Eu amo o Rio de Janeiro, uma campanha

Lendo a coluna do Lucas Mendes no site da BBC Brasil, na qual ele explica como se pode e deve criar uma marca forte para uma cidade falida e violenta, me dei conta que a campanha “I Love New York” poderia, de alguma forma, ser adaptada para o Rio de Janeiro.

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A matéria inicia com um tom irônico, ao relatar uma campanha promocional feita pela Embratur (Empresa Brasileira de Turismo), na década de 1970, que promovia, acredite, o lado exótico Brasil, justamente mostrando uma mulata de costas e com a seguinte frase: “Entre no Brasil pelo lado exótico”. Aí, depois de uma campanha dessas, não vão querer que os gringos venham aqui em busca de turismo do tipo sexual? E, ampliando, não querem que a prostituição infantil seja alarmante e outras barbaridades não aconteçam? Lembro de ter lido um post aqui no WordPress, em que a blogueira que foi morar na Inglaterra, reclamava da forma como as mulheres brasileiras são vistas no exterior. Infelizmente, mas sem generalizar, a primeira impressão é que a mulher brasileira leva a vida na flauta, para não ser mais direto.

Retomando o assunto da cidade falida em todos os sentidos, especialmente no que tange à violência, vi, na matéria, algumas similaridades sobre o que acontecia em Nova Iorque antes da mudança da imagem e, conseqüentemente, da postura dos orgãos governamentais que se esmeraram em dar um sentido de civilidade e tranqülidade, limpeza e urbanidade para seus cidadãos e turistas. O Rio de Janeiro é a principal porta de entrada do Brasil. É a imagem do Brasil no exterior. Alguns confundem carioca com brasileiro tamanha é a força da imagem do Rio de Janeiro e suas belezas naturais.

Por sinal, escreva um post aqui no WordPress e coloque uma imagem. Depois, clique sobre a imagem, ainda durante a edição do post, e você verá que surgirão dois ícones sobre a imagem. Um dos ícones é o Pão de Açúcar! Até o pessoal do WordPress gosta do Rio de Janeiro.

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Porém, o que vemos hoje é um descaso, orquestrado ou não, pois não posso afirmar, de esvaziamento da cidade em todos os sentidos. Desde os tempos pré-coloniais que a cidade atrai estrangeiros. Há relatos e mais relatos de navegantes que aqui passaram e também, após o início da colonização, há inúmeros outros relatos de cronistas de época e viajantes ilustres como Darwin, que relataram a beleza do relevo. Portanto, a vocação do Rio de Janeiro é o turismo e essa deveria ser a sua maior fonte de renda. Mas, como falar para um gringo vir pra cá se a imagem do Rio, num carioquês típico, está com o filme queimado? Nada contra os filmes como Cidade de Deus, Tropa de Elite e Última Parada: 174, que retratam o lado mais violento da cidade. Isso deve ser mostrado, sim, e serve com paralelo aos filmes citados na coluna do jornalista brasileiro, para que tenhamos parâmetros para repensar o Rio de Janeiro.

Portanto, eu os convido a ler a coluna do Lucas Mendes e pensar a respeito.

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Um comentário sobre “Eu amo o Rio de Janeiro, uma campanha

  1. Sabe que isso é muito sério? O lance lá de NY mesmo, além da mudança de pensamento e pq n dizer cultura, o pessoal aplicou o tolerância zero. Até nos carros da polícia puseram um adesivo com os dizeres: “Quem mata polícial pega pena de morte…”

    Falando de Brasil em geral, porque o bicho ta pegando em todo canto. Acho que o pessoal devia se preocupar em criar e aplicar leis de verdade. O nosso código penal é “novo” mas tá bom de ser revisto, as necessidades mudaram muito nos últimos anos.

    Tiro pelo numero absurdo ai de medidas provisórias… Cadê a reforma política?

    Tem que EDUCAR o povo. Porque ai pra conscientizar depois sobre certas coisas fica mais fácil. Essa lei seca agora, o pessoal achou ruim, mas tem que ser. Morrer no volante por conta de alcool é um absurdo. Quando dividir o TX com os amigos é tão mais fácil e barato.

    Enfim, essa da lei seca foi pra exemplificar aqui que as pessoas não gostam de mudanças, mas se acostumam rápido. Daqui uns anos se tirarem a lei seca todos vamos sentir falta e pedir pra continuar… Vê bem…

    Acho que falta vontade política. Só isso.

    Curtir

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