Estão acabando os trocadores em ônibus do Rio de Janeiro

imagem do escritório de um cobrador de ônibus - Foto fãbus

Aquela tradicional figura que fazia dupla com o motorista dos coletivos do Rio de Janeiro está desaparecendo. Percebi nestes últimos dias em que tive de me deslocar usando este tipo de transporte. Tão logo ao subir as escadas o motorista ficou me esperando pagar. Nesta fração de segundo eu entendi que não havia mais a figura do cobrador, que no Rio de Janeiro denominamos trocador.

Como não há uma determinação que devemos dar o valor da passagem já certo – agora, mais do que nunca é preciso ter o valor correto, já trocado, ao pagar -, eu lhe entreguei uma nota de R$ 5,00. Ele, o motorista, olhando todos os retrovisores e tomando conta da porta traseira, a da descida, acabou por me dar o troco. Antes de passar pela roleta (catraca) percebi que ele me dera o troco a mais. Voltei-me e disse que ele me dera troco para R$ 10,00. Isto foi feito enquanto engatava a segunda marcha. Ele, então, manteve a velocidade baixa e o ônibus em movimento. Refez o troco e ainda me agradeceu.

Imagine quantos acidentes podem vir a acontecer por causa destas várias tarefas que um motorista precisa executar além de dirigir, não deixar os passageiros caírem ao descerem ou subirem no coletivo? A atenção dele não fica ligada ao perigos do trânsito. Ele, agora, precisa cuidar também do dinheiro do dono da empresa. Penso que, em caso de dar troco errado dado a mais para o passageiro, e sempre tem um que não diz que o troco está errado, ele tenha descontado de seu salário o valor ou a soma dos valores.

A função de cobrador em coletivos no Rio de Janeiro era um mercado de trabalho para inúmeras pessoas com necessidades especiais ligadas a locomoção, por exemplo. Era comum ver pessoas vítimas da poliomielite exercendo esta função. Também era comum ver senhoras exercerem-na como uma forma de aumentar os ganhos da família que, em muitos casos tinha esta senhora como provedora do sustento. Isto para não falar dos inúmeros pais de família que sustentavam seus filhos com este parco, porém, digno salário.
Foto copiada do site Fãbus.
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2 comentários sobre “Estão acabando os trocadores em ônibus do Rio de Janeiro

  1. O sistema de ônibus urbanos no Rio, está mal, devido a falta de competência da Prefeitura, e posível submissão aos donos das emprêsas. As frotas deveriam ter, no máximo, 30% de “Micrões” os demais veículos deveriam ser ônibus com cobrador. Um Prefeito que goste de ser Carioca não copia São Paulo, Curitiba, etc,usa nossa criatividade para resolver nossos problemas, pois nossa malha viária é bem capilarizada, e nosso povo gosta de usar um õnibus de casa p/seu destino (trabalho, laser). Transbôrdo é coisa de “gringo”

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  2. eu nao moro no rio de janeiro mas pelo que eu entendi os motoristas tem que fazer a funcao de dois dele e do cobrador e um absurdo isso que faz eu sei porque em alguns municipios daqui da regiao metropolitana de sao paulo tem isso tambem alem do que tira emprego de pai de familia e a oportunidade do passageiro descer cem pagar a passagem quando o onibus ta cheio quebra ou o carro bate ou o motorista ou o cobrador passa mal se a pessoa paga a merda da passagem quem tem que cobrar a passagem e o cobrador nao o motorista a funcao do motorista e dirigir e nao cobrar passagem do passageiro o pessoal que trabalha nessas empresas que tem e ssa ideia de merda deve estar com bosta de galinha na cabeca

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