Recanto das Palavras

Um jeito classe média de ser

Classe média que se preza não entra em livraria. Entra em Book Store.

Seguindo uma dica do meu filho, fui visitar um blog cujo inusitado nome é Classe Média Way of Life. Resumindo: É muito bom mesmo. Ele trata daqueles assuntos que todo componente dessa parcela da sociedade – para mim, classe média é estado de espírito – acha que o fará diferente do restante da população, a famosa plebe ignara.

Os posts são muito bem-humorados. Talvez  não sejam  para quem acredita que o must  é pensar  que tudo que é gringo é bom, que não há racismo no Brasil, ter sobrenome italiano (ou qualquer sobrenome anglo-saxão) é quase um título de nobreza, ler a Veja é sinal de informação definitiva, achar o Brasil um lugar horrível para se viver, comer sushi – peixe cru –, gostar do Cirq du Soleil  e o crème de la crème (coisa de classe média mesmo, não?) é ler os livros da moda, os Best-Sellers fabricados.

Confira o artigo dica 028 – Compra Best-Sellers e não deixe de ler os outros.

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Animais e música: eu não sou cachorro não

São 11 músicas (Bossa Nova, Rock, Chorinho, Hip Hop, Brega, Funk…) e uma faixa bônus, em que os animais aparecem no título e, de alguma forma, uma história sobre o animal ou serve para ilustrar um fato. Atenção para a faixa bônus: uma versão para Inglês ver, ouvir e gargalhar.

musicanimal

O reino animal também é motivo para músicas que encantam os adultos. O critério da seleção obedeceu a dois pequenos detalhes: 1 – o nome do animal deveria constar do título da música; 2 – não foram citadas músicas infantis, visto que sempre tem musiquinha falando de bichinho.

Temos, então, insetos, aracnídeos (aranha não é inseto, ok?), répteis, aves, cães e cavalos. Se você lembrar de outras músicas que obedeçam aos critérios acima citados, será um prazer aceitar as sugestões.

minirecantogaleria Você pode ver e ouvir os vídeos com as músicas na Galeria do Recanto, ou ver e ouvir uma a uma clicando nos nomes das músicas.

 

Rock das Aranhas – Raul Seixas
Atenção para a dedicatória assim que a música começa.

Rock das Aranhas – Dercy Gonçalves/DJ Marlboro
Uma performance impressionante da Dercy Gonçalves numa montagem feita pelo DJ Marlboro, É a versão inversa (êpa!) da composição original.

Mosca na Sopa – Raul Seixas
Ele mistura alguns toques do tipo “ponto de macumba” com batidas de rock para explicar como uma pessoa pode ser tão chata como uma mosca que cai na sua sopa.

Pantera Cor de Rosa (Pink Panther) – Henry Mancini
Composição original para o filme de mesmo nome, dirigido por Blake Edwards.

Crocodile Rock – Elton John
Dizem que o Keith Richards foi perguntado por que os Stones não usavam animais no palco, já que era moda na época. A resposta foi: “Nós já tocamos com o Elton John”.

A Horse With No Name – America
Um dos clássicos dos anos 70. Letra original e tradução para o Português

Who Lets Dogs Out? – Baha Men
Fica a dúvida: Soltaram os cachorros ou fizeram uma cachorrada?

O Pato (Lá vem o pato) – Vinícius de Moraes. Gravação MPB4
Exceção feita às músicas infantis. Afinal, é Vinícius!

O Pato – João Gilberto e Caetano Veloso
Contam que no auge do sucesso dessa música, João Gilberto já estava de saco cheio de cantar. Um dia, num show, ele começou a cantar e a plateia, na hora do “vinha cantando alegremente”, mandou um sonoro QUÉN! QUÉN! (Sem trema perde a graça, não?), e ele se levantou do banquinho para não voltar mais.

Tico-Tico no Fubá – Carmem Miranda
Chorinho clássico composto por Zequinha de Abreu. Até Woody Allen gostou. Há uma cena no filme Radio Days, em que Denise Dumont interpreta a música cantando em Português e Inglês. A orquestra é do genial Tito Puentes. Na sequência toca South American Way, com Carmem Miranda . Os atores “dançam” conforme a música.

Eu não sou cachorro não – Waldick Soriano
Clássico dos clássicos da música brega. Que homem não cantou baixinho esta música após um grande amor desfeito?

Imperdível interpretação do autor dessa pérola do cancioneiro nacional acompanhado de forma entusiasmada pela plateia.

Faixa bônus para os gringos: Falcão em sua magistral interpretação da versão de Eu não sou cachorro não, denominada. I´m not dog no.

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Inutilidades Literárias III

Livros cujos títulos são pra lá de estranhos como, por exemplo, Is Your Dog Gay? Ou How to Defend Yourself Against Alien Abduction. A lista é grande e hilariante. Abaixo estão as traduções (?) de alguns títulos e o link para ver as capas de outros livros do mesmo quilate.

Essa eu acabei de ler no jornal The Guardian, em sua versão online. O artigo trata da Weird Book Room (algo como O Quarto dos Livros Esquisitos). Quem escreveu o artigo selecionou alguns títulos bastante estranhos como “O Ornitorrinco do Destino” que, pasme, foi classificado, quando de seu lançamento, como um interessantíssimo livro de ficção científica. Tudo bem, mas como é que se coloca um ornitorrinco flutuando no espaço? Outro livro com um título muito estranho é “O Manual do Enforcamento”. Veja as capas.

Então bate aquela curiosidade por saber a respeito de quem vende essas preciosidades? Pois saiba que as vendas estão a cargo da AbeBooks em seu já citado site, o Weird Book Room, que se apresenta como “uma celebração de tudo que é estranho, muito estranho e francamente estranho no mundo dos livros”. No catálogo de ofertas você pode encontrar livros de receitas bizarras, manuais pra lá estapafúrdios, livros que você não imaginaria, jamais, que pudessem ter sido escritos e coisas do gênero. Como diria Jack Palance… Acredite se quiser.

Vejamos uma pequena lista, já com os títulos traduzidos. Saibam que isto constituiu um baita esforço. Não em termos linguísticos, mas para controlar as gargalhadas.

Is your dog gay? (O seu cachorro é bicha?)

Sinopse: Alguma vez já se pegou pensando sobre as preferências sexuais do seu cachorro? Talvez você encontre as respostas dentro deste livro.

The Amateur Taxidermist (O Empalhador Amador)

Sinopse: Não foi encontrada. Mas dá para pensar numa bem legal, mais ou menos assim: Se você, que matou sua sogra, aquela jararaca, mas não quer fazer sua mulher ficar triste, aprenda a empalhar a megera.

The Big Book of Lesbian Horse Stories (O Grande Livro de Histórias das Éguas Lésbicas)

Sinopse: Não foi encontrada. Porém, os comentários são hilários, como o da (o) leitora (o) S. Kelley: “Tenho que ler esse livro? (Relincho!!!!). O título é tão excitante. (…) Devo admitir a minha curiosidade como uma égua vira lésbica e não tem tesão pelos garanhões”.

The Thermodynamics of Pizza – (A Termodinâmica da Pizza)

Sinopse: Um divertido ensaio científico. Comentários – M. Byer: “Eu li as primeiras páginas e larguei de lado. Agora faz parte dos livros que leio para pegar no sono”.

How to Defend Yourself Against Alien Abduction (Como se defender contra abdução alienígena)

Sinopse: Este livro é a única e significante contribuição para o estudo do fenômeno da abdução alienígena. Comentários – Nenhum. Acho que quem leu foi abduzido.

How to Good-Bye Depression (Como dar Adeus para a depressão). O problema desse livro é o subtítulo que vou deixar em inglês mesmo. If You Constrict Anus 100 Times Everyday. Malarkey? or Effective Way?

Sinopse: Fazendo isso aí de cima, o autor acha que a depressão vai embora. Comentários – Um cara disse que comprou o livro e escreveu que o troço pode funcionar. Vai entender?

The Sex Life of the Foot and Shoe (A Vida Sexual do Pé e do Sapato)

Sinopse: Não foi encontrada. Comentários – D. Grangaard: “Este é o mais delicioso livro não apenas erótico (…) o autor cita mais de 100 fontes que corroboram seus argumentos”. Será que chulé dá tesão?

Agora, para aqueles que já imaginaram ter visto de tudo nesse mundo, um título especial: The Haunted Vagina (A Vagina Assombrada). A sinopse é um primor: “É difícil amar uma mulher cuja vagina é um portal para o mundo dos mortos”.

Leia também os artigos:

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Toda mulher gostaria de ser mulherzinha?

A eterna disputa entre as mulheres envolve um tipo de comportamento que podemos conceituar como sendo "mulherzinha".

Por mais soutiens que tenham sido queimados em praça pública ou que, como no anúncio de um automóvel em que um casal de executivos perguntam, um ao outro — no caso, ela — o que farão daqui a 5 anos e ele apareça como o seu motorista, não há mulher que não deseje, pelo menos de vez em quando, cuidar de seu homem, tendo ela o comportamento acima citado.

Woman Observing Flower , Greg Hargreaves © Images.com/Corbis

Isso me fez lembrar de um caso pitoresco, envolvendo um conhecido meu que manteve o hábito de alternar temporadas entre a "matriz" e a "filial", sem direito ao famoso samba-canção na inconfundível voz do Jamelão (que hoje diz que é matriz e quase louca/quando brigamos diz que é filial).

Então, num dos retornos à matriz, disse-me que foi detalhadamente observado; assim como se faz quando se compra carro usado e ouviu a seguinte frase:

- Tu tá muito magrela. Vem…

Não é preciso ser muito inteligente para ler nas entrelinhas que a matriz estava dizendo: "A outra não cuidou de você. Eu cuido". Cabe ressaltar que nem sempre é a matriz quem diz essa frase, ou alguma coisa parecida. Hoje vivem novamente uma segunda (?) lua de mel, logicamente com a matriz se preocupando em cevar o porquinho, digo marido. O cachorrão está sendo tratado a pão de Ló.

E qual homem, ciente de suas faculdades mentais, recusaria ser tratado como um paxá, mesmo não tendo um harém? Só os loucos não desejariam deitar a cabeça no colo da amada e ganhar uns cafunés! E se fizer aquela cara de cachorro que caiu da mudança, pode ter certeza que ela(s) se derrete(m) toda(s) e te cobre(m) de beijos e carinhos, pois a ideia do "ser feminina" envolve isso tudo aí e mais um pouco. Ela vai sentir que te pertence ao cuidar de você.

Que também fique claro que este artigo não é uma apologia ao popularíssimo esporte conhecido como Pular a cerca. Pelo contrário! Aqui apenas é mostrado que toda mulher, independente de sua condição sócio-financeira, quer ter um homem para chamar de seu. O que ela quer é se deitar em seu colo, ser abraçada com carinho e também sentir aquela roçadinha que arrepia. Ela quer preparar uma comidinha gostosa para seu homem e, depois, na hora do antes, ser chamada de gostosa — só a chame de gaveta se ela pedir, ok?

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OVNI rouba energia elétrica

É isso que nos conta o jornal Meia Hora em uma de suas edições. Não vou negar que esse tipo de imprensa é a preferida de 9 entre 10 intelectuais da USP, Unicamp, Sorbonne e Oxford também. Quem é que não gosta de saber sobre a vida alheia e bizarrices? Ah, tá. Me engana que eu gosto. Vai me dizer que fica navegando na Internet misturando leituras de La recherche du temps perdu e Manual de Economia Política da União Soviética Stalinista e, no meio desses delírios político-literários não dá uma olhadinha num site, digamos, para fazer uma pequena analogia, que mais parece aquelas famosas casas de tolerância. Tá, certo, tudo bem. Eu vou acreditar para não perder os amigos leitores.

Certas coisas nem Freud e muito menos Einstein, Carl Sagan, Stephen Hawking e demais conhecedores das coisas da mente humana e do Universo conseguem explicar. Como é que pode, acreditem, um OVNI ou UFO fazer ponto num poste em Nova Iguaçu?

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A imagem acima não é a do fato, mas sim, de um avistamento feito em 04/01/2008. Parece pra caramba com o relato aqui comentado. (imagem ₢ The Sun)

Vamos aos fatos:

Valter Motta (com dois tês; assim exigidos como o Mario Vianna exigia os seus garbosos dois ênes, desde os tempos em que foi da Polícia Especial do Getúlio e antes de ser árbitro de futebol, que tascou uns catiripapos num jogador, em campo durante uma partida, na Copa de 1954), que é motorista, disse ter visto um Óvni parar – no alto, que fique bem claro – junto a um poste na aprazível cidade de Nova Iguaçu para, adivinhe? Fazer um gato! Em linguagem pouquinha coisa mais elaborada, os Ets estavam roubando energia elétrica ao, aparentemente, fazerem uma chupeta. O quê? Não, minha senhora, este não é um artigo impróprio para menores de 18 anos. A chupeta que a senhora está pensando é outra e não essa que se faz quando a bateria do automóvel, no caso a de um disco voador, está sem carga.

O visionário motorista que, durante a leitura da notícia, também é cinegrafista nas horas vagas, disse ter visto que o Óvni emitiu raios coloridos antes de começar a chupar, quer dizer, roubar energia elétrica que nós, contribuintes, pagamos com o suor de nossos trabalhos. É o fim da picada. Já não bastam os gatos até em casa de bacana e nós ainda temos que lidar com Ets espertalhões?

Mas como todo visionário precisa de suporte moral, Valter tem em Claudio Cabral seu companheiro de observações. Ambos garantem ter mais de mil horas de filmagem de Óvnis que roubam energia elétrica em Nova Iguaçu. Agora, a pergunta que não quer calar: O que esses caras andaram bebendo?

Conta-se que lá em Alfa-Centauro estão elaborando um plano para atacar e monopolizar Itaipu, só que do lado paraguaio, pois esses Ets só podem ser do Paraguai.

Leia a notícia na íntegra

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