Recanto das Palavras

Tiranossauro Rex comia jovens dinossauros

Você deve lembrar de uma cena no primeiro filme da série Jurassic Park, na qual um Tiranossauro Rex destrói com um dentada um banheirinho de madeira em que estava um dos componentes da equipe que visitava o parque temático. Lembrou? Pois é. A lagartixa gigante morde o cara pela metade. A presa fica fora da boca do monstrengo da cintura para baixo. Sabia que isso não corresponde à verdade?

SC003040 Imagem© Paul A. Souders/CORBIS

Esqueleto de Tiranossauro rex em exposição no Royal Tyrrell Museum of Paleontology  (Alberta, Canadá). Imagem© Paul A. Souders/CORBIS

Peraí! Apesar de muitos supostos donos da verdade afirmarem que caminhamos ao lado dessas coisas no passado – ô visão deturpada pela religião, sô! –, a verdade é que, segundo paleontólogos alemães, liderados pelo Dr. Oliver Rauhut, da Ludwig Maximiliams University (LMU), de Munique, os terópodes (teros= anomalia, teratos=monstros; podos = pés) gostavam de, assim como os comunistas das décadas de 1950/1960 e padres safados, comer criancinhas.

As poucas evidências fósseis que foram encontradas em que é possível perceber que os grandes predadores se aventuraram a caçar grandes herbívoros, acabam por nos contar que todas foram um fracasso: ou a presa conseguia escapar, ou ambos, caça e caçador, acabavam morrendo.

(Oliver Rauhut. In: Science Dayli. 07/08/2009)

Vamos explicar. É o seguinte: observando o material encontrado nos estômagos dos fósseis das referidas lagartixas gigantes que são dotadas de pés estranhos (terópodes), acharam não apenas fragmentos significativos, como também, dinossauros menores que foram engolidos inteiros. Os pesquisadores concluíram que, assim como o crocodilo, o parente mais próximo desses bichos que viveram há milhões de anos, que possui um suco gástrico poderoso, capaz de dissolver ossos e animais inteiros, para daí retirar os nutrientes necessários à sua dieta, os Tiranossauro rex, podiam fazer o mesmo, por exemplo. E, assim como os predadores modernos, que preferem caçar adultos doentes ou animais jovens das espécies que lhe servem de alimento, os nossos amigos que têm nos pés apenas três dedos; portanto, uma anomalia (teros) em relação a visão do primata falante, também o preferiam. Os herbívoros jovens ofereciam riscos menores de insucesso na empreitada. Tudo pela lei do menor esforço.

* Tradução e adaptação: Jorge Alberto – Recanto das Palavras.

Leia também os artigo: O maior dinossauro brasileiro

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Por que as aves voam? Um documentário

Landon-IcarusandDaedalus

Documentário em 5 episódios, cada um com cerca de 10′.

  1. A Evolução – Voo 01/05
  2. A Evolução – Voo 02/05
  3. A Evolução – Voo 03/05
  4. A Evolução – Voo 04/05
  5. A Evolução – Voo 05/05

Voar é mesmo com os pássaros? Até prova em contrário, não! Ora, é simples. Os insetos também voam e há um mamífero que voa e não é o homem: o morcego, que desenvolveu um meio de voar completamente diferente dos pássaros, descendentes diretos dos dinossauros. Portanto, como bem matou a charada o Millôr, o ovo veio primeiro que a galinha. Sim, claro, pois os dinossauros botavam ovo. Logo…

Voar sempre foi o maior sonho da humanidade. Exemplos não nos faltam, desde Ícaro e seu pai Dédalos que construíram asas de cera e que derreteram ao se aproximarem do Sol. Leonardo da Vinci era fascinado pelo voo dos pássaros e os estudou a fundo para entender o motivo de voarem. Então, como o nosso intelecto foi desenvolvido, inventamos o avião. Atenção gringos: quem inventou o avião foi o Santos Dummont, ok?

E como dizia o Barão de Itararé… “Há mais coisas entre o céu e a terra do que simples aviões de carreira.”

* Os vídeos estão no canal do Enishii, que sempre disponibiliza uns documentários bacanas.

Arquivado como:Aventura, Ciência, Comportamento, Cotidiano, Cultura, Dinossauros, Ecologia, Educação, História, Mídia, Vídeo, documentários

Verão com chuva? Visite um museu!

Se você não sabe o que fazer por causa deste verão 2008/2009, que se apresentou chuvoso, que tal visitar um museu? Tenho certeza que as horas passadas em qualquer um deles darão tanto prazer e conhecimento, quanto um dia inteiro torrando sob o Sol. Não se preocupe, eu adoro praia.

Museu Nacional - Quinta da Boa Vista

O Rio de Janeiro têm algumas das maiores coleções em forma de cultura e conhecimento de todo o Brasil espalhadas por vários, para não dizer inúmeros, museus. Um dos principais é o Museu Nacional da Quinta da Boa Vista, antiga residência da família imperial brasileira, no bairro de São Cristóvão. Não se trata apenas de um museu, mas de um centro mundial de excelência no que tange à pesquisa em ciências sociais, principalmente antropologia e arqueologia. Por exemplo, logo na entrada você vai ser apresentado ao Bendengó, o maior meteorito que já caiu sobre estas plagas tupiniquins. Também poderá se deliciar vendo esqueletos de dinossauros que caminharam por aqui há milhões de anos, como também uma excelente e variada coleção de múmias, egípcias e pré-colombianas; e muito mais. Confira, aqui, as exposições permanentes. De quebra, ainda no mesmo lugar, a Quinta da Boa Vista, você pode visitar, ou voltar outro dia, para conhecer o Jardim Zoológico. Em qual cidade do mundo você pode fazer dois passeios diferentes no mesmo dia e no mesmo lugar?

Em vários bairros da cidade você encontrará museus para todos os gostos. No Centro da Cidade, por exemplo, há o Museu Nacional de Belas Artes, o Museu Naval, o Museu Histórico Nacional e o Museu de Arte Moderna (MAM). Todos com exposições permanentes. Você também pode tomar o metrô e ir ao Museu da República, no bairro do Catete, o que não leva mais de 15 minutos para se chegar, a partir do centro da cidade. Lá, na exposição permanente, você estará no lugar em que o Brasil foi governado até a mudança da capital para Brasília, em 1960. Não deixe de visitar a exposição sobre Getúlio Vargas, que ali mesmo cometeu suicídio e deu origem a um dos maiores dramas da vida política nacional.

Museu de Arte Contemporânea - Niterói

Do outro lado da Baía de Guanabara, vale a pena ir de barca até Niterói, há o Museu de Arte Contemporânea (MAC), que foi projetado por Carlos Niemeyer. Se você gostaria de ver aviões antigos e uma réplica do Demoiselle, um modelo de avião criado por Santos Dumont depois de ter voado no 14 bis, pode ir ao Museu Aeroespacial que fica na base aérea do Campo dos Afonsos, em Sulacap.

Você ainda pode fazer um passeio muito bacana indo a Petrópolis, a cidade de veraneio da família imperial, e visitar o Museu Imperial. Petrópolis fica na região serrana, a não mais que 64km do centro do Rio de Janeiro.

Ah, sim. O seu interesse é por ciência? Não tem problema. Visite o Museu da Vida, da Fiocruz, a Fundação Oswaldo Cruz, outro centro de excelência em pesquisa de doenças tropicais e referência mundial em pesquisa científico-biológica.

Tá esperando o quê?

Pesquise mais sobre os cerca de 218 museus do Rio de Janeiro e escolha alguns para visitar nas férias deste verão chuvoso de 2008/2009.

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A Dieta do Homem das Cavernas

Esqueça aquelas dietas da moda: dieta do grapefruit, a dieta de South Beach, a dieta da   20061031_neander_0 sopa de repolho, ou a mais recente dieta de inanição da Posh Spice. Há apenas uma dieta real com a qual o ser humano deve se preocupar, a paleodieta, também conhecida como Dieta do Paleolítico ou Dieta do Homem das Cavernas, que, na sua forma mais básica é constituída por aquilo que os nossos antepassados caçadores-coletores teriam comido.

Quem disse? Ray Mears, um apresentador de programas da BBC que tratam de técnicas de sobrevivência em ambientes selvagens. Você pode vê-lo, também, no Discovery Chanel do Brasil. Ele está qualificado para se pronunciar sobre essas questões, porque já passou mais de uma década pesquisando aquilo que os nossos antepassados longínquos utilizavam para sobreviver. Ele também passou semanas em estado selvagem se alimentando apenas de nozes, bagaços e carne magra. Estas, acredita, são a chave para evitar doenças e morte prematura, que sempre estão associadas ao nosso consumo excessivo de açúcar refinado ocidental e de carboidratos.

“Nossos antepassados eram caçadores-coletores que comiam carne e peixe. Eles tinham uma dieta completamente diferente da nossa, hoje, e se fôssemos comer as mesmas coisas de sua dieta alimentar, estou certo que não ficaríamos tão mal “, diz Mears. “Continuamos a ter um corpo da Idade da Pedra. Temos mentes modernas, mas os nossos cérebros e corpos continuam a exigir a mesma comida.”

Mears agora está aboletado sobre um sofá de couro, observando do último andar de um hotel o centro de Londres. Ele promove seu último livro, mas você pode dizer que ele prefere estar em algum refúgio no Ártico . Ele aperta a minha mão com a força bruta de um homem habituado a friccionar gravetos para obter fogo, e, eventualmente, atraindo a atenção de um garçom, ele ordena um sanduíche de bife, batatas fritas e uma Coca-Cola diet.

Er. . . desculpem-me?, disse. “Ainda sou um comilão dessas coisas ruins”, com um sorriso amarelo. “Todos nós precisamos de gordura e açúcar, porque são difíceis de encontrar em estado selvagem. O problema é que nós os tornamos mais fáceis de obter através da comida processada industrialmente. “

Mears não é o primeiro a dar dicas de saúde a partir da vida dos homens da cavernas. A chamada Paleo Dieta (do paleolítico, ou idade da pedra antiga) e o termo foi usado pela primeira vez e generalizado por Walter L Voegtlin, um gastroenterologista, através do livro “A Dieta da Idade da Pedra: Com base em estudos em profundidade de Ecologia Humana e da Dieta do Homem”, que foi publicado em 1975.

Aplicando princípios da medicina evolutiva, Voegtlin foi de opinião que a moderna genética humana pouco mudou desde o advento da agricultura, a cerca de 10.000 anos, e que a melhor dieta para o homem moderno ainda é a do caçador-coletor. A Paleo Diet consiste de carne, peixe, legumes, raízes, frutos e nozes, em vez dos produtos de animais domesticados e as culturas industrializadas – como laticínios, cereais, açúcar refinado e carboidratos processados.

Um dia típico para Mears começa com uma taça de frutas, seguido de um almoço de salada de cogumelos silvestres e carne de cervo, mas diz que seus novos hábitos alimentares já lhe deram um novo fôlego. “Eu não sou um nutricionista, embora eu tenha falado sobre isso com nutricionistas. Estou fazendo isso porque me sinto bem.”

“Alguns dos nossos antepassados comeram alimentos que eram bastante amargos e você não gostaria disso”, admite. “Mas avelãs cozidas são realmente boas e bitter-cress (um tipo de agrião bem mais amargo) é fantástico – que não se aproveita em saladas. Pode obtê-lo durante todo o ano e que irá crescer em muitos lugares, mesmo nessa floresta de concreto em volta, mesmo por aqui “, diz ele.

A Dieta do Paleolítico, tendo por inspiração a dos nossos antepassados caçadores-coletores, é baseada na premissa de que os nossos sistemas digestivos têm evoluído muito pouco nos 10000 anos ou desde o começo da agricultura, para que nossos corpos sejam melhor adaptados a uma dieta pré-agricultural.

A sua importância, hoje, se deve ao aumento da obesidade e diabetes, e preocupações com nutrientes nas pobres dietas ocidentais e isso reavivou o interesse na dieta do paleolítico. Os homens das cavernas comiam caça, mariscos, frutas, legumes, raízes e sementes.

Portanto, não se deveria comer açúcar refinado, alimentos processados, um pouco menos de lacticínios e os cereais à base de hidratos de carbono que formam a base do nosso café da manhã, almoço, super sanduíches e massas. Sem mencionar os óleos e gorduras.

Tudo isso e muito mais está no livro que Mears acaba de lançar, chamado Wild Food, que não é um livro de dieta, mas uma forma de ensinar a reconhecer plantas que são comestíveis e que nossos antepassados se refestelavam em comer.

Leia o artigo O que comer? Breve (e algumas) história(s) da comida.

Saiba mais sobre a Paleodieta

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O maior dinossauro brasileiro

O maior dinossauro já encontrado no Brasil é mineiro de Uberaba, sô! Está aí em todos os jornais e revistas científicas o bichão de 20 metros de comprimento e três de altura.

Como sabemos que mineiro faz tudo em silêncio e, o pior de tudo é tal do logo ali, quando esticam o beiço para mostrar a distância que percorreremos e que, na verdade, é longe pra caramba; fico a imaginar o que eles, os mineiros, devem estar pensando e dizendo sobre a lagartixa gigante lá de Uberaba.

- Cê viu que bicho maismaiódigrandi?

- Quar, cumpadi?

- Aqueleali, ó!

- Hummm… sei não… us lá di casa é maismaió. Desse tamanho a gente mata é na chinelada mesm…

Sotaques à parte, a descoberta é importante mesmo. Afinal, os maiores dinossauros até então encontrados na América do Sul, não se sabe por qual motivo, preferiam dar o ar da graça na terra do Maradona.

Os paleontólogos do Departamento de Geologia da UFRJ, do Museu do Dinossauro de Uberaba e da Universidade Nacional Cumahe (Argentina) que montaram o Uberabatitan ribeiroi, um gigantesco herbívoro de pescoço alongado, aproveitando ossos de outros vários espécimes do mesmo tipo e que legaram para a posteridade ossos bom estado de conservação.

As escavações foram feitas entre 2004 e 2006, no sítio arqueológico situado a cerca de 30 km de Uberaba.

No site da Ciência Hoje Online você pode ver um vídeo e saber mais sobre esse gigantesco brasileiro.

Você pode visitar a Casa da Ciência, na Rua Lauro Muller, 3 – Botafogo, e ver o a réplica do esqueleto do Uberabatitan ribeiroi ao vivo, até o dia 24 de outubro.

* A imagem que ilustra esse artigo pertence ao site da Ciência Hoje Online.

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