Artigo do jornal The Economist fala dos avanços em relação ao conceito da Cloud computing, ou nuvem da informática. Se você quiser ler em inglês, leia o artigo Unlocking the cloud.
Ao ler um artigo sobre a tal nuvem informática (Cloud computing), um espaço etéreo no qual todos os programas, ou pelo menos, a maioria deles estarão online, em vez de serem instalados em nossos computadores, acabei lembrando da música Little wing, do Jimi Hendrix, que começa assim: Well she’s walking trough the clouds (Bem, ela caminha através das nuvens). e, ao mesmo tempo, fazendo referência a este conceito que, pode não parecer, mas tem um certo sentido de verdade. Aproveite para ouvir a versão original. Uma nova janela será aberta e você poderá continuar a leitura do artigo.
Então, conforme o artigo Unlocking the cloud, que eu estava lendo no The Economist avançava, eu ia apreendendo que, em breve, as grandes companhias produtoras de software que, de uma forma ou de outra nos escravizam – fazendo um paralelo com o texto do artigo citado,que as compara a um traficante que escraviza o vício dos seus consumidores –, deverão mudar a forma pela qual nos oferecerão os tais produtos que são imprescindíveis para que possamos utilizar a contento as potencialidades dos nossos computadores.
Todos nós sabemos que, por exemplo, o mais famoso editor de textos é tão cheio de recursos que para usá-los é necessário fazer um curso de imersão, digamos. A maioria das pessoas não utiliza mais do que 10 ou 20 por cento dos recursos, pois, afinal, tudo que queremos ao escrever é que o texto saia alinhado e os erros gramaticais e ortográficos sejam ao menos indicados, o que evitaria erros crassos como meter cedilha em ce e ci, como eu tenho visto regularmente. Aviso: essa doença pega por exposição!
Eu próprio tenho a versão 2003 do Microsoft Office, que veio instalada no laptop cedido em forma de comodato pelo governo do estado do Rio de Janeiro aos professores. Sim, eu sou um deles. Uso apenas o Word e, vez ou outra o Power Point. Não preciso do Excel para contabilizar notas e médias dos alunos e muito menos do Access para criar um banco de dados com os nomes dos mesmos, mas acho válido o Publisher. Lógico que cada um tem uma necessidade e há quem eleja o Excel como um semideus.
Então, como todos nós já temos pelo menos uma conta num provedor e este nos oferece uma conta de webmail, por que deveria usar o Outlook ou o Outlook Express, que são verdadeiros comboios de vírus quando posso usufruir de uma certa garantia de verificação da saúde dos e-mails que me são enviados diretamente no Gmail? Não estou fazendo apologia de um e renegando o outro. Apenas estou falando da comodidade.
Aí, segundo o artigo, é que começa o embate. Empresas como a Microsoft riam e não davam importância ao movimento open-source, até que o Linux começou a incomodar, quer dizer, alguns grandes consumidores de software como governos das três esferas de poder, a título de corte de custos, passaram a instalar ou comprar hardware com sistemas operacionais gratuitos. E é neste momento que entra o Google, que oferece um produto similar ao Microsoft Office de graça, bastando apenas que se esteja conectado para usufruir. Vez ou outra eu utilizo o Google Docs. A melhor saída caso você queira economizar é baixar o BrOffice, que é de graça e não deixa nada a dever ao pacote da Microsoft e até já tem um corretor ortográfico atualizado. Agora, porém, escrevo este artigo usando o Word. Segundo o artigo do The Economist, “uma a uma das gigantes da indústria de software abraçam a idéia do open-source”. Lógico que pensam em oferecer versões básicas de seus produtos e nos vender os acessórios (add-ons). Bem, pelo menos, no caso dos editores de texto, eu só vou querer um corretor ortográfico eficaz.
Mas como tudo que é bom tem o seu preço, argumenta o jornal, você corre o risco de ao fazer parte de uma nuvem específica – Novamente me lembrei de uma música, agora dos Rolling Stones…Get off of my cloud, em que Mick Jagger diz… Hey you! Get off of my cloud!. Algo como: Ei, você! Cai fora da minha nuvem! –, e tenta se mudar para outra, verá que isto é quase uma tortura, pois os sistemas não se “lêem”. Você terá que fazer tudo de novo caso deseje migrar do MySpace para o Facebook, por exemplo.
Como a nuvem informática ainda está engatinhando, pode ser que os administradores das nuvens já existentes e as que serão criadas no futuro, cheguem a um consenso quanto ao fato citado. Outra coisa que parece preocupar é que você terá suas coisas nas nuvens e isso pode ajudar os amigos do alheio cibernéticos a capturar mais facilmente seus dados ou, também, você passar a ser incomodado num domingo pela manhã, ao tocar seu telefone, e alguém dizer que vai estar oferecendo uma vantagem qualquer por você estar sendo incomodado ao estar comprando um maravilhoso produto que você sabe que não vai estar te interessando.
Tomara que a ideia não seja apenas uma nuvem passageira que com o vento se vai…
Leia o artigo Software Livre – Editores de Texto e Editores de Imagem
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