E o tempo faz surgir a sapiência

Woman Taking a Bath in Flowers © Fendis/zefa/Corbis

Talvez fosse melhor ter paciência
Ou quem sabe impaciência?
Talvez fosse melhor não ter tanta impertinência
Mas de que adianta ter apenas pertinência?
Não gosto de viver batendo continência
Deveria ter mais desobediência?
Detesto ter que prestar obediência.
Melhor lê quem observa as reticências…
Para ter as benemerências
De todas você foi a minha total preferência
Adorava sua irreverência
A malemolência
Ah… tinha todas as minhas querências
E fazia desaparecer minhas carências
Universo vazio com a sua ausência
Morto não está o coração, mas em estado de dormência
Não havia outra exata ou inexata ciência
Quando se fazia mulher com falsa inocência
Na alcova aprender/fazer todas as saliências
Teu cheiro era vital essência
Para despertar dos teus quadris a sensual cadência
Que se danasse a prudência!
O que vale é a imprudência
Palavras escritas em total demência
Porém, carregadas de consistência
Sem maledicência
E o tempo faz surgir a sapiência…

(J.A. – 2008)

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