Leitores em Formação

Vez ou outra eu escrevo um artigo sobre o hábito da leitura e sua importância para o desenvolvimento educacional, cultural e, conseqüentemente, social de cada um de nós. Por vezes, também, exponho programas governamentais ou não que fomentam este hábito. Isto me faz pensar que, de uma forma ou de outra, contribuo; além do meu papel de educador, para que possamos sair um pouquinho mais do buraco em que nos encontramos há mais de 500 anos.

Ler é uma atividade que não pode deixar de ter, digamos, um caráter lúdico. Não é apenas a leitura como meio de aquisição de conhecimento profissional que falo. Este tipo de leitura vem a reboque e se torna até natural quando já sabemos como ler e este como ler, não significa somente juntar letras e sílabas para formar palavras. Ler também deve ser uma atividade que alimente o senso crítico em cada um de nós.

Todos os programas de fomento a leitura, livros e afins sempre terão espaço aqui no Recanto das Palavras. Por este motivo eu achei interessante falar sobre algo que considerei bastante interessante como, algumas propostas que surgiram no último Fórum Literatura na Escola – Biblioteca Escolar e Mediação da Leitura, que reuniu técnicos do Ministério da Educação (MEC) e do MinC (Ministério da Cultura); além de professores, bibliotecários, pesquisadores e escritores.

Dentre as propostas que surgiram, uma foi realmente significativa, isto é, a importância do bibliotecário na formação do leitor. Esta não é uma proposta nova, penso, mas é uma postura nova que as bibliotecas escolares, comunitárias e públicas deveriam adotar imediatamente. Mas, para isso, de acordo com Tania Rössig, que é doutora em teoria literária e coordenadora das Jornadas de Passo Fundo, é preciso mudar os currículos formação de bibliotecários. Ao mesmo tempo, também propôs que os professores devam ter formação e continuidade em leitura. Pode parecer simples, mas não é tão simples assim. Algumas conjunturas precisam ser ajustadas e uma estrutura que parece emperrada deve ser novamente azeitada. Uma pergunta: Ainda existe cartilha? Indo na direção da Matemática, ainda se usa tabuada? Acho que não, pois eu venho recebendo alunos no 2º grau que não conseguem compreender os enunciados das questões, entender o que falamos e muitos mal sabem as quatro operações.

Retornando ao assunto, ainda segundo a proposição de Tania Rössing, “o bibliotecário precisa ser um animador cultural, o transformador da realidade, o catalizador das ações da escola. Para alcançar esse objetivo, ela sugere que o currículo dê ao estudante da graduação uma visão de trabalho com os alunos, os professores, coordenadores, diretores, servidores da escola e a comunidade e não apenas do espaço físico da biblioteca, como um “cuidador” de prateleiras de livros”. Na mesma linha da formação acadêmica, todos aqueles que pretendem ingressar no magistério ou tenham em seus cursos a opção de licenciatura, apenas para ficarmos no campo da educação, deverão ter formação em leitura durante a graduação. Isto não impede que médicos, engenheiros e arquitetos saiam da faculdade sem terem a cadeira de Leitura ou Letramento entre suas matérias curriculares obrigatórias.

Todos serão beneficiados. O leitor, o sujeito, o coletivo, o mercado editorial, as livrarias e a cultura do país em geral.

Este post foi criado e postado usando um Nokia E62.

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