Dia dos namorados: o dia seguinte

Woman Dreaming of Her Lover © Trolley Dodger/Corbis Acabo de ler num jornal que alguns casais de namorados terminam o namoro pelos motivos mais fúteis e estapafúrdios que podem existir. Há quem termine o namoro por causa de um chaveiro. Isso mesmo, um singelo chaveiro que, ao que imagino, não deva ser um dos apetrechos mais apreciados por aqueles que costumam freqüentar sex shop em busca de aparelhos sado-masô. Mas como sabemos que a mente humana é uma caixinha de surpresa, o que será que se passou pela cabeça da namorada que acabou o romance com o rapaz dono do chaveiro? Será que ela imaginou que ele teria algum pequeno desvio e lá no seu íntimo (dele), queria abrir “portas” ainda fechadas? Ou será que poderia ser algum pseudocarcereiro de corações. Ah…O amor é lindo e no início tudo são flores. Pena que depois de um certo tempo, os “defeitos” que antes não eram enxergados, tornem-se barreiras intransponíveis e motivos para um certo asco a alguém que já fora dono (a) do seu coração.

Tenho um amigo, já há muito casado, me contou que no tempo em que saía para paquerar ficava desesperado com o fato de a mulher que ele levasse para o motel fizesse xixi de porta aberta. Dizia ele que ouvir o som dos líquidos se encontrando tinha um efeito mais certeiro que a destreza da Lorena Bobbit[¹]. Dá pra entender? Claro que não. Será que a “patroa” deste meu amigo toma alguma providência? Coisas do amor.

Mas em se tratando de amor, tudo é válido para que este seja sempre alimentado pela chama da paixão. Acho que não foi bem isso que pensou o rapaz que terminou o namoro que era um mar de rosas de três meses de duração ao saber o verdadeiro nome de sua amada. Ela se apresentava como “Lina”. Por sinal um belo nome, ou melhor, dizendo, apelido. Apelido de Marcolina Aparecida. O coitado não agüentou. Como dizer: “Marcolina Aparecida, vou gozar!” Com toda certeza, ela não chegaria a completar o prazer. Ou quem sabe, se aprendesse a dizer rapidamente o nome da amada pudesse aliar o orgasmo a uma futura crise de ejaculação precoce. Quem pode garantir que ele não teria um orgasmo prolongado ao falar todo o nome de sua namorada? Acho que todas as experiências sexuais são válidas desde que haja comum acordo. Pelo visto não houve.

Mas a vida tem suas graças e desgraças. Veja o caso de um outro amigo meu que tem nome composto. Certa vez ele conheceu uma mulher casada e ambos se encantaram. Tomaram chopinhos e trocaram olhares furtivos como só os cautelosos enamorados que estão no erro sabem trocar. Foram ao motel e fizeram amor. O antes e o durante foram até dignos de um prêmio do Festival de Gramado. Sim, pois, atuação para Oscar não pode ser feita às pressas e sem produção necessária. Na hora do cigarrinho do depois, a bela vira-se para ele e diz: “Sabe, é estranho dizer o teu nome quando vou gozar”. Ele, não perdendo a viagem e imaginando que ela não gostara de seu nome pergunta: “Querida, qual o nome do seu marido?” Ao que ela responde: “Etevaldo. Por quê?”.

Ele apenas diz: “Ahhhhh… gozei!”

Conta-se que nunca mais trocaram beijos, olhares furtivos ou pronunciaram nomes que achavam ser estranhos e/ou compostos.

[¹] A equatoriana Lorena Bobbit ficou famosa em 1994. Alegando que era constantemente agredida pelo marido, o ex-fuzileiro naval norte-americano John Wayne Bobbit, ela cortou-lhe o pênis depois de uma discussão e de ter pedido a separação. Lorena foi considerada inocente, ”por perda da razão”, pela Justiça dos Estados Unidos. Wayne teve o pênis reimplantado e se tornou ator de filmes pornográficos.

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