Enciclopédias, uma grata surpresa

Enciclopédias são até hoje a melhor maneira de se ter, sem trocadilhos, um conhecimento enciclopédico. Saber nunca é demais e isto é uma das leis da vida.

Por que eu estaria pensando a respeito disso? É bem simples de explicar. Ao passar por uma feira de livros aqui no Rio de Janeiro, eu vi uma bancada de uma das mais famosas editoras de enciclopédias do Brasil e foi, então, que me dei conta de uma coisa que eu adorava fazer na infância e até o início da adolescência, que era ler a enciclopédia Conhecer.

Lá em casa não tinha, mas havia na casa de minha madrinha que morava bem perto. Durante muito tempo, nos fins de tarde e início da noite, após ter feito durante o dia tudo o que um guri de subúrbio carioca sabia fazer – jogar bola, bola de gude, soltar pipa, brincadeiras de toda ordem e também ir para a escola, eu fechava as atividades diárias lendo a respeito de tudo que constava nos vários volumes. Lá estavam os vikings, a fórmula de compostos químicos, os filósofos gregos, os imperadores romanos e praticamente todo conhecimento humano.

Tempos depois, já na era da informática eu comprei as primeiras enciclopédias em CD. Imaginava o mundo de possibilidades infinitas que elas me proporcionariam. Afinal, o mote comercial era o fato de serem multimídia e, realmente elas eram surpreendentes; porém, uma coisa me parecia destoar, não caber ou não encaixar por mais que eu escutasse o rugido original de um tigre de Bengala ou que toda teoria de atração celeste me fosse apresentada em filmetes, eu achava aquilo tudo meio desconfortável. Faltava o cheiro do papel, o brilho das tintas das reproduções doas quadros dos grandes pintores contra o reflexo das lâmpadas incandescentes a partir de filamentos de tungstênio.

Eu não estava habituado a ler em telas de monitores. Ler, para mim, é um processo interativo dos sentidos. Ainda acho que há dois tipos de imersão na leitura, a imersão no papel, a que me ensinou a ler e a imersão eletrônica, a que hoje faço mais uso por motivos de trabalho e lazer.

Agora mesmo, ao digitar este texto, olhei para prateleira e vi o Dicionário Enciclopédico Lello, com dedicatória, que meu pai meu deu quando eu ainda tinha dois anos de idade. Engraçado isso. Me pergunto se este tipo de coisa pode influenciar uma criança.

Enciclopédia digital ou em forma de livro? Qual a sua preferida?

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