Recanto das Palavras

Bibliotecas digitais: mais duas

Machado de Assis e The British Library

A Brasiliana, um site ligado  a USP (Universidade de São Paulo), digitalizou toda obra de Machado de Assis e você poderá ler em formato .pdf, as primeiras edições dessas obras. Além disso é possível fazer busca por trecho das obras, o que é muito interessante.

machadobrasiliana

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A outra notícia é sobre a British Library que abriu seus 630km de acervo para consultas online

britishlibrary

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Fonte: [Boletim do PNLL]

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Palavras de amor lembradas daqui a 400 anos

Indique poemas, músicas e cenas de filme que falem de amor e que serão lembradas nos próximos 400 anos.

amor Você, pelo menos uma vez na vida, declamou, copiou e enviou, ou mesmo escreveu um poema de amor para alguém. Ao mesmo tempo, também pelo menos uma vez na vida, indicou ou representou o amor que sentia por alguém usando uma música. Que tal, então, indicar como sendo “As palavras de amor que serão lembradas daqui a 400 anos? Para isso, basta escrever a letra de música ou a poesia nos comentários ao final deste artigo.

Que o poder das palavras de amor seja, preferencialmente, escrito em Língua Portuguesa. Traduções são também recomendadas. Devem ser indicadas poesias, músicas e até mesmo cenas de filme (com legenda) que falem de e do amor.

Foi feita uma pesquisa nos EUA, pela NPR (National Public Radio), motivada pela eternidade das palavras de Shakespeare, que até hoje é encenado e seus poemas, que parecem ser declamados a cada segundo, sobre quais as poesias e músicas da atualidade seriam eternizadas durante os próximos 400 anos. Isto é, o que as pessoas do século 25 declamarão e quais músicas cantarão para as suas almas gêmeas.

Lá nos EUA, em termos de poesia, foram escolhidas obras como o “Soneto 20”, de Pablo Neruda e Quando Fores Velha (When You Are Old), de W.B. Yeats. Veja um vídeo com a tradução deste poema no Youtube.

No campo musical, Bob Dylan foi teve algumas de suas músicas indicadas. Além dessas, In My Life, dos Beatles também foi bastante indicada. Eu mesmo, bem antes de tomar conhecimento dessa pesquisa, já escrevera algo sobre essa música, no artigo intitulado Em minha vida. Por toda minha vida.

Como poesia, eu indico Aparição Amorosa, de Carlos Drummond de Andrade.

E música, eu indico Travessia, do Milton Nascimento.

Travessia

Milton Nascimento

Composição: Milton Nascimento / Fernando Brant

Quando você foi embora fez-se noite em meu viver
Forte eu sou mas não tem jeito, hoje eu tenho que chorar
Minha casa não é minha, e nem é meu este lugar
Estou só e não resisto, muito tenho prá falar
Solto a voz nas estradas, já não quero parar
Meu caminho é de pedras, como posso sonhar
Sonho feito de brisa, vento vem terminar
Vou fechar o meu pranto, vou querer me matar
Vou seguindo pela vida me esquecendo de você
Eu não quero mais a morte, tenho muito que viver
Vou querer amar de novo e se não der não vou sofrer
Já não sonho, hoje faço com meu braço o meu viver
Solto a voz nas estradas, já não quero parar
Meu caminho é de pedras, como posso sonhar
Sonho feito de brisa, vento vem terminar
Vou fechar o meu pranto, vou querer me matar

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Escrever livro dá dinheiro mesmo

Há algum tempo, eu escrevi um artigo sobre um escritor que reclamava por não ganhar dinheiro suficiente com os seus livros e, por isso, fez um relato de um programa do governo Roosevelt, associado ao New Deal, que era uma espécie de PAC para o mercado editorial norte-americano durante os anos de recessão seguintes à crise de 1929.

Jim Dandy © Images.com/Corbis Agora, lendo a seção de livros do New York Times, vejo a seguinte manchete: Audrey Niffenegger Receives $5 Million Advance for Second Novel (algo como Audrey Niffenegger recebe 5 milhões de dólares em adiantamento por seu segundo romance). Convenhamos que não é uma grana para ser desprezada, mesmo que não seja paga em Euros e, certamente, resolveria a vida de muitos pretendentes a escritor. Se a quantia revela o tamanho do talento, essa escritora deve ser talentosa até dizer chega.

Então, surge um questionamento: estando numa das piores crises econômica que já aconteceram desde a invenção do Capitalismo, os livros são produtos que dão lucro? Acredito que sim. Por pior que seja a situação da leitura e divulgação de conhecimento através dos livros, este ainda é um lazer barato; mesmo que concorra com DVD, internet, iPod e que tais.

Lembro que durante o regime militar, os livros não deixaram de vender mesmo havendo censura. Durante a época da inflação galopante, o livro continuou vendendo e se adaptando ao momento. Há várias formas de fazer o livro ter um preço acessível ao público em geral, sendo que uma delas é usar papel de qualidade pouquinha coisa inferior ao que se está acostumado e também diminuir as dimensões do mesmo, isto é, dos tradicionais formatos 14 centímetros de largura x 21 centímetros de comprimento ou 16×23 para, por exemplo, 12×18 (livro de bolso).

Então, a escritora, segundo a reportagem, após seis anos de lançamento de seu livro de estréia entregou os originais de seu novo romance, Her Fearful Symmetry, ao seu editor e de volta recebeu o polpudo cheque. Dizem que o leilão pela compra dos direitos foi bastante acirrado. O livro é um thriller de mistério contando a história de dois gêmeos que recebem como herança um apartamento nas proximidades de um cemitério em Londres.

A autora é artista plástica e professora da Columbia College Chicago. É preciso fazer uma ressalva: o mundo dos livros não é de todo desconhecido por ela, que está baseada no Center for Book and Paper Arts da mesma instituição. Tiremos como exemplo, não sei se de talento para escrever ou para o marketing pessoal, o mago. Foi letrista do Raul Seixas e, de repente, começou a escrever livros místicos, sendo o primeiro deles sobre vampirismo, que misteriosamente desapareceu das livrarias tão logo o autor começou a ficar famoso por falar de suas viagens místicas por caminhos mais iluminados.

O que tem intrigado a crítica literária lá dos EUA é o fato de investirem tanto em um segundo livro devido o primeiro livro, o de estréia, ter vendido feito pão quente. Na reportagem, é apresentada a história de Charles Frazier, autor de Could Mountain, que deu origem a um filme do mesmo nome, dirigido por Anthony Mingela e o roteiro foi escrito pelo próprio autor do livro. É relatado que ele, autor, recebeu 8 milhões de dólares de adiantamento pelo segundo livro e as vendas nem chegaram perto do que esperavam.

Vale a pena ser escritor ou não?

* Este artigo foi criado a partir da leitura da matéria Audrey Niffenegger Receives $5 Million Advance for Second Novel, de Motoko Rich, para o New York Times Books, de 10/03/2009.

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Carnaval 2009 – Imagens – Grupo especial 1º dia

Veja as fotos do desfile do Grupo Especial do Carnaval do Rio de Janeiro, durante o primeiro dia. Clique sobre a imagem de cada escola. Uma nova página abrirá.

 

impserrano
 Império Serrano

gderio

   Grande Rio 

Vila IsabelO Dia

    Vila Isabel

mocidade

   Mocidade

beijaflor₢ O Dia

   Beija-Flor

Unidos da Tijuca₢ O Dia

   Unidos da Tijuca

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O que se fez e se faz do nosso dinheiro

Uma breve história do dinheiro no Brasil.

Durante as últimas décadas, até uma atual e tênue estabilidade econômica que hoje é assombrada pela crise financeira internacional, o Brasil trocou de moeda várias vezes. Do Cruzeiro até o Real, passamos pelo Cruzeiro Novo, Cruzado e Cruzado Novo e Cruzeiro Real. A cada mudança, os zeros eram cortados e nosso dinheiro valia cada vez menos.

1real Clique sobre a imagem: A nota de Um Real (R$1,00).

A pergunta que se faz: Por acaso, você saberia identificar que personagens estão nas nossas cédulas? Por exemplo, são representados artistas como Candido Portinari; poetas e escritores como Cecilia Meireles, Carlos Drummond de Andrade e Machado de Assis; músicos como Villa-Lobos; Imperadores e Imperatrizes e heróis como Tiradentes. Também há cientistas como Oswaldo Cruz, Santos Dumont, Augusto Ruschi e Carlos Chagas.

Se quiser ver as várias cédulas do nosso dinheiro a partir da reforma monetária de 1942, quando o Cruzeiro substituiu o Réis (até hoje se usa a expressão por qualquer dez merréis). Clique sobre a imagem abaixo.

cedulasgerais 

A história do dinheiro no Brasil não se limita apenas ao período posterior a 1942, quando a reforma monetária de Getúlio Vargas fez desaparecer o Réis e introduziu o Cruzeiro. Antes disso, tivemos várias moedas como o Zimbo (búzios), a Pataca e o Vintém, por exemplo. Clique na imagem abaixo para conhecer outras moedas.

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Se você é colecionador ou comerciante de moedas antigas e/ou comemorativas e tem interesse em numismática, veja como se cadastrar para receber informações diretamente do Banco Central do Brasil.

* As imagens usadas neste artigo se encontram no portal do Banco Central do Brasil.

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