Valei-me meu São Indiana Jones!

Há muito tempo, eu li uma revista da Seleções do Reader´s Digest, em que um grupo de arqueólogos, milhares de anos após o fim de nossa civilização, tentava interpretar os objetos encontrados em escavações e dar um significado para eles, objetos, e também para os arqueólogos. Sim, claro, pois interpretamos o passado à luz de nosso tempo e não como se respirássemos o ar dos anos passados. Sendo assim, os arqueólogos do futuro, por exemplo, ao investigarem as habitações do homem do século XX, concluíram que as tampas e os assentos dos vasos sanitários eram adornos rituais, onde o assento do vaso seria um colar cerimonial. Havia até uma gravura de uma mulher com a tampa da privada por trás do pescoço e o assento como se fosse um colar. E também, as escovas de dentes seriam brincos e por aí seguia a interpretação dos arqueólogos do futuro.

Agora mesmo leio a notícia que uma pedra com gravuras estranhas foi encontrada na Escócia. Não, meus amigos, ainda não foi dessa vez que os ETs deixaram um bilhete dizendo… “Nós estivemos aqui” como tanto deseja (ou desejava) Erich Von Däniken. Sim, eu li “Eram os Deuses Astronautas?”.

Então, fazendo como os arqueólogos do futuro, os atuais começaram a interpretar os símbolos contidos nesta pedra de poucos centímetros quadrados e chegaram a conclusão que nada sabem do significado dos símbolos.

Eu, do alto da minha experiência arqueológica, que se limita a uma visita, ainda nos tempos da graduação, a um sambaqui em Cabo Frio e a um sítio arqueológico que teria provavelmente 4 mil anos, também na região, vos digo. A figura abaixo é um carro!

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Preste atenção aos aros de liga leve, sendo que as colunas de sustentação lembram cruzes. Ah, para arqueólogo achar que isso é símbolo pagão proto-cristão é um piscar de olhos. Observem também, que a carroceria do automóvel está representada entre as duas rodas, e se olharam com mais atenção verão que há aquelas borrachas protetoras ao logo de toda lataria, impedindo, por exemplo, amassadinhos em estacionamentos de supermercados. Percebam como os pneus são fininhos, iguais aos dos carros dos playboys e demais “comenínguem” dos fins do século XX e início do século XXI. Desconfio seriamente que esta pedra é um anúncio de loja de automóveis dos tempos pouquinha coisa posteriores aos tempos do Fred Flintstone e lá, em escrita pictográfica está escrito, aquilo que todo vendedor de automóvel diz pra te enganar: “Não, não é usado. É seminovo”.

Portanto, meus amigos, arqueologia é uma ciência muito mais interpretativa e fantasiosa. Vai ter arqueólogo querendo empalar este que vos escreve. Valei-me São Indiana Jones! Ah, sim. Ele não é arqueólogo. É antropólogo.

Brincadeiras à parte, leia o artigo no Estadão.

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Um comentário sobre “Valei-me meu São Indiana Jones!

  1. Olá docinho!
    Vim te desejar um findi iluminado e convidar vc para uma fatia de bolo, na segunda, no meu blog ok?
    Te aguardo com carinho!
    Beijinhos de RO!!

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