Recanto das Palavras

Trajes espaciais em 15 imagens

A moda do espaço deve ser extremamente funcional e pensar um pouco menos na estética. O ideal seria que as roupas usadas pelos astronautas de ontem, de hoje e de amanhã fosse parecida com o modelito Star Trek, desde que você não use as famosas camisas de malha vermelha; sinal que você morreria naquele episódio. Acompanhe a evolução dos trajes espaciais em 15 imagens.

1_1444579iImagem ₢ NASA-Dayli Telegraph

Clique sobre a imagem para ver o slide show

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Não estamos sós no Universo

Esta é a afirmação, em uma entrevista concedida ao Spiegel Online, de Frank Drake[1], um dos diretores do Projeto SETI (Search for Extra-Terrestrial Intelligence, ou Busca por Inteligência Extraterrestre), e que, desde 1999, conta com a colaboração de voluntários através do SETI@home. Esse é mais um dos fatos que marcam 2009 como o Ano da Astronomia.

Mensagem da Pioneer. Imagem ₢ Spiegel Online A entrevista[2] é muito bem-humorada e reveladora de a quantas anda o projeto de contatar prováveis emissões de rádio extraterrestres através de uma rede de radiotelescópios, tanto que ele afirma que “um dos meus piores pesadelos é receber como retorno aos nossos sinais, alguma convocação para um culto religioso”, quando perguntado sobre isso. Interessante a visão, que considero bem-humorada, pois, todos aqueles que viram o filme ou leram o livro Contato, escrito por Carl Sagan, hão de se lembrar que o primeiro sinal que os ETs nos enviaram foi uma reprodução das imagens do discurso de Hitler abrindo os Jogos Olímpicos de Berlim, em 1936, época das primeiras transmissões de TV, ainda experimentais. Sinais de rádio e televisão vagam no espaço durante aproximadamente 200 anos.

Ao mesmo tempo, e baseado nesse receio, Frank Drake também teme que os ETs captem imagens que mostrem a humanidade como seres violentos e ridículos. Violentos devido a enorme quantidade de programas sobre casos de polícia (CSI e que tais, digamos), anúncios de comida gororoba (junk food), ou capítulos de novelas tipo de dramalhão mexicano, que classifica como “muito assustador”.

Disco na Voyager. Imagem₢Spiegel Online

A dificuldade para encontrarmos alguma emissão se dá, ainda segundo o entrevistado, devido ao fato de serem mais inteligentes e não usarem qualquer tipo de tecnologia que se desperdice no espaço, assim como nós fazemos e, consequentemente, eles não se expõem e, também, não devem transmitir sinais de rádio regularmente; sendo possivelmente mais avançados que nós e utilizarem uma tecnologia de transmissão de informações diferente das que conhecemos.

O projeto tem que ser contínuo e receber recursos para que possa vir a ter sucesso. Entretanto, nem todos os governos estão dispostos a investir em algo que não dá retorno imediato, de qualquer tipo, e ainda pode enfrentar  críticas e escárnio da opinião pública. Até mesmo os radioastrônomos têm medo de serem considerados idiotas e ridículos. Por isso, o Projeto SETI desenvolveu o SETI@home (SETI em casa), em que qualquer pessoa que tenha um computador em casa, poderá ceder voluntariamente Logo SETI@homeparte do seu tempo de uso para que o SETI possa analisar os dados coletados utilizando a base de computadores domésticos instalada em todo o mundo. A título de curiosidade, o Brasil está em 30º lugar com alguns milhares de voluntários. Drake informa que o houve uma ligeira queda no número de voluntários e acredita que seja resultado direto da crise econômica que se abate sobre o mundo desde a segunda metade de 2008. Ainda aguardam que voluntários traduzam a página para a Língua Portuguesa, especialmente, o Português falado no Brasil.

No site do Projeto SETI@home, você poderá fazer parte de vários grupos de discussão e listas de pesquisadores voluntários, obter informações científicas sobre o espaço, criar equipes e, também, enviar imagens ou músicas criadas por você, em apoio ao projeto.

Entretanto, como muitos podem imaginar, nada foi contatado. Ledo engano. Em 1970, um contato foi feito e o denominaram como Wow contact (contato uau!). Na verdade, não se sabe ao certo se tudo não passou de uma falha ou se foi mesmo um sinal. Até hoje pesquisam as mesmas coordenadas e nem sinal do sinal foi novamente obtido.

Os primeiros sinais que enviamos se parecem com as famosas garrafas de náufragos. Um deles foi o código Arecibo (Porto Rico), em 1974. O código arecibo é uma mensagem composta por 1679 caracteres e este número foi escolhido por ser um número semiprimo, o que faria os “receptores” concluírem que é um código binário criado por uma civilização pouquinha coisa mais inteligente que os animais. Veja a lógica da mensagem e entenda como ela foi elaborada. O outro sinal foi através da sonda Voyager, que carregou um disco feito em ouro contendo Arecibo_message. In: Wikipediainformações para que os ETs soubessem quem nós somos. Tem um pouco de tudo, inclusive músicas de Bach, Mozart e a gravação de Jonny B. Goode, do Chuck Berry. Veja a imagem no início do artigo.

O fato de buscarmos vida inteligente em outros planetas pode gerar a paranóia que estamos nos mostrando e oferecendo para sermos invadidos. Neste ponto, Drake até faz pouco caso da pergunta e dessa paranóia, ao informar que, qualquer civilização mais próxima, estaria a pelo menos 100 anos-luz de nós e invadir a Terra seria uma tarefa pra lá de onerosa. Podemos concluir, então, que realmente tempo é dinheiro! E no caso dos ETs é dinheiro em proporções astronômicas. Além disso, ele afirma que toda civilização altamente desenvolvida já passou da fase em que loucos ficam doidos para apertar aquele botão vermelho (o Kim Jong-il, ditador nortecoreano que começou a brincar de louco atômico, não parece um ET?). Portanto devem ser pacíficos.


[1] Frank Drake, 79, é um astrônomo e astrofísico norte-americano. Ele é o fundador do projeto SETI, uma tentativa de pesquisar transmissões extraterrestres. Em 1961, ele criou a Equação Drake, como uma forma de calcular o número de civilizações desenvolvidas na Via Láctea – uma equação que ainda não pode ser resolvidos devido à falta de dados. Em 1974, Drake utilizou o rádio telescópio Arecibo, em Porto Rico, para enviar uma mensagem para a estrela cluster M13, a 25.000 anos-luz de distância da Terra. Ele ajudou na criação de placas para a nave espacial "Pioneer" (1972) e do "Golden Record" da "Voyager" (1977). Ambas são mensagens de civilizações alienígenas.

[2] Tradução e adaptação feitas por mim, do artigo “We Are Definitely not Alone in the Universe”, de Christoph Seidler, para a revista Spiegel Online.

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Lixo espacial monitorado: slide show

Desde o lançamento do Sputnik, em fins da década de 1950, os países que dominam a tecnologia de enviar satélites artificiais ao espaço, lançaram aproximadamente 17 mil objetos que estão em órbita da Terra. Dentre esses objetos, que em bom número são detritos da corrida espacial, também há uma bolsa de ferramentas que uma astronauta deixou escapar de suas mãos.

₢ Spiegelonline  Representação artística do satélite Iridium, que se chocou com outro satélite russo.
Veja o slide show ao clicar sobre a imagem

A situação parece caótica, tanto que recentemente dois satélites, um russo e um norte-americano se chocaram. Se fosse no tempo da Guerra Fria, isto daria motivos para que ambos lados pensassem em apertar aquele pavoroso botão vermelho que detonaria a guerra nuclear.

Esta semana, a agência espacial dos países da União Européia (ESA) decidiu criar um fundo de €50 milhões, para monitorar e rastrear o lixo espacial e trabalhar em conjunto com Space Surveillance Network, o programa norte-americano similar, para que, assim como temiam os gauleses, o céu não nos caia sobre a cabeça.

Como as órbitas dos detritos variam, relação ao nível do mar, em altitudes que podem chegar a 800km, 1000km e até mesmo 1500km e a órbita geoestacionária está a confortáveis 36 mil quilômetros de altitude, as agências espaciais decidiram criar uma rede de estações de monitoramento capazes de detectar objetos de pelo menos 10cm de diâmetro. Você verá no slide show o estrago que uma bolinha de alumínio, menor que uma bilha de carrinho de rolimã é capaz de fazer num bloco maciço também de alumínio. Também instalarão um radar para rastrear objetos que orbitem em até 2 mil quilômetros de altitude. Porém, mesmo assim, os telescópios não estão descartados.

A próximas gerações também poderão ser afetadas ou terem problemas com esses detritos, pois, segundo peritos russos, dependendo da altitude da órbita, um objeto que esteja a mais de 800km pode ficar vagando no espaço por até 10 mil anos. Aqueles que estão a menos de 200km, são incinerados ao entrarem na atmosfera. Foi isso que aconteceu no Texas, esta semana.  A dúvida é se era um detrito mesmo ou um UFO.

Este monitoramento não se restringe apenas aos detritos e satélites. Também há planos de monitorar as manchas solares e as órbitas de asteróides. Dizem que um deles atingirá a Terra nos próximos anos. Será?

* Este artigo foi escrito tendo por base a tradução, feita por mim, da matéria do Spiegel Online, Europe Plans to Monitor Space Junk.

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10 fatos marcantes sobre o espaço em 2008

O espaço, a fronteira final…

Era assim que começavam os capítulos da antiga série de tv Jornada nas Estrelas. Através da imaginação de Gene Rodenberry e dos personagens que nos acostumamos a ver e que hoje nos são tão familiares como uma marca de refrigerante, imaginávamos vencer as distâncias do Cosmos e ir audaciosamente aonde ninguém jamais esteve.

Só que a realidade é completamente diferente. Nós ainda estamos engatinhando no conhecimento do Universo e olha que já descobrimos coisas aos borbotões. Então, que tal ver uma galeria de slides com os 10 fatos marcantes do espaço em 2008?

Clique sobre a imagem para ver o slide show Clique sobre a imagem para ver o slide Show
(Ilustração ₢ XMM-Newton/ESA/NASA)


Descrição das imagens

  1. Fria nuvem de gás e poeira em Glóbulo Bok, que compõe mais uma daquelas imagens fantasmagóricas sobre o espaço como o suposto rosto na superfície de Marte.
  2. O nosso Universo existia antes do Big Bang ou seria uma versão reciclada de algum Universo anterior?
  3. Vida extraterrestre: se há na Terra criaturas que são as formas de vidas  extremas e vivem em ambientes inóspitos por qual motivo não poderia haver vida em outros planetas?
  4. Gelo em Marte e a possibilidade de haver água líquida.
  5. A busca por vida extraterrestre e planetas similares ao nosso.
  6. Descoberto meteorito que pode se chocar com a Terra.
  7. Buraco negro gigantesco, cuja massa corresponde a 18 bilhões de estrelas como o nosso Sol, é descoberto (imagem que ilustra este artigo).
  8. A Terra teve várias Luas?
  9. O Fermilab, através de seu acelerador de partículas Tevatron, pode ter descoberto partícula formadora da misteriosa matéria escura.
  10. A Terra estaria no centro de um enorme vazio cósmico?

Fonte [New Scientist]

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Star Trek: trailer e site oficial do novo filme

Com o lançamento previsto para 8 de maio de 2009 (EUA e Inglaterra), já estão disponíveis alguns trailers no site oficial do filme, o de número 11 da franquia Star Trek – Jornada nas Estrelas –, com um novo elenco representando os principais personagens da tripulação, que você pode assistir ao clicar sobre as imagens. Há opções para ver o trailer diretamente em seu computador, como também baixar para ver em seu iPod ou iPhone.

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Neles, por exemplo, veremos o Capitão James T. Kirk ainda menino e também o início, digamos tempestuoso, de sua relação de amizade eterna com Spock; além de acompanhar a construção da Enterprise e cenas de sua missão inicial, a luta contra os Romulanos – os vulcanos do mal da série original –, que interferem no processo histórico da humanidade.

Você também pode baixar wallpapers e outras imagens de uma foto galeria.

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É possível se registrar para receber atualizações – o que eu já fiz – e também participar de fóruns de discussão.

O filme é dirigido por J.J. Abrams (Missão Impossível III, Lost e Alias). O roteiro foi escrito por Robert Orci e Alex Kurtzman (Transformers e Missão Impossível III).

Imperdível!

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