Muitos críticos analisam a literatura latino-americana como sendo basicamente classificada como Realismo Mágico. Ora, isto não é nenhum demérito. Na verdade é uma grande vertente literária que apresenta um continente, não somente geográfico, mas social, onde a conquista e a colonização se deram de modo peculiar. A formação dos vários países que atualmente se expressam em línguas latinas teve este componente mítico em sua formação. Basta ver o caso da chegada de Cortez ao México. Os presságios que assolaram e desconcertaram a mente de Montezuma se confirmaram de forma acachapante quando os espanhóis desembarcaram nas terras do Império Asteca.

Também não precisamos ir muito longe para entender que este gênero literário, o Realismo Mágico, têm representantes de várias outras línguas, como por exemplo, o italiano Ítalo Calvino. Temos também na própria América Latina o falecido escritor peruano Manuel Escorza, com seu “Garabombo, o Invisível”, Augusto Roa Bastos, escritor paraguaio de “Eu, o Supremo”. Muitos pensam que apenas Gabriel Garcia Marques, o escritor colombiano ganhador do Nobel de Literatura, é o grande expoente com o seu “Cem Anos de Solidão”. Esta vertente literária é como um rio caudaloso e sempre descobrimos e descobriremos novos autores, como por exemplo, David Toscana, outro autor mexicano, mas que prefere não classificar seus livros como sendo Realismo Mágico. Prefere, sim, que seja visto como uma literatura de cunho internacional. Na verdade isso não importa. Importa, sim, o talento com que escreve seus livros.

₢ Jorge Alberto

2 Respostas to “Realismo Mágico”

  1. Esther Alcântara Disse:

    Oi, Jorge,
    Conheço alguns autores dessa leva e tenho como preferido Julio Cortázar, pois vejo muita poesia na sua escrita.

    Abraços,

    Esther

  2. Jorge Alberto Disse:

    Oi Esther,

    Muito bem lembrado o nome do Julio Cortázar.

    Abraços.

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