Recanto das Palavras

O primeiro GRITO da moda

A moda contribuiu para a formação do pensamento simbólico da humanidade.

Essa é uma história que começou há cerca de 80 mil anos, segundo os arqueólogos que encontraram indícios de que conchas pequeninas serviam de ornamento para nossos antepassados. Qual o significado desta descoberta? Enorme, se você não sabe. Veja a imagem.

Não se trata apenas de uma questão fashion, mas uma questão de consciência e simbolismo dado a um objeto, não necessariamente tendo propriedades sagradas ou comerciais. Mas, sim, propriedades estéticas. Portanto, essas conchas que seriam usadas como miçangas em cordões ou pulseiras, adornavam nossos antepassados e, certamente, diferenciando um elemento do outro dentro de um grupo ou identificando grupos sociais.

A moda, antes de tudo, é um fator de diferenciação social. Basta lembrar, por exemplo, que os sans-culotte (sem-calção), o povo – todos que não fossem nobres ou egressos do alto clero –, a parcela da sociedade francesa do século XVIII, foi à luta e cabeças rolaram com a ajuda da guilhotina. O tal culotte distinguia nobres e não-nobres. Veja as imagens abaixo:

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Sans-culotte. Estes usavam calças compridas de algodão.

Nobre usando culotte. Peça de vestuário que cobria as pernas até os joelhos.

Voltando às conchas, segundo os pesquisadores, essas que foram encontradas em sítios arqueológicos no Marrocos, corroboram as informações a respeito de objetos similares, mas que foram datados de 100 mil anos e encontrados em Israel, Argélia e África do Sul. A pesquisa é parte do programa EUROCORES Origin of Man, Language and Languages (Origens do homem, línguas e linguagens), da European Science Foundantion (Fundação Europeia de Ciência). O que chama a atenção e designa o uso consciente com simbolismos e significados é o fato de as 25 conchas encontradas terem sido perfuradas de forma a se fazer um encadeamento e, também, haver sinais de pigmentação e desgaste por uso contínuo.

As conchas pertencem a moluscos marinhos gastrópodes do gênero Nassarius, e que foram encontradas em vários sítios arqueológicos, o que pressupõe um fenômeno cultural repassado entre grupos humanos durante milhares de anos, o que também sugere trocas comerciais. De acordo com Francesco d’Errico, pesquisador do CNRS (Centre national de la recherche scientifique), “as relações econômico-culturais da época podem nos levar a afirmar que “as conchas eram coletadas e, a partira daí, criou-se uma rede de intercâmbio entre as populações costeiras e interioranas das regiões estudadas, o que demonstra que essas coisas já recebiam um significado simbólico”. Ele ainda completa com a informação de que, muito provavelmente, houve intercâmbio genético além do cultural.

O estudo dessas conchas proporciona inferir que não são apenas trabalhos estéticos ou decorativos, mas também, uma forma de tecnologia que transmitia informações através de uma linguagem codificada, provando, assim, que a evolução de um pensamento mais avançado entre nossos antepassados pode nos indicar a propagação da humanidade desde a África, o berço da humanidade. É interessante saber que “a invenção do ornamento pessoal é uma das mais fascinantes experiências culturais da humanidade”. Acho que por isso que a resposta da Marilyn Monroe foi Chanel 5, quando perguntaram o que ela usava para dormir. Prova cabal da assertiva dos pesquisadores, não? Isso significa que ao usar algo de forma diferente você transmite uma imagem simbólica de si.

Um outro fato curioso em relação as conchas encontradas é que elas negam a antiga ideia de que os ornamentos pessoais tenham surgido há 40 mil anos, quando a Europa começou a ser ocupada pelos humanos. Portanto, o pensamento simbólico e a capacidade cognitiva surgiram milhares de anos antes, ainda na África.

A madame sabe por qual motivo usa batom?

A tradução e adaptação do artigo Tiny Ancient Shells – 80,000 years old – Point to earlist fashion trend, da Science News (27/08/2009), foram feitas por mim, Jorge Alberto.

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Lutero, meu nego: te enganaram!

Ainda vendem entrada no céu!

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Adiantou você botar a boca no trombone e bater de frente com o Papa? Tudo bem… tudo bem… a burguesia e a nobreza alemãs adoraram suas ideias. Mas cá pra nós, sabe aquela piada sobre o povo que Deus colocaria no Brasil? Pois é… esse povinho acabou aprendendo a vender entrada no céu e, pior de tudo, com assinatura do filho do homem. Parece até psicografia: Jesus Cristo assinando documento em pleno século XXI! Em puro carioquês isso é o famoso 171.

Então, assim como a Igreja Católica fazia até você dar um basta na pouca vergonha que era a venda de indulgências; o cara podia ter sido o maior facínora, mas ao estar próximo de bater as botas, poderia muito bem comprar uma entrada no céu e seus pecados eram esquecidos. Agora isso nem importa tanto quanto antes. O negócio é conseguir cada vez mais “almas”, não para o rebanho, mas para os depósitos em conta corrente.

O pessoal universal, aqui, faz mais bacana ainda. Manda a grana das velhinhas, doentes, desmiolados e bobos em geral, para paraísos fiscais. É ou não é o que está na Bíblia? Alguma coisa vai para o paraíso, nem que seja fiscal, e o dinheiro seja dos coitados dos fiéis. Eu não sabia que fidelidade se comprava… Quanta ingenuidade, hein, Lutero?

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10 revelações sobre o Twitter

O Brasil é o maior usuário do Twitter depois dos países angloparlantes (EUA – 62%; Inglaterra – 8%; Canadá – 5,7% e Austrália – 2,8%), que são os que “dominam” o Twitter. O Brasil é o país que detém o maior número de usuários (2%) após os líderes.

 

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Vejamos, então, as 10 revelações mais recentes sobre o Twitter.

  1. 21% das contas criadas no twitter estão sem qualquer atividade e nunca publicaram uma twittada sequer;
  2. Cerca de 94% das contas no Twitter tem menos de 100 seguidores;
  3. Apenas 5% dos usuários produzem 75% de atividades em toda a rede;
  4. Metade dos usuários não são assíduos. Levam até uma semana para dar um pio;
  5. Março e abril de 2009 foram os meses de maior crescimento do Twitter. Isto se deveu ao efeito Ashton Kutcher , que se propôs a alcançar 1 milhão de seguidores numa disputa com a rede CNN, para ver quem atingiria o primeiro esta marca;
  6. Os twitteiros conseguem seguir e interagir com 150 pessoas no máximo, mantendo certa regularidade. Do 151º em diante, baixa consideravelmente a vontade de seguir alguém;
  7. Terça-feira é o dia de maior atividade no Twitter. Quarta-feira e sexta-feira são os dois outros dias, a seguir, com maior número de twittadas;
  8. 55% dos usuários não utilizam a página oficial do Twitter para dar seus pios;
  9. A língua inglesa domina o Twitter: EUA – 62%; Inglaterra – 8%; Canadá – 5,7% e Austrália – 2,8%. O Brasil é o país com o maior número de twitteiros após os líderes, contando com cerca de 2% de usuários de todo o universo piante;
  10. O fenômeno que o Twitter representa vem sendo liderado por usuários que podem ser considerados experts em uso ou que atuam na área das redes sociais.

Após a leitura dos itens, o que podemos concluir sobre nós, os nativos destas plagas tupiniquins?

  • Os brasileiros são internautas assíduos;
  • A fofoca, ainda é um dos esportes nacionais mais prestigiados;
  • Adoramos seguir alguém ou ser seguidos por mais um montão de gente;
  • Que, sem o Brasil, a língua portuguesa está fadada a se tornar língua morta.

Brincadeiras à parte, a informação acima foi obtida no jornal mexicano De10.com.mx que traz, em sua edição de 24 de julho, uma pesquisa feita pela empresa Sysomos , sobre os usuários e suas atividades no Twitter. No mesmo artigo há trechos de uma entrevista com James Breiner, diretor do centro de jornalismo digital da Universidade de Guadalajara, que diz o seguinte:

O uso do Twitter e outras ferramentas digitais desse tipo têm sido muito importantes para o desenvolvimento democrático da imprensa.

Quem quiser me seguir no Twitter é só clicar na imagem. :)

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Fé: uma questão de marketing e capitalismo

Em duas resenhas de um mesmo livro que trata sobre o avanço do Pentecostalismo, o Brasil é citado com certo destaque. Nomes como Marcelo Rossi e Edir Macedo são apresentados como exemplos da disputa pela fé dos brasileiros.

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Man Preaching (Homem pregando) IMAGEM: © Gary Houlder/CORBIS

O Brasil e Coreia são os grandes mercados da fé. Digo isso por acabar de ler dois artigos sobre o mesmo livro, em dois jornais estrangeiros, em que a Terra Brasilis é citada. E, ao que parece, aqui se dará a batalha final ou é o palco da grande disputa entre as diversas seitas evangélicas.

Segundo o artigo do Telegraph.com, sobre o livro God is back: how the global rise of faith is changing the world (algo como Deus está de volta: como o crescimento global da fé está mudando o mundo), cita a vida de uma evangelista canadense chamada Aimeé Semple McPherson, fundadora da Igreja do Evangelho Quadrangular (1890-1944), um pastor dessa igreja, em São Paulo, declara que “o sucesso está nos exorcismos e numa certa agressividade” (mercadológica, imagino).

Esta senhora era dada ao marketing pessoal, pois adorava ser fotografada ao lado de estrelas do cinema como Charles Chaplin, ou ao lado de leões. O interessante de sua história é que ela sumiu durante um tempo e, ao retornar, quando reapareceu em pleno deserto mexicano, disse ter sido sequestrada. Muitos acreditavam que ela teve uma aventura amorosa e foi largada pelo amante durante o idílio. Uma canção foi composta na época, contando o caso de forma bem jocosa. Morreu em 1944 de overdose ao ingerir diversas pílulas de remédios para dormir.

Os autores, John Micklethwait e Adrian Wooldrige propõem a tese de que, o exemplo de Aimee McPherson é um dos grandes marcos da criatividade da igreja americana. E é neste ponto que entram o Brasil e a Coreia, como os maiores seguidores de um padrão religioso baseado em modelos norte-americanos de evangelização.

Você deve estar se perguntando por qual motivo esses dois países são os mais promissores campos para o encantamento de almas ávidas pela salvação. Comecemos pela Coreia, pois parece ser um caso muito interessante. Segundo o artigo do Times, God is back: Taking on Satan, US-Style (algo como “Deus está de volta: Tratando Satã ao estilo norte-americano”), que fala sobre David Cho, um ministro evangélico coreano, ligado à Assembleia de Deus, fundador da Igreja do Evangelho Pleno de Yoido, que até os 19 anos era budista e teve sua revelação após ser curado de uma tuberculose, abraçando o cristianismo. Diz ter tido visões de Jesus. No início de sua carreira foi intérprete de missionários norte-americanos, de quem aprendeu as técnicas e modos de fazer sua igreja crescer. Também visitou o Brasil e teve a brilhante idéia de reunir as pessoas como fazem algumas empresas que utilizam essa técnica para vender seus produtos de lar em lar ao evangelizar, isto é, criar células familiares e fazer delas suas bases para a pregação. Veja os princípios desta forma de evangelizar:

Os objetivos de suas células são:

  • células familiares

  • crescimento biológico, natural, por progressão geométrica

  • grupos de 1 até 30 (40) pessoas e aluga-se um templo

  • líderes designados

  • líderes formandos por meios tradicionais como seminários, escolas bíblicas e discipulado

  • estrutura de células heterogêneas no estilo de Escola Bíblica Dominical a domicílio

  • igreja permanece com o mesmo sistema de cultos, com serviços de oração, para jovens, doutrina,etc.

  • trabalha o caráter do discipulado (e)

(Fonte: Wikipedia)

A sua força de sedução é tamanha que, em Seul, capital da Coreia do Sul, uma em cada 20 pessoas é considerada membro de sua igreja – São aproximadamente 830 mil seguidores em todo o mundo –. O santuário central é capaz de abrigar 12 mil pessoas e nos andares acima, outras 20 mil se unem para assistir os cultos através de telões. David Cho cita constantemente o pastor Ted Haggard – Pastor Ted – como o homem que fez os demônios fugirem através de exorcismos via telefone. O jornal lembra que esse mesmo Pastor Ted é aquele que foi pego num escândalo de prostituição masculina, quando contratava, via telefone, serviços de um prostituto para atender às suas necessidades sexuais.

O êxito de Pentecostalismo é uma mistura estranha da crença inflexível e pragmatismo, emoção crua e aperfeiçoamento, improvisação e organização: como todos os êxitos de marketing, o Pentecostalismo deve um pouco do seu êxito à sua capacidade de adaptar-se a tradições locais, mas é sem embargo um produto muito americano." (Timesonline.com.uk)

A forma norte-americana de evangelizar é seguida à risca, como no quadro acima e, além disso, a Igreja Yoido envia cerca de 600 missionários aos quatro cantos do mundo. Ao contrário da Igreja Católica, o american way of religion chega às comunidades mais pobres (indígenas) de diversos países como, por exemplo, a Guatemala – A América Latina é o grande celeiro de almas ávidas por este tipo de salvação – e falam a língua dos locais, mesmo que seja uma língua ou dialeto nativos. Ainda neste tipo de “salvação”, meios de comunicação e cargos eletivos não estão fora do contexto. É uma forma de, como se diz no jogo do bicho, “cercar pelos sete lados”.

Os autores dão uma explicação para o sucesso desse formato, tendo a filosofia econômica do Capitalismo como o cerne dessa “busca pela salvação”, para explicar por que o Pentecostalismo é o grande sucesso religioso do século XX:

“ (…) o capitalismo faz com que as pessoas “sintam-se sem raízes e vulneráveis”, e assim busquem um refúgio na religião. Líderes religiosos ainda podem usar o capitalismo para aumentar a sua ação numa espécie de mercado. Assim, a América exporta o capitalismo e a religião simultaneamente (…).” (Telegraph.com.uk)

Um termo bastante interessante utilizado é o "igreja de resultados", quando o artigo do Times se refere ao bispo Edir Macedo, quando diz que a salvação será neste mundo e não no outro, desde que faça "investimentos", mais conhecidos como dízimo, os famosos 10% que todo fiel deve ceder para a sua igreja. Além disso, há uma gama variada de livrarias e livros escritos por gurus da autoajuda, todos com títulos religiosamente edificantes, que ensinam como gerenciar suas vidas e espíritos de uma maneira bastante eficaz.

A concorrência nesse tipo de mercado levou a um dos pequenos empreendedores (pastores de pequenas igrejas) a declarar: "Temos que trabalhar contra a concorrência, assim como lutamos contra o Diabo". Interessante este ponto de vista, não?

O uso de modernidades não está restrito apenas ao pentecostalismo. Até mesmo o islamismo faz uso desses recursos, que vão adaptando uma visão de mercado (da fé) utilizando a tecnologia e o Catolicismo também não quer perder o bonde da história, mais do que já perdeu em número de fiéis – cerca de 1% de seus fiéis a cada ano desde 1991. E, por isso, Roma aposta todas suas fichas em padres jovens e boas-pintas, como Marcelo Rossi, que é citado como um ex-professor de educação física, que transformas suas missas em seções de ginástica aeróbica.

*Este artigo foi escrito a partir da tradução e adaptação feitas por mim, dos artigos God is back: Taking on Satan, US-Style, do Timesonline e God is back: how the global rise of faith is changing the world que saiu no Telegraphonline.

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Desbloqueando a nuvem da computação

Artigo do jornal The Economist fala dos avanços em relação ao conceito da Cloud computing, ou nuvem da informática. Se você quiser ler em inglês, leia o artigo Unlocking the cloud.

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Ao ler um artigo sobre a tal nuvem informática (Cloud computing), um espaço etéreo no qual todos os programas, ou pelo menos, a maioria deles estarão online, em vez de serem instalados em nossos computadores, acabei lembrando da música Little wing, do Jimi Hendrix, que começa assim: Well she’s walking trough the clouds (Bem, ela caminha através das nuvens). e, ao mesmo tempo, fazendo referência a este conceito que, pode não parecer, mas tem um certo sentido de verdade. Aproveite para ouvir a versão original. Uma nova janela será aberta e você poderá continuar a leitura do artigo.

Então, conforme o artigo Unlocking the cloud, que eu estava lendo no The Economist avançava, eu ia apreendendo que, em breve, as grandes companhias produtoras de software que, de uma forma ou de outra nos escravizam – fazendo um paralelo com o texto do artigo citado,que as compara a um traficante que escraviza o vício dos seus consumidores –, deverão mudar a forma pela qual nos oferecerão os tais produtos que são imprescindíveis para que possamos utilizar a contento as potencialidades dos nossos computadores.

Todos nós sabemos que, por exemplo, o mais famoso editor de textos é tão cheio de recursos que para usá-los é necessário fazer um curso de imersão, digamos. A maioria das pessoas não utiliza mais do que 10 ou 20 por cento dos recursos, pois, afinal, tudo que queremos ao escrever é que o texto saia alinhado e os erros gramaticais e ortográficos sejam ao menos indicados, o que evitaria erros crassos como meter cedilha em ce e ci, como eu tenho visto regularmente. Aviso: essa doença pega por exposição!

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Eu próprio tenho a versão 2003 do Microsoft Office, que veio instalada no laptop cedido em forma de comodato pelo governo do estado do Rio de Janeiro aos professores. Sim, eu sou um deles. Uso apenas o Word e, vez ou outra o Power Point. Não preciso do Excel para contabilizar notas e médias dos alunos e muito menos do Access para criar um banco de dados com os nomes dos mesmos, mas acho válido o Publisher. Lógico que cada um tem uma necessidade e há quem eleja o Excel como um semideus.

Então, como todos nós já temos pelo menos uma conta num provedor e este nos oferece uma conta de webmail, por que deveria usar o Outlook ou o Outlook Express, que são verdadeiros comboios de vírus quando posso usufruir de uma certa garantia de verificação da saúde dos e-mails que me são enviados diretamente no Gmail? Não estou fazendo apologia de um e renegando o outro. Apenas estou falando da comodidade.

Aí, segundo o artigo, é que começa o embate. Empresas como a Microsoft riam e não davam importância ao movimento open-source, até que o Linux começou a incomodar, quer dizer, alguns grandes consumidores de software como governos das três esferas de poder, a título de corte de custos, passaram a instalar ou comprar hardware com sistemas operacionais gratuitos. E é neste momento que entra o Google, que oferece um produto similar ao Microsoft Office de graça, bastando apenas que se esteja conectado para usufruir. Vez ou outra eu utilizo o Google Docs. A melhor saída caso você queira economizar é baixar o BrOffice, que é de graça e não deixa nada a dever ao pacote da Microsoft e até já tem um corretor ortográfico atualizado. Agora, porém, escrevo este artigo usando o Word. Segundo o artigo do The Economist, “uma a uma das gigantes da indústria de software abraçam a idéia do open-source”. Lógico que pensam em oferecer versões básicas de seus produtos e nos vender os acessórios (add-ons). Bem, pelo menos, no caso dos editores de texto, eu só vou querer um corretor ortográfico eficaz.

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Mas como tudo que é bom tem o seu preço, argumenta o jornal, você corre o risco de ao fazer parte de uma nuvem específica – Novamente me lembrei de uma música, agora dos Rolling Stones…Get off of my cloud, em que Mick Jagger diz… Hey you! Get off of my cloud!. Algo como: Ei, você! Cai fora da minha nuvem! –, e tenta se mudar para outra, verá que isto é quase uma tortura, pois os sistemas não se “lêem”. Você terá que fazer tudo de novo caso deseje migrar do MySpace para o Facebook, por exemplo.

Como a nuvem informática ainda está engatinhando, pode ser que os administradores das nuvens já existentes e as que serão criadas no futuro, cheguem a um consenso quanto ao fato citado. Outra coisa que parece preocupar é que você terá suas coisas nas nuvens e isso pode ajudar os amigos do alheio cibernéticos a capturar mais facilmente seus dados ou, também, você passar a ser incomodado num domingo pela manhã, ao tocar seu telefone, e alguém dizer que vai estar oferecendo uma vantagem qualquer por você estar sendo incomodado ao estar comprando um maravilhoso produto que você sabe que não vai estar te interessando.

Tomara que a ideia não seja apenas uma nuvem passageira que com o vento se vai…

Leia o artigo Software Livre – Editores de Texto e Editores de Imagem

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