Recanto das Palavras

Palavras de amor lembradas daqui a 400 anos

Indique poemas, músicas e cenas de filme que falem de amor e que serão lembradas nos próximos 400 anos.

amor Você, pelo menos uma vez na vida, declamou, copiou e enviou, ou mesmo escreveu um poema de amor para alguém. Ao mesmo tempo, também pelo menos uma vez na vida, indicou ou representou o amor que sentia por alguém usando uma música. Que tal, então, indicar como sendo “As palavras de amor que serão lembradas daqui a 400 anos? Para isso, basta escrever a letra de música ou a poesia nos comentários ao final deste artigo.

Que o poder das palavras de amor seja, preferencialmente, escrito em Língua Portuguesa. Traduções são também recomendadas. Devem ser indicadas poesias, músicas e até mesmo cenas de filme (com legenda) que falem de e do amor.

Foi feita uma pesquisa nos EUA, pela NPR (National Public Radio), motivada pela eternidade das palavras de Shakespeare, que até hoje é encenado e seus poemas, que parecem ser declamados a cada segundo, sobre quais as poesias e músicas da atualidade seriam eternizadas durante os próximos 400 anos. Isto é, o que as pessoas do século 25 declamarão e quais músicas cantarão para as suas almas gêmeas.

Lá nos EUA, em termos de poesia, foram escolhidas obras como o “Soneto 20”, de Pablo Neruda e Quando Fores Velha (When You Are Old), de W.B. Yeats. Veja um vídeo com a tradução deste poema no Youtube.

No campo musical, Bob Dylan foi teve algumas de suas músicas indicadas. Além dessas, In My Life, dos Beatles também foi bastante indicada. Eu mesmo, bem antes de tomar conhecimento dessa pesquisa, já escrevera algo sobre essa música, no artigo intitulado Em minha vida. Por toda minha vida.

Como poesia, eu indico Aparição Amorosa, de Carlos Drummond de Andrade.

E música, eu indico Travessia, do Milton Nascimento.

Travessia

Milton Nascimento

Composição: Milton Nascimento / Fernando Brant

Quando você foi embora fez-se noite em meu viver
Forte eu sou mas não tem jeito, hoje eu tenho que chorar
Minha casa não é minha, e nem é meu este lugar
Estou só e não resisto, muito tenho prá falar
Solto a voz nas estradas, já não quero parar
Meu caminho é de pedras, como posso sonhar
Sonho feito de brisa, vento vem terminar
Vou fechar o meu pranto, vou querer me matar
Vou seguindo pela vida me esquecendo de você
Eu não quero mais a morte, tenho muito que viver
Vou querer amar de novo e se não der não vou sofrer
Já não sonho, hoje faço com meu braço o meu viver
Solto a voz nas estradas, já não quero parar
Meu caminho é de pedras, como posso sonhar
Sonho feito de brisa, vento vem terminar
Vou fechar o meu pranto, vou querer me matar

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Livros e manuscritos digitalizados

Fernando Pessoa, José Saramago, Miguel Torga, Bocage, Florbela Espanca e Eça de Queirós tiveram parte ou totalidade de suas obras digitalizadas pela Biblioteca Nacional de Portugal, que apresenta, on line, uma série de exposições permanentes das obras destes (e outros) autores da Língua Portuguesa.

Clique sobre cada imagem e aprecie várias edições originais, manuscritos, cadernos de notas e objetos pertencentes a estes gênios.

 

fernandopessoa Espólio de Fernando Pessoa

saramago
José Saramago

migueltorga
Miguel Torga

bocage
BocageflorbelaEspólio de Florbela Espanca

ecadequeiros
Eça de Queirós

 

Todas as imagens pertencem ao acervo da
Biblioteca Nacional de Portugal.

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Repórter fotográfico-cidadão ou Paparazzo?

Com as facilidades que os equipamentos eletrônicos pessoais proporcionam, na maioria das vezes, os jornais, por exemplo, recebem material fotográfico de pessoas comuns que por um motivo ou outro estavam na hora e no lugar certo, quando do acontecimento de algum fato. Isto se deu durante três momentos específicos recentes: os atentados à bomba no metrô de Londres, a tsunami no pacífico e, mais recentemente ainda, os atentados em Bombaim, na Índia.

₢ Le Monde Nem sempre os repórteres fotográficos profissionais, a soldo de algum meio de comunicação, conseguem chegar a tempo ou captam alguma sutileza que pode render uma boa notícia. A quantidade de imagens e vídeos enviadas para os jornais tem motivado alguns deles, que geralmente pagam quando do uso dessas imagens, a inverter o fluxo de dinheiro.

O Bild Zeitung, da Alemanha, colocou no mercado uma câmera digital (acima) específica para quem deseja enviar material para a redação. Lógico que o repórter-cidadão terá que comprar a câmera, que custa € 70; prometendo pagar entre €100 e €500 caso as imagens venham a ser utilizadas na versão digital do jornal ou €1000, caso o vídeo seja escolhido como “o vídeo da semana”. Detalhe: as imagens da câmera são de baixa qualidade.

O mesmo princípio tem motivado outros jornais e sites como o Voici e Citizenside, ambos franceses, a proporem o mesmo, só que pagamentos mais modestos aos reportes fotográficos-cidadãos. A quantia varia dos €10 para a publicação da foto na internet ou €100 caso seja veiculada na versão impressa. O Citizenside ainda se propõe a ser uma espécie de intermediário entre o cidadão e os grandes jornais, cobrando uma comissão que varia entre 25 a 50% do valor pago pelos jornais. No início de 2008, conseguiram fazer uma venda de €100 mil para o jornal Paris Match das fotos feitas por um repórter-cidadão retratando Jérome Kerviel na prisão. Ele foi responsável por uma maracutaia de €4,9 milhões contra o banco Société Generale. O curioso da história é que o valor pago é similar ao salário recebido pelo fraudador, isto sem contar os bônus.

A questão ética também passa por aí. Quantos não poderão armar situações para ganhar uns caraminguás enganando os jornais? Por esse motivo os jornais estão contratando fotógrafos que serão responsáveis pela apuração da veracidade das imagens. Segundo Aurélien Viers, da Citizenside, chegam a redação entre 400 e 500 fotos por dia, mas nem todas são aproveitadas. A quantidade é mínima.

Na Inglaterra também há um sistema de agenciamento parecido, o Demotix, que pede 30% de comissão sobre as vendas das fotos dos repórteres fotográficos-cidadãos. O objetivo do site é fornecer imagens de lugares distantes, os quais não são cobertos por fotógrafos profissionais dos jornais, como por exemplo, países em que há censura e bloqueio à entrada da impressa internacional.

Apesar de parecer um mercado promissor, já existem histórias de falências, como a do site holandês Skoeps, que mesmo tendo sucesso e grande audiência foi obrigado a fechar em Maio por não saber como encontrar um meio lucrativo para esta atividade.

* Artigo criado a partir da livre tradução feita por mim, do artigo Les clichés des journalistes citoyens convoités sur le Web, de Jean-Baptiste Chastand, para o Le Monde.

Leia o artigo

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Português como língua oficial da ONU

Somos cerca de 232 milhões de pessoas falando a Língua Portuguesa pelo mundo, como podemos comprovar no quadro abaixo. Além desses países, esta língua permaneceu em antigos enclaves portugueses como Goa (Índia) e Macau (China). Na Europa, além de Portugal, a Galícia também fala uma língua muito próxima.

 

Brasil

186.000.000

Angola

12.000.000

Cabo Verde

420.000

Guiné- Bissau

1.500.000

Moçambique

20.000.000

Portugal

11.000.000

São Tomé e Príncipe

190.000

Timor Leste

1.000.000

Total

232.110.000

Por estes e outros motivos, se pensou na unificação da ortografia entre estes países, que passará a vigorar em 2009. Entretanto, um dos principais objetivos é que a Língua Portuguesa venha a ser considerada, também, uma das línguas oficiais da ONU, ao lado das outras seis oficiais, a saber: o inglês, o francês, o chinês (mandarim), o russo, o espanhol e o árabe.

 

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Onde se lê “0%”, equivale a menos de 1% do total de lusoparlantes.

O Brasil busca um lugar de destaque no jogo das nações, pretendendo, assim, que venha a exercer influência cultural e política no cenário globalizado. O ministro da cultura, Juca Ferreira, declarou a Agência Nacional, que:

As Nações Unidas vinham resistindo porque [a língua portuguesa] não tinha uma ortografia comum, então esse acordo ortográfico, que é muito tímido, muito pequeno, não afeta a liberdade do exercício lingüístico em nenhum país, regulamenta o mínimo, unifica e possibilita essa demanda ser atendida pela comunidade internacional.

Certamente, a língua portuguesa não será tão influente quanto o espanhol que, por exemplo, já é quase a segunda língua oficial nos Estados Unidos, o que foi possível comprovar durante a recente eleição presidencial, em que as cédulas eram bilíngües: inglês e espanhol.

Como foi dito anteriormente, são vários os objetivos contidos no acordo ortográfico, sendo que um dos que mais se destacam é facilitar o intercâmbio cultural entre os vários países de língua portuguesa. Apenas a título de exemplo, obras escritas em português no Brasil eram traduzidas para o português falado em Portugal.

Ao mesmo tempo, o Brasil é uma espécie de ilha cercada por países de língua espanhola. O fato interessante é que esta língua até cerca de 20 anos não era ensinada nas escolas brasileiras. Eu próprio aprendi francês da 5a até a 7a. série e, na oitava série, aprendi rudimentos da língua inglesa. Espanhol mesmo, pelo menos para leitura, tive que aprender na marra quando fiz a graduação em história.

Mas, mesmo assim, a língua portuguesa é a língua oficial, nativa ou de origem como quiserem classificar de uma parcela considerável da população mundial. Portanto, parece-me justo que seja pleiteado o posto de uma das línguas oficiais das Nações Unidas.

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Você empresta e devolve livros emprestados?

Segundo um ditado árabe, quem empresta um livro merece perder uma das mãos e quem devolve merece perder as duas. Portanto, um livro, ou melhor, seus livros não devem ser emprestados ou não devolva os que pediu emprestado. Você pode ficar maneta. Aí você se pergunta: “Como vou garantir que saibam que um livro é meu?”. Essa pergunta assolou todos os bibliófilos desde que inventamos o objeto livro, tanto em forma de papiro como no formato atual.

Surgiu, então, a idéia de usar uma marca, uma espécie de logotipo com as características determinadas pelo dono dos livros; e assim foi inventado o ex libris, que significa, em linhas gerais dos livros. Logo, a procedência ou propriedade de um livro estava devidamente garantida.

Visite um museu de ex libris e veja a belíssima coleção de imagens.

Uma boa explicação sobre o que é o Ex Libris

Uma bela coleção de imagens The World of Ex Libris

* A imagem que ilustra esse artigo é o Ex Libris criado por Eliseu Visconti para a Biblioteca Nacional.

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