Recanto das Palavras

Cultura pré-colombiana em exposição

Um slide show da exposição Teotihuacán: la cité des Dieux, que ocorre no Musée du quai Branly, em Paris, até janeiro de 2010, apresentando diversas peças artísticas e culturais – cerca de 450 –  que raramente são apresentadas.

cartazteotihuacanClique sobre a imagem para ver o slide show 

Visite o site da exposição no portal do Musée du quai Branly

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Um pouco de História

As Américas foram marcadas pelas existência de várias culturas e civilizações que se mostraram pujantes bem antes da chegada dos conquistadores. Uma dessas civilizações foi a de Teotihuacán, uma cidade em que a urbanização e arquitetura são objetos de estudo até hoje. Muitos se perguntam como as pirâmides encontradas nessa cidade, que também dá nome a uma civilização, foram erguidas. Arqueólogos trabalham diuturnamente para tentar descobrir este e outros mistérios da “cidade em que os homens se tornam deuses”, o verdadeiro significado da palavra Teotihuacán.

Segundo os estudiosos, a população de Teotihuacán, que teve seu apogeu entre os séculos II e IV de nossa era, e, na Europa, apenas Roma superava-a em número de habitantes. O motivo de seu abandono, por volta de 650 d.C., ainda é um mistério. Especulam que fatores climáticos tenham sido responsáveis por isso.

O mistério que cerca essa civilização e suas pirâmides (pirâmide do Sol, a 3ª maior do mundo), é tamanho que há uma literatura que especula sobre o contato entre egípcios e ameríndios, quando os adoradores de Rá, Osíris, Toth e outros deuses, teriam “ensinado” as técnicas de construção de pirâmides. Além disso, diz-se que Teotihuacán é o local de sepultura do Quetzalcoatl, o deus representado por uma serpente emplumada. Nesse local, ao que parece, várias culturas da mesoamérica (Maias, Zapotecas, Mixtecas, por exemplo) conviveram de forma beligerante ou não, até que, após seu abandono, tempos depois, os Astecas lá chegaram e absorveram o legado deixado pela civilização.

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As 11 maluquices da gripe

A revista alemã Spiegel Online, em sua edição internacional, em inglês, traz uma série de relatos sobre as "maluquices" que governantes e população em geral, em diversos países estão fazendo para prevenir e combater a gripe do tipo A, suína, H1N1 e sei lá mais quantos nomes.

  1. Vejamos o caso da Nova Zelândia.
    Se você começar a sentir o nariz congestionado, febre e dores pelo corpo, dirija sozinho até o hospital mais próximo. Até aí tudo bem, certo? O interessante da coisa é: você deve buzinar três vezes em momentos alternados durante o caminho. Quer dizer, já que não está numa ambulância, faça de sua buzina uma sirene. Ao chegar no hospital, não saia do carro até que uma equipe venha retirar você do carro e levar para uma área de quarentena. Se você não perder a conta entre um espirro e outro, pode ser que seu caso seja resolvido.
  2. Em Paris, no aeroporto, carregadores se recusam a tocar em malas vindas dos voos do México e da Espanha. Como se pode ver, a discriminação é fonética. Se habla: está doente!
  3. Nos EUA, aquela parcela raivosa e que baba só de pensar que los cucarachas existem, aproveita para insuflar, mais ainda, seu ódio xenófobo contra os mexicanos – e hispânicos em geral – ao aconselhar que se deve "ficar longe dos mexicanos". Como dizia um antigo presidente dos comedores da guacamole… "Pobre do México: Tão longe de Deus, tão perto dos Estados Unidos".
  4. Em Xangai, 71 cidadãos mexicanos estão confinados em um hotel a título de quarentena. Pior que a gripe é ter que comer miojo todos os dias.
  5. No Egito, apesar de se saber que a transmissão da gripe é de humano para humano, o governo ordenou o abate de 350 mil cabeças de porco. Bom, perto das pirâmides, o que não falta é habitação do tipo cabeça de porco. A coisa é muito mais ligada à intolerância religiosa em relação à minoria cristã do que um ato de profilaxia. Cristão come toucinho e ao muçulmano é proibido. Logo…
  6. Os jogadores do Chivas, clube mexicano que disputa a Libertadores da América, reclamaram que foram tratados como se fossem leprosos na cidade chilena de Viña del Mar, quando lá estiveram para disputar uma partida. Um filho de Montezuma que ficou muito chateado, em represália durante o jogo, tossiu e espirrou sobre os jogadores chilenos para incutir pavor em seus adversários.
  7. Em Singapura, se o voo vem do México, junto com a aterrisagem os passageiros tem "direito" a sete dias de isolamento.
  8. Em Hong Kong, em vez de porteiro, o hotel Metropark tem um policial vestido com uma roupa antibacteriana igual aquelas que vemos nos filmes. Ele fica lá, plantado, todo de branco, esperando mexicanos ou pessoas que venham do México, visto um hospede mexicano ter apresentado os sintomas da gripe.  Das 300 pessoas, entre hóspedes e convidados, além dos 130 passageiros que estavam no mesmo voo do mexicano, todas ficaram em quarentena durante uma semana vigiados por médicos e policiais.
  9. Em Acapulco, famoso balneário mexicano, os moradores apedrejaram carros cujas placas indicavam como origem a Cidade do México – capital federal. O prefeito da cidade, numa intervenção que beira a histeria declarou: "Quem estiver com sintomas da gripe, não pense que a mudança de ares e muito Sol trará melhoras em sua saúde; e nem sempre ar fresco, tequila e boates da moda farão as pessoas esquecerem de tudo."
  10. Ainda no México… Frentistas de postos de gasolina se recusam a atender carros vindos da Cidade do México. Uma frentista, que não sei se usa shortinho pouca coisa maior que uma gravata borboleta e decote abissal como as daqui do Brasil, declarou: "Eles podem nos infectar."
  11. Varias pessoas passaram a usar camisetas com a seguinte inscrição: "Um amigo meu foi ao México e me trouxe esta gripe suína."

As reações humanas diante do perigo variam da letargia catatônica até as mais celeradas e estapafúrdias atitudes. O caso da gripe tipo A, gripe suína, H1N1 ou qualquer outro nome já demonstram que a coisa afeta o mais profundo do estado psicológico da humanidade. Parece que, ao mudar de nome, o perigo será menor ou nem existirá mais.

Pesquisando a respeito da Peste que acometeu a Europa e matou milhões de pessoas no século XIV, acabei encontrando um texto muito bacana sobre a peste no Decameron, livro de Giovanni Bocaccio – recomendo a leitura do livro e também ver o filme de Pier Paolo Pasolini – em que é analisada, justamente, a fuga e o escapismo que são inerentes a esses perigos e, fazendo um paralelo com a atual situação gripal mundial, algumas coisas precisam ser ditas.

O México, que é reconhecidamente um dos principais destinos turísticos do mundo vem perdendo milhões de dólares com cancelamentos de voos cruzeiros, reservas em hotéis e tudo mais ligado ao turismo.

* Este artigo foi baseado numa tradução feita por mim da matéria Swine Flu Fears Lead to the Ludicrous, do Der Spiegel (05/05/2009).

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Um toureiro de 11 anos: Barbaridade!!!

Numa época em que os animais são cuidados por legislação que lhes garante direitos, é um tanto anacrônico e estranho ver um garoto de 11 anos ser considerado um prodígio como toureiro. O menino de origem franco-mexicana se chama Michelito Lagravere  é treinado para matar bezerros desde os seis anos de idade, como se fosse numa tourada de verdade.  Cá pra nós e culturas à parte, tourada só perde em babaquice para a luta de boxe.

toureiromirimClique sobre a imagem para ver o slide show
Imagem ₢ Times Online
 

Mesmo com os protestos dos defensores de animais – deveria haver uma entidade para dar um chega-pra-lá em pais tresloucados como os desse menino – a matança continuou. O guri já matou seis bezerros e está sendo considerado o novo fenômeno dessa idiotice.

Em uma das fotos, o moleque está segurando uma das orelhas do bezerro assassinado e, pasme, ele declarou o seguinte: “Estou feliz por ter conseguido esta grande vitória”.

Querem que o seu nome e o seu macabro feito seja publicado no Guiness Book, como sendo o mais jovem matador.  Barbaridade!!!

Lembrei, agora, de uma crônica, se não me engano do Armando Nogueira, sobre a presença de brasileiros numa tourada durante a Copa da Espanha, em 1982. Conta o jornalista que, assim como todos nós, os brasileiros entraram na arena e torciam pelo touro. É lógico, pois temos o hábito de torcer pelo mais fraco em casos como esses. Quando o El matador da ocasião entrou na arena, o público espanhol explodiu em palmas, mas, lá de um canto das arquibancadas, ouvia-se uma vaia. Quem vaiava? Lógico que nossos compatriotas. Os espanhois fizeram cara feia. Afinal, toureiro por aquelas bandas é quase herói nacional.

Pois bem, quando o miúra entrou, os brasileiros para não perderem aquela coisa que nos faz notados em qualquer quadrante do planeta, a papagaiada, começaram a demonstrar que torciam para o Touro F.C. e berravam… TOURO! TOURO! TOURO!. Novamente os espanhois fizeram cara feia.

A gota d´água em termos de má educação, na visão dos espanhois, foi quando o toureiro, ao derrotar o touro que, coitado, já entra na arena com 99% de chances de perder, se dirigiu à plateia para receber os apupos e flores das beldades presentes ao retirar aquele chapéu esquisito feito de orelhas de touros já falecidos, leva um conga – sim, isso mesmo, um tênis conga – no meio das fuças que o fez perder o rebolado.

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Músicas Brasileiras, Latino-Americanas e os Gringos

Você talvez não imagine, mas os Beatles gravaram bolero. Os Rolling Stones e os Talking Heads, cada qual, usaram ponto de macumba nos arranjos de uma de suas músicas mais famosas, além do fato dos gringos sempre aparecem por aqui para beber na fonte e reinventarem sua música.

Foi pensando nisso e lembrando de outras músicas decidi organizar uma coletânea musical, que considero um passeio pelo mundo da música de origem latino-americana, que traz músicas gravadas, compostas ou arranjadas por gringos e que contenham pitadas latinas. São 18 gravações que você pode ouvir no Recanto das Palavras Galeria. Será aberta uma nova janela e você poderá continuar lendo aqui. Espero que gostem. Se tiverem sugestões e críticas, será melhor ainda.

Recanto das Palavras Galeria

 
Clique sobre a imagem para ouvir as Músicas

Também preferi fazer uma divisão tendo por base o aspecto geocultural da América Latina, cuja fronteira fica mais ao Norte, justamente no Rio Grande, o curso de água que separa o México dos Estados Unidos, marcando, assim, uma fronteira cultural, social, política e econômica em vez da divisão em hemisférios Norte e Sul.

Brasil

O Brasil inicia a série com a gravação de Garota de Ipanema por Frank Sinatra, tendo Tom Jobim no violão, acompanhando e cantando em Português na parte final. Eu preferi esta à gravação feita por João Gilberto, Astrud Gilberto e Stan Getz.

Em seguida, um quase samba-canção, a música Happy Man, do conjunto Chicago que à época, início dos anos 70, contava com o percusionista brasileiro Laudir de Oliveira em sua formação e que sugeriu um molho diferente para esta composição de Peter Cetera.

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Em 1968, Mick Jagger veio ao Brasil passar férias e tomou conhecimento de nossa cultura. Foi levado a vários lugares, inclusive a terreiros de Candomblé. Achou interessante usar atabaques na gravação de Sympathy For The Devil. Pode-se perceber no início da música sons que provavelmente ouviu quando das visitas aos terreiros.

O escocês radicado em New York, David Byrne, líder do grupo Talking Heads, parece ter um caso de paixão com a música brasileira. Levou para o exterior a cantora Margarete Menezes, repaginou o Tom Zé, produziu músicas do Jorge Ben e deu um mergulho profundo em nossas raízes religiosas africanas. No filme True Stories, dirigido por ele, há uma cena que um pai de santo faz um “trabalho” para que uma mulher consiga se casar. A música de fundo é Papa Legba[1]. Ele faz uma mistureba, onde se vê a imagem de Nossa Senhora de Guadalupe, um alguidar, velas de sete dias e parte da “oração” tem uma frase em espanhol: “Rompiendo la monotonia del tiempo”.

Nos anos 90, quando foi gravado o CD Red Hot + Blue, contendo regravações das músicas do compositor Cole Porter com intuito de angariar fundos na luta contra a Aids, ele fez um arranjo calcado no Samba para Don´t Fence Me In [2].

Não poderia faltar a música Aquarela do Brasil, que é a música brasileira mais apreciada no exterior. Achei uma gravação com o jazzista Chick Corea. Tenho certeza que esta gravação será apreciada, pois há um toque de chorinho pelo bandolim que faz parte do arranjo.

Como o produtor e trompetista Quincy Jones vem para o Carnaval desde a década de 50, ele logicamente bebeu na fonte para criar Soul Bossa Nova. Tem cuíca, tamborim, pífano. Tudo misturado no estilo do swing das Big Bands, com naipe de metais bem característico e bossanovista no balanço.

E se você achava que Chorinho e Be Bop não tinham qualquer ligação musical, pode parar de pensar assim: Charlie Parker gravou Tico Tico no Fubá.

México e Caribe

Nesta região da América Latina temos ritmos como salsa, rumba e bolero entre outros. Os dois primeiros ficam para as ilhas do Caribe e o bolero para o México, país de origem deste ritmo, mesmo que outros países latino-americanos, como o Chile, também possam ser incluídos.

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O mais famoso bolero de todos os tempos é Bésame Mucho, que causou até queda de Ministro da Justiça e Ministra da Economia no Brasil. A gravação é dos Beatles em Inglês. Muito interessante mesmo. Dentre os inúmeros boleros também famosos, uma das gravações mais bacanas que encontrei foi Quizás, Quizás, Quizás com Nat King Cole. Apesar da belíssima voz, dá pra perceber um certo esforço para driblar o sotaque ao cantar em espanhol. Não poderia faltar o bolero Adíos na gravação do Glenn Miller e sua Big Band. Numa levada totalmente jazzística, o pianista Ahmad Jamal reinventa mais um bolero, Perfídia.

Stevie Wonder que não é bobo e enxerga longe, andou gravando umas músicas com toques de salsa como Don’t You Worry ´Bout A Thing. Ainda na linha da salsa, agora mais suave, temos a excelente Samba Pa Ti, que conta com a participação do Carlos Santana, o autor, acompanhando na guitrra, ao fundo, o violão de Ottmar Liebert.

A salsa definitiva, Tequila, é aqui adoçada pelo genial guitarrista de jazz Wes Montgomery.

Andes

Da região originária de um dos maiores impérios que o mundo já conheceu, o Império Inca, Paul Simon e Art Garfunkel gravaram, em inglês, El Cóndor Pasa que hoje é patrimônio cultural peruano, pois ao que parece antes de ser aproveitada em uma peça teatral homônima, foi recolhida (composta) por dois peruanos no século XX.

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E pra finalizar, uma composição do guitarrista de Jazz, George Benson, muito antes de virar cantor pop e fazer plástica no nariz, chamada My Latin Brother.

Breve nota sobre as músicas brasileira, latino-americana e norte-americana

instumentosafricanos

Desde que fomos descobertos e colonizados pelos povos ibéricos, que dentre as várias mazelas provenientes deste processo, podemos tirar algumas coisas muito interessantes e formadoras da cultura dos vários países que se encontram abaixo do Rio Grande.

A mistura de povos africanos, nativos e europeus nos permitiu o sincretismo religioso. A título de exemplo, temos no Brasil o Candomblé e em Cuba a Santeria, cujos orixás e rituais são muito próximos. Afinal, a mão-de-obra escrava era basicamente a mesma, vinda dos mesmos lugares da África. E este mesmo sincretismo não impediu, ao contrário do que aconteceu nas regiões colonizadas por protestantes, o uso de instrumentos musicais de origem africana como atabaques e demais instrumentos de percussão, que passaram do terreno mítico/religioso para o cotidiano nas festas populares como o Carnaval. Em se tratando de colonização de base religiosa protestante, como nos Estados Unidos, é interessante notar que o sincretismo se deu justamente na área colonizada tendo como base religiosa o catolicismo, a região da Lousiana [3], que foi comprada aos franceses pelos norte-americanos em 1803. New Orleans era um dos portos de entrada dos escravos vindos do Caribe e trocados por algodão, por exemplo, naquele famoso comércio triangular praticado pelos colonizadores. Por este motivo, é possível encontrar manifestações religiosas de origem africana e também festas populares como o Mardi Gras, a nossa Terça-Feira Gorda, em que há grupos que se assemelham muito aos ranchos, agremiações que originaram os blocos carnavalescos e escolas de samba [4].

É fato que não foi permitido aos negros reverenciarem seus deuses nas Plantations e muito menos utilizarem seus instrumentos musicais. Tudo isso para que fosse abafada qualquer tentativa de união contra a sua situação de escravos. Portanto, foram sendo convertidos a várias vertentes do protestantismo como, por exemplo, a Igreja Batista. Gradativamente, nos cultos desta nova religião foram adaptando suas expressões culturais ancestrais, em alguns casos esquecendo as origens e absorvendo mais e mais os conceitos da religião de base judaico-cristã. Esta adaptação também envolveu os instrumentos musicais e a estrutura da música em si, quando introduziram a blue note, aquela nota musical que não havia na escala européia e que é a base do blues e do jazz. Não se pode negar a influência destes estilos musicais na cultura do século XX e certamente perdurará até a eternidade.

Então, como hoje o mundo é globalizado, se bem que este conceito remonte a alguns milhares de anos, desde que as primeiras trirremes fenícias singraram o Mediterrâneo, a música não tem mais fronteiras e os irmãos da parte de cima da citada fronteira, não importando a cor da pele, sentem a saudade ancestral das florestas e savanas africanas e vêm aqui, na parte de baixo do Equador, buscar inspiração para reinventarem sua música e dar aquele molho que sentem que está faltando. E como aqui a mistura foi total e ainda vem acontecendo, eles se deliciam ouvindo música andina, bolero, tango, samba, salsa, rumba e tudo mais que seja reconhecido por eles como latino.


[1] Veja o vídeo no Youtube.

[2] Veja o vídeo no Youtube.

[3] Nome dado em homenagem ao Rei Luís XIV (1643-1715)

[4] Leia o artigo Carnaval pelo mundo: Krewe of Oshun no Mardi Gras de New Orleans

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Racismo em quadrinhos

₢ BBC Brasil

A confusão foi gerada por causa da capa e do título de uma história em quadrinhos que existe desde 1940, que traz na edição também vendida nos EUA, o personagem principal como candidato a presidência numa suposta alusão a Barak Obama.  O mais engraçado é que o redator da BBC Brasil se enrolou ou ficou com medo de não ser politicamente correto (outra praga do mundo atual) e classificou-o como negro duas vezes na mesma frase.

Muitos viram nesta revista uma alusão às eleições americanas. O negro Barak Obama é negro e é pré-candidato à sucessão do presidente George W. Bush.

A situação do quadrinho se tornou gritante por causa da passagem da fronteira, isto é, aquilo que para os mexicanos pode ser visto como natural no México, nos EUA não é tão natural devido a todo processo de luta por igualdade social que os negros norte-americanos empreenderam até agora.

Pelo menos foi isso que fez levar uma rede de lojas dos Estados Unidos retirar das prateleiras a revista em quadrinhos mexicana chamada Memín Pinguín, que conta a história de um menino negro, que é engraxate, e sua mãe. Tanto a criança quanto sua mãe são estereotipadas da pior maneira que se poderia fazer com uma etnia. Isto demonstra certos ranços e ao mesmo tempo é algo que está enraizado no inconsciente.

Muitos poderão dizer: “Ora, não temos nada com isso”. Temos sim! Basta ser “o outro” para ser discriminado. Lembremos do exemplo recente em relação a barração de brasileiros em aeroportos espanhóis e agora, parece que a Inglaterra adotará o mesmo procedimento.

Talvez ainda não se tenha dimensionado o poder de influência que os quadrinhos podem ter no cotidiano. É um fato cultural este tipo de expressão artístico-literária, mas que pode trazer, assim como todos os meios de comunicação, coisas boas ou coisas não tão boas.

Ainda neste site da BBC Brasil há links para mais cinco artigos sobre Quadrinhos que valem a pena.
Agata Christie é adaptada em quadrinhos
Escolas alemãs usam HQ para explicar Holocausto
Alemães lançam HQ que explica o islamismo
Marvel coloca parte de acervo para leitura na internet
Premiê britânico vira personagem de HQ

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