Português como língua oficial da ONU

Somos cerca de 232 milhões de pessoas falando a Língua Portuguesa pelo mundo, como podemos comprovar no quadro abaixo. Além desses países, esta língua permaneceu em antigos enclaves portugueses como Goa (Índia) e Macau (China). Na Europa, além de Portugal, a Galícia também fala uma língua muito próxima.

 

Brasil

186.000.000

Angola

12.000.000

Cabo Verde

420.000

Guiné- Bissau

1.500.000

Moçambique

20.000.000

Portugal

11.000.000

São Tomé e Príncipe

190.000

Timor Leste

1.000.000

Total

232.110.000

Por estes e outros motivos, se pensou na unificação da ortografia entre estes países, que passará a vigorar em 2009. Entretanto, um dos principais objetivos é que a Língua Portuguesa venha a ser considerada, também, uma das línguas oficiais da ONU, ao lado das outras seis oficiais, a saber: o inglês, o francês, o chinês (mandarim), o russo, o espanhol e o árabe.

 

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Onde se lê “0%”, equivale a menos de 1% do total de lusoparlantes.

O Brasil busca um lugar de destaque no jogo das nações, pretendendo, assim, que venha a exercer influência cultural e política no cenário globalizado. O ministro da cultura, Juca Ferreira, declarou a Agência Nacional, que:

As Nações Unidas vinham resistindo porque [a língua portuguesa] não tinha uma ortografia comum, então esse acordo ortográfico, que é muito tímido, muito pequeno, não afeta a liberdade do exercício lingüístico em nenhum país, regulamenta o mínimo, unifica e possibilita essa demanda ser atendida pela comunidade internacional.

Certamente, a língua portuguesa não será tão influente quanto o espanhol que, por exemplo, já é quase a segunda língua oficial nos Estados Unidos, o que foi possível comprovar durante a recente eleição presidencial, em que as cédulas eram bilíngües: inglês e espanhol.

Como foi dito anteriormente, são vários os objetivos contidos no acordo ortográfico, sendo que um dos que mais se destacam é facilitar o intercâmbio cultural entre os vários países de língua portuguesa. Apenas a título de exemplo, obras escritas em português no Brasil eram traduzidas para o português falado em Portugal.

Ao mesmo tempo, o Brasil é uma espécie de ilha cercada por países de língua espanhola. O fato interessante é que esta língua até cerca de 20 anos não era ensinada nas escolas brasileiras. Eu próprio aprendi francês da 5a até a 7a. série e, na oitava série, aprendi rudimentos da língua inglesa. Espanhol mesmo, pelo menos para leitura, tive que aprender na marra quando fiz a graduação em história.

Mas, mesmo assim, a língua portuguesa é a língua oficial, nativa ou de origem como quiserem classificar de uma parcela considerável da população mundial. Portanto, parece-me justo que seja pleiteado o posto de uma das línguas oficiais das Nações Unidas.

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5 comentários sobre “Português como língua oficial da ONU

  1. Nem a música, nem as telenovelas aproximaram tanto o brasileiros e portugueses como a internet e, em especial, os Blogs… que fizeram a maior parte deste laço. Eu, particularmente, nunca li tanto o português escrito por portugueses, como estou lendo agora. Uniformizar o idioma neste momento de encurtamento de distâncias, não é mera coincidência… é consequência.

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  2. Jorge,

    Esta língua deve ser defendida,por ser nossa e pela qualidade indiscutível que ela contem.
    E para tal passa por este acordo ortográfico,que muitos desacordam,principalmente pelos inconvenientes que provoca aos comodismos,mas o pior de todos seria o declínio dela…

    O passo seguinte é na ONU e outros organismos ela ser usada,mas o mais importante será esta interligação comunicacional que aproxima ideias e sentimentos de vários povos,numa língua escrita e falada mais uniforme.

    Abraço amigo,
    joao

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  3. O Brasil tem que ocupar seu espaço neste universo. A lingua portuguesa é maravilhosa e tem que ser valorizada. Este foi o primeiro passo para a unificação da lingua, depois de décadas. Poderia ser um pouco mais profunda.

    Abraços

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  4. Olá,

    Sou favorável ao Acordo Ortográfico, penso que já não era sem tempo. Não há motivos para diferenças, como “adotar” (Brasil) e “adoptar” (Portugal). Claro, que eu respeito as diferenças culturais, mas é necessário criar um “código comum”.

    Com relação ao espanhol, foi uma estratégia da “elite” para fortalecer a língua portuguesa. Agora, a presença do espanhol no Brasil é inevitável, mesmo porque em São Paulo, já há mais de 100 mil bolivianos que falam “portunhol”. Por que não dominar o espanhol, uma língua irmã, tão rica como a portuguesa ?

    Abraços !

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