Escrever


Hoje. Somente hoje, foi que prestei atenção ao quanto é gostoso escrever. Principalmente quando usamos um lápis. Acho que não é o lápis em si, mas a maciez da grafite. Não importa se é de lapiseira 0.5 ou N°2. Não interessa se é de plástico ou de madeira. Importa e, importa muito… a madeira do lápis um dia foi uma árvore, que para chegar as minhas mãos teve que ser derrubada e o grafite, um dia foi diamante. Vejamos bem, temos ao mesmo tempo dois milagres da natureza, que nos dão a maior das riquezas. Demonstrar o que sentimos através de madeira e diamante. O plástico, bem, este passa por um processo químico e conseqüentemente poluente para que eu possa escrever. Deve haver uma forma mais racional de produzir este material. Aí está a chave para a explicação da falta de interesse e os erros nas redações dos vestibulares e em quase todos os níveis do sistema educacional brasileiro. As pessoas, já desistiram de escrever para não sacrificar a natureza. Mas voltando ao assunto, escrever é ótimo. Os lápis deslizando sobre a folha e ali estão expostos todos os nossos tesouros, todos nossos medos, angústias e alegrias. Ponha uma idéia na cabeça e um lápis na mão.
(J.A. – 1997)

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