Um Romance Policial Histórico no Império Otomano

Atualmente, assuntos ligados ao islamismo; como a vida comum das pessoas abaladas por conflitos geopolíticos, história e também por questões sócio-culturais são editados com certa profusão no exterior e acabam chegando aqui como best-sellers sacramentados. Por isso escolhi um livro, um romance policial que está no New York Times Books de 4/11/2007(¹) e que foge um pouco destes, agora, lugares comuns do mercado editorial.

O livro em questão é THE SNAKE STONE (Sarah Crichton/Farrar, Straus & Giroux), um romance policial histórico de Jason Goodwin, o autor que, segundo a resenhista Marylin Stasio é capaz de nos fazer sentir num tapete mágico viajando pelos lugares mais exóticos do planeta quando lemos algum de seus livros, que sempre se passam no Oriente Médio ou Ásia dos séculos passados. Dele já foram publicados The Janissary Tree (sobre o massacre dos Janízaros), Lords of the Horizons: A history of the Ottoman Empire, Time for Tea, A: Travels Trought China and India in Search of Tea, On Foot to the Golden Horn: A Walk to Istanbul (guia de viagem) entre outros.

A trama ocorre durante o reinado de Mahmud II (1784-1839), no século XIX, numa Istambul que nunca deixou de ser cosmopolita e tem na sagacidade de Yashim Togalu, o eunuco investigador, o fio condutor da história de suspense e mistério que envolve outros personagens como um vendedor de legumes turco, um livreiro grego, um barqueiro albanês, um judeu agiota e, ainda de acordo com a resenhista, o personagem mais interessante, que é um arqueólogo francês a procura um antigo tesouro. Todos eles se entrelaçam e interagem com a cidade de uma forma simbiótica.

Mahmud II (em inglês) foi um reformador que influenciado por aspectos da cultura ocidental reformou as instituições administrativas e o próprio exército, ao ordenar a execução dos janízaros, a força de elite do exército otomano que serviu aos sultões por séculos.

O sultão, após 30 anos governando está prestes a morrer. Manteve-se no poder por todo este tempo e, agora, o seu eunuco vislumbra que, com a sua morte, mesmo que a cidade milenar se renove, uma grande transformação está por acontecer. Bizâncio, Constantinopla, Istambul… O nome não importa. Sempre foi uma encruzilhada dos mundos Ocidental e Oriental; do Cristianismo e do Islamismo, a capital do Império Romano do Oriente, dos ícones, da Basílica de Santa Sofia que virou uma mesquita, a capital do Império Otomano. Tantos momentos, tantas passagens e justaposições que unem e desunem; geram ódios e rancores, e é claro, também amores.

Parece ser um bom livro de suspense, um romance policial que também é uma boa fonte de conhecimento histórico.

Resumo

Lefevre, arqueólogo francês que chegou a Istambul determinado a descobrir um tesouro bizantino perdido. Yashim é instado a descobrir quem ele é e seguir seus passos. Porém, quando o corpo mutilado de Lefevre é encontrado, Yashim se torna o único suspeito. Mais uma vez o eunuco Yashim se encontra numa corrida contra o tempo para revelar uma sociedade secreta que pretende reviver o Império Bizantino.

(¹) Este artigo foi escrito em outro blog que eu mantinha.

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3 comentários sobre “Um Romance Policial Histórico no Império Otomano

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