Recanto das Palavras

Amor eterno – Taj Mahal: música e visita virtual

Faça uma visita virtual ao maior monumento erigido em nome do amor e ouça aquela canção do Jorge Ben, que não nos deixa ficar parados.

Eu estava aqui tentando entender, se é possível entender, a longevidade do amor. E fui juntando fragmentos de pensamentos – próprios e alheios – até que me lembrei ou fui motivado a escrever após a audição/visualização de uma música do Jorge Ben. Trata-se de Taj Mahal, em que na curta porém abrangente letra, ele conta toda história de um amor que atravessou séculos, mesmo após a morte de seus protagonistas.

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Clique sobre a imagem para iniciar a visita.

Histórias de amor que não se completam, certamente, são muito mais observadas do que as que se completam. Caso contrário não estaríamos aqui criando poemas, músicas, palácios e obras de arte. Sim, pois, a força que nos motiva a caminhar não é a economia, mas a busca pelo amor e, se possível, ao encontrá-lo tentar mantê-lo como no primeiro dia em que surgiu diante de nossos olhos e corações. Mas, quando se completam, surge um pequeno Taj Mahal em nossos corações, que ocupa todo o espaço que existe dentro de nossas almas.

Já se passaram quinhentos anos desde a construção de uma das mais belas obras arquitetônicas que já foram construídas, o Taj Mahal. É a maior celebração concreta de um amor. Todos nós já tivemos um amor que nos motivou a escrever e fazer o que era possível para mostrar ao mundo o quanto nos tornamos felizes ao estarmos com a pessoa que nos faz ver a vida de outra maneira.

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Câmera fotográfica feia, mas que faz tudo

Cientistas criam câmera com sistema operacional Linux e que promete uma revolução na arte da fotografia.

Hoje, a tecnologia nos permite fazer tudo aquilo que apenas se espera de uma máquina fotográfica, isto é, olhou, gostou, apertou o botão e pronto. O que estão prometendo é uma câmera que fará não apenas o que a maioria já faz hoje em dia, mas que crie fotos para nós. Você está se perguntando como seria isso. É simples. Segundo, Marc Levoy, pesquisador da Universidade de Stanford (EUA), a Frankencamera – uma alusão ao ser criado pelo Imagem ₢ Linda A. Cicero/Stanford News ServiceDr. Frankenstein –, um protótipo de câmera digital montado a partir de partes recicladas de outras câmeras. Ela terá tantas aplicações quanto, por exemplo um iPhone. Ela poderá ser alterada em sua operacionalidade quase infinita, bastando apenas usar o aplicativo específico para a solução desejada ao fotografar.

A promessa é que essa câmera, cujo sistema operacional embutido é o Linux, visto, ainda segundo as palavras de Levoy: “Toda câmera digital é essencialmente um minicomputador”. Portanto, será possível para a máquina tirar várias fotos de um mesmo objeto ou pessoa, juntar todas e, a partir daí, apresentar a melhor solução de imagem. Confira as imagens no artigo ‘Frankencamera’: A Giant Leap For Digital Photos?, que está no NPR do dia 11 de outubro de 2009.

Todo mundo gosta de fotografia. Afinal, é a aquele momento de sua vida ou de seus parentes ou de quem mais quer que seja, que será eternizado. Antigamente isso era possível numa placa de vidro ajudado por processos químicos. Depois, isto passou a ser feito em celulose e, atualmente, em meios eletrônicos.

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Imagem © Henry Horenstein/Corbis

Não se precisa mais tanto do papel para que possamos ver as fotos, Basta um monitor e meios de armazenagem eletrônica como CDs e pen drives, por exemplo.

Todo mundo tem pelo menos uma foto de quando era criança ou de algum lugar que visitou. Porém, nem sempre a foto é de boa qualidade técnica – nem vou falar da estética, pois ser fotogênico é uma questão de sorte –, devido a um, digamos, não-conhecimento das técnicas da arte da fotografia. Tudo o que a maioria das pessoas deseja é apertar o botão do obturador, ouvir o click e depois mostrar – ou guardar – essa ou aquela imagem.

Com o advento dos programas de tratamento gráfico, operam-se verdadeiros milagres, tanto que eu vos digo que o Photoshop não é Jesus, mas opera milagres; transformando verdadeiras aberrações – Que me desculpem as feias, mas beleza é fundamental – em modelos que observam os padrões de beleza estética vigente no momento, ou que estão na moda. Às vezes o pessoal que trata as imagens erra na mão ou tem tanto zelo em transformar alguém que já é bonita por natureza em mais bonita que comete erros que beiram a atrações daqueles shows em circos dos horrores. A Veja desta semana traz um fato assim (p. 102): Uma modelo que já é bonitinha teve sua fotografia tão retocada que os quadris ficaram menores que a cabeça. Logo, um pequeno monstrengo estético surgiu em anúncios de uma conhecida grife norte-americana. O dono da grife ameaçou processar quem divulgasse a tal foto.

* Imagem no início do artigo – ₢ Linda A. Cicero/Stanford News Service

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Mais vídeos culturais grátis

Se você, assim como eu, tem curiosidade por descobrir vídeos e documentários sobre os mais diversos assuntos, não importando a sua área de atuação, certamente já deve ter percebido que aqui no Recanto das Palavras, estou sempre indicando e informando links e portais, nos quais é possível assistir e até mesmo baixar material que enriquecerão seu acervo cultural.

pontocom

Clique sobre a imagem

Agora mesmo acabei de descobrir o portal Ponto comunidade, que é um repositório de vídeos hospedado no Instituto Embratel contendo palestras, debates e tudo o mais que possa ser transmitido, em termos culturais, é claro, para que, assim como está denominado, a comunidade (leia-se todos nós) tenha acesso à cultura.

Há várias categorias, como Internet, Filosofia, Educação, Geografia, Música e Saúde. Mas, se você desejar pesquisar um pouco mais, há também uma seção de Palestras e outra de Obras raras da Biblioteca Mário de Andrade (em formato .jpg)nas quais você pode escolher entre assistir ou baixar o vídeo de seu interesse. As palestras, a título de curiosidade, são vídeos que apresentam formas de como usar uma biblioteca, assim como há dois vídeos sobre um Ciclo de Literatura Infanto-Juvenil.

Você também pode verificar a programação das transmissões. A programação é ininterrupta e você pode assistir, na TV PontoCom, vários vídeos e programas gravados ou ao vivo.

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Home, um documentário sobre a Terra

HOME [narrado em Português], filme da autoria do realizador francês Yann Arthus-Bertrand, é constituído por paisagens aéreas do mundo inteiro e pretende sensibilizar a opinião pública mundial sobre a necessidade de alterar modos e hábitos de vida a fim de evitar uma catástrofe ecológica planetária. (Youtube)

home

Clique sobre a imagem para ver o documentário

Neste exato momento, o planeta Terra, a nossa casa, a única que conhecemos, está em vias de ter seus recursos que sustentam nossas vidas exauridos e, se não tivermos consciência de que somente manteremos a nossa casa "funcionando" se fizermos por onde, um belo dia ela poderá ruir e aí, adeus humanidade.

Assista este documentário e comece a pensar nas formas de fazer a sua parte para que nossos descendentes possam ter também a nossa casa renovada e arrumada como herança.

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A fotografia como arma de guerra

Fotografias tiradas por soldados alemães durante a Segunda Guerra Mundial mostram as atrocidades vistas por esses fotógrafos anônimos em dois slides shows.

Assim como hoje, uma época em que temos acesso a diversos tipos de meios de comunicação e transmissão de textos e imagens, durante a Segunda Grande Guerra, o fotojornalismo foi, talvez, uma das partes mais importantes da cobertura dessa guerra que dividiu o mundo entre antes e depois.

guerraspiegel01  Clique sobre a imagem para ver um slide show [Imagem ₢ Spiegel online]

O que a maioria de nós não sabia é que os soldados alemães também fotografaram a guerra; porém, a fotografia era considerada, como nunca antes se pensara, como uma das facetas da máquina de guerra, em especial da propaganda nazista. Portanto, aos soldados era terminantemente proibido levar máquinas fotográficas para o campo de batalha. Entretanto, vários deles conseguiam esconder suas câmeras e fotografias dos censores nazistas que vistoriavam as tropas regularmente.

Vários fotógrafos foram recrutados para obterem fotos “oficiais”, logicamente favoráveis aos militares, tanto que um desses fotógrafos declarou que “a câmera se tornou uma arma na mão dos militares”.

Tal qual o lado Aliado, aos fotógrafos não era permitido fotografar cenas de derrota ou soldados mortos. Aqui cabe um parêntese: A Guerra do Vietnã começou a ser combatida pelos próprios norte-americanos, assim que as imagens de seus filhos mortos em combate começaram a surgir nos jornais e telejornais. Até então, os horrores da guerra eram apenas relatos que poderiam se perder na poeira do tempo e da distância, mas quando a imagem é usada em tempo real, a sensação de horror se torna imediata. Fotos de soldados ou oficiais da SS trucidando judeus também eram proibidas.

Robert Capa, o grande fotógrafo, em relação a guerra declarou o seguinte: “Espero permanecer desempregado como um fotógrafo de guerra até o fim da minha vida”, que na época era contratado da revista Life, e retratou a guerra com suas lentes. Foram muito mais fotos de sofrimento do que de júbilo dos vencedores que ele registrou.

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Clique sobre a imagem para ver um slide show [Imagem ₢ Spiegel online]

Quando os soldados alemães mortos ou capturados em batalha eram revistados por outros soldados, por exemplo, os russos do Exército Vermelho, estes encontravam fotografias e mais fotografias; sendo que boa parte eram registros de atrocidades cometidas contra judeus, russos, sérvios e demais povos derrotados. Essas mesmas fotografias, posteriormente, serviriam como provas nos julgamentos dos criminosos de guerra. O mesmo se deu quando as tropas aliadas chegaram aos campos de concentração. A quantidade de fotografias das atrocidades prova que, ao contrário do que argumentam alguns lunáticos, os campos de concentração eram verdadeiros matadouros, ou melhor,  pedaços do inferno.

Premonitoriamente, um pouco antes de morrer nas mãos dos nazistas, o filósofo Walter Benjamin, de origem judaica, fez a seguinte pergunta: “Não é o fotógrafo que tem a obrigação de expor o culpado com suas fotos?” Permita-me uma dica de um livro lido por este que vos escreve: Leia o livro Walter Benjamin: Imagens, dos professores Carlos Pernisa Jr, Fernando Furtado e Nilson Alvarenga, que analisam como esse filósofo enxergava o mundo através da fotografia e a importância que a mesma representava em seu pensamento.

Leia também, o artigo Primeira Guerra Mundial em Fotos Coloridas.

* Este artigo foi criado a partir da tradução e adaptação feitas por mim, do artigo How the Camera Became a Weapon, da revista Spiegel Online.

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