Recanto das Palavras

Mulher também escreve carta de amor

Você já recebeu carta de amor escrita por aquela mulher que você sempre amou? Muito provavelmente, sim. Acredite em uma coisa, meu amigo: Para elas chegarem a escrever palavras românticas é porque amam mesmo e de forma incondicional. Com toda certeza essa é uma das maiores, senão a maior demonstração do que elas sentem pelo homem que realmente amam.

© Tom Grill/Corbis

Imagem © Tom Grill/Corbis

Mesmo que o poeta tenha dito que todas as cartas de amor são ridículas por serem, justamente, cartas de amor; quem não gosta de ser ridículo de vez em quando? (ouça o poema Cartas de Amor, do Fernando Pessoa, na voz da Maria Bethânia). A palavra escrita é tão forte quanto a palavra dita. Talvez seja até um pouco mais significante, pois, ali, está registrado e concretizado o pensamento mais profundo e, como sabemos, palavras ditas esvaem-se no ar, mesmo que sejam verdadeiras. Não, eu não estou desmerecendo a palavra de amor quando proferida. Apenas estou tentando explicar que, ao escrever o que sente, a mulher está demonstrando exatamente o que está em seu coração. Vejamos, por exemplo, algumas palavras de Cecília Meirelles que nas linhas abaixo apresenta a mágoa de um amor.

Encostei-me a ti, sabendo bem que eras somente onda.
Sabendo bem que eras nuvem, depus a minha vida em ti.
Como sabia bem tudo isso, e dei-me ao teu destino frágil,
fiquei sem poder chorar, quando caí.

Várias e várias poetas – no meu tempo era poetisa – escreveram palavras para seus amados. Exemplos de séculos passados como Gaspara Stampa e Louise Labé (século XVI); além de Elizabeth Barrett Browning (Século XIX), mostram que houve felicidade ou não em suas vidas românticas (faça o download do slide – Três Mulheres Apaixonadas – com um poema de cada uma delas). Já dizia o bom e velho Monsueto: “Mora na filosofia. Pra quê rimar amor e dor?”. Não deveria ser assim, mas na maioria das vezes é, infelizmente.

Também tenho certeza que muitos e muitas conhecem os poemas, ou pelo menos um poema da Florbela Espanca, que teve uma vida trágica e amores também, digamos, trágicos, que podem ser exemplificados nos versos abaixo:

Minh´alma, de sonhar-te, anda perdida
Meus olhos andam cegos de te ver!
Não és sequer a razão de meu viver,
Pois que tu és já toda minha vida!

Escrevi este artigo após a leitura de uma matéria no Times Online, intitulada The Most Romantic Love Letters Ever (algo como “As mais românticas cartas de amor de todos os tempos”), e, para indicar a profundidade do tema e dos escritos, ainda no título da matéria está escrito: “Entre as palavras mais românticas jamais colocadas no papel, essas cartas capturam o desejo e o desespero das mulheres extremamente apaixonadas, em todas as épocas”.

Na verdade, o artigo traz trechos do livro Love Letters of Great Women, que será lançado em novembro, na Inglaterra. São, então, apresentados trechos de cartas de amor escritas por Catarina de Aragão, a primeira esposa que Henrique VIII; pela rainha Vitória, que sofria a dor da viuvez de seu amado Albert; Emily Dickinson, a poeta norte-americana que publicou apenas um livro em vida e jamais se casou, mas deixou centenas de poemas. Dizem alguns estudiosos que suas cartas para a cunhada eram de tom lésbico. Além dessas mulheres, também são apresentados os motivos e trechos das cartas de Jane Welsh (1801-1866), que fora secretária do escritor escocês Thomas Carlyle. Entre os escritos de Jane, que hoje é considerada uma das maiores escritoras da língua inglesa, após sua morte, foram encontradas as seguintes palavras dentre sua obra: "Ontem ele passou uma hora comigo e foi como o céu. Eu o amo tanto” e “Esperei durante todo o dia para ouvir os passos dele no corredor, mas agora já é tarde. Acho que não virá hoje”. Nota-se, pelas palavras, que Carlyle negligenciava sua mulher em função de seu trabalho como escritor e palestrante.

As cartas de amor também são excelentes para revelar segredos de alcova, aquela parte do amor que é erótica. Amor sem sexo não dá, certo? Vejamos, por exemplo, o que a contista neozelandesa Katherine Mansfield (1888-1923) escreveu para seu marido:

Na noite passada, houve um momento antes de ir para a cama. Você estava completamente nu, inclinado para frente. Foi só por um instante. Eu vi você – Eu te amo tanto – amei seu corpo com tanta ternura – Ah meu querido – E eu não estou pensando sobre "paixão" agora. Não, claro que é outra coisa que me faz sentir que cada centímetro de você é tão precioso para mim. Seus ombros macios – sua pele quente sedosa, seus ouvidos como conchas são frias – suas pernas longas e pés que eu amo enredar com meus pés – sentir sua barriga – e costas suavemente jovens – Logo abaixo, na parte de trás do seu pescoço você tem um sinal de nascença. É, em parte porque somos jovens que eu sinto essa ternura – Eu amo a sua juventude – Eu não poderia suportar, mesmo que eu fosse o Senhor, que ela deva ser tocada nem pelo mais frio dos ventos.

Permita-me, senhora ou senhorita que chegou até aqui, mostrar-lhe o que a poeta Adélia Prado escreveu sobre um segredo de alcova no poema Objeto de Amor.

Portanto, meninas, demonstrem através de palavras o que sentem por seus amados. Tenha certeza que ele ficará mais apaixonado ainda.

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E-readers são os autoramas do século XXI?

Se você puder comprar um leitor eletrônico de livros (Kindle ou Reader, além do recém lançado Nook da Barnes & Noble), você leria mais?

Até agora, segundo uma pesquisa da própria Amazon, que está no artigo E-book fans keep format in spotlight, do The New York Times/Technology, as pessoas estão comprando mais 3.1 livros eletrônicos do que antes. Isso significa que, por exemplo, você comprava 8 livros por ano e agora passou a comprar 24.8 livros por ano. Se você vai ler é outra história.

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IMAGEM: © Kelly Redinger/Design Pics/Corbis

Acredito que a compra seja uma mistura de impulso e enchimento de linguiça. Como é que você vai ter um treco desses e ele vai ficar vazio?

Esta é a dúvida que se apresenta. Acredito que todos os meios que divulguem e permitam a leitura sejam válidos; porém, será que esse leitores eletrônicos não se tornariam uma espécie de autorama ou Forte Apache para os seus donos? Quem teve autorama sabe do que estou falando. Você brinca até cansar e depois larga de lado.

Seria, então, um modismo ou veio para ficar? Se depender da indústria tecnológica e produtores de best-sellers, a coisa veio para ficar e, se possível, até desenvolver mais os tais aparelhos com a possibilidade de ter imagens e textos em cores. Prometem para um futuro breve leitores que podem ser até dobráveis ou que se transformem num quase pergaminho. Mas, aqui para todos nós, o objeto livro como o conhecemos ainda é um modelo incomparável de portabilidade e design, não?

Dos tabletes de argila, da Mesopotâmia, aos tipos móveis inventados na China passaram-se séculos. Outros mais até que Gutenberg também aproveitasse a idéia de usar tipos móveis e criou a imprensa no Ocidente. Desde então, a leitura e a escrita foram massificadas e o acesso ao conhecimento deixou de ser privilégio de castas e sacerdotes.

Portanto, desde o século XV que a melhor maneira de se aprender é através de um objeto retangular, com dimensões e espessuras variadas – livros de literatura, por exemplo, foram padronizados no tamanho 14×21 ou 16×23cm – , criado a partir de celulose, tinta e ideias. É fácil de carregar e usar. O interessante é que o índice de analfabetismo em países do 3º mundo (ainda existe essa nomenclatura?) é responsável pela pobreza e não-desenvolvimento desses países. Nem vou falar sobre o analfabeto funcional, aquele que só sabe ler e escrever o nome, pois temo que, ao incluir esta categoria, boa parte dos estudantes brasileiros acabem fazendo parte e inchando os números alarmantes de desinformação e desconhecimento que tanto assustam a nós, professores. Pelo menos há uma política governamental em alguns países para estimulo da leitura. Ao mesmo tempo, esses leitores eletrônicos são capazes de ler o texto em voz alta. Voltaremos a difundir o conhecimento pela oralidade como faziam nossos antepassados antes da invenção da escrita?

Hoje, e com uma boa parcela de razão, os produtores de e-readers indicam que esses aparelhos salvarão árvores que deixarão de virar papel. Tudo bem, é um pensamento válido. Mas, os materiais que compõem os tais aparelhos também são produzidos a partir de recursos naturais, cuja extração gera degradação e poluição. Seria uma encruzilhada?

Você já imaginou sua casa sem prateleiras e estantes sem os seus livros? E quando você juntar os trapinhos com a sua alma gêmea que, certamente, têm gostos literários similares? O que farão ao saber que não terão que doar aqueles mesmos livros que ambos tinham em comum em suas prateleiras. Ah, o amor poderá sofrer um certo abalo ou aumentará, não?

A verdade é: esses aparelhos vieram para ficar. As gerações futuras talvez conheçam o livro como nós os conhecemos quando visitarem algum museu.

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Inutilidades Literárias III

Livros cujos títulos são pra lá de estranhos como, por exemplo, Is Your Dog Gay? Ou How to Defend Yourself Against Alien Abduction. A lista é grande e hilariante. Abaixo estão as traduções (?) de alguns títulos e o link para ver as capas de outros livros do mesmo quilate.

Essa eu acabei de ler no jornal The Guardian, em sua versão online. O artigo trata da Weird Book Room (algo como O Quarto dos Livros Esquisitos). Quem escreveu o artigo selecionou alguns títulos bastante estranhos como “O Ornitorrinco do Destino” que, pasme, foi classificado, quando de seu lançamento, como um interessantíssimo livro de ficção científica. Tudo bem, mas como é que se coloca um ornitorrinco flutuando no espaço? Outro livro com um título muito estranho é “O Manual do Enforcamento”. Veja as capas.

Então bate aquela curiosidade por saber a respeito de quem vende essas preciosidades? Pois saiba que as vendas estão a cargo da AbeBooks em seu já citado site, o Weird Book Room, que se apresenta como “uma celebração de tudo que é estranho, muito estranho e francamente estranho no mundo dos livros”. No catálogo de ofertas você pode encontrar livros de receitas bizarras, manuais pra lá estapafúrdios, livros que você não imaginaria, jamais, que pudessem ter sido escritos e coisas do gênero. Como diria Jack Palance… Acredite se quiser.

Vejamos uma pequena lista, já com os títulos traduzidos. Saibam que isto constituiu um baita esforço. Não em termos linguísticos, mas para controlar as gargalhadas.

Is your dog gay? (O seu cachorro é bicha?)

Sinopse: Alguma vez já se pegou pensando sobre as preferências sexuais do seu cachorro? Talvez você encontre as respostas dentro deste livro.

The Amateur Taxidermist (O Empalhador Amador)

Sinopse: Não foi encontrada. Mas dá para pensar numa bem legal, mais ou menos assim: Se você, que matou sua sogra, aquela jararaca, mas não quer fazer sua mulher ficar triste, aprenda a empalhar a megera.

The Big Book of Lesbian Horse Stories (O Grande Livro de Histórias das Éguas Lésbicas)

Sinopse: Não foi encontrada. Porém, os comentários são hilários, como o da (o) leitora (o) S. Kelley: “Tenho que ler esse livro? (Relincho!!!!). O título é tão excitante. (…) Devo admitir a minha curiosidade como uma égua vira lésbica e não tem tesão pelos garanhões”.

The Thermodynamics of Pizza – (A Termodinâmica da Pizza)

Sinopse: Um divertido ensaio científico. Comentários – M. Byer: “Eu li as primeiras páginas e larguei de lado. Agora faz parte dos livros que leio para pegar no sono”.

How to Defend Yourself Against Alien Abduction (Como se defender contra abdução alienígena)

Sinopse: Este livro é a única e significante contribuição para o estudo do fenômeno da abdução alienígena. Comentários – Nenhum. Acho que quem leu foi abduzido.

How to Good-Bye Depression (Como dar Adeus para a depressão). O problema desse livro é o subtítulo que vou deixar em inglês mesmo. If You Constrict Anus 100 Times Everyday. Malarkey? or Effective Way?

Sinopse: Fazendo isso aí de cima, o autor acha que a depressão vai embora. Comentários – Um cara disse que comprou o livro e escreveu que o troço pode funcionar. Vai entender?

The Sex Life of the Foot and Shoe (A Vida Sexual do Pé e do Sapato)

Sinopse: Não foi encontrada. Comentários – D. Grangaard: “Este é o mais delicioso livro não apenas erótico (…) o autor cita mais de 100 fontes que corroboram seus argumentos”. Será que chulé dá tesão?

Agora, para aqueles que já imaginaram ter visto de tudo nesse mundo, um título especial: The Haunted Vagina (A Vagina Assombrada). A sinopse é um primor: “É difícil amar uma mulher cuja vagina é um portal para o mundo dos mortos”.

Leia também os artigos:

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Mais vídeos culturais grátis

Se você, assim como eu, tem curiosidade por descobrir vídeos e documentários sobre os mais diversos assuntos, não importando a sua área de atuação, certamente já deve ter percebido que aqui no Recanto das Palavras, estou sempre indicando e informando links e portais, nos quais é possível assistir e até mesmo baixar material que enriquecerão seu acervo cultural.

pontocom

Clique sobre a imagem

Agora mesmo acabei de descobrir o portal Ponto comunidade, que é um repositório de vídeos hospedado no Instituto Embratel contendo palestras, debates e tudo o mais que possa ser transmitido, em termos culturais, é claro, para que, assim como está denominado, a comunidade (leia-se todos nós) tenha acesso à cultura.

Há várias categorias, como Internet, Filosofia, Educação, Geografia, Música e Saúde. Mas, se você desejar pesquisar um pouco mais, há também uma seção de Palestras e outra de Obras raras da Biblioteca Mário de Andrade (em formato .jpg)nas quais você pode escolher entre assistir ou baixar o vídeo de seu interesse. As palestras, a título de curiosidade, são vídeos que apresentam formas de como usar uma biblioteca, assim como há dois vídeos sobre um Ciclo de Literatura Infanto-Juvenil.

Você também pode verificar a programação das transmissões. A programação é ininterrupta e você pode assistir, na TV PontoCom, vários vídeos e programas gravados ou ao vivo.

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Saramago e os 140 caracteres

O prestigiadíssimo ganhador do Nobel de Literatura, José Saramago, disse, numa entrevista ao O Globo, que o uso do Twitter, o microblog que limita as mensagens ao número máximo de 140 caracteres nos fará involuir ao nível da comunicação por grunhidos. Até entendo e quem sou eu para confrontar um escritor, ainda mais quando ele foi premiado com o Nobel e, para quem não sabe, o único que utiliza a língua portuguesa para escrever seus livros a ter recebido este prêmio. Entretanto, acredito que possa ter havido alguma desinformação ou informação pela metade.

Em apenas 380 caracteres, Fernando Pessoa nos deu isto:

marsalgado

Tudo bem que, hoje, o pessoal não seja lá muito amigo das palavras e o oceano vernacular se limite a, quem sabe, 600 palavras dentro do Universo que é a Língua Portuguesa. Mas, mesmo assim, há que se encarar o Twitter, não como um meio de comunicação para mensagens longas. Tanto que as empresas, as organizações capitalistas, vislumbram estes mesmos 140 caracteres como sendo extremamente válidos para indicarem seus produtos. Mensagens rápidas e certeiras, o que constitui o sonho de todo marqueteiro e, talvez, dependendo do ponto de vista, o paraíso ou o inferno para os redatores das agências de publicidade. Lógico que sabemos que se faz necessário separar o joio do trigo. Imagino que o Saramago tenha dito que percebera uma enorme massa de informações imbecis e idiotizantes circulando por aí. Mas, o que é a humanidade se não alguns bilhões de almas que seguem seu rumo ajudadas pela genialidade de algumas poucas milhares de almas geniais que passaram por aqui até hoje? Deixemos que a bobagem prossiga, mas que possamos ter como nos defendermos dessas barbaridades como o internetês e o miguxês, por exemplo.

Fico aqui a me perguntar se, quando surgiram as primeiras tabuinhas de argila contendo aquilo que os arqueólogos e historiadores classificaram como os primeiros documentos escritos produzidos pela humanidade, se havia algum tipo de limitação à quantidade de caracteres – os cuneiformes dos sumérios – se isso faria com que chegássemos ao que temos hoje. Fico também imaginando que, hoje, temos no alfabeto latino 26 sinais que, ao serem misturados, formam as palavras que compõem a maioria das línguas ocidentais e, também, o alfabeto cirílico com seus 33 sinais, sendo que 10 deles são vogais, se isso impediria que escrevêssemos uma, dez, mil, um milhão de palavras. Claro que não. E eu nem vou falar sobre os alfabetos orientais que, em dois ou três traços uma idéia pode ser expressa com poesia. A quantidade de sinais e a formação das palavras, para quem as conhece suficientemente, serão, sim, um manancial inesgotável de alternativas para que nós, pobres mortais que brincamos de escrever, possamos nos comunicar. Sim, eu odeio o internetês. Vocês jamais lerão um texto meu contendo palavras escritas com esses “grunhidos”.

E, em se falando em comunicação, como esquecer a escrita utilizada nos antigos telegramas em que “pt” e “vg” significavam respectivamente um ponto e um vírgula. As mensagens eram sucintas e diretas e, nem por isso, a língua involuiu. O que faz a língua involuir é a má distribuição de renda que não permite que tenhamos acesso à cultura, aos livros, aos dicionários, por exemplo. E, por falar em dicionários até pouco tempo eu não sabia que participava de uma confraria dos, digamos, amantes dos dicionários.

Tudo isso porque, um belo dia, recebo um telefonema de uma repórter do Jornal do Brasil, que me pediu para passar o telefone de um amigo meu que é editor e, alguém lhe disse, que ele era um desses amantes de dicionários e enciclopédias. A conversa evoluiu e acabei sendo entrevistado ali mesmo e contando para ela que eu também tenho o hábito de ler dicionários e isso, acredite, vem desde a mais tenra idade; com toda certeza, motivado por meu pai que me presenteou com um dicionário enciclopédico da Lello quando eu fiz dois anos de idade. Na bagunça que se transformou a minha biblioteca, mais conhecida por Bagunçoteca, e após algumas mudanças de residência, eu me deparei com esse dicionário e li a dedicatória que meu pai escreveu. Comecei a folhear e a chorar. Não dá pra explicar. (Leia o artigo Enciclopédias, uma grata surpresa).

Voltando aos tais 140 caracteres, eu ainda acho que, se o pessoal passar a ler mais não teremos mensagens que nos levarão a grunhir, mas sim, teremos pessoas que passarão a fazer uso de toda pujança e diversidade que a língua portuguesa nos permite. É tão simples saber como usá-la que até nos complicamos.

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