O Negro no Futebol Brasileiro: 100 anos de Mario Filho

O maior estádio de futebol do mundo leva o seu nome. Ele foi o responsável pela mística do maior clássico do futebol brasileiro o Fla-Flu e, quem sabe, mundial. Este clássico, é quase como um rito de passagem para os jogadores e técnicos novatos de ambos clubes, um a origem e o outro o rebento rebelde.

A sua obra mais importante é o livro O Negro no Futebol Brasileiro. E este ano, no dia 3 de junho completaria 100 anos. Vamos conhecer um pouco mais deste livro que é fundamental para entender não apenas o futebol, mas a formação do Brasil em termos sociais, econômicos e esportivos.

[ O Personagem ]

Mario Rodrigues Filho, que leva o nome do pai, um jornalista do início do século XX, e fundou o jornal A Manhã, veio de Recife para o Rio de Janeiro aos 8 anos de idade, juntamente com seus pais e irmãos, dentre eles o crônista e dramaturgo Nelson Rodrigues.

Fundou O Mundo Esportivo, um jornal esportivo que é considerado o primeiro do gênero no Brasil. Em 1936, compra o Jornal dos Sports, que pertencia a Roberto Marinho, com quem trabalhou no O Globo e era seu companheiro de sinuca.

Em acalorada polêmica na imprensa, vence a batalha contra Carlos Lacerda que desejava a construção do estádio para a Copa do Mundo de 1950, em Jacarepaguá. Mario vence e o Maracanã é construido no bairro de mesmo nome.

Sua importância não foi apenas no meio esportivo, mas também no jornalístico; pois praticamente revolucionou a cobertura esportiva, em especial, o futebol, que de suas entranhas, nos conta a história da participação do negro neste esporte que, para nós, é quase um modo de vida.

[ O Livro ]

Esta edição traz um Caderno Especial com a trajetória de Mario Filho, assinada pelo neto e jornalista Mario Neto, com fotos e perfis de alguns dos primeiros craques negros e mulatos do futebol brasileiro, com o texto assinado pelo historiador Gilberto Agostino. Este Caderno chega ao final com a história da imagem da capa, do artista plástico Rebolo, que também foi jogador de futebol, e que mostra pioneiramente na arte brasileira uma cena de jogadores em campo: o negro driblando o próprio Rebolo, que se auto-retrata. Bem cuidada, com apuro nos detalhes – ao ponto de trazer reconstituído, como no original, o prefácio de Gilberto Freyre à primeira edição (de 1947), no qual havia lapsos – (supressões de palavras em dois parágrafos) desde a segunda edição (de 1964), a 4ª Edição traz ao público todo o percurso da obra. Assim, nada foi retirado em relação às edições anteriores: além do prefácio de Gilberto Freyre, o texto das orelhas da segunda edição, de Édison Carneiro, o das orelhas da terceira edição (1994), de João Máximo, e mesmo a apresentação do editor da terceira edição podem nela ser encontrados.

[ Opiniões sobre o livro ]

Gilberto Freyre, 1947
Aqui está um capítulo da história do futebol no Brasil que é também uma contribuição valiosa para a história da sociedade e da cultura brasileiras na sua transição da fase predominantemente rural para a predominantemente urbana.

João Máximo, 1994
(…) não há dúvida de que, em cada linha deste livro, está a marca da paternidade que todos nós, cronistas esportivos, reconhecemos em Mario Filho.

Epitácio Brunet, 2003
Mario Filho, ao definir a contribuição do negro brasileiro ao futebol, completou um ciclo de obras – tais como Casa Grande e Senzala, Formação do Brasil Contemporâneo ou Raízes do Brasil – voltadas para a interpretação do Brasil (…)

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Um comentário sobre “O Negro no Futebol Brasileiro: 100 anos de Mario Filho

  1. Ola eu possuo exemplares dos anos 1948,49,50 e 51, devidademnte encardenados ano a ano, em otimo estado de conservacao, estou interessado em negociar, caso haja interesse entrar em contato.

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