A pior palavra do ano

Na Alemanha há um concurso para indicar a “despalavra” do ano. Quer dizer, aquelas palavras mais politicamente incorretas que podem existir no idioma alemão. Na maioria das vezes estas palavras ou expressões são carregadas de intenções difamatórias.

A “despalavra” campeã deste ano foi Herdprämie (prêmio de fogão), que venceu outras 967 palavras sugeridas e, que carrega uma carga pejorativamente machista e com um componente cultural e econômico que nós, latinos, podemos não entender. Esta palavra é dita quando uma mulher resolve educar os filhos em casa, em vez de colocá-los numa creche. Talvez, com um pouco de esforço, possamos conceituar para algo próximo a nós como sendo aquela avó que cria seus netos cheios de mimos, o famoso “esse cara foi criado pela avó”.

A expressão surgiu devido ao fato do governo alemão conceder uma espécie de auxílio-educação para as mulheres de decidem ser mais presentes na educação dos filhos nas primeiras fases de suas vidas.

Em segundo lugar ficou a expressão klimaneutral, que não quer dizer nada; quando se trata de emissão de gases estufa por parte do tráfego aéreo.

A terceira colocada foi de arrepiar todos os cabelos. O cardeal de Colônia abriu a boca para dizer, durante um sermão, a seguinte pérola: entartete Kunst (arte degenarada). E não é que os cupinchas daquele cara que usava bigodinho estranho adoravam dizer isto quando queriam difamar e eliminar artistas indesejados? É preciso ter cuidado!

Qual seria a maior “despalavra” da Língua Portuguesa?

Bem disse Sartre certa vez: As palavras são como pistolas carregadas.





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Um comentário sobre “A pior palavra do ano

  1. A maior despalavra da língua portuguese seria uma lista imensa à qual eu não me arrisco.

    A maior despalavra de 2007 vou eleger o verbo “ciccarellar”. Eu nem sei se essa expressão ficou famosa no Brasil inteiro, mas eu a ouvi bastante com o pessoal da faculdade.

    O ato de “ciccarellar” é usado para mulheres que se “dêem ao desfrute”.

    O que eu acho o cúmulo do absurdo no “caso cicarelli” não é a vida da moça ter sido exposta ou não, mas o teor machista de tornar a Daniela o centro da atenção – tanto que dizemos “caso Cicarelli” em vez de “caso Malzoni”. A sociedade (e não só a brasileira, já que o fato atraiu atenção mundial) é tão machista, que responsabilizou unicamente a moça pelo “atentado ao pudor”.

    Portanto, está aí o que pra mim foi a maior despalavra de 2007: “cicarellar”. Machista, careta e apelativa.

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