os cães, como os homens, são muitas vezes punidos pela sua fidelidade. (Jack London)
  • Se alguém nos é de fato muito valioso, devemos ocultar-lhe essa conduta como se fosse um crime. Ora, semelhante atitude não é agradável, mas é verdadeira. Os cães não suportam uma amizade excessiva; os homens, menos ainda. (Schopenhauer)
  • Se recolhes um cachorro faminto e lhe deres conforto ele não te morderá. Eis a diferença entre o cachorro e o homem. (Mark Twain)
  • Troque seu cachorro por uma criança pobre. (Eduardo Dusek)

Cavalo-do-cão

Com o passar dos séculos a relação se desenvolveu de tal forma que alguns de nós passaram até mesmo a receber a alcunha de “cão” ou “cachorro”, geralmente no sentido pejorativo. Coisa do tipo: “Aquele cavalodocaocachorro me paga!”, quando algum marido mais atiradinho resolveu pular a cerca e deixou rastro. O coisa ruim, mais conhecido como capeta, também recebe o apelido de “cão”, também geralmente em associações de ideias no sentido de quando alguém diz-se ter alguma relação com o Diabo: “Ele tem parte com o cão”. Isto se deve em grande parte à tradição açoriana de associar o Tinhoso com o referido mamífero, como nos informa Câmara Cascudo em seu “Dicionário do Folclore Brasileiro”, visto muitos açorianos terem vindo colonizar o Brasil.

Por vezes os nomes populares juntam ordens do reino animal (mamíferos + insetos), quase formando uma quimera, quando denomina uma espécie de vespa (pompiledae) como “cavalo-do-cão”, caçadora de aranhas caranguejeiras. O bicho é danado mesmo.

Metamorfoses e baixa poesia

Ainda no terreno das metamorfoses, o folclore de vários países registra a figura do lobisomem, ou o homem que se transforma em lobo, o ancestral de todos os cães, nas noites de lua cheia. Mas, bom mesmo, é ver uma mulher se transformar em loba com o passar do tempo, não? Se bem que, assim como o lado masculino da espécie recebe a alcunha canina de forma pejorativa, as mulheres também podem ser taxadas de “cachorras” quando, assim como nós, cometem alguma cachorrada. Porém, entre as mulheres, xingar a outra de quadrúpede ruminante que produz leite seja mais pejorativo ainda. Acompanhem a pérola do cancioneiro nacional do famosíssimo (?) Bonde do Tigrão, que bem exemplifica este parágrafo:

Só as cachorras
As preparadas
As popozudas
O baile todo…

Um primor de poesia…

Gregos e Romanos

Os gregos – sempre eles! – inventaram uma escola filosófica denominada Cinismo, cujo maior representante foi Diógenes, o pai de todos porralôcas, ao designar que kynikos, seria o equivalente da expressão “como um cão”, isto é, viver de maneira natural sem ter as coerções sociais como regra tal como os cães (kyon). O próprio Diógenes, que cunhou frases antológicas  (veja o artigo Uma lamparina, um barril e o dorme-sujo que queria mudar o mundo), certa vez, ao ser perguntado por qual motivo fora chamado de cão, respondeu o seguinte: “Balanço a cauda alegremente para quem me dá qualquer coisa, ladro para os que recusam e mordo os patifes”. Não nos esqueçamos de Cérbero, o cão de três cabeças que guardava a entrada do Hades.

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Os romanos não ficam atrás, quando nos indicam que a cidade eterna teve como mãe uma loba, que amamentou Rômulo e Remo. Em algumas escavações foram encontradas placas que avisavam, assim como nos dias atuais, para que o incauto tivesse cuidado com os cães, que em latim se escreve cave canem.

Certamente você ou a sua avó já emborcou um sapato ou um chinelo ao ouvir um cão uivando, certo? Sabe de onde vem essa crendice? De Roma é claro! Os romanos acreditavam que os cães conseguiam enxergar a sombra dos mortos, associando, assim, a Hécate, a divindade da mitologia que atormentava os humanos mostrando os terrores noturnos e aparições de fantasmas. A mesma Hécate é associada a Perséfone, a rainha dos infernos. E então? Vai emborcar um chinelo ou sapato na próxima vez que ouvir um cachorro uivando ou vai duvidar que eles veem almas do outro mundo?

Dentes caninos

Nem mesmo os vampiros escapam de ter alguma parte com os cães. Os dentes mais pontiagudos são conhecidos como caninos. E não há predador que não os tenha na boca. Caso contrário só vão poder tomar sopa e usando canudinho.

Alguém já deixou de ler uma das aventuras de Sherlock Holmes, chamada “O Cão dos Baskervilles”?

Fernando Pessoa em Canção VI – Nevoeiro

"Nevoeiro", poema de Fernando Pessoa, no livro "Mensagem", musicado por André Luiz Oliveira e gravado por Gal Costa.

Há alguns anos encontrei um LP no qual um músico chamado André Luiz Oliveira musicou parte dos poemas contidos no livro Mensagem, do Fernando Pessoa. Desde então, esses poemas musicados e gravados por artistas da MPB fazem parte do meu quotidiano. Regularmente produzirei vídeos para cada uma das canções e as postarei aqui. Espero que gostem.

Acredito que seja um bom material para aulas de história e literatura.

2010: Centenários, datas importantes, ciência e cultura

Como sabemos, o ano que se inicia dentro de alguns dias terá como principal evento mundial, a realização da Copa do Mundo na África do Sul. Ao mesmo tempo, no Brasil, foi instituído o ano de 2010 como sendo o Ano Nacional Joaquim Nabuco, político e diplomata brasileiro que abraçou o abolicionismo e faleceu em 1910, mesmo ano em que ocorre a Revolta da Chibata, a luta dos marinheiros contra os castigos corporais, um resquício da escravidão numa das maiores frotas do início do século XX.

A Unesco promove 2010 como o Ano Internacional da Diversidade Biológica, tema que é de enorme importância, visto, nos dias atuais, a conscientização ecológica ser parte do nosso cotidiano.

Há outros fatos também importantes que terão datas “redondas” em 2010, por exemplo, os centenários de nascimento de Noel Rosa, Jacques Cousteau, Madre Teresa de Calcutá e muitos outros. Confira abaixo:

 

Acontecimentos

Logo colorido_sm

Ano Internacional da Diversidade Biológica
Unesco

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Revolta da Chibata (100 anos)

logojoaquimnabuco

Ano Nacional Joaquim Nabuco
Fundação Joaquim Nabuco

 

Centenários

Cultura Brasileira

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Noel Rosa (1910-1937) Música-Samba-MPB

raqueldequeiroz 

Raquel de Queiroz (1910-2003)
Literatura Brasileira

adoniran_barbosa

Adoniran Barbosa  (1910-1982)
Compositor de Sambas

aurelio

Aurélio Buarque de Holanda Ferreira (1910-1989)
Lexicógrafo e escritor

haroldolobo

Haroldo Lobo (1910-1965)
Compositor de sambas e marchinhas

corinthians

Fundação do Sport Club Corinthians Paulista

Arte, Literatura e Ciência (mundo)

akira

Akira Kurosawa (1910-1989)
Cineasta japonês

 

jeangenet

Jean Genet (1910-1965)
Escritor francês

marktwain

Mark Twain (1836-1910)
Escritor norte-americano

cousteau

Jacques-Yves Cousteau (1910-1997)
Oceanógrafo francês

Religião

chicoxavier

Chico Xavier (1910-2002)
Médium

madreteresa

Madre Teresa de Calcutá (1910-1997)
Freira

Música

 
howlinwolf

Howlin’ Wolf (1910-1976)
Blues

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Django Reinhardt (1910-1953)
Jazz

Política

tancredo

Tancredo Neves (1910-1985)
Político – Presidente do Brasil

 

Fernando Pessoa em Canção V – O Desejado

"O Desejado", poema de Fernando Pessoa, no livro "Mensagem", musicado por André Luiz Oliveira e gravado por Elizeth Cardoso.

Há alguns anos encontrei um LP no qual um músico chamado André Luiz Oliveira musicou parte dos poemas contidos no livro Mensagem, do Fernando Pessoa. Desde então, esses poemas musicados e gravados por artistas da MPB fazem parte do meu quotidiano. Regularmente produzirei vídeos para cada uma das canções e as postarei aqui. Espero que gostem.

Acredito que seja um bom material para aulas de história e literatura.

Fernando Pessoa em Canção IV – A Última Nau

Poema, "A Última Nau", do livro “Mensagem”, no qual Fernando Pessoa relata o desaparecimento de D. Sebastião, rei de Portuga,l na batalha de Alcácer-Quibir.

 

Há alguns anos encontrei um LP no qual um músico chamado André Luiz Oliveira musicou parte dos poemas contidos no livro Mensagem, do Fernando Pessoa. Desde então, esses poemas musicados e gravados por artistas da MPB fazem parte do meu quotidiano. Regularmente produzirei vídeos para cada uma das canções e as postarei aqui. Espero que gostem.

Acredito que seja um bom material para aulas de história e literatura.

Fernando Pessoa em Canção III – Os Avisos

Os Avisos (Terceiro), poema de Fernando Pessoa, no livro "Mensagem".  Música de André Luiz Oliveira. Gravação de Ney Matogrosso.

Há alguns anos encontrei um LP no qual um músico chamado André Luiz Oliveira musicou parte dos poemas contidos no livro Mensagem, do Fernando Pessoa. Desde então, esses poemas musicados e gravados por artistas da MPB fazem parte do meu quotidiano. Regularmente produzirei vídeos para cada uma das canções e as postarei aqui. Espero que gostem.

Acredito que seja um bom material para aulas de história e literatura.