Em Harvard o Brasil é visto com outros olhos

É visto como líder mundial em diversas áreas, incluindo tratamento de HIV/Aids e desenvolvimento de biocombustíveis. Durante o ano acadêmico de 2006-07, um número recorde de alunos de Harvard foi estudar em diferentes instituições no Brasil, colocando o país na lista dos dez mais visitados pelos alunos.

Mesmo que muitos ainda pensem, afirmem e critiquem o nosso jeito brasileiro e quem mais critica somos nós mesmos, talvez por uma visão atávica de subdesenvolvimento tal qual aquela frase do Nelson Rodrigues que dizia escorrer de nossas bocas a baba viscosa e bovina quando diante de outras seleções de futebol em campeonatos internacionais e isto só acabou em 1958 com a conquista da primeira Copa do Mundo.

Muito se reclama muito se fala e os corneteiros de antes e os neocorneteiros de então que, por motivos sabem-se lá quais, martelam incessantemente a Terra Brasilis fazendo disso aqui, segundo suas palavras, o inferno sobre a Terra. Problemas todos países tem. Duvido que não tenha corrupção, desmando, falcatruas e toda sorte de vícios e vicissitudes humanas espalhadas pelos quatro cantos dos países tidos e havidos como modelos de desenvolvimento. Bem, dito isto, voltemos ao que interessa.

O Tio Sam está querendo conhecer a nossa batucada… Anda dizendo que o molho da baiana melhorou seu prato… (Assis Valente, Brasil Pandeiro)

Em Harvard, segundo informa Antonio Bianco, colunista da Revista Pesquisa Fapesp, o Programa de Estudos do Brasil do David Rockefeller Center for Latin American Studies visa criar um canal entre a prestigiosa universidade e o Brasil. Quem dirige o programa é o historiador Keneth Maxwell – vários livros editados no Brasil.

Sabem qual é a principal matéria, a mais procurada do curso? A língua portuguesa falada no Brasil. Sim, isso mesmo. As matrículas dobraram no período 2002-2006. Além desta, outras disciplinas atraem alunos em profusão como, por exemplo, história, cultura e literatura brasileira coordenadas pelo historiador Nicolau Sevcenko, da USP. É óbvio que os narizes mais críticos torceram agora por saber que além disso tudo também rola feijoada e capoeira. Não gostou? Problema seu! É cultura brasileira e da boa.

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4 comentários sobre “Em Harvard o Brasil é visto com outros olhos

  1. Pingback: Jorge via Rec6
  2. Para calar a boca de muitos! Engraçado, que os jornais e revistas não publicam essas notas com tanta facilidade, só sabem falar mal.

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  3. Morei algum tempo na Ítália para o mestrado. Não obstante ao grande afã em conhecer a cultura local, sempre martelava em mim a curiosidade em saber como o Brasil era visto pelo estrangeiro. Posso dizer que em todos os casos (claro que tenho que dar um desconto porque comentavam com um nativo)sempre ouvi falar muito bem do Brasil, em vários aspectos. Mas pude perceber também que, INFELIZMENTE, quem detona com o nosso Brasil lá fora, são os próprios brasileiros, particularmente aqueles completamente sem cultura, que inclusive estão lá fora nem com o objetivo de obtê-la, mas para ver se rapam algum euro dos tachos europeus por meios completamente baixos. This is it: é isso!

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  4. Infelizmente, Leonardo, são esses os brasileiros que os gringos não esquecem. Aqueles de nós que não cometem atos como os citados por você, são os verdadeiros brasileiros.

    Abraços.

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