Recanto das Palavras

E-readers são os autoramas do século XXI?

Se você puder comprar um leitor eletrônico de livros (Kindle ou Reader, além do recém lançado Nook da Barnes & Noble), você leria mais?

Até agora, segundo uma pesquisa da própria Amazon, que está no artigo E-book fans keep format in spotlight, do The New York Times/Technology, as pessoas estão comprando mais 3.1 livros eletrônicos do que antes. Isso significa que, por exemplo, você comprava 8 livros por ano e agora passou a comprar 24.8 livros por ano. Se você vai ler é outra história.

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IMAGEM: © Kelly Redinger/Design Pics/Corbis

Acredito que a compra seja uma mistura de impulso e enchimento de linguiça. Como é que você vai ter um treco desses e ele vai ficar vazio?

Esta é a dúvida que se apresenta. Acredito que todos os meios que divulguem e permitam a leitura sejam válidos; porém, será que esse leitores eletrônicos não se tornariam uma espécie de autorama ou Forte Apache para os seus donos? Quem teve autorama sabe do que estou falando. Você brinca até cansar e depois larga de lado.

Seria, então, um modismo ou veio para ficar? Se depender da indústria tecnológica e produtores de best-sellers, a coisa veio para ficar e, se possível, até desenvolver mais os tais aparelhos com a possibilidade de ter imagens e textos em cores. Prometem para um futuro breve leitores que podem ser até dobráveis ou que se transformem num quase pergaminho. Mas, aqui para todos nós, o objeto livro como o conhecemos ainda é um modelo incomparável de portabilidade e design, não?

Dos tabletes de argila, da Mesopotâmia, aos tipos móveis inventados na China passaram-se séculos. Outros mais até que Gutenberg também aproveitasse a idéia de usar tipos móveis e criou a imprensa no Ocidente. Desde então, a leitura e a escrita foram massificadas e o acesso ao conhecimento deixou de ser privilégio de castas e sacerdotes.

Portanto, desde o século XV que a melhor maneira de se aprender é através de um objeto retangular, com dimensões e espessuras variadas – livros de literatura, por exemplo, foram padronizados no tamanho 14×21 ou 16×23cm – , criado a partir de celulose, tinta e ideias. É fácil de carregar e usar. O interessante é que o índice de analfabetismo em países do 3º mundo (ainda existe essa nomenclatura?) é responsável pela pobreza e não-desenvolvimento desses países. Nem vou falar sobre o analfabeto funcional, aquele que só sabe ler e escrever o nome, pois temo que, ao incluir esta categoria, boa parte dos estudantes brasileiros acabem fazendo parte e inchando os números alarmantes de desinformação e desconhecimento que tanto assustam a nós, professores. Pelo menos há uma política governamental em alguns países para estimulo da leitura. Ao mesmo tempo, esses leitores eletrônicos são capazes de ler o texto em voz alta. Voltaremos a difundir o conhecimento pela oralidade como faziam nossos antepassados antes da invenção da escrita?

Hoje, e com uma boa parcela de razão, os produtores de e-readers indicam que esses aparelhos salvarão árvores que deixarão de virar papel. Tudo bem, é um pensamento válido. Mas, os materiais que compõem os tais aparelhos também são produzidos a partir de recursos naturais, cuja extração gera degradação e poluição. Seria uma encruzilhada?

Você já imaginou sua casa sem prateleiras e estantes sem os seus livros? E quando você juntar os trapinhos com a sua alma gêmea que, certamente, têm gostos literários similares? O que farão ao saber que não terão que doar aqueles mesmos livros que ambos tinham em comum em suas prateleiras. Ah, o amor poderá sofrer um certo abalo ou aumentará, não?

A verdade é: esses aparelhos vieram para ficar. As gerações futuras talvez conheçam o livro como nós os conhecemos quando visitarem algum museu.

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Amor eterno – Taj Mahal: música e visita virtual

Faça uma visita virtual ao maior monumento erigido em nome do amor e ouça aquela canção do Jorge Ben, que não nos deixa ficar parados.

Eu estava aqui tentando entender, se é possível entender, a longevidade do amor. E fui juntando fragmentos de pensamentos – próprios e alheios – até que me lembrei ou fui motivado a escrever após a audição/visualização de uma música do Jorge Ben. Trata-se de Taj Mahal, em que na curta porém abrangente letra, ele conta toda história de um amor que atravessou séculos, mesmo após a morte de seus protagonistas.

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Clique sobre a imagem para iniciar a visita.

Histórias de amor que não se completam, certamente, são muito mais observadas do que as que se completam. Caso contrário não estaríamos aqui criando poemas, músicas, palácios e obras de arte. Sim, pois, a força que nos motiva a caminhar não é a economia, mas a busca pelo amor e, se possível, ao encontrá-lo tentar mantê-lo como no primeiro dia em que surgiu diante de nossos olhos e corações. Mas, quando se completam, surge um pequeno Taj Mahal em nossos corações, que ocupa todo o espaço que existe dentro de nossas almas.

Já se passaram quinhentos anos desde a construção de uma das mais belas obras arquitetônicas que já foram construídas, o Taj Mahal. É a maior celebração concreta de um amor. Todos nós já tivemos um amor que nos motivou a escrever e fazer o que era possível para mostrar ao mundo o quanto nos tornamos felizes ao estarmos com a pessoa que nos faz ver a vida de outra maneira.

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Gruta de Lascaux, uma visita virtual em 3D

Veja as imagens feitas por nossos antepassados nas paredes da gruta de Lascaux, como se estivesse ao lado de um deles. Você será levado às diversas câmaras. Sugiro que deixe o roteiro (em flash) carregar até o final. Vale a pena. Clique na imagem para iniciar a viagem.

lascaux

 Clique sobre a imagem

Imagine que você voltou no tempo e é um dos primeiros seres humanos a ter percepção de si próprio e, além disso, sente uma necessidade enorme de representar o que pensa a respeito do mundo que o cerca. Isso também tem a ver com rituais xamânicos de caça e, assim, você começa a pintar nas paredes de sua caverna cenas representando os animais que caçará, e magicamente se apodera de suas formas e vida.

Os textos explicativos podem ser lidos em Francês, Inglês, Alemão e Espanhol. Também há uma versão em linguagem de sinais.

Também são apresentadas as diversas fases da exploração arqueológica, desde a descoberta, em 1940, até os dias atuais. As datações das pinturas nas paredes da caverna (Arte parietal), remontam a 30 mil. anos. A caverna foi ocupada até 10 mil anos antes da nossa era. Assim, vários grupos podem tê-la utilizado como santuário durante milênios.

Hoje, o grande desafio é conservar as condições do microclima da caverna, responsável pela permanência e manutenção das imagens no estado em que foram encontradas. A presença de público (turistas) foi proibida, pois, imagine, a respiração dos que lá se encontravam faziam a concentração de CO² atingir níveis perigosos para as imagens. Foram, então, instaladas máquinas de regeneração do ar e também outros aparelhos para controlar a umidade, responsável pelo surgimento de fungos – a praga verde –, que os pesquisadores identificaram.

Atualmente, estão sendo feitos novos experimentos para impedir a rápida deterioração desse santuário da humanidade.

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A cultura do Brasil de lá pra cá

Neste exato momento, estou assistindo a um documentário em 4 partes sobre o Jackson do Pandeiro, no programa De lá pra cá, que é apresentado por Ancelmo Gois e Vera Barroso na TV Brasil. Este programa,que vai ao ar às segundas, às 22h e é reapresentado aos domingos, às 17h, é, na verdade, um delicioso bate-papo com figuras que representam o Brasil e sua cultura.

Cada vez mais eu me maravilho com essa tal de internet. A dica é: faça parte de redes sociais, escreva em seu blog e troque informações com pessoas no mundo inteiro. É lógico que é preciso um certo critério para ir em busca daquilo que te interessa ou encontrar algo que seja interessante para compartilhar com seus amigos.

Você encontrará, por exemplo, vídeos completos dos programas sobre:

  • Jackson do Pandeiro
  • Remoção da Favela da Praia do Pinto
  • Guerra dos Emboabas
  • Mestre Vitalino
  • Carmen Miranda
  • Burle Marx
  • Caramuru

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Cultura pré-colombiana em exposição

Um slide show da exposição Teotihuacán: la cité des Dieux, que ocorre no Musée du quai Branly, em Paris, até janeiro de 2010, apresentando diversas peças artísticas e culturais – cerca de 450 –  que raramente são apresentadas.

cartazteotihuacanClique sobre a imagem para ver o slide show 

Visite o site da exposição no portal do Musée du quai Branly

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Um pouco de História

As Américas foram marcadas pelas existência de várias culturas e civilizações que se mostraram pujantes bem antes da chegada dos conquistadores. Uma dessas civilizações foi a de Teotihuacán, uma cidade em que a urbanização e arquitetura são objetos de estudo até hoje. Muitos se perguntam como as pirâmides encontradas nessa cidade, que também dá nome a uma civilização, foram erguidas. Arqueólogos trabalham diuturnamente para tentar descobrir este e outros mistérios da “cidade em que os homens se tornam deuses”, o verdadeiro significado da palavra Teotihuacán.

Segundo os estudiosos, a população de Teotihuacán, que teve seu apogeu entre os séculos II e IV de nossa era, e, na Europa, apenas Roma superava-a em número de habitantes. O motivo de seu abandono, por volta de 650 d.C., ainda é um mistério. Especulam que fatores climáticos tenham sido responsáveis por isso.

O mistério que cerca essa civilização e suas pirâmides (pirâmide do Sol, a 3ª maior do mundo), é tamanho que há uma literatura que especula sobre o contato entre egípcios e ameríndios, quando os adoradores de Rá, Osíris, Toth e outros deuses, teriam “ensinado” as técnicas de construção de pirâmides. Além disso, diz-se que Teotihuacán é o local de sepultura do Quetzalcoatl, o deus representado por uma serpente emplumada. Nesse local, ao que parece, várias culturas da mesoamérica (Maias, Zapotecas, Mixtecas, por exemplo) conviveram de forma beligerante ou não, até que, após seu abandono, tempos depois, os Astecas lá chegaram e absorveram o legado deixado pela civilização.

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