AWOP-BOP-LOO-MOP ALOP-BAM-BOOM

 

E tudo começou num algodoal lá do sul dos Estados Unidos… Os gritos primais dos africanos se misturando com a cultura musical dos europeus, a tradição dos griots, espécie de menestréis tribais sendo vertida para a notação musical européia, deu no que deu: a música negra, ou melhor, jazz, blues e Rock and Roll.. Duvidando? Basta ligar o rádio e sintonizar em qualquer FM moderninha; dessas que o locutor fala mais onomatopéias do que palavras.

Coisa engraçada chamar um ritmo de Rock and Roll. Segundo os musicólogos, a batida seria parecida com a das pedras rolando. Já dizia Muddy Waters que pedras que rolam não criam limo, aí o Mick Jagger aproveitou parte da letra e deu o nome ao mitológico Rolling Stones, que para provar a tese do “águas lamacentas”, batizado de Mackinley Morganfield, estão aí até hoje encantando as platéias e vendendo alguns milhões de discos a cada ano.

O que importa, na verdade, é saber que esta música já cinqüentenária tem inúmeras variantes, mas todas indo lá no algodoal buscar as raízes. O título deste artigo é o grito inicial dado por Little Richard quando, segundo suas próprias palavras: “arquitetou, criou, recriou, inventou e reinventou o Rock and Roll”. Quem consegue ficar parado ao ouvir um rock?

As fases do Rock and Roll se sucedem a cada ano, ou a cada década como quiserem. O rock puro mesmo com os brancos se apossando da música, daí Bill Halley e Elvis Presley, este cantando no início da carreira fazendo sua voz parecer com a dos negros que ele escutava em sua cidadezinha. O Iê-Iê-Iê dos Beatles, o Rock Progressivo com Pink Floyd (o nome do conjunto surgiu da homenagem que queriam prestar a dois bluesmen) e Emerson, Lake & Palmer. O Heavy Metal do Black Sabath e Led Zepellin e muitas outras variantes daqueles primordiais três acordes básicos tocados em 12 compassos.

Aqui no Brasil houve uma polêmica quando passaram a utilizar guitarras elétricas. Vemos que hoje a discussão era carregada de provincianismo, pois a nova proposta preconizada pela tropicália, era nada mais dana menos que a antropofagia cultural de Oswald de Andrade. Trazer os novoselementos para nossa cultura e deglutir de forma a criar uma coisa nova. Ainda bem que os Mutantes continuaram por um bom tempo e Raul Seixas tornou-se a metamorfose ambulante que reinventava a música jovem da época.

I know it’s only rock and roll, but I like.

Aqui você ouve alguns rocks bem bacanas

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