Máquinas manhosas e temperamentais

Faz uns 5 dias eu dei por encerrada a vida de um cansado; porém, valente Nokia E62. O danado é tudo de bom em termos de smartphone. Já levou diversos tombos de alturas variadas. E até já deixei um cigarro sobre a tela, mas tirei a tempo quando me dei conta que não era o cinzeiro. A desatenção se deu no momento em que eu escrevia um artigo e estava fumando. Este telefone celular só não tem, segundo os mais muderninhos, duas coisas fundamentais: câmera e wi-fi. Sinceramente, eu não ligo para nenhuma dessas duas coisas. Mas, se estiverem no pacote, eu até as usarei.

el_phone_42291_md Pois bem, eu também tenho um Nokia 6120 Classic, comprado por módicos R$34,00 devido aos trocentos créditos a que tinha direito de acordo com o plano da operadora. Desfiz-me, então, de um LG Shine que deixou a desejar em quase todos os quesitos. Parecia escola de samba que sobe para o grupo de acesso. Trazia várias promessas, mas que no decorrer do desfile foi perdendo pontos em evolução, harmonia, alegorias e adereços… e o pior: a bateria era “Cinco! Nota cinco!”. Logo, como se pode perceber, eu uso dois celulares no cotidiano, mas de formas distintas. É óbvio que ambos servem para falar e ouvir. Só que, no 6120, eu tenho câmera de 2mp e no E62, eu tenho teclado QWERTY no corpo do telefone. Deu para imaginar que eu faço alguns malabarismos de vez em quando.

Carrego um em cada bolso da calça que estiver usando e, foi numa dessas ocasiões que eu deixei o teclado do E62 encostando no isqueiro, que também estava no bolso. E o que aconteceu quando tentei usá-lo para acessar o WordPress? As teclas estavam travadas e as que se davam ao luxo de funcionar, escreviam sequências aleatórias. “A” tecla da letra A ao ser pressionada escrevia o número 7, como se eu estivesse discando. A tecla “Q”, também ao ser pressionada, escrevia 9854+1. Foi dando uma certa frustração, pois eu nem pensava em me desfazer desse celular tão cedo, a não ser que surgisse uma oportunidade de comprar o Nokia E71. Tirei bateria, coloquei bateria. Liguei e desliguei e já estava pensando em utilizar um método bem neanderthal de resolver a situação. Comecei a olhar para um extrator de grampos já com idéia de jerico. Coisa do tipo: Vou meter esse treco sob a tecla e fazer uma alavanca para ver se a danada destrava ou volta a funcionar. Só não o fiz por ter esquecido ao ter que resolver um problema que surgiu repentinamente.

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Não me dei por vencido. Troquei os chips e passei a usar o 6120 para acessar a internet. Ele é até rápido, mas sua tela vertical não permite que vejamos toda exuberância de uma página do cyber espaço. Deixei a bateria descarregar no E62 e ficou de molho durante todo final de semana. Já havia decidido que daria um jeito de comprar outro para substituí-lo. Comecei a ver preços e os olhos engordavam ao ver o já citado E71. Até que hoje pela manhã, sem qualquer esperança e sabendo que apenas o usaria como pai de santo, isto é, só recebendo, o manhoso E62 voltou a funcionar lépido e fagueiro. Será que ele percebeu que iria trocá-lo?

O mesmo se dava com uma Brasília que eu tive. Não, não era amarela. Mas, bastava eu pensar em trocá-la para que ela resolvesse fazer malcriação. Certa vez, fomos acampar em Itatiaia e ela foi toda serelepe carregando a bagagem e a barraca. Serra para ela não era mistério. Mas, quase ao chegar no camping, eu comentei que estava na hora de trocar de carro. Queria um que fosse mais veloz, etc e tal. E o que ela fez? Não dá nem pra imaginar, né? Empacou! Isso mesmo. Empacou na entrada do camping e eu tive que pedir ajuda e aproveitar que era uma ladeira até chegar aos locais para armar as barracas e fiz a danada pegar no tranco. Pulou, roncou e pegou. Só foi possível estacionar. Ela, de novo, fez malcriação. De pirraça só mexi na danada quando resolvemos voltar para casa. Pedi a alguns campistas para me ajudarem a empurrar até a ladeira, que continuava até o fim do camping e a fiz pegar de novo no tranco. Voltei para casa sem parar em lugar algum. Engraçado é que, ao chegar em casa, ela resolveu funcionar direitinho.

Vai entender?

Qualquer dia desses eu conto sobre a psicologia do martelo para fazer o computador funcionar.

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6 comentários sobre “Máquinas manhosas e temperamentais

  1. Olá Jorge

    Gostei da sua história…rs.
    Estou pensando também em trocar de celular, mas vou pesquisar bastante antes de comprar gato por lebre.

    Abraços.

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  2. Pois é, Junior. É preciso muito cuidado nessas horas. Eu, por enquanto, ficarei com o meu celular. Um dos grandes atrativos dele é a tela 320×240, que como você leu no post, é excelente para a navegação na internet.

    Um abraço e boa sorte na escolha do novo celular.

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