Que obra de arte é o Homem…

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À medida que os séculos passam algumas concepções de mundo e vida ressurgem. Ao que parece, além do grande debate sobre o aquecimento global, o que tem dominado os corações é a questão entre Evolução e Criacionismo. Sinceramente, imaginei que isto estivesse enterrado desde a Revolução Francesa, o movimento responsável pela separação do Estado e da Igreja e a conseqüente observação do estado laico que, na minha humilde opinião, é muito melhor para todos nós que gostamos de expressar nossas opiniões e garantirmos, assim, a liberdade de pensamento.

É certo que aqui no Rio de Janeiro houve uma tentativa por parte do casal que governou o estado, em fazer valer uma visão religiosa na formação de nossas crianças na escola. Parece-me que cada vez mais a percepção de mundo a partir do uso de antolhos ocorre em nossas terras. É fato comprovado que dos aparelhos ideológicos, dentre os quais também se insere a escola, a religião é um dos mais importantes; pois ela pode vir a moldar mentes e pensamentos sem permitir o debate de idéias. Temo que uma nuvem medieval de mil anos volte a pairar sobre nossas cabeças. E, daí a haver ondas de delações e acusações infundadas, o que levaria a novas incinerações, é um pulo.

Certa vez li um livro em que eram citados o dia e a hora exatas do surgimento da espécie humana. Eu lembro de ter dado um sorriso, pois não conseguia conceber tamanha alienação de idéias. Mas, como na época em que isto foi escrito a religião era predominante, deu para entender com algumas ressalvas a ignorância de quem formulou tal pensamento.

No século XVII, um professor da Universidade de Cambridge acreditou poder afirmar ter sido o homem criado no ano 4004 a.C., no dia 23 de outubro às 9 horas da manhã. Seus confrades de Oxford, opondo-lhe objeções a respeito do dia (23 de março, diziam eles), não contestaram, entretanto, nem o ano e nem a hora. Um pouco mais tarde, assim escrevia Buffon: “Desde os fins dos trabalhos de Deus, isto é, desde a criação do homem, passaram apenas 6 ou 8 mil anos”. Eminentes eruditos do século XIX não pensavam de maneira diferente. (Glénisson, J – Iniciação aos Estudos Históricos. Difel. 3ed. p. 42)

O brasileiro é por formação um ser sincrético. Aqui convivem várias correntes religiosas de todas as ordens e não é concebível que queiram determinar qual religião seguir. Ao mesmo tempo, assim como fizeram os jesuítas de séculos passados, as seitas religiosas pentecostais combatem e dizimam o panteão religioso dos indígenas na região de Mato Grosso, por exemplo, incutindo em suas cabeças que, não sendo a “palavra” de Deus, o que sobra é coisa do diabo. E lá vão índios aculturados e ignorantes do verdadeiro objetivo de seus pastores, queimar e destruir objetos de culto de seus ancestrais. Isto me fez lembrar de um livro chamado “Os Demônios Descem do Norte“, que há mais de vinte anos já alertava para as implicações e interesses que passam além da questão religiosa por parte destas seitas, que foram classificadas como movimentos religiosos autônomos na América Latina. Estas têm como objetivos penetrar de tal forma que levem os latino-americanos a negar seus valores sócio-culturais, psicossociais e até mesmo econômicos em favor de seitas religiosas de matriz estrangeira.

É bastante interessante verificar que todas as religiões de caráter animista e que cultuam elementos da Natureza, além de manterem um relacionamento com o “mundo invisível” são combatidas de forma veemente e, como não poderia deixar de ser, usam a palavra mágica que mais parece um saco de gatos em que cabem todos os males, o diabo, para classificá-las. Logo, os orixás das religiões de matriz africana, os deuses dos silvícolas e até mesmo os ícones e santos da Igreja Católica entram todos na mesma nomenclatura de “os outros”. A bem da verdade, algumas religiões são intolerantes mesmo. Sempre acham que a sua suposta verdade é a verdade absoluta. Que a forma pela qual as outras pessoas enxergam uma realidade é a errada e deve ser convertida não importando o método. É um conflito de palavras e símbolos, de significados e significantes. Isto é um errôneo maniqueísmo entre o bom e o mau, o bem e o mal, a luz e as trevas. E foi o que aconteceu com Babilônios, Hebreus, Cristãos, Muçulmanos e quem mais se enxergasse (enxerga) como os “escolhidos”. Do Egito tivemos notícia de uma guerra santa quando Amenófis IV (Akenathon) instituiu o monoteísmo e o culto a Athon em detrimento do politeísmo e do culto a Amon. Os hebreus foram perseguidos, escravizados e expulsos da Babilônia e do próprio Egito. Os cristãos, quando não absorviam movimentos reformistas como o franciscanismo, condenavam quem não rezava por sua cartilha à perseguição e à fogueira. Enquanto que os radicais muçulmanos não concebem o mundo de uma outra forma que não seja a sua.

Até o ponto em que a ciência passou a explicar o mundo, tudo era explicado de forma mítica e esotérica. Se continuássemos a pensar assim, a Terra ainda seria achatada e não estaríamos aqui falando Português. Também continuaríamos acreditando que a Terra é o centro do Universo e outras coisas mais que só serviram para serem refutadas e fomentar no espírito humano o desejo de descobrir e conhecer o que o cerca. Por isso que, por mais que criacionistas ideologizados por pensamentos vindos do hemisfério norte tentem incutir uma visão limitada, o espírito humano e a ciência demonstram o quanto estão equivocados. Talvez seja o seu canto do cisne ao perceberem que é impossível explicar o mundo como faziam os seres humanos há cinco mil anos. Quando não entendemos algo criamos um mito para explicar. À luz da ciência, o fim do Paraíso nada mais é que a passagem da fase de caça e coleta, portanto nômade, para a fase da domesticação das plantas e conseqüente agricultura; que nos levou à civilização.

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7 comentários sobre “Que obra de arte é o Homem…

  1. Pingback: Jorge via Rec6
  2. Olá amigo!

    Me chamaste: aqui estou! 😉

    Achei deveras interessante teu texto e é com enorme pesar que sinto não tê-lo visto antes! PQP! Como isso me passou despercebido? 😦 (ops…! er…desculpe, escapou-me a má palavra 😉 ). Se me permite a ousadia, peço licença para comentá-lo:

    À medida que os séculos passam algumas concepções de mundo e vida ressurgem. Ao que parece, além do grande debate sobre o aquecimento global, o que tem dominado os corações é a questão entre Evolução e Criacionismo. Sinceramente, imaginei que isto estivesse enterrado desde a Revolução Francesa, o movimento responsável pela separação do Estado e da Igreja e a conseqüente observação do estado laico que, na minha humilde opinião, é muito melhor para todos nós que gostamos de expressar nossas opiniões e garantirmos, assim, a liberdade de pensamento.

    Sobre Evo versus Cria, só tenho a dizer, meu caro, que o coração humano, sempre temeroso, por vezes busca a resposta à seus problemas refugiando-se nas mais obscuras teorias, DESDE QUE tais teorias sejam capazes de retirar de seus ombros o peso de sua responsabilidade pessoal pelos problemas que lhe causam sofrimentos.

    Assim, absolutamente compreensível esta tentativa de ressuscitar o ‘criacionismo’, pois nada melhor para tirar referido peso (dos ombros humanos) do que crer nesta espécie de predestinação; afinal, se existe um Deus (seja lá qual for), que concebo enquanto ser que está acima dos demais humanos, a responsabilidade por solucionar os problemas está nas mãos dele.

    À título de colaboração, oferto os seguintes links, para que teus leitores possam entender melhor a questão atinente às tentativas de inserir o Criacionismo como opção alternativa ao Evolucionismo:

    Vídeo 1 http://tinyurl.com/2ug8ql
    Vídeo 2 http://tinyurl.com/349zv6
    Vídeo 3 http://tinyurl.com/2lna69
    Vídeo 4 http://tinyurl.com/35rkwg

    É certo que aqui no Rio de Janeiro houve uma tentativa por parte do casal que governou o estado, em fazer valer uma visão religiosa na formação de nossas crianças na escola. Parece-me que cada vez mais a percepção de mundo a partir do uso de antolhos ocorre em nossas terras. É fato comprovado que dos aparelhos ideológicos, dentre os quais também se insere a escola, a religião é um dos mais importantes; pois ela pode vir a moldar mentes e pensamentos sem permitir o debate de idéias. Temo que uma nuvem medieval de mil anos volte a pairar sobre nossas cabeças. E, daí a haver ondas de delações e acusações infundadas, o que levaria a novas incinerações, é um pulo.


    a) Este casal que mencionas é REDÍCULO (é, para eles a grafia correta é essa mesma). Um contato que tenho aí no Rio me relatou os reais possíveis motivos que levavam tal casal a propalarem tal estudo: A maior parte das obras assistenciais efetuadas pelo Governo eram dirigidas ao público religioso.

    b) Sob meu ponto de vista pessoal, ‘espiritualidade’ nada tem a ver com religião. Para mim ‘espiritualidade’ guarda mais relação com aquele sentimento de plenitude e paz que por vezes experimentamos. Sempre me recordo com carinho de uma determinada experiência de minha juventude: tinha dez anos e freqüentava uma biblioteca de Sampa, localizada no bairro do Tatuapé. Gostava de ficar sentada numa mesa localizada próxima à janela e, durante as pausas em minha leitura (que utilizava para assimilar o texto lido), gostava de ficar olhando uma árvore (Chorão) que havia no jardim do lado de fora, ficava a observar o vento agitar mansamente os galhos da árvore e neste momento sentia que palavra alguma poderia definir.

    c) A religião pode servir como excelente instrumento de manipulação das massas, bem como para impingir verdadeiro terror nos corações humanos (como se eles já não estivessem atemorizados o bastante) e concordo contigo quando afirmas que para passarem à uma nova ‘caça às bruxas’ é um passo. Para aqueles que acham que a história não pode se repetir, oferto os links abaixo, onde teus leitores poderão assistir à “Jesus Camp”, vídeos onde fica claro que a atual ‘evangelização’ está longe de ensinar o amor, ensinando, antes, o ódio. A parte mais assustadora, em minha opinião, é ver um garoto afirmar que “Odeia não-cristãos”!

    Vídeo 1 http://tinyurl.com/35jt78
    Vídeo 2 http://tinyurl.com/38nx9s
    Vídeo 3 http://tinyurl.com/2sp96y
    Vídeo 4 http://tinyurl.com/2m4eja
    Vídeo 5 http://tinyurl.com/2lfzey

    Certa vez li um livro em que eram citados o dia e a hora exatas do surgimento da espécie humana.[…] um professor da Universidade de Cambridge acreditou poder afirmar ter sido o homem criado no ano 4004 a.C., no dia 23 de outubro às 9 horas da manhã…

    Jorge, querido, esta eu desconhecia!

    O brasileiro é por formação um ser sincrético. Aqui convivem várias correntes religiosas de todas as ordens e não é concebível que queiram determinar qual religião seguir.

    Infelizmente, para TODOS nós, é o que na prática está ocorrendo: estamos nós nos encaminhando para uma Teocracia dissimulada. Alguns religiosos não se contentam em possuir representatividade no Congresso, querem eles forçar todos os congressistas a impor regras de direito, fundadas em valores morais ‘religiosos’, que sejam obrigatórios a todos. O Estado laico, é uma utopia.

    Ao mesmo tempo, assim como fizeram os jesuítas de séculos passados, as seitas religiosas pentecostais combatem e dizimam o panteão religioso dos indígenas na região de Mato Grosso, por exemplo, incutindo em suas cabeças que, não sendo a “palavra” de Deus, o que sobra é coisa do diabo. E lá vão índios aculturados e ignorantes do verdadeiro objetivo de seus pastores, queimar e destruir objetos de culto de seus ancestrais.

    Os meus ‘brinquedos’ do momento são o livro e o dvd de Joseph Campbell (O Poder do Mito); lá ele conta como Búffalo Bill e sua trupe destruíram o modus vivandi da população de índios americanos, ao caçarem, desenfreadamente os búfalos (transmutando em simples ‘res’ o que para os índios era ‘sagrado’).

    Quanto aos índios brasileiros, basta que observemos a profunda inversão de valores: são os ferozes bandeirantes retratados como heróis (aqui em Sampa há até uma rodovia cujo nome os homenageia), enquanto os índios são tratados pela história como símbolo de ‘selvagem’, coisa que não reflete a verdade, posto que é (ou era) a cultura indígena extremamente rica e bela.

    No caso, não se trata de uma subcultura (no sentido sociológico do termo, não como sinônimo de cultura inferior, ta?) inserida em outra maior: a bem da verdade, trata-se de uma tentativa (que está sendo bem-sucedida) de exterminar determinado conjunto de valores existentes em outro grupo social.

    Isto me fez lembrar de um livro chamado “Os Demônios Descem do Norte“, que há mais de vinte anos já alertava para as implicações e interesses que passam além da questão religiosa por parte destas seitas, que foram classificadas como movimentos religiosos autônomos na América Latina. Estas têm como objetivos penetrar de tal forma que levem os latino-americanos a negar seus valores sócio-culturais, psicossociais e até mesmo econômicos em favor de seitas religiosas de matriz estrangeira.

    Um outro amigo me disse a seguinte frase: “Dividir para conquistar”, que traduzo para o seguinte: aos poucos apresentamos, como algo bom e desejável, elementos culturais ‘alienígenas’ a determinado grupo; aos poucos substituímos os valores culturais deste grupo pelos nossos; até que terminamos por exterminar tais valores originais e a primeira ‘vítima’, é a língua/dialeto. Por fim, dominação total. Ah…e o livro mencionado é excelente!

    É bastante interessante verificar que todas as religiões de caráter animista e que cultuam elementos da Natureza, além de manterem um relacionamento com o “mundo invisível” são combatidas de forma veemente e, como não poderia deixar de ser, usam a palavra mágica que mais parece um saco de gatos em que cabem todos os males, o diabo, para classificá-las. Logo, os orixás das religiões de matriz africana, os deuses dos silvícolas e até mesmo os ícones e santos da Igreja Católica entram todos na mesma nomenclatura de “os outros”.

    Reginaldo Prandi, maior autoridade brasileira em antropologia da cultura afro-brasileira, separa as religiões em morais/éticas (ex: cristianismo) e aquelas que possibilitariam a manipulação das forças naturais.

    As religiões de matriz afro se situariam entre estas últimas. Pessoalmente vejo coisas muito belas no Panteão africano; por vezes me emocionam cantigas como:

    “Com três dias de nascido,
    Minha mãe me abandonou,
    Com três dias de nascido,
    Minha mãe me abandonou,

    Me atirou numa estrada,
    Senhor Ogum quem me criou,

    Com três dias de nascido,
    Minha mãe me abandonou,
    Com três dias de nascido,
    Minha mãe me abandonou,

    Me atirou na mata virgem,
    Senhor Oxoce quem me criou,

    Com três dias de nascido,
    Minha mãe me abandonou,
    Com três dias de nascido,
    Minha mãe me abandonou,

    Me atirou nas folhas secas,
    Senhor Ossãin quem me criou,

    Com três dias de nascido,
    Minha mãe me abandonou,
    Com três dias de nascido,
    Minha mãe me abandonou,

    Me atirou nas águas claras,
    Senhora Oxum quem me criou,

    Com três dias de nascido,
    Minha mãe me abandonou,
    Com três dias de nascido,
    Minha mãe me abandonou,

    Me atirou nas águas férteis,
    Dona Iemanjá quem me criou,

    Só depois de bem crescido,
    A Justiça eu conheci,
    Fui falar com Pai Xangô,
    E ele me abençoou
    …”

    Assim como também não excluo a beleza de outras mitologias, como a nórdica, por exemplo. Há uma história particularmente interessante, sobre a luta dos deuses com os gigantes, onde os deuses perdem os ‘desafios’:
    a) Comer mais,
    b) Beber mais,
    c) Correr mais,
    d) Levantamento de peso.

    Os gigantes trapacearam, posto que na verdade os deuses jamais poderiam ganhar, pois nas competições, lutaram contra:

    a) Comer mais = o deus competiu com o fogo, que consome tudo e neste campo não poderia ser vencido,
    b) Beber mais = O fundo do chifre (que servia de copo) o ligado ao Mar, motivo pelo qual jamais o deus poderia ter vencido o desafio,
    c) Correr mais = o deus competia com o pensamento, e nada poderia ser mais rápido do que este último,
    d) Levantar peso = o deus tinha de levantar um gato, que na verdade era a ‘Idade” e ninguém poderia vencê-la.

    A bem da verdade, algumas religiões são intolerantes mesmo. Sempre acham que a sua suposta verdade é a verdade absoluta. Que a forma pela qual as outras pessoas enxergam uma realidade é a errada e deve ser convertida não importando o método. É um conflito de palavras e símbolos, de significados e significantes. Isto é um errôneo maniqueísmo entre o bom e o mau, o bem e o mal, a luz e as trevas. E foi o que aconteceu com Babilônios, Hebreus, Cristãos, Muçulmanos e quem mais se enxergasse (enxerga) como os “escolhidos”. Do Egito tivemos notícia de uma guerra santa quando Amenófis IV (Akenathon) instituiu o monoteísmo e o culto a Athon em detrimento do politeísmo e do culto a Amon. Os hebreus foram perseguidos, escravizados e expulsos da Babilônia e do próprio Egito. Os cristãos, quando não absorviam movimentos reformistas como o franciscanismo, condenavam quem não rezava por sua cartilha à perseguição e à fogueira. Enquanto que os radicais muçulmanos não concebem o mundo de uma outra forma que não seja a sua.

    Seita é a religião dos OUTROS

    Até o ponto em que a ciência passou a explicar o mundo, tudo era explicado de forma mítica e esotérica. Se continuássemos a pensar assim, a Terra ainda seria achatada e não estaríamos aqui falando Português. […]Quando não entendemos algo criamos um mito para explicar. À luz da ciência, o fim do Paraíso nada mais é que a passagem da fase de caça e coleta, portanto nômade, para a fase da domesticação das plantas e conseqüente agricultura; que nos levou à civilização.

    Até parece que estou lendo “O Mundo assombrado pelos demônios”, de tão parecidas são as conclusões.

    Obrigada por compartilhar teu texto comigo.
    Grande beijo, querido amigo!
    😉

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  3. Jorge,
    Fenomenal. Um Blog dentro de outro é inusitado, mas delicioso. Lamento apenas que os vídeos citados já não estejam disponíveis.
    Fiquei refletindo enquanto lia sobre o verbo DIZIMAR.
    A definição do dicionário eletrônico do Aurélio me revelou o seguinte:
    [Do lat. decimare, por via popular.]
    V. t. d.
    1. Matar (um soldado) em cada grupo de dez.
    2. Lançar dízima (1) sobre.
    3. Destruir ou exterminar em parte: & &
    4. Fig. Desfalcar; dissipar, desbaratar: 2
    5. Fazer rarear; desfalcar; diminuir: 2
    V. int.
    6. Produzir devastação ou devastações; destruir, devastar: &
    7. Ant. Cobrar dízimas.

    [F. paral.: decimar. Pres. ind.: dizimo, dizimas, dizima, etc. Cf. dízima e dízimo.]

    Daí concluí que certas religiões só desejam dizimar os homens. Conquistam homens para que paguem seu dízimo e dizimam os que são contra elas.

    O eterno domínio do insignificante ser humano sobre os de sua própria espécie.

    Viva a ciência e a filosofia!

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  4. Salve!
    Borges, agradeço de antemão por suas respostas sempre pertinentes aos artigos e também por suas palavras quanto aos artigos do blog.

    Sim, infelizmente, alguns servidores saem do ar e nos deixam na mão e muitos vídeos ou músicas que anexamos aos artigos acabam se perdendo e deixando o artigo um tanto vazio devido a falta do elemento ilustrativos.

    Eu havia escrito um artigo denominado Os romanos inventaram o palmtop e nele inseri um vídeo sobre o signficado do dízimo. Dê uma conferida. Basta clicar sobre o nome do artigo.

    Abraços.

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