Lixo espacial monitorado: slide show

Desde o lançamento do Sputnik, em fins da década de 1950, os países que dominam a tecnologia de enviar satélites artificiais ao espaço, lançaram aproximadamente 17 mil objetos que estão em órbita da Terra. Dentre esses objetos, que em bom número são detritos da corrida espacial, também há uma bolsa de ferramentas que uma astronauta deixou escapar de suas mãos.

₢ Spiegelonline  Representação artística do satélite Iridium, que se chocou com outro satélite russo.
Veja o slide show ao clicar sobre a imagem

A situação parece caótica, tanto que recentemente dois satélites, um russo e um norte-americano se chocaram. Se fosse no tempo da Guerra Fria, isto daria motivos para que ambos lados pensassem em apertar aquele pavoroso botão vermelho que detonaria a guerra nuclear.

Esta semana, a agência espacial dos países da União Européia (ESA) decidiu criar um fundo de €50 milhões, para monitorar e rastrear o lixo espacial e trabalhar em conjunto com Space Surveillance Network, o programa norte-americano similar, para que, assim como temiam os gauleses, o céu não nos caia sobre a cabeça.

Como as órbitas dos detritos variam, relação ao nível do mar, em altitudes que podem chegar a 800km, 1000km e até mesmo 1500km e a órbita geoestacionária está a confortáveis 36 mil quilômetros de altitude, as agências espaciais decidiram criar uma rede de estações de monitoramento capazes de detectar objetos de pelo menos 10cm de diâmetro. Você verá no slide show o estrago que uma bolinha de alumínio, menor que uma bilha de carrinho de rolimã é capaz de fazer num bloco maciço também de alumínio. Também instalarão um radar para rastrear objetos que orbitem em até 2 mil quilômetros de altitude. Porém, mesmo assim, os telescópios não estão descartados.

A próximas gerações também poderão ser afetadas ou terem problemas com esses detritos, pois, segundo peritos russos, dependendo da altitude da órbita, um objeto que esteja a mais de 800km pode ficar vagando no espaço por até 10 mil anos. Aqueles que estão a menos de 200km, são incinerados ao entrarem na atmosfera. Foi isso que aconteceu no Texas, esta semana.  A dúvida é se era um detrito mesmo ou um UFO.

Este monitoramento não se restringe apenas aos detritos e satélites. Também há planos de monitorar as manchas solares e as órbitas de asteróides. Dizem que um deles atingirá a Terra nos próximos anos. Será?

* Este artigo foi escrito tendo por base a tradução, feita por mim, da matéria do Spiegel Online, Europe Plans to Monitor Space Junk.

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