Pseudônimo

O que leva um escritor ou escritora a usarem pseudônimos envolve muitas vezes a pretensão de manter o nome literário para a posteridade, pois em cada um deles, escritores ou escritoras, correm várias veias literárias. Por exemplo, um escritor sisudo pode gostar de escrever umas sacanagens de vez em quando e não fica bem usar seu nome literário para descrever como é o Bububu no Bobobó. Outros e outras podem estar numa pindaíba de fazer gosto e resolvem aviltar, isto em suas cabeças, supostos pendores literários e utilizam nomes fictícios para defender uns caraminguás a mais ao escrever folhetins de qualidade duvidosa ou assinar colunas em jornais que ao serem amassados pingam gotas de sangue ou se balançados caem pedaços de corpos.

Em português é pseudônimo (nome falso), palavra derivada do grego. Na língua de Molière, por sinal um pseudônimo, é nom de plume ou nom de guerre. Não pega bem, pois nome de guerra se aplica a outras atividades as quais canetas e teclados não são necessárias. Na língua de Shakespeare; não propriamente um pseudônimo, mas dizem as más línguas foi testa de ferro de Francis Bacon, é pen name.

Há casos de mulheres assumirem pseudônimos masculinos e também de homens assumirem pseudônimos femininos, o que torna a coisa mais misteriosa ainda.

Na música também é muito comum. Citarei apenas o Julinho (você não gosta de mim, mas sua filha gosta) da Adelaide, que no cartório recebeu o nome Francisco Buarque de Hollanda.

Vejamos alguns nomes famosos. Ah, sim. Por vezes, alguns autores se juntam e criam um personagem.

A.N. Roquelaure (Anne Rice)
Anatole France (Jacques Anatole François Thibault)
Boas Noites (Machado de Assis)
Bustos Domecq (Adolfo Bioy Casares, Jorge Luis Borges)
Carlos Zéfiro (Alcides Caminha, funcionário do BB e compositor de A Flor e o Espinho; com Nelson Cavaquinho e Guilherme de Brito)
Ellery Queen (Frederic Dannay, Manfred B. Lee)
Ferreira Gullar (Antônio Ribamar Ferreira)
George Eliot (Mary Ann Evans)
George Orwell (Eric Arthur Blair)
George Sand (Amandine Dupin)
Inimigo dos Marotos (D. Pedro I, quando queria insultar desafetos nos jornais)
Isak Dinesen (Karen Blixen)
Lewis Caroll (Charles Lutwidge Dodson)
Malba Tahan (Júlio César de Melo e Sousa)
Mark Twain (Samuel Langhorne Clemens)
Mary Westmacott (Agatha Christie, quando resolvia não reunir todos numa sala para se acusarem até chegarem ao assassino, ao escrever romances policiais)
Molière (Jean-Baptiste Poquelin)
O Duende (D. Pedro I, quando queria insultar desafetos nos jornais)
Pablo Neruda (Ricardo Eliecer Neftalí Reyes Basoalto)
Richard Bachman (Stephen King)
Stendhal (Marie-Henri Beyle)
Suzana Flag (Nelson Rodrigues)
Tristão de Ataíde (Alceu Amoroso Lima)
Vitor Leal (Olavo Bilac, Aluísio de Azevedo, Coelho Neto e Pardal Mallet)
Voltaire (François Marie Arouet)

Se você quiser criar uns pseudônimos para usar ao escrever em quatro estilos literários diferentes vá ao site Test Cafe

Veja como seriam meus pseudônimos para cada estilo literário:

Romancista – Alberto James
Ficção Científica e contos fantásticos – Alberto Randall
Infantil – J.A. Sil
Poeta chatonildo existencialista intelectualóide – Recalcitrant Rio Carvalho

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5 comentários sobre “Pseudônimo

  1. O nosso querido VINÍCIUS,nos anos 50,para
    defender uns trocados,mantinha uma coluna de
    “Consultório Sentimental”,com o pseudônimo de
    “Heleníce”,no jornal “Última Hora”…
    Fazer o quê,né?

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  2. Olá, e por falar em pseudônimo, o meu é Jakovski Barros. Meu nome é Jacó Pinheiro Barros.
    Pretendo alterar meu nome legalmente.

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