A Primavera dos Livros 2008 (RJ) foi muito bacana

Quem não foi perdeu uma grande oportunidade de aumentar sua biblioteca com livros de qualidade tratando sobre diversos assuntos. Por exemplo, editoras universitárias de prestígio, a maioria públicas, assim como as editoras comerciais levaram todos os seus catálogos e os preços, já de início, estavam com um desconto de 20%; isso para não falar do dia, sexta-feira, que foi especial para os professores, brindados com descontos lineares de 50% em todos os estandes das 86 editoras, que também doaram livros para serem sorteados durante toda Primavera dos Livros 2008, a 13ª edição dessa festa literária que já faz parte do calendário cultural do Rio de Janeiro e também de São Paulo.

Ao que parece, a afluência de público e atrações da edição carioca do evento, que se encerra dentro de algumas horas, hoje, foram maiores que em edições anteriores e também da edição paulistana deste ano. Ontem, por exemplo, houve a apresentação do grupo musical Casuarina, que tocou samba e chorinho, tudo da melhor qualidade, fazendo com que não apenas o público, mas também, os expositores entrassem no clima. Por falar nisso, é inimaginável o poder de atração que a música exerce sobre nós. Bastaram os primeiros acordes, para que o anfiteatro de lona tivesse logo seus lugares tomados e o público se reunisse em volta dos músicos, não se importando se os instrumentistas estivessem de costas para parte da platéia. Alguns até “mandavam no pé”, contagiados pela excelente performance desses músicos.

Também não faltaram lançamentos e atrações como Leonardo Boff e Ruy Castro, que proferiu, se não me engano, três palestras sobre a Bossa Nova, tema do evento, e que domina como poucos. Houve também oficinas e debates sobre diversos assuntos, tendo um deles, um apelo bastante forte, já que tratava da questão dos direitos autorais que, como sabemos, em tempos de troca de informações eletrônicas estão mais sujeitos a vilipêndios e plágios.

As crianças, os leitores do futuro, não foram esquecidas. Editoras especializadas, ou não, em livros infantis e infanto-juvenis levaram seus livros, catálogos e autores para falarem sobre suas obras e promoverem atividades como “contações” de histórias. O jornalista e editor Luís Pimentel, autor de uma série de livros, dentre eles, “Flamengo desde menino” (Mauad Editora), também entreteve as crianças contando as histórias do clube de futebol mais querido do Brasil, enquanto elas pintavam e desenhavam.  O próximo volume da série será sobre o Glorioso, o Botafogo, cujo título será “Botafogo desde menino”.

E tudo isso ocorreu num ambiente de congraçamento, num jardim belíssimo, com uma alameda de palmeiras cercadas por árvores de diversas espécies e também, acreditem, aves como garças e gaviões que fazem dali sua morada. Foi um espetáculo cultural e ecológico, por qual motivo não dizer?

Portanto, mais uma vez, o Rio de Janeiro mostra que é a capital cultural do Brasil.

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