Acordo Ortográfico 2009: Guia para não esquecer

Baixe um guia em formato .pdf com as novas regras ortográficas no portal G1. Há um link no artigo “Confira o guia rápido das mudanças da reforma ortográfica”.

A partir do dia 1º de janeiro de 2009 passa a valer o novo acordo ortográfico da Língua Portuguesa. Todos nós sabemos que algumas modificações sutis, porém, importantes deverão ser feitas e, como todo blogueiro que se preza, a primeira preocupação para que seu blog possa ter qualidade é o bom uso do idioma.

Mesmo que a ortografia atual possa ser usada até 2012, já é bacana começar a se acostumar em escrever “leem” em vez de “lêem”, por exemplo, para indicar quantas pessoas leram artigos em seus blogs.

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20 comentários sobre “Acordo Ortográfico 2009: Guia para não esquecer

  1. Nova ortografia língua portuguesa 2009
    Passados 18 anos de sua elaboração, o Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa promete finalmente sair do papel. Ou melhor: entrar de vez no papel. O Brasil será o primeiro país entre os que integram a CPLP (Comunidade de Países de Língua Portuguesa) a adotar oficialmente a nova grafia, já a partir do ano que vem.
    As regras ortográficas que constam no acordo serão obrigatórias inicialmente em documentos dos governos. Nas escolas, o prazo será maior, devido ao cronograma de compras de livros didáticos pelo Ministério da Educação.
    As mudanças mais significativas alteram a acentuação de algumas palavras, extingue o uso do trema e sistematiza a utilização do hífen. No Brasil, as alterações atingem aproximadamente 0,5% das palavras. Nos demais países, que adotam a ortografia de Portugal, o percentual é de 1,6%.
    Entre os países da CPLP, já ratificaram o acordo Brasil, Portugal, Cabo Verde e São Tomé e Príncipe. Ainda não definiram quando irão ratificar o documento Angola, Moçambique, Guiné-Bissau e Ti mor.
    A assinatura desses países, porém, não impede a entrada em vigor das novas regras em todos os países, pois todos concordaram que as mudanças poderiam ser adotadas com a assinatura de pelo menos três integrantes da comunidade.
    No Brasil, o acordo — firmado em 1990 – foi aprovado pelo Congresso em 1995. Agora, a implementação definitiva depende apenas de um decreto do presidente Lula, ainda sem data para ocorrer.
    Mesmo assim, o MEC (Ministério da Educação) já iniciou o processo de adoção da nova ortografia. Entre 2010 e 2012 é o período de transição estipulado pela pasta para a nova ortografia passar a ser obrigatória nos livros didáticos para todas as séries.
    Novas regras
    O acordo incorpora tanto características da ortografia utilizada por Portugal quanto a brasileira. O trema, que já foi suprimido na escrita dos portugueses, desaparece de vez também no Brasil. Palavras como “lingüiça” e “tranqüilo” passarão a ser grafadas sem o sinal gráfico sobre a letra “u”. A exceção são nomes estrangeiros e seus derivados, como “Müller” e “Rubner”.
    Seguindo o exemplo de Portugal, paroxítonas com ditongos abertos “ei” e “oi” –como “idéia”, “heróico” e “assembléia”– deixam de levar o acento agudo. O mesmo ocorre com o “i” e o “u” precedidos de ditongos abertos, como em “feiúra”. Também deixa de existir o acento circunflexo em paroxítonas com duplos “e” ou “o”, em formas verbais como “vôo”, “dêem” e “vêem”.
    Os portugueses não tiveram mudanças na forma como acentuam as palavras, mas na forma escrevem algumas delas. As chamadas consoantes mudas, que não são pronunciadas na fala, serão abolidas da escrita. É o exemplo de palavras como “objecto” e “adopção”, nas quais as letras “c” e “p” não são pronunciadas.
    Com o acordo, o alfabeto passa a ter 26 letras, com a inclusão de “k”, “y” e “w”. A utilização dessas letras permanece restrita a palavras de origem estrangeira e seus derivados, como “kafka” e “kafkiano”.
    Dupla grafia
    A unificação na ortografia não será total. Como privilegiou mais critérios fonéticos (pronúncia) em lugar de etimológicos (origem), para algumas palavras será permitida a dupla grafia.
    Isso ocorre em algumas palavras proparoxítonas e, predominantemente, em paroxítonas cuja entonação entre brasileiros e portugueses é diferente, com inflexão mais aberta ou fechada. Enquanto no Brasil as palavras são acentuadas com o acento circunflexo, em Portugal utiliza-se o acento agudo. Ambas as grafias serão aceitas, como em “fenômeno” ou “fenómeno”, “tênis” e “ténis”.
    A regra valerá ainda para algumas oxítonas. Palavras como “caratê” e “crochê” também poderão ser escritos “caraté” e “croché”.
    Hífen
    As regras de utilização do hífen também ganharam nova sistematização. O objetivo das mudanças é simplificar a utilização do sinal gráfico, cujas regras estão entre as mais complexas da norma ortográfica.
    O sinal será abolido em palavras compostas em que o prefixo termina em vogal e o segundo elemento também começa com outra vogal, como em aeroespacial (aero + espacial) e extraescolar (extra + escolar).
    Já quando o primeiro elemento finalizar com uma vogal igual à do segundo elemento, o hífen deverá ser utilizado, como nas palavras “micro-ondas” e “anti-inflamatório”.
    Essa regra acaba modificando a grafia dessas palavras no Brasil, onde essas palavras eram escritas unidas, pois a regra de utilização do hífen era determinada pelo prefixo.
    A partir da reforma, nos casos em que a primeira palavra terminar em vogal e a segunda começar por “r” ou “s”, essas letras deverão ser duplicadas, como na conjunção “anti” + “semita”: “anti-semita”.
    A exceção é quando o primeiro elemento terminar em “r” e o segundo elemento começar com a mesma letra. Nesse caso, a palavra deverá ser grafada com hífen, como em “hiper-requintado” e “inter-racial”.
    A língua portuguesa é a única língua oficial de Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal e São Tomé e Príncipe. É também uma das línguas oficiais da Guiné Equatorial (com o Espanhol e o Francês), Timor-Leste (com o tétum) e Macau (com o Chinês). É bastante falada, mas não oficial, em Andorra, Luxemburgo e Namíbia. Crioulos de base portuguesa é a língua materna da população de Cabo Verde e Guiné-Bissau.
    A maioria dos falantes de português vive em quatro (ou cinco) continentes: África, América do Sul, Ásia, Europa e (a depender da divisão que se fizer entre os continentes) Oceania. Contudo, há quase dois milhões de falantes na América do Norte (a maioria nos Estados Unidos da América, Canadá, Bermuda e Antígua e Barbuda).

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  2. tem gente que nao sbe escrever nem o antigo …vao colocar mais coisa pro Brasil virar um país burro..

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  3. Muito legal a nova regra ortográfica, falta dizer que quem mora no Acre não é mais acreano e sim acriano.

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  4. Já foi difícil aprender as regras do português.Agora com essas modificações demorará mais algum tempo para nos adaptarmos.

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  5. Não há utilidade nem necessidade deste acordo ortográfico. Inglaterra não fez nenhum acordo com EUA, Autrália, etc; Espanha também não fez nenhum acordo com os países da América Central e do Sul.
    Acho que no Brasil devem falar e escrever como entenderem, mas não admito que venham impor regras diferentes quando quem tem o original somos nós. A língua está em constante mudança, mas por força do uso e não de imposições gramaticais com as quais o povo português não se identifica. E o facto de só o Brasil estar a praticar a nova ortografia diz tudo acerca disso… Nunca vou utilizar as novas regras ortográficas.

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  6. acho uma perca de tempo estamos a andar para tràz,nao ha necessidade nunhuma, temos muitos analfabetos com este acordo alguns alfabetizados vao se tornar analfaburros engrossando o numero de analfabetos

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  7. eu não gostei desse novo acordo ortografico estou tendo muitas dificuldades em lingua portuguesa depois desse novo acordo aff é uma merdaa

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  8. em resposta à jennifer; uma merdaa, são brasileiros como você que não sabem esvrever nem falar português.
    passem bem e voltem para o brasil.

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  9. Em resposta ao Paulo, não vejo necessidade nenhuma desse tipo de resposta que ultrapassa em muito o mínimo da educação. Parte também do príncipio que a Jennifer tem que “voltar” para o Brasil, como se o mais comum não fosse a Jennifer estar de facto no Brasil. A questão da imigração é separada do acordo.

    A Jennifer acha o acordo uma merda. Dificilmente isto significa que ofender todos os brasileiros seja uma resposta adequada.

    Quanto ao acrodo, tem vantagens e desvantagens. Acho que o Paulo no entanto muito provavelmente também o acha uma merda, pelo que ainda menos se percebe a sua resposta.

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  10. Porque teremos nós, Portugueses, de andar a reboque dos brasileiros? Não vejo os Ingleses alterarem a sua Lingua em favor dos Americanos…nem os Alemães em favor dos Suiços….se como Povo e Lingua-Mãe temos mais 400 anos, porque temos de ser nós a mudar? Que falta de identidade nos querem impor? Isto tem sido uma pouca-vergonha linguistica desde que as telenovelas inebriaram as mentes enfraquecidas da populaça. Pobres crianças que vão aprender que um “fato” é um “episódio” em lugar de uma vestimenta, e por aí fora….Quem vende a sua Lingua-Mãe não é benvindo mais se podendo considerar de traidor.

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