Recanto das Palavras

Bibliotecas digitais: mais duas

Machado de Assis e The British Library

A Brasiliana, um site ligado  a USP (Universidade de São Paulo), digitalizou toda obra de Machado de Assis e você poderá ler em formato .pdf, as primeiras edições dessas obras. Além disso é possível fazer busca por trecho das obras, o que é muito interessante.

machadobrasiliana

 Clique sobre a imagem

A outra notícia é sobre a British Library que abriu seus 630km de acervo para consultas online

britishlibrary

Clique sobre a imagem

 

Fonte: [Boletim do PNLL]

Arquivado como:Arte, Artigos, Autor, Citações, Comportamento, Comunicação, Cultura, Educação, Escritores, Internet, Jornalismo, Leitor, Literatura, Literatura Brasileira, Língua Portuguesa, Machado de Assis, Magistério, Mídia, Português, Professores, Sociedade

Aulatube: vídeos educativos

Visite o site do Aulatube.

Sei que a palavra “educativo” pode levar a pensar em coisas chatas e modorrentas, mas por qual motivo não utilizar mais uma ferramenta de estudo e meio de comunicação que serve tanto para professores como para alunos? Eu mesmo já vou selecionar alguns vídeos durante as férias e indicar para meus alunos.

Os assuntos são todos os que vocês puderem imaginar, pois são vídeos garimpados em sites como o Youtube.

Arquivado como:Artigos, Aventura, Blogosfera, Citações, Ciência, Comportamento, Comunicação, Cotidiano, Cultura, Curiosidades, Ecologia, Educação, História, Internet, Língua Portuguesa, Magistério, Mídia, Opinião, Português, Professores, Sociedade, Tecnologia, Vídeo, documentários, geografia

Música ruim e a surdez cultural

Como duas músicas podem ensinar os jovens a entenderem as palavras e iniciarem um diálogo.

Percebi, ao ditar alguns temas nas primeiras aulas deste ano, para as turmas que iniciavam o 2º grau que, ou eu estava perdendo a dicção (seria um AVC em plena aula?) ou meus alunos eram surdos. Fiquei um tanto assustado com ambos fatos. Na altura de segunda semana de aulas, eu constatei que: não perdera a dicção (e não tivera um AVC… ufa!) e que meus alunos não são surdos. Na verdade, a maioria não conhece as palavras, o que é muito pior!

Passei a observar os diálogos deles, não apenas ao se dirigirem a mim, mas também, quando se dirigem uns aos outros. Infelizmente, o universo vernacular deles é limitadíssimo. Coisa do tipo:

- E, aí? Tá ligado na parada?

- Sinistro…

E termina a conversa.

Ao mesmo tempo, as músicas que ouvem – o tal estilo “proibidão” – ou funk com três ou quatro frases em que a concordância apanha mais que boi fujão e as rimas(?) que sempre terminam em “ão” ou “inho”, para poder juntar escatologia com descrição de uma cena de sexo, por sinal, de péssima qualidade literário-musical e sexual. Se nem ao menos é possível descrever uma coisa prazerosa com qualidade, imagine o uso da Língua Portuguesa no cotidiano? Disso podemos observar dois fatos gritantes, a saber: 1 – a leitura é inexistente em qualquer nível; 2 – Não ouvem frases bem construídas ou palavras que enriqueçam em qualidade e quantidade os seus diálogos e, consequentemente, a escrita.

Comecei a me policiar para não usar palavras que fujam muito desse “mundo”, sem, porém, perder a qualidade. Penso que estarei, assim, contribuindo para que enriqueçam o vocabulário.

Por qual motivo citei música e desconhecimento do vocabulário? Simples: As letras das músicas, apesar de algumas licenças poéticas, são excelentes fontes de aquisição de vocabulário e, também, uma forma de aprender a usar as palavras, construir frases, pensamentos e, enfim, comunicar uma ou várias idéias.

Imagine, portanto, uma versão atual, sendo vertida para o “vasto” universo vocabular dos nossos estudantes, para “Sinal fechado”, do Paulinho da Viola e “Amigo é pra essas coisas”, do Silvio Silva Jr. e Aldir Blanc, que são crônicas, ou diálogos musicados, em que os interlocutores falam sobre suas vidas, cotidiano e perspectivas.  Vejamos como ficariam:

- E aí?
- Sinistro…

Triste, não?

Mas, para a nossa alegria, abaixo estão as músicas com suas respectivas letras.

Amigo é para essas coisas

mpb4

Composição: Silvio Silva Júnior/Aldir Blanc

 

- Salve!
- Como é que vai?
- Amigo, há quanto tempo!
- Um ano ou mais…
- Posso sentar um pouco?
- Faça o favor
- A vida é um dilema
- Nem sempre vale a pena…
- Pô…
- O que é que há?
- Rosa acabou comigo
- Meu Deus, por quê?
- Nem Deus sabe o motivo.
- Deus é bom!
- Mas não foi bom pra mim…
- Todo amor um dia chega ao fim.
- Triste.
- É sempre assim…
- Eu desejava um trago.
- Garçom, mais dois!
- Não sei quando eu lhe pago.
- Se vê depois.
- Estou desempregado.
- Você está mais velho..
- É…
- Vida ruim…
- Você está bem disposto.
- Também sofri.
- Mas não se vê no rosto.
- Pode ser…
- Você foi mais feliz.
- Dei mais sorte com a Beatriz!
- Pois é…
- Pra frente é que se anda.
- Você se lembra dela?
- Não..
- Lhe apresentei!
- Minha memória é fogo!
- E o l´argent?
- Defendo algum no jogo.
- E amanhã?
- Que bom se eu morresse!
- Pra quê, rapaz?
- Talvez Rosa sofresse.
- Vá atrás!
- Na morte a gente esquece.
- Mas no amor agente fica em paz.
- Adeus…
- Toma mais um!
- Já amolei bastante.
- De jeito algum!
- Muito obrigado, amigo.
- Não tem de quê.
- Por você ter me ouvido.
- Amigo é prá essas coisas.
- Tá…
- Tome um cabral!
- Sua amizade basta.
- Pode faltar.
- O apreço não tem preço, eu vivo ao Deus dará.

Sinal fechado

Paulinho da Viola

Composição: Paulinho da Viola

 

- Olá, como vai ?
- Eu vou indo e você, tudo bem ?
- Tudo bem eu vou indo correndo pegar meu lugar no futuro, e você ?
- Tudo bem, eu vou indo em busca de um sono tranquilo, quem sabe …
- Quanto tempo… pois é…
- Quanto tempo…
- Me perdoe a pressa, é a alma dos nossos negócios…
- Oh! Não tem de quê…
- Eu também só ando a cem…
- Quando é que você telefona ? Precisamos nos ver por aí.
- Pra semana, prometo talvez nos vejamos. Quem sabe ?
- Quanto tempo… pois é… (pois é… quanto tempo…)
- Tanta coisa que eu tinha a dizer, mas eu sumi na poeira das ruas.
- Eu também tenho algo a dizer, mas me foge a lembrança.
- Por favor, telefone, eu preciso beber alguma coisa, rapidamente.
- Pra semana.
- O sinal …
- Eu espero você.
- Vai abrir…
- Por favor, não esqueça.
- Adeus…

Arquivado como:Aldir Blanc, Artigos, Aventura, Citações, Comportamento, Comunicação, Cotidiano, Crônicas, Cultura, Educação, História, Língua, Língua Portuguesa, MPB, Magistério, Música, Opinião, Palavras, Português, Professores, Reflexões

Home, um documentário sobre a Terra

HOME [narrado em Português], filme da autoria do realizador francês Yann Arthus-Bertrand, é constituído por paisagens aéreas do mundo inteiro e pretende sensibilizar a opinião pública mundial sobre a necessidade de alterar modos e hábitos de vida a fim de evitar uma catástrofe ecológica planetária. (Youtube)

home

Clique sobre a imagem para ver o documentário

Neste exato momento, o planeta Terra, a nossa casa, a única que conhecemos, está em vias de ter seus recursos que sustentam nossas vidas exauridos e, se não tivermos consciência de que somente manteremos a nossa casa "funcionando" se fizermos por onde, um belo dia ela poderá ruir e aí, adeus humanidade.

Assista este documentário e comece a pensar nas formas de fazer a sua parte para que nossos descendentes possam ter também a nossa casa renovada e arrumada como herança.

Arquivado como:Aventura, Cinema, Ciência, Comportamento, Comunicação, Cotidiano, Cultura, Ecologia, Educação, Fotografia, História, Internet, Jornalismo, Língua Portuguesa, Magistério, Mídia, Opinião, Política, Professores, Reflexões, Saúde, Sociedade, Tecnologia, Viagens, Vida, Vídeo, documentários, geografia

Milton Santos, um brasileiro universal

O Brasil é um país interessante mesmo. O que pouca gente sabe é que sempre tivemos intelectuais da mais alta estirpe que pensaram o Brasil de uma forma exclusiva para o Brasil e não de uma forma para atender este ou aquele modelo político, econômico e social. Posso citar Gilberto Freire, Caio Prado Jr., Sergio Buarque de Hollanda, Celso Furtado, Paulo Freire, Darcy Ribeiro, Anísio Teixeira e, aquele que gostaria de apresentar agora, o geógrafo Milton Santos, homem cuja história de vida é bem um retrato do Brasil.

miltonsantos01 Neto de escravos, filho de professores, que se tornou Doutor Honoris Causa em 20 Universidades espalhadas pelo mundo. Recebeu o prêmio Vautrin Lud, que é como um Nobel de Geografia. Formou-se em direito. Foi jornalista. Autor de 40 livros.

Eu não sou militante de coisa nenhuma, exceto idéias

Não me estenderei, mesmo porque, você poderá encontrar todo material sobre ele na página Geografia & Poesia, que foi criada em sua homenagem.

Digo apenas para que você, que quer conhecer o Brasil e também saber o que é o mundo da atualidade, não pode deixar de assistir a um documentário, em 9 partes com cerca de 10 minutos cada uma; sobre ele, sua obra, seu pensamento e a sua visão sobre a Globalização.

Milton Santos nasceu em 1926 e morreu em 2001, poucos meses após a gravação dessa entrevista/documentário.

É uma aula de Geografia, História, Economia, Relações Internacionais, Antropologia, Etnografia, Sociologia e de vida. Além disso, mesmo que você não imagine, o poder da mídia é analisado. Vale a pena mesmo.

A narração ficou a cargo de Milton Gonçalves, Fernando Montenegro, Beth Goulart, Matheus Nachtergale e Osmar prado, que emprestaram seus talentos para este documentário de Silvio Tendler.

O nosso país é capaz de ter uma das mais ricas burguesias do planeta e, ao mesmo tempo, conservar bolsões de miséria na periferia dos grandes centros urbanos. Além disso, é uma das maiores misturas étnicas, se não a maior, de todo planeta devido ao processo de Conquista e Colonização que produziu um povo que vai do mais europeu ao negro africano, passando pelo nativo. Todos misturados em função de uma única coisa: a colonização empreendida e os benefícios econômicos que eram aferidos à metrópole portuguesa.

Durante séculos não nos víamos como uma sociedade capaz de produzir intelectuais e pensadores de nível internacional. Sempre nos imaginamos como cidadãos de segunda classe que deveriam prover e sustentar a riqueza de nossa burguesia, na maioria das vezes periférica em relação ao centros econômicos da Europa e América do Norte.

E desse povo surgiram pessoas que se destacaram em todas as áreas. Temos cientistas como Carlos Chagas e Oswaldo Cruz, por exemplo. Músicos como Villa-Lobos, Pixinguinha e Tom Jobim. Escritores como Machado de Assis – sendo, agora, descoberto pelo mundo –, e até mesmo, o Paulo Coelho que é sucesso comercial. Alguns heróis inventados como Tiradentes e outros vindos do povo como João Candido, o líder da Revolta da Chibata.

* O vídeos se encontram no Youtube, no canal lucask8nunes, a quem agradeço por disponibilizar esse material. Você poderá encontrar outros vários documentários.

Arquivado como:Artigos, Autor, Brasil, Citações, Comportamento, Comunicação, Cultura, Cultura Popular, Economia, Educação, Escritores, História, Internet, Jornalismo, Leitor, Livros, Magistério, Opinião, Política, Professores, Sociedade, Vida, Vídeo, documentários, geografia

Receba as atualizações

Posts antigos

Flickr Photos

coracaoasfalto1

27082009

28072009(004)

28072009(003)

28072009(002)

More Photos
Watch videos at Vodpod and other videos from this collection.

Blogosfera

hitcounter

Adicione

Bookmark and Share

Categorias

Agenda

Novembro 2009
S T Q Q S S D
« Out    
 1
2345678
9101112131415
16171819202122
23242526272829
30  

del.icio.us