Você já viu um Saci?

Clique na imagem para ir ao siteSe viu você poderá relatar. Se não viu você poderá saber diversas histórias e tudo sobre este personagem tão marcante de nossa cultura popular e folclore. Também saberá que o Saci tem vários outros companheiros como Curupira, Boitatá, Iara, Mapinguari e outros mais.

O Saci, segundo alguns, não é exclusividade brasileira. Há quem afirme que também há Saci na Argentina e é chamado de Yasi Yateré. Esta história saborosíssima nos é contada por uma pessoa que jura de pés juntos que já viu este Saci portenho. Além disso, pode-se dizer que há mais um alicerce da ponte cultural entre Brasil e Portugal, pois lá também tem um personagem parecidíssimo com o Saci, que se chama Fradinho da Mão Furada e/ou Pretinho do Barrete Encarnado (Pretinho da Carapuça Vermelha). No Paraguai também há um Yasi-Yateré. E o lugar mais improvável, a Alemanha, tem seu Saci, que é o Kobolde, que nada mais é que um diabinho travesso e manhoso.

O que não falta no SOSACI (Sociedade de Observadores de Saci) é informação, até mesmo de outros sites dedicados a ele que, pode ser visto como um símbolo de resistência da cultura popular brasileira. Além disso, no Balaio do Saci, você poderá conhecer várias músicas, cantigas, culinária e saber que há uma Confraria do Saci. A seriedade na manutenção desta tradição chega ao ponto de, em algumas cidades brasileiras, ter sido instituído o Dia do Saci, que pode ser conferido num link deste site (sítio).

Quando eu era criança lembro que os mais velhos contavam histórias sobre coisas de nosso folclore e cultura popular. Falavam de mula sem cabeça e do Saci. Até falavam que era possível capturar algum usando uma peneira. O tempo foi passando e cada vez menos tendo contato com nossa cultura popular. O que isto signfica? Significa que gradativamente estamos perdendo nossa identidade cultural e absorvendo outras. Tudo bem, o mundo está globalizado, mas isto não quer dizer que devamos deixar de lado esta parte fundamental de nossa cultura popular, por mais que pareça anacrônico ou sem sentido para alguns (muitos), gnomos e leprechauns não tem nada a ver conosco.

Aqui você vê um vídeo feito em homenagem ao Saci criado por Ziraldo.

Leia os artigos “O Que Se Fez de Nossa Cultura Popular” e “Curupira

Clique na imagem para entrar no SOSACIClique na imagem ao lado se você quiser conhecer um pouco mais sobre este personagem de nossa cultura, o travesso Saci.

As figuras deste post pertencem ao SOSACI

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4 comentários sobre “Você já viu um Saci?

  1. Oi, Jorge!

    Necessário, esse post. Cultura folclórica lembra muito a minha infância. Nasci e me criei – como dizem por aqui – na cidade. Mas você sabe: quem tem parentes no interior, já tem destino para suas férias escolares. Pois é… Nesse período, brincava muito com a garotada, embrenhando os matos, fingindo ser caçadora, subindo e descendo árvores, correndo atrás das aves (pinto, galinha, peru, pavão, capote etc.), colhendo frutas do pé etc. e tal. Só que, em meio a essa empreitada metida a safari, tinha o momento da roda, hora em que os mais velhos sentava no chão com as crianças e começava a contar suas histórias fantásticas (ou reais?!). 😀 Daí, a imaginação rolava solta!
    Lembro-me que o conto mais temido era o da Caipora. O velhinho que morava vizinho aos meus avós mostrava as cicatrizes em suas costas. Motivo? Ele dizia que na volta da lida, montado em seu cavalo, se não tivesse um cigarrinho para oferecer à Caipora (do jeito que aparecia nos matos, sumia de repente), ela lhe dava umas chicotadas. 😀 A “negrada” se entre-olhava num misto de medo e satisfação. Era muito legal! (risos)

    Bom… Seu post me fez lembrar um pedacinho da minha infância. Se bem que não faz tempo, né! 🙂
    Atualmente, percebe-se uma crise cultural no meio do nosso povo. Os saudosos são apenas mais uma lembrança do passado que teima em permeiar o presente. Os da nova geração, provas da mutação conseqüente dessa invasão de identidade. Preservar culturas, respeitando seu espaço, não significa fechar a porta para o futuro, para as “novas oportunidades”. Pior que esse mal começou com o “descobrimento” do Brasil e parece não ter fim…

    Apesar de ser cristã e não crer na existência desses personagens folclóricos, sempre gostei de cultivar esse tipo de conhecimento. Fala muito da nossa gente simples, suas gaiatices e crenças.

    É… Resta-nos a esperança de ensinar os nossos filhos e apresentá-los ao mundo, sem temer suas raízes.

    Abraço! 😉

    P.S.: Desculpa pelo looongo comentário!

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  2. Helga,

    Seu comentário não foi longo. Foi excelente! Você mostrou que ainda mantemos esta cultura e contou histórias muito parecidas com as que eu vivenciei.

    Também foi bacana porque me fez lembrar que eu tinha escrito um post sobre o Curupira e apresentando uma animação feita pela prefeitura do RJ, que faz parte de um projeto de preservação do nosso folclore. Dê uma conferida. 🙂

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  3. Obrigado pelo seu comentário no meu blog 🙂
    Claro, não podemos generalizar, mas infelizmente é uma grande maioria “patriota nas horas vagas”!
    Quanto ao post do Saci… ahn! Me lembro dos livros do Sítio do Pica-pau Amarelo que meu pai comprou. Grande Monteiro Lobato! Brincava com a imaginação das crianças!
    Que falta dos autores que escrevem para as crianças como crianças!
    Apareça sempre!

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  4. Obrigada, Jorge!

    E já dei uma conferida no seu texto sobre o Curupira, e claro, assisti o vídeo também.

    Abraço 😉

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