Recanto das Palavras

Amor eterno – Taj Mahal: música e visita virtual

Faça uma visita virtual ao maior monumento erigido em nome do amor e ouça aquela canção do Jorge Ben, que não nos deixa ficar parados.

Eu estava aqui tentando entender, se é possível entender, a longevidade do amor. E fui juntando fragmentos de pensamentos – próprios e alheios – até que me lembrei ou fui motivado a escrever após a audição/visualização de uma música do Jorge Ben. Trata-se de Taj Mahal, em que na curta porém abrangente letra, ele conta toda história de um amor que atravessou séculos, mesmo após a morte de seus protagonistas.

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Clique sobre a imagem para iniciar a visita.

Histórias de amor que não se completam, certamente, são muito mais observadas do que as que se completam. Caso contrário não estaríamos aqui criando poemas, músicas, palácios e obras de arte. Sim, pois, a força que nos motiva a caminhar não é a economia, mas a busca pelo amor e, se possível, ao encontrá-lo tentar mantê-lo como no primeiro dia em que surgiu diante de nossos olhos e corações. Mas, quando se completam, surge um pequeno Taj Mahal em nossos corações, que ocupa todo o espaço que existe dentro de nossas almas.

Já se passaram quinhentos anos desde a construção de uma das mais belas obras arquitetônicas que já foram construídas, o Taj Mahal. É a maior celebração concreta de um amor. Todos nós já tivemos um amor que nos motivou a escrever e fazer o que era possível para mostrar ao mundo o quanto nos tornamos felizes ao estarmos com a pessoa que nos faz ver a vida de outra maneira.

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Gruta de Lascaux, uma visita virtual em 3D

Veja as imagens feitas por nossos antepassados nas paredes da gruta de Lascaux, como se estivesse ao lado de um deles. Você será levado às diversas câmaras. Sugiro que deixe o roteiro (em flash) carregar até o final. Vale a pena. Clique na imagem para iniciar a viagem.

lascaux

 Clique sobre a imagem

Imagine que você voltou no tempo e é um dos primeiros seres humanos a ter percepção de si próprio e, além disso, sente uma necessidade enorme de representar o que pensa a respeito do mundo que o cerca. Isso também tem a ver com rituais xamânicos de caça e, assim, você começa a pintar nas paredes de sua caverna cenas representando os animais que caçará, e magicamente se apodera de suas formas e vida.

Os textos explicativos podem ser lidos em Francês, Inglês, Alemão e Espanhol. Também há uma versão em linguagem de sinais.

Também são apresentadas as diversas fases da exploração arqueológica, desde a descoberta, em 1940, até os dias atuais. As datações das pinturas nas paredes da caverna (Arte parietal), remontam a 30 mil. anos. A caverna foi ocupada até 10 mil anos antes da nossa era. Assim, vários grupos podem tê-la utilizado como santuário durante milênios.

Hoje, o grande desafio é conservar as condições do microclima da caverna, responsável pela permanência e manutenção das imagens no estado em que foram encontradas. A presença de público (turistas) foi proibida, pois, imagine, a respiração dos que lá se encontravam faziam a concentração de CO² atingir níveis perigosos para as imagens. Foram, então, instaladas máquinas de regeneração do ar e também outros aparelhos para controlar a umidade, responsável pelo surgimento de fungos – a praga verde –, que os pesquisadores identificaram.

Atualmente, estão sendo feitos novos experimentos para impedir a rápida deterioração desse santuário da humanidade.

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A cultura do Brasil de lá pra cá

Neste exato momento, estou assistindo a um documentário em 4 partes sobre o Jackson do Pandeiro, no programa De lá pra cá, que é apresentado por Ancelmo Gois e Vera Barroso na TV Brasil. Este programa,que vai ao ar às segundas, às 22h e é reapresentado aos domingos, às 17h, é, na verdade, um delicioso bate-papo com figuras que representam o Brasil e sua cultura.

Cada vez mais eu me maravilho com essa tal de internet. A dica é: faça parte de redes sociais, escreva em seu blog e troque informações com pessoas no mundo inteiro. É lógico que é preciso um certo critério para ir em busca daquilo que te interessa ou encontrar algo que seja interessante para compartilhar com seus amigos.

Você encontrará, por exemplo, vídeos completos dos programas sobre:

  • Jackson do Pandeiro
  • Remoção da Favela da Praia do Pinto
  • Guerra dos Emboabas
  • Mestre Vitalino
  • Carmen Miranda
  • Burle Marx
  • Caramuru

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Cultura pré-colombiana em exposição

Um slide show da exposição Teotihuacán: la cité des Dieux, que ocorre no Musée du quai Branly, em Paris, até janeiro de 2010, apresentando diversas peças artísticas e culturais – cerca de 450 –  que raramente são apresentadas.

cartazteotihuacanClique sobre a imagem para ver o slide show 

Visite o site da exposição no portal do Musée du quai Branly

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Um pouco de História

As Américas foram marcadas pelas existência de várias culturas e civilizações que se mostraram pujantes bem antes da chegada dos conquistadores. Uma dessas civilizações foi a de Teotihuacán, uma cidade em que a urbanização e arquitetura são objetos de estudo até hoje. Muitos se perguntam como as pirâmides encontradas nessa cidade, que também dá nome a uma civilização, foram erguidas. Arqueólogos trabalham diuturnamente para tentar descobrir este e outros mistérios da “cidade em que os homens se tornam deuses”, o verdadeiro significado da palavra Teotihuacán.

Segundo os estudiosos, a população de Teotihuacán, que teve seu apogeu entre os séculos II e IV de nossa era, e, na Europa, apenas Roma superava-a em número de habitantes. O motivo de seu abandono, por volta de 650 d.C., ainda é um mistério. Especulam que fatores climáticos tenham sido responsáveis por isso.

O mistério que cerca essa civilização e suas pirâmides (pirâmide do Sol, a 3ª maior do mundo), é tamanho que há uma literatura que especula sobre o contato entre egípcios e ameríndios, quando os adoradores de Rá, Osíris, Toth e outros deuses, teriam “ensinado” as técnicas de construção de pirâmides. Além disso, diz-se que Teotihuacán é o local de sepultura do Quetzalcoatl, o deus representado por uma serpente emplumada. Nesse local, ao que parece, várias culturas da mesoamérica (Maias, Zapotecas, Mixtecas, por exemplo) conviveram de forma beligerante ou não, até que, após seu abandono, tempos depois, os Astecas lá chegaram e absorveram o legado deixado pela civilização.

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História de uma cor: vermelho

Dizem que a amante do Luís XIV, Madame de Pompadour, se apaixonou perdidamente por ele ao vê-lo usando sapatos cujo salto alto era da cor vermelha.

Luís XIV Segundo o pensamento popular, vermelha é a cor da paixão. E acho até que não poderia ser diferente, pois, afinal, nós somos levados a associar cores a estados de espírito. Aí mesmo está a cromoterapia. O coração que, ainda segundo o pensamento popular, é o repositório das emoções e, em especial, do amor, é representado sempre na cor vermelha.

O que não imaginávamos é que as cores e, no caso específico, a cor vermelha como preferencial remonta aos tempos das cavernas. Arqueólogos encontraram em cavernas da Geórgia, um país do leste europeu, vestígios de tecidos datando de 30 mil anos tingidos em tons de cores que não pensavam haver traços nesta época. O que sugere o uso de tecidos nessa época é que os vestígios demonstram ter sido torcidos, numa clara mostra de que havia uma tecnologia de fabricação de vestimentas, mesmo que rudimentares. Segundo o arqueólogo de Harvard (EUA), Ofer Bar-Yosef, “as fibras (veja a feita a partir de um microscópio)encontradas na caverna foram, provavelmente, trançadas em conjunto como uma espécie de macramé.1” O fato comprova que nossos antepassados sabiam como se proteger do frio intenso da última era glacial. Além do mais, a técnica de trançar fibras levava a produção de outros artefatos como cestos, por exemplo, o que permitia a mobilidade das populações. Também podemos imaginar que havia um componente estético, mas com fins sociais (proteger o corpo), visto as fibras apresentarem, como dito acima, traços de cores como “preto, azul turquesa, cinza e até rosa”, afirma Bar Yosef. Isto levou a uma constatação por parte da professora Elizabeth Barber, do Ocidental College, de Los Angeles (EUA), que estuda os tecidos pré-históricos ao afirmar que “Nós amamos as cores – o nosso cérebro ‘dá um estalo’ quando percebe a cor”.

E o que a cor vermelha tem com tudo isso?

Vejamos um caso interessante, a nobreza europeia e a sua cor preferida. Antes, porém, precisamos voltar mais um tanto no tempo e falar sobre a Conquista da América pelos espanhois que chegaram aqui ávidos por riquezas.

cochonilha Os astecas e os maias, seus predecessores, cultivavam plantas (cactos) em que um inseto se instalava para extrair a seiva. Descobriram que esse inseto, a cochonilha (Dactylopius coccus), era capaz de produzir, como proteção contra predadores, uma substância de cor vermelha e que é conhecida cientificamente como ácido carmínico. Logo, esses povos tidos como “primitivos” por seus conquistadores perceberam que não apenas era possível tingir tecidos, mas também preparar cosméticos, tintas e um aditivo alimentar2. A cochonilha tornou-se, então, o segundo produto mais valioso que os espanhois encontraram no México. Perdia apenas para a prata. Os espanhois guardaram o segredo o quanto puderam até que os corantes artificiais começaram a chegar ao mercado, em meados do século XVIII.

Então, ali por volta do século XVII, quando a França era o modelo de nobreza para toda a Europa, Luís XIV, o Rei-Sol, praticamente instituiu o vermelho como a cor do poder, que segundo a historiadora Joan DeJean “Sempre foi a cor associada com palácios, com Versalhes”. Ainda de acordo com a historiadora, Luís XIV “colocou um pouco de vermelho em tudo que tocava”. Associando, então, a vaidade do rei que julgava ter as pernas mais bonitas da França, e ao usar os famosos culotes, deixava à mostra seus sapatos cujos saltos vermelhos, ou melhor, escarlate, indicavam a sua nobreza e realeza.

A força e o status conferido a essa cor em países como o Japão e a Itália conferiam alta condição social. Em alguns casos era proibido o uso da cor vermelha para quem não fosse realmente poderoso.

As conotações da cor vermelha na história social

Além do símbolo de status, o passar do tempo fez com que as associações a esta cor fossem mudando de conotação como as famosas “casa da luz vermelha”, ou bordeis e zonas de prostituição. É a cor que representa Satanás e, ironicamente, a cor da Igreja Católica. A afirmação é de Rebecca Stevens, curadora da mostra Red, no Textille Museum em Washington (EUA), que diz que a cor vermelha pode ser, também, ligada ao sexo. Ela também nota que era uma cor ligada a divindade, tanto que Jesus e a Virgem Maria em pinturas renascentistas são representados usando vestes vermelhas. Na china, a cor vermelha tinge os ovos servidos na comemoração dos meses de nascimento de um bebê após o parto. Na Índia, as noivas usam vermelho. Logo, a cor vermelha também é ligada a felicidade. Como podemos notar, cada época e cada cultura dão um significado para essa cor.

Para aprender um pouco mais sobre a cor vermelha e muitas outras, visite o site Color in Motion, da designer Claudia Cortés que é “uma experiência animada e interativa da comunicação e simbolismo da cor”. Clique sobre a imagem para iniciar.

colorinmotion

* Este artigo foi escrito a partir da tradução e adaptação , feitas por mim, Jorge Alberto, dos artigos These Vintage Threads Are 30,000 Years Old, de Richard Harris, para o NPR, em 10/09/2009; The Color Red: A History in Textiles, de Susan Stamber, também para o NPR, em 13/02/2007.

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1Técnica de tecer fios sem uso de máquinas. A palavra significa “nó” em francês, mesmo que a origem seja do árabe migramah. Fonte: Wikipédia.
2 Hoje se sabe que o produto natural não é tóxico ou cancerígeno, ao contrário dos corantes industrializados.

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