Militares estrangeiros e seitas religiosas nas fronteiras do Brasil

Agência Brasil

Devido a atual questão da demarcação de terras indígenas nas fronteiras do Brasil com alguns de seus vizinhos, novamente veio a tona um assunto que era pungente há algum tempo, isto é, a soberania do território brasileiro. Não parece ser um temor sem sentido e muito menos a preocupação não tem embasamento.

O próprio governo brasileiro declarou que já é possível sentir o sotaque inglês em determinados tribos indígenas na fronteira da chamada Amazônia Oriental, a região que dá para o lado do Atlântico para ser mais claro. O exército brasileiro dispõe de um efetivo muito pequeno para vigiar e proteger esta vasta extensão territorial, como se pode ler num artigo de hoje, 20 de abril, no Estadão. A situação está de tal forma que em uma mesmo tribo indígena há subdivisões religiosas. Isto se dá pela infiltração de seitas religiosas e missionários estrangeiros que, mascarando um processo de cataquese, parecem visar a ocupação de vastas extensões territoriais, digamos lentamente e, com o passar do tempo, reclamar para si um possível enclave territorial. Não, isto não é alarmismo. É fato e já foi relatado em um livro denominado “Os Demônios Descem do Norte”.

(…) implicações e interesses que passam além da questão religiosa por parte destas seitas, que foram classificadas como movimentos religiosos autônomos na América Latina. Estas têm como objetivos penetrar de tal forma que levem os latino-americanos a negar seus valores sócio-culturais, psicossociais e até mesmo econômicos em favor de seitas religiosas de matriz estrangeira. (In: Recanto das Palavras – Que Obra de Arte é o Homem)

Há algum tempo eu li um artigo sobre um cinturão militar (veja um mapa interativo interativo) criado nas fronteiras do Brasil com os outros países, nos quais há bases norte-americanas ou é significativa a presença dos mesmos e equipamentos como radares e pistas de decolagem no Paraguai, Uruguai, Argentina, Bolívia, Guiana, Suriname. No Peru há uma base avançada. Engraçado, não? O Amazonas nasce em terras peruanas.

O exército brasileiro, em recente estudo, detalhou a presença militar norte-americana na América do Sul. O tremor nas relações entre Venezuela, Colômbia e Equador, novamente suscita a lembrança de que o Brasil, como o mais importante país da região, também é o mais visado não apenas por nossos vizinhos, mas também pelo grande irmão do norte.

Não é de hoje que o olho deles é grande em relação à Amazônia e o Brasil em si. Sabemos que no golpe de 64 houve participação ativa de setores dos serviços de inteligência norte-americana. Hoje, a desculpa é o combate ao narcotráfico e o narcoterrorismo, como nos explica o Professor Luiz Alberto Moniz Bandeira em uma entrevista à Agência Brasil.

E como eles se sentem donos do mundo, até mesmo quando marcianos de cinema pensam em invadir a Terra são eles quem nos salvam, imaginam que também podem atuar quase que nas sombras aqui na América do Sul.

Leia também o artigo “Algumas Guerras e Idéias de Jerico na América Latina

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7 comentários sobre “Militares estrangeiros e seitas religiosas nas fronteiras do Brasil

  1. Jorge,

    faço coro com voce em relação à preocupação na manutenção das fronteiras brasileiras, em especial, as da chamada Calha Norte. região esparsamente habitada, ela tem sido alvo da cobiça daqueles que vêem nela as riquezas que sabemos existir, mas que não temos, no momento, como delas tirar algum proveito.

    no entanto, creio que voce dirige suas preocupações para o lado equivocado. vejamos:

    1. seitas religiosas
    diversas seitas religiosas e ONGs estrangeiras (alemãs, holandesas, francesas, italianas, canadenses e, até, americanas) estão na região com o expresso consentimento da administração federal. como a população é de indígenas, parcela esta legalmente ininputável – o que eu creio ser uma discriminação contra os seus direitos legítimos, bem como uma afronta aos outros brasileiros, ao se dispensar deles o cumprimento de deveres que aos demais é cobrado – esses organismos só podem entrar nas reservas, nas quais o exército brasileiro é impedido de entrar, se autorizados pela FUNAI. veja a questão da reserva raposa serra do sol. várias pequenas reservas, nas quais a presença de religiosos estrangeiros e ONGs é maciça, inclusive com dinheiro dá União para promover a integração do índio, foram, por decreto, unidas, formando uma imensa área contínua, superior à área de alguns países, como portugal!… essa área assim demarcada, cujo limite é a fronteira norte do estado de roraima, cobre mais de 60% do território daquele estado. assim, é uma área que, pelo decreto, deixa de ser da União para pertencer aos índios. a nossa pobre constituição (ainda em vigor, mas, para alguns, letra morta) diz que qualquer região em que a União detenha menos de 50% da sua área é considerada um território. isto, se aprovado como está escrito, fará o estado regredir para a categoria de território.

    um outro fator é que, uma vez livres da tutela da União, esses índios (vou poupá-lo, amigo, dos comentários sobre tráfico de drogas e venda ilegal de madeira que sairam publicados na imprensa a cerca de alguns deles) podem, muito bem, por influência dos religiosos e ONGs que lhes incutam algo sobre mudanças, querer se anexar a guiana, ou, quem sabe? a venezuela. chavez os receberia de braços abertos e, junto com eles, uma enorme reserva de urãnio que lá existe. além de outras riquezas, lógico. dificilmente chavez permitiria que eles ficassem novamente livres para optar e voltar a se unir ao brasil.

    este foi o alerta dado pelo gal. augusto heleno, em sua aula no círculo militar. até onde eu tenho conhecimento, não existe a presença de militares americanos nessa região.

    2. militares estrangeiros
    embora eu tenha dito que não existem militares americanos na região em torno da reserva raposa serra do sol, tenho que ressalvar que existem, sim, militares estrangeiros nessa região. são venezuelanos e colombianos, esses últimos pertencentes ao exército regular e, também, não sei se em número, mas em periculosidade, membros das FARC. dessa presença, as autoridades brasileiras também estão cientes, embora não o admitam oficialmente. mas as negociações oficiais que vemos acontecer, em pról do favorecimento a um grupo guerrilheiro que detém mais de 700 pessoas como reféns, a título de ação humanitária, tem a participação de proeminentes figuras do ministério das relações exteriores.

    nas demais regiões afastadas dessa zona de problemas, o que vemos é um antagonismo ao brasil, natural pela sua hegemonia na américa do sul. no entanto, a inaptidão do brasil em empreender as devidas ações diplomáticas para coibir a efetivação desse antagonismo tem incentivado os demais países a se aventurar em desafios à soberania nacional, sem mesmo levantar uma arma contra nossos exércitos. as batalhas são travadas nos telefones diplomáticos, quase sempre cedendo o brasil, sempre com a justificativa de que a população desses países é carente.

    voltanto à calha norte, acabamos de assinar dois tratados de fornecimento de alimentos para a venezuela (não esqueçamos as eleições naquele país ao final desse ano), além de auxílio no trato de plantações agrícolas, auxilio esse a ser fornecido pelo nosso ministério da agricultura, pecuária e abastecimento, com a presença de técnicos do ministério nas fazendas venezuelanas. em troca, NADA!!!… seria risível, não fossem os nossos próprios problemas de abastecimento para as nossas populações carentes.

    assim, prezado Jorge, reparto com voce as preocupações sobre a ocupação do território brasileiro por exércitos oficiais e não oficiais. e lamento, como voce, a falta de providências enérgicas por parte de nossas autoridades, para fazer valer os interesses nacionais. só discordo que a preocupação se dê somente em relação a uns poucos (6.300) soldados americanos, quando a sombra dos nossos vizinhos se revela bem maior do que imagina a nossa vã filosofia.

    o barão do rio branco deve estar se revirando na cova!…

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  2. Gil, a sua observação foi perfeita. Veio corroborar aquilo que pensamos e seu adendo foi muito valioso mesmo. Eu só acho que este número de 6300 militares pode aumentar de acordo com a “necessidade”. Lembremos do caso do Vietnã que, no decorrer de alguns anos foi recebendo cada vez mais tropas norte-americanas.

    Penso que parte da estratégia, e sem paranóia neste pensamento, é que estabeleçam bases como cabeça de ponte, digamos. A cobiça sobre a Amazônia é antiga e lembro da Margareth Tatcher dizer que nós deveríamos ceder ou vender o território para os países dito desenvolvidos.

    E, recentemente, a comunidade européia lançou a idéia de fazer a América Latina ser o celeiro do mundo. Quer dizer, produzimos matéria-prima barata e compramos industrializados caros. Será que querem reeditar o Pacto Colonial?

    Coitado do Barão. Já não vale mais nada e agora querem acabar com toda sua obra. 🙂

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  3. Jorge,

    meu temor é olharmos numa direção e sermos colhidos pelo trem na outra. temos preocupações maiores, hoje, do que esses 6.300 soldados.

    talvez seja uma questão de nacionalidde. se fossem, por exemplo, 6.300 soldados paraguaios, voce ficaria mais tranquilo? e se fossem 6.300 venezuelanos? pois esses outros são muito mais do que 6.300. e eles não fazem cabeça de ponte – eles nos entram por todos os lados! venezuela, bolívia e, em breve, paraguai. com os antecedentes e apoios que têm os atuais e os pretensos futuros dirigentes desses países (vide a campanha presidencial paraguaia), talvez precisemos daqueles 6.300 americanos para ajudar a nos proteger!…

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  4. Gil, eu coloquei no texto que nossos vizinhos também nutrem certas ambições sobre nosso território. Tanto que em outro texto escrito e citado, informo da idéia argentina de reivindicar parte do estado de Santa Catarina.

    Quanto ao auxílio de soldados americanos, me fez lembrar o caso da Guerra das Malvinas e o Tratado do Rio de Janeiro, no qual os países das três américas estariam de acordo quanto a defesa no caso de invasão estrangeira. O que se viu foi o apoio dos EUA à Inglaterra. Sim, eu sei que os argentinos tentarem invadir, mas os EUA nem ao menos dissimularam o apoio a antiga metrópole.

    É certo que tiranetes e doidos varridos que chegam ao poder fazem do Brasil um mote para suas idéias tresloucadas. O Eduardo Galeano, no “Veias Abertas da América Latina” já citava uma visão, na qual o Brasil praticava um tipo de imperialismo na América do Sul. Logo, se forem soldados venezuelanos, paraguaios ou norte-americanos não importa. O que importa é que querem um ou mais pedaços de nosso território.

    E vamos seguindo em frente.

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  5. acho que o governo teria de proibir as pessoas de cortar árvores…fazer queimadas…etc

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