Gracias a la Vida!

Houve tempo, antes mesmo da formação do Mercosul, que os povos latino-americanos estavam unidos por uma triste sina e um objetivo comum. A triste sina foram as ditaduras que grassaram por quase todo continente. Tanto que fomos conhecidos por Repúblicas das Bananas – aí envolvendo a América Central também -, em alusão a uma vocação agrário-exportadora e monocultora, como também aos fantoches-bananas, que tomavam o poder e eram “assessorados” pelo grande irmão do norte. Exemplos nunca faltaram, como os nefandos Fulgêncio Batista em Cuba e Augusto Pinochet no Chile, que tomou o poder num golpe de estado dos mais sanguinários. Aqui, como não poderia deixar de ser, apesar das arbitrariedades e da pavorosa repressão, podemos dizer que a coisa foi algo folclórica. O golpe militar de 1964 se deu na madrugada de 1º de abril de 1964 e não no dia 31 de março como bradavam. Logo, como toda mentira, não duraria muito tempo; assim como não durou. O objetivo comum seria a formação de países livres de governos arbitrários. Para isso, as artes e a cultura procuravam meios de tornar a irmandade Latino-Americano algo palpável. Acredito que tenha sido um dos períodos de maior integração já vistos no continente.

Neste mesmo Chile nasceram algumas das pessoas que pensaram em mudar não apenas suas vidas, mas o mundo em que viviam. Neruda, Vitor Jara e Violeta Parra. O primeiro, poeta ganhador do Nobel de Literatura, morreu dias depois do golpe, em 1973. Certamente morreu de desgosto. O segundo, músico, cantor e diretor de teatro, foi assassinado nas entranhas do Estádio Nacional do Chile, dias depois do golpe ao ser preso. Violeta Parra suicidou-se em 1967, deixando um legado cultural até hoje cultuado.

Violeta Parra (1917-1967) foi cantora, poeta, folclorista, artista plástica e humanista; no sentido da luta pelos direitos das pessoas de viverem suas vidas. Todos nós conhecemos ao menos duas de suas canções. Sim, conhecemos Gracias a la Vida e Volver a los 17. Vários cantores e cantoras tupiniquins gravaram estas canções. Há, entretanto, gravações definitivas em Português, como a de Elis Regina para Gracias a la Vida e Milton Nascimento para Volver los 17.

Então, para dar um toque latino-americano, aqui está a argentina Mercedes Sosa cantando Gracias a la Vida.

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Um comentário sobre “Gracias a la Vida!

  1. Caro Botafoguense, Parabéns! Você criou um blog muito interessante, que dá gosto em ¨ouvir¨, ficar informado e ter como leitor um grande prazer pela leitura. Voltarei mais vezes. Um grande abraço. Espero que eu esteja equivocado, mas o Romário vai gravar o milésimo gol em seu Botafogo.

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