Recanto das Palavras

Animais e música: eu não sou cachorro não

São 11 músicas (Bossa Nova, Rock, Chorinho, Hip Hop, Brega, Funk…) e uma faixa bônus, em que os animais aparecem no título e, de alguma forma, uma história sobre o animal ou serve para ilustrar um fato. Atenção para a faixa bônus: uma versão para Inglês ver, ouvir e gargalhar.

musicanimal

O reino animal também é motivo para músicas que encantam os adultos. O critério da seleção obedeceu a dois pequenos detalhes: 1 – o nome do animal deveria constar do título da música; 2 – não foram citadas músicas infantis, visto que sempre tem musiquinha falando de bichinho.

Temos, então, insetos, aracnídeos (aranha não é inseto, ok?), répteis, aves, cães e cavalos. Se você lembrar de outras músicas que obedeçam aos critérios acima citados, será um prazer aceitar as sugestões.

minirecantogaleria Você pode ver e ouvir os vídeos com as músicas na Galeria do Recanto, ou ver e ouvir uma a uma clicando nos nomes das músicas.

 

Rock das Aranhas – Raul Seixas
Atenção para a dedicatória assim que a música começa.

Rock das Aranhas – Dercy Gonçalves/DJ Marlboro
Uma performance impressionante da Dercy Gonçalves numa montagem feita pelo DJ Marlboro, É a versão inversa (êpa!) da composição original.

Mosca na Sopa – Raul Seixas
Ele mistura alguns toques do tipo “ponto de macumba” com batidas de rock para explicar como uma pessoa pode ser tão chata como uma mosca que cai na sua sopa.

Pantera Cor de Rosa (Pink Panther) – Henry Mancini
Composição original para o filme de mesmo nome, dirigido por Blake Edwards.

Crocodile Rock – Elton John
Dizem que o Keith Richards foi perguntado por que os Stones não usavam animais no palco, já que era moda na época. A resposta foi: “Nós já tocamos com o Elton John”.

A Horse With No Name – America
Um dos clássicos dos anos 70. Letra original e tradução para o Português

Who Lets Dogs Out? – Baha Men
Fica a dúvida: Soltaram os cachorros ou fizeram uma cachorrada?

O Pato (Lá vem o pato) – Vinícius de Moraes. Gravação MPB4
Exceção feita às músicas infantis. Afinal, é Vinícius!

O Pato – João Gilberto e Caetano Veloso
Contam que no auge do sucesso dessa música, João Gilberto já estava de saco cheio de cantar. Um dia, num show, ele começou a cantar e a plateia, na hora do “vinha cantando alegremente”, mandou um sonoro QUÉN! QUÉN! (Sem trema perde a graça, não?), e ele se levantou do banquinho para não voltar mais.

Tico-Tico no Fubá – Carmem Miranda
Chorinho clássico composto por Zequinha de Abreu. Até Woody Allen gostou. Há uma cena no filme Radio Days, em que Denise Dumont interpreta a música cantando em Português e Inglês. A orquestra é do genial Tito Puentes. Na sequência toca South American Way, com Carmem Miranda . Os atores “dançam” conforme a música.

Eu não sou cachorro não – Waldick Soriano
Clássico dos clássicos da música brega. Que homem não cantou baixinho esta música após um grande amor desfeito?

Imperdível interpretação do autor dessa pérola do cancioneiro nacional acompanhado de forma entusiasmada pela plateia.

Faixa bônus para os gringos: Falcão em sua magistral interpretação da versão de Eu não sou cachorro não, denominada. I´m not dog no.

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Inutilidades Literárias III

Livros cujos títulos são pra lá de estranhos como, por exemplo, Is Your Dog Gay? Ou How to Defend Yourself Against Alien Abduction. A lista é grande e hilariante. Abaixo estão as traduções (?) de alguns títulos e o link para ver as capas de outros livros do mesmo quilate.

Essa eu acabei de ler no jornal The Guardian, em sua versão online. O artigo trata da Weird Book Room (algo como O Quarto dos Livros Esquisitos). Quem escreveu o artigo selecionou alguns títulos bastante estranhos como “O Ornitorrinco do Destino” que, pasme, foi classificado, quando de seu lançamento, como um interessantíssimo livro de ficção científica. Tudo bem, mas como é que se coloca um ornitorrinco flutuando no espaço? Outro livro com um título muito estranho é “O Manual do Enforcamento”. Veja as capas.

Então bate aquela curiosidade por saber a respeito de quem vende essas preciosidades? Pois saiba que as vendas estão a cargo da AbeBooks em seu já citado site, o Weird Book Room, que se apresenta como “uma celebração de tudo que é estranho, muito estranho e francamente estranho no mundo dos livros”. No catálogo de ofertas você pode encontrar livros de receitas bizarras, manuais pra lá estapafúrdios, livros que você não imaginaria, jamais, que pudessem ter sido escritos e coisas do gênero. Como diria Jack Palance… Acredite se quiser.

Vejamos uma pequena lista, já com os títulos traduzidos. Saibam que isto constituiu um baita esforço. Não em termos linguísticos, mas para controlar as gargalhadas.

Is your dog gay? (O seu cachorro é bicha?)

Sinopse: Alguma vez já se pegou pensando sobre as preferências sexuais do seu cachorro? Talvez você encontre as respostas dentro deste livro.

The Amateur Taxidermist (O Empalhador Amador)

Sinopse: Não foi encontrada. Mas dá para pensar numa bem legal, mais ou menos assim: Se você, que matou sua sogra, aquela jararaca, mas não quer fazer sua mulher ficar triste, aprenda a empalhar a megera.

The Big Book of Lesbian Horse Stories (O Grande Livro de Histórias das Éguas Lésbicas)

Sinopse: Não foi encontrada. Porém, os comentários são hilários, como o da (o) leitora (o) S. Kelley: “Tenho que ler esse livro? (Relincho!!!!). O título é tão excitante. (…) Devo admitir a minha curiosidade como uma égua vira lésbica e não tem tesão pelos garanhões”.

The Thermodynamics of Pizza – (A Termodinâmica da Pizza)

Sinopse: Um divertido ensaio científico. Comentários – M. Byer: “Eu li as primeiras páginas e larguei de lado. Agora faz parte dos livros que leio para pegar no sono”.

How to Defend Yourself Against Alien Abduction (Como se defender contra abdução alienígena)

Sinopse: Este livro é a única e significante contribuição para o estudo do fenômeno da abdução alienígena. Comentários – Nenhum. Acho que quem leu foi abduzido.

How to Good-Bye Depression (Como dar Adeus para a depressão). O problema desse livro é o subtítulo que vou deixar em inglês mesmo. If You Constrict Anus 100 Times Everyday. Malarkey? or Effective Way?

Sinopse: Fazendo isso aí de cima, o autor acha que a depressão vai embora. Comentários – Um cara disse que comprou o livro e escreveu que o troço pode funcionar. Vai entender?

The Sex Life of the Foot and Shoe (A Vida Sexual do Pé e do Sapato)

Sinopse: Não foi encontrada. Comentários – D. Grangaard: “Este é o mais delicioso livro não apenas erótico (…) o autor cita mais de 100 fontes que corroboram seus argumentos”. Será que chulé dá tesão?

Agora, para aqueles que já imaginaram ter visto de tudo nesse mundo, um título especial: The Haunted Vagina (A Vagina Assombrada). A sinopse é um primor: “É difícil amar uma mulher cuja vagina é um portal para o mundo dos mortos”.

Leia também os artigos:

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Folclore da comida ou tudo acaba em pizza

Brasília S. fem. Capital do Brasil –  Às vezes mais parece uma tratoria. Tudo acaba em pizza.

Nós nunca paramos para pensar sobre o que aquilo que comemos tem a ver com alguns ditos populares e particularmente com o nosso folclore. Vejamos, abaixo, um belo exemplo de como a comida está presente no nosso cotidiano, não apenas para nos alimentar, mas para demonstrar, insinuar, classificar e nomear fatos e pessoas. A letra é da música Linha de Passe, da dupla Bosco & Blanc.

Toca de tatu/Linguiça, paio e boi zebu/Rabada com angu/Rabo de saia/Naco de peru/Lombo de porco com tutu/E bolo de fubá/Barriga d’água (…) Um caldo de feijão/Um vatapá e coração/Boca de siri/Um namorado e mexilhão (…)/ E o meu pirão, cadê?/Não tem!/Vai pão com pão(…)/Meu pirão primeiro/É muita marmelada.

Agora que você leu e fez mentalmente as referências aos alimentos citados na letra, veja e ouça a interpretação da música na íntegra, com João Bosco e Yamandu Costa.

Não se espante. A genial dupla também já compôs ou citou alimentos em várias de suas composições como, por exemplo, Siri recheado, fritada e o cacete; Bandalhismo; Rancho da goiabada; Entre o torresmo e a moela, entre outras mais de seu vasto repertório.

A tradição de fazer dos alimentos e suas qualidades – ou não – parte de nosso linguajar cotidiano, segundo Câmara Cascudo em seu Dicionário do Folclore Brasileiro, remonta aos tempos coloniais e é observado em todos os quadrantes da Terra Brasilis. Por sinal, as alusões são saborosíssimas. Certamente você lembrará algumas além das que citarei aqui. Peço licença ao nosso folclorista-mor por algumas adaptações feitas por mim. Vamos saborear?

  • Abacaxi  (Descascar um abacaxi) – Resolver habilmente a situação.
  • Água (A defesa do Botafogo é uma água) – Qualquer perna de pau consegue fazer gol passando por esta defesa; (Água morna) – Quando a pessoa é apática ou neutra.
  • Angu (Angu de caroço) – Situação complicada.
  • Arroz (Arroz doce) – Comum, banal. Aqui cabe uma notinha: Há alguns anos, o fundista brasileiro (800 metros) Zequinha Barbosa, numa das eliminatórias para um final olímpica, deu a seguinte declaração que é uma pérola, ao ser perguntado sobre como seria a prova: "Tá pensando que beiço de jegue é arroz doce?". Sinceramente, nem o repórter entendeu o que ele quis dizer.
  • Bala (Ponto de bala) – Apesar de parecer que se refere ao local onde uma bala perdida pode ser encontrada, a razão da expressão é que a calda de açúcar está em um estado intermediário entre o sólido e o pastoso, que após resfriado pode ser vendido como guloseima.
  • Banana – A primeira alusão é ao sujeito que é covarde ou tolo. Porém, há também o registro de um sinal obsceno (deu uma banana), quando se coloca o punho de uma das mãos na junção do outro braço, erguendo-o para adversários, plateia, desafetos ou sogras. É um traço cultural que herdamos dos europeus latinos, que pode ser considerado o aumentativo do sinal de origem norte-americano que consiste em esticar o dedo médio, muito em voga hoje em dia devido a influência cultural vinda de Roliúdi.
  • Batata (É batata) – É certo. Vai dar certo. Justo. Eficiente.
  • Biscoitar/Abiscoitar – Fácil de conduzir ou surrupiar. Também significa prêmio: Fulano abiscoitou um milhão.
  • Bofe – Segundo o registro do Câmara Cascudo, significa mulher feia ou velha. Mas, em fins do século XX, a palavra passou a significar objeto de desejo dos rapazes alegres, que apontam o dedinho indicador e proferem a seguinte frase: Ai! Aquele bofe é lindooooooooooo!
  • Bucho – Ainda segundo o folclorista, o significado seria o mesmo do verbete acima e acho que hoje ainda mantém este sentido de mulher feia ou velha. Bem, pode ser que os mesmos rapazes alegres também se refiram aos bofes como buchos, quando se depararem com um bofe h-o-r-r-o-r-o-s-o.
  • Café (café-pequeno) – No dicionário está registrado como sendo coisa fácil de se fazer. Porém, há uma outra conotação significando que algo ou alguém e menor que um fato ou uma outra pessoa.
  • Canja (Essa foi canja) – Fácil de obter.
  • Comer (Algo, alguma coisa ou alguém) – Os significados vão desde o "comer poeira" ou ficar para trás ao "sabe quem eu estou comendo?", ou manter intercurso sexual pouquinha coisa além do que o Bill Clinton fazia com a Monica Lewinski.
  • Filé (Aquela ali é um filé) – Muito antes das mulheres com alcunhas gastronômicas, Filé significava moça nova e atraente.
  • Galinha (Galinha morta) – O sujeito é covarde. Galinha, quando se refere às mulheres tem o sentido de vadia. Quando aplicado aos homens tem o sentido de mulherengo.
  • Marmelada (Foi marmelada!) – Significa que houve algum negócio escuso para o qual não fomos convidados e o time ou escola de samba que não são de nossa preferência acabaram ganhando o campeonato.
  • Melancia (Mulher melancia) – Seios volumosos, mas no caso da moça que dançava o funk do créu, a melancia é a derrière. No dicionário há o registro como mulher gordalhona, pesada ou lenta. Uma pena que o Câmara Cascudo morreu antes de ver a Mulher Melancia dançando o créu na velocidade 5.
  • Pamonha (Pamonha… Pamonha fresquinha…Olha a pamonha) – Significa um sujeito sem iniciativa, exceto pelo #$%&*# do locutor da Variant velha caindo aos pedaços e que usa megafones para anunciar que vende o alimento feito a base de milho.
  • Pão (Pão-pão, queijo-queijo) – Provém do farnel (cesto de lanche) suficiente para a jornada de trabalho em Portugal, em tempos passados: Queijo e pão é refeição!. Coisa lógica, racional.
  • Peixe/Peixinho (E aí peixe?) – Apadrinhado de alguém.
  • Pirão (Farinha pouca meu pirão primeiro) – Se algo não será suficiente para todos, é melhor reservar logo a sua parte.
  • Siri (Boca de siri) – Ficar calado, guardar segredo.
  • Tomate (Ai! Meus tomates!) – Alguém recebeu um chute ou bolada nos testículos.
  • Uva (Aquela menina é uma uva) – Moça bonita.
  • Vinagre (Foi pro vinagre) – Algo não deu certo.

Quanto ao ato de comer e aquilo que o cerca há posturas e superstições, como as que são citadas por nosso folclorista-mor. A principal remonta à antiguidade e tem relação entre o número de participantes e uma mesa. Não se deve, jamais, ter 13 pessoas sentadas à mesa. Segundo ele, o número 13 já era visto de forma enviesada pelos romanos. Pesquisadores da história antiga, em Roma não há registro de qualquer documento que seja datado de qualquer dia 13. E como todos os cristãos sabem havia 13 pessoas participando da Santa Ceia.

Algumas superstições soam até anacrônicas nos dias de hoje como donzela não serve sal, não corta galinha e nem passa palitos e donzela não deve ficar na cabeceira da mesa senão não casa. Ainda no campo feminino, Mulher não deve beber vinho antes do homem.

Quando éramos pequenos, meu pai exigia que sempre sentássemos à mesa, não importando onde e quando, vestindo camisa. Ele dizia que não se come sem camisa, pois é falta de educação. Essa afirmação, além de uma prova de boa educação dos pais, ainda está ligada a conceitos supersticiosos: Comer despido é ofender o Anjo da Guarda. Mas antes de tudo isso é uma questão de higiene.

Bom apetite. :)

Leia também os artigos:

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A biblioteca que inspirou Star Wars 2

Veja a reportagem, em Português, sobre a Trinity College Library, em Dublin, Irlanda, que abriga um acervo impressionante e cujos corredores serviram de inspiração para uma cena do filme Star Wars2 (O Ataque dos Clones).

bilbiotecaclone Clique sobre a imagem para ver o vídeo

Há muito tempo eu usei esta mesma imagem, a original, como wallpaper. É muito interessante mesmo.

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Abricó de macaco: um cheiro forte

O Rio de Janeiro sabidamente é uma das mais belas cidades do mundo, mesmo que ainda enfrente problemas que sejam comuns a todas as megalópoles, a nossa topografia ajuda um pouco mais para que determinados fatos sejam mais presentes e os meios de comunicação adoram explorar esse lado, que teve origem no descaso público desde a última reforma urbanística, o famoso “bota abaixo”, do início do século XX.

Anos depois, o Rio de Janeiro foi, remodelado em algumas regiões como o Aterro do Flamengo, por exemplo. Algumas praias desapareceram e alguns recantos foram criados. E nesse novo plano urbanístico, adotaram-se várias árvores para embelezar a paisagem. O que a gente não sabia, e agora fica sabendo, é que uma das árvores mais adotadas foi (é) o abricó de macaco (Couroupita guianensis), que é uma árvore ornamental. Dá uns frutos esféricos e a sua floração é bem impressionante. Veja a foto.

abricodemacaco01 
Foto Franz Xaver. Fonte: Wikipedia

O que impressiona além de sua beleza é o odor proveniente da decomposição de suas flores e frutos. É desagradável ao olfato mais sensível. Quando o fruto cai, estoura (ficando azul por dentro) e o cheiro da decomposição fica mais forte ainda. Mais impressionante ainda é que neste ano, a partir de junho mais ou menos, o odor tomou conta de um pedaço da Lapa, o que dá para os lados do Passeio Público, um micro bosque bem no meio do centro da cidade e pouco conhecido pelos cariocas de outras latitudes que não costumam visitar essa parte da cidade.

Tive notícias que em Botafogo o odor também está um tanto acentuado e eu próprio já o identifiquei na altura da Praça da Bandeira. Também há uma grande quantidade dessa árvore na UFRJ, na alameda que dá para a Avenida Venceslau Brás.

Botânicos, paisagistas, urbanistas e arquitetos, o que devemos fazer? Usar máscaras cirúrgicas ou gastar tubos e mais tubos de odorizadores?

Veja mais informações sobre o abricó-de-macaco no blog Imaginação Ativa.

Se tiver interesse científico/paisagístico: Árvores e Arbustos nativos do Brasil

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