Paulo Coelho só tem uns doze títulos publicados…

“Com quatrocentos livros, meu lugar só pode ser na Academia Brasileira de Letras”, foi o que disse um dos postulantes à cadeira que Zélia Gatai deixou vaga e que leva o nome de Machado de Assis como patrono. A matéria “Vai que dá zebra“, que está na Revista Piauí 23, é de chorar de rir, pois as declarações de alguns candidatos à imortalidade literária são impressionantes.

O que proferiu a frase acima e que serve de título para este artigo errou por dois motivos: primeiro por achar que quantidade é referencial para qualidade, visto já ter escrito mais de 400 livros. A maioria são livros de literatura pornô e usa pseudônimos interessantíssimos que combinam nomes próprios femininos franceses com o sobrenome de algum pintor ou romancista também franceses. Bem, o outro erro…

Um outro escritor se inscreveu justamente por estar em disputa a cadeira que pertenceu a Machado de Assis, e numa insuspeita falta de modéstia declarou que, caso vagar a cadeira de Olavo Bilac, é com ele mesmo. Segundo suas não menos impressionantes palavras, as cadeiras de Rui Barbosa, Euclides da Cunha e Manuel Bandeira não lhe interessam.

Não é à  toa que um apresentador de televisão que já escreveu uns romances policiais, vira e mexe convida o então presidente da ABL para ser entrevistado. Parece ser uma campanha lenta. Sempre é convidado pelo importante entrevistado a concorrer, mas educada e teatralmente diz não poder aceitar.

Portanto, se você já escreveu uns poemas do tipo Batatinha quando nasce esparrama pelo chão…

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2 comentários sobre “Paulo Coelho só tem uns doze títulos publicados…

  1. Oi querido!
    Como sempre, você tem toda razão
    no texto acima, eles só querem a cadeira.

    Beijinhos e aproveito desejar um Feliz dia dos Pais!
    Carinho de RO!
    Te adimiro pra caramba mininu!

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  2. Pelo que me consta, a academia é um acinte ao escritor, estando lá um Paulo Coelho, ou um Sarney, ou um Eduardo Portella, mais conhecido como crítico.
    Por merecermos marimbondos de fogo, também merecemos escritor psicografador de 400 livros. A academia brasileira tem tão poucas letras, que Drummond a recusou.

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