A história de uma múmia

Durante milênios elas estiveram escondidas e muitas nem mesmo foram estudadas após o traslado para o mundo ocidental. Essa é a história de Nesperennub, um sacerdote do templo de Karnak, que recentemente teve seu sarcófago aberto e revelou muito sobre seu modo de vida e também sobre o antigo Egito. Veja a exposição online no British Museum.

Sarcófago © PoodlesRock/Corbis A múmia de Nesperennub ficou esquecida nos depósitos durante quase 100 anos e só recentemente o sarcófago foi aberto. Os pesquisadores estudaram desde a vida quotidiana de Nesperennub até o seu esqueleto, que se apresentava intacto. Também estudaram todos os objetos que estavam no sarcófago como um amuleto em forma de escaravelho, que sempre era colocado sobre o coração; além de jóias e ornamentos. Recriaram suas feições nos mostrando seu provável rosto. Tudo isso sem que fosse necessário tocar no corpo, isto é, fazer uma autopsia, pois foram usadas as mais modernas técnicas de radiologia e tomografia.

Ele morreu por volta dos 40 anos, média de vida dos egípcios de então. O estudo de seus ossos revelou que a coluna tinha uma formação perfeita, indicando que não era velho; porém, algumas outras características contam bastante sobre sua vida. Por exemplo, um de seus dentes tinha um buraco e este abscesso poderia ter sido um fator de grande sofrimento, visto não haver muitas e suficientes soluções para este tipo de problema no antigo Egito. Sobre um de seus olhos também há um orifício, o que indica que provavelmente tenha sofrido de câncer ou um tumor cerebral tenha sido a causa de sua morte.

Estranhamente foi encontrada uma forma bizarra em seu crânio. Parece haver uma elevação na parte de trás da cabeça. Os pesquisadores concluíram que pode ser uma tigela de resina esquecida por um dos embalsamadores que ao perceberem isso, já era tarde. A resina usada rapidamente endurecia. Portanto, trataram logo de enfaixá-lo todo para esconder o possível erro. Isto nunca foi visto em qualquer múmia até hoje estudada. Também foi revelada, ainda sobre seu crânio, sobre o olho direito, uma forma que lembra uma cobra. Sabe-se que as cobras eram adoradas no Egito antigo. A dúvida é saber se essa forma é um resquício da cera usada no processo de embalsamamento, ou foi feita deliberadamente, já que julgavam as cobras como protetoras daqueles que viajavam para a outra vida.

O processo de embalsamamento era meticuloso. Havia procedimentos que deveriam ser seguidos corretamente como:

1 – Retirar o cérebro, em partes, pelo nariz usando uma espécie de arame retorcido. Os pedaços deveriam ser descartados;

2 – Fazer um corte profundo no lado esquerdo do corpo, na altura do estômago e, por ali, também retirar o fígado, pulmões, estômago e intestinos;

3 – Estes órgãos deveriam ser secados cobrindo-os com sal e resina, envolve-los com linho e, em seguida, colocados de volta no corpo;

4 – Jamais deveriam tocar no coração. É onde reside a alma da pessoa;

5 – Os olhos eram substituídos por olhos de vidro;

6 – O corpo deve ser coberto com sal e uma solução de sódio em seu interior. O corpo deveria permanecer assim durante 40 dias até que toda a umidade fosse retirada.

7 – Aplicar camada de resina e preencher os espaços vazios com rolos de tecido, especiarias ou serragem.

8 – Aplicar as várias bandagens.

A exposição é linear e você pode ampliar as imagens; mas, por favor respeite os direitos sobre as imagens. Antes de copiar leia o regulamento sobre o uso das mesmas.

Esta é uma excelente forma de entendermos o passado.

* A imagem que ilustra este artigo não é a do sarcófago de Nesperennub. Foram respeitados os direitos sobre as imagens de acordo com as informações do British Museum.

Leia os artigos:

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2 comentários sobre “A história de uma múmia

  1. Oi amado amigo!!
    Voltando de viagem vim desejar um 2009 cheinho de paz, saúde e realizações!
    Deus nos permita um mundo mais humano
    e menos cruel.
    pra isso façamos nossa parte….

    Carinho de RO!

    Curtir

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