Recanto das Palavras

Livro de suspense em papel higiênico

Que certos livros podem ser considerados como as cinco letras que não cheiram bem, todos nós já sabemos, mas o que falar de um livro que conta a história de um fantasma que mora em um banheiro público e foi escrito em papel higiênico? Certamente que não é a narrativa in loco de uma fantasmagórica dor de barriga.

Toilet Paper in Glowing Light © Don Mason/CORBIS

De acordo com a nota do blog Bibliofilm – excelente blog, por sinal –, ao indicar o artigo Japanese horror novel printed on toilet roll, que está no blog news:lite, o autor Koji Suzuki, que escreve livros infanto-juvenis de suspense no estilo mangá, o livro A Queda – sugestivo, não? – tem nove capítulos curtos e pode ser lido em alguns minutos. Cada cópia tem 90cm; logo, num rolo com mais ou menos 30m, imagine quantas pessoas poderão ler? Esta é uma das mais interessantes ideias de divulgação literária dos últimos tempos.

Cabe dizer, que a idéia de publicar livros em papel higiênico não é nova. Em 2008, aqui mesmo no Recanto das Palavras, eu apresentei o artigo Livros em papel higiênico, informando que uma empresa espanhola pretendia imprimir textos clássicos, poesias, trechos da Bíblia e também textos sagrados do Budismo, nessa, digamos, mídia.

A Hayashi, editora do livro, não acha inusitado imprimir um livro em papel higiênico, mas sim, e só pode ser coisa de japonês, “produzir uma experiência de horror no banheiro”. Dá pra entender uma coisa dessas?

O lançamento – sessão de autógrafos? – será no dia 6 de junho e cada rolo custará 210¥, mais ou menos 1,50£, o que dá, aproximadamente, R$4,00.

Sugestão: coma algo bem leve antes de comprar cada “exemplar”.

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Franceses elegem livro em protesto a Sarkozy

O Sarkozy corre o risco de levar uma livrada nas fuças em vez de uma sapatada como o George W. Bush levou. Francês é um bicho intelectual mesmo.

srako, montagem ₢ Clevel/Le Monde Os franceses, tirante o Alain Prost e o Zidane, são geniais! Deram-nos a Revolução, o conceito dos três poderes e mais um monte de coisas que formaram o mundo ocidental. E, agora, protestam contra o presidente deles, elegendo um livro como símbolo desse ato.

O livro em questão é La Princesse de Clèves [leia o resumo], escrito em 1678, pela Madame de La Fayette. Trata-se de um daqueles romanções bem ao estilo da época. Uma mulher se casa por conveniência, mas se apaixona por outro homem. O livro não foi escolhido à toa. Sarkozy, ao que parece, não é lá muito amigo das letras e declarou que o livro c´est une merde. E o que aconteceu? As vendas do livro foram parar na estratosfera. Até já foram produzidos botons, com a frase “Eu sou leitor de La Princesse de Clèves.

la-princesse-de-cleves.1175241470 Cartaz do filme dirigido por Jean Cocteau
₢ Le Monde

Uma coisa interessante é que este livro é utilizado como literatura escolar para os jovens franceses. Cada vez mais o Sarkozy se afunda na merde, ao proferir suas opiniões a respeito da obra e isso vem desde 2006, conforme o artigo Qui veut tuer la Princesse de Clèves?, do Le Monde. O seu ibope não é dos maiores e ele não percebeu ainda que, em época de crise e em véspera de greve geral, como aconteceu na França, não se pode falar algo que sirva como combustível para a massa inflamar os protestos. Estão lembrados delle, que vivia berrando: “Não me deixem só”? Dizia que tinha aquilo roxo… E o que aconteceu? Os cara-pintadas foram para a rua e elle teve que pedir o boné.

Nos tempos do sonho comunista, esquerdista que se prezava agitava o livrinho vermelho do Mao em praça pública, mesmo sabendo que aquilo representaria um mal para a sua saúde.

A coisa está de tal forma fervendo na terra do Asterix, que, recentemente, pediram a um grupo de intelectuais para listarem seus 10 livros preferidos. La Princesse de Clèves ficou em terceiro lugar na contagem geral, superando até mesmo livros de Marcel Proust e James Joyce.

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Máquinas manhosas e temperamentais

Faz uns 5 dias eu dei por encerrada a vida de um cansado; porém, valente Nokia E62. O danado é tudo de bom em termos de smartphone. Já levou diversos tombos de alturas variadas. E até já deixei um cigarro sobre a tela, mas tirei a tempo quando me dei conta que não era o cinzeiro. A desatenção se deu no momento em que eu escrevia um artigo e estava fumando. Este telefone celular só não tem, segundo os mais muderninhos, duas coisas fundamentais: câmera e wi-fi. Sinceramente, eu não ligo para nenhuma dessas duas coisas. Mas, se estiverem no pacote, eu até as usarei.

el_phone_42291_md Pois bem, eu também tenho um Nokia 6120 Classic, comprado por módicos R$34,00 devido aos trocentos créditos a que tinha direito de acordo com o plano da operadora. Desfiz-me, então, de um LG Shine que deixou a desejar em quase todos os quesitos. Parecia escola de samba que sobe para o grupo de acesso. Trazia várias promessas, mas que no decorrer do desfile foi perdendo pontos em evolução, harmonia, alegorias e adereços… e o pior: a bateria era “Cinco! Nota cinco!”. Logo, como se pode perceber, eu uso dois celulares no cotidiano, mas de formas distintas. É óbvio que ambos servem para falar e ouvir. Só que, no 6120, eu tenho câmera de 2mp e no E62, eu tenho teclado QWERTY no corpo do telefone. Deu para imaginar que eu faço alguns malabarismos de vez em quando.

Carrego um em cada bolso da calça que estiver usando e, foi numa dessas ocasiões que eu deixei o teclado do E62 encostando no isqueiro, que também estava no bolso. E o que aconteceu quando tentei usá-lo para acessar o WordPress? As teclas estavam travadas e as que se davam ao luxo de funcionar, escreviam sequências aleatórias. “A” tecla da letra A ao ser pressionada escrevia o número 7, como se eu estivesse discando. A tecla “Q”, também ao ser pressionada, escrevia 9854+1. Foi dando uma certa frustração, pois eu nem pensava em me desfazer desse celular tão cedo, a não ser que surgisse uma oportunidade de comprar o Nokia E71. Tirei bateria, coloquei bateria. Liguei e desliguei e já estava pensando em utilizar um método bem neanderthal de resolver a situação. Comecei a olhar para um extrator de grampos já com idéia de jerico. Coisa do tipo: Vou meter esse treco sob a tecla e fazer uma alavanca para ver se a danada destrava ou volta a funcionar. Só não o fiz por ter esquecido ao ter que resolver um problema que surgiu repentinamente.

telephone_1_md

Não me dei por vencido. Troquei os chips e passei a usar o 6120 para acessar a internet. Ele é até rápido, mas sua tela vertical não permite que vejamos toda exuberância de uma página do cyber espaço. Deixei a bateria descarregar no E62 e ficou de molho durante todo final de semana. Já havia decidido que daria um jeito de comprar outro para substituí-lo. Comecei a ver preços e os olhos engordavam ao ver o já citado E71. Até que hoje pela manhã, sem qualquer esperança e sabendo que apenas o usaria como pai de santo, isto é, só recebendo, o manhoso E62 voltou a funcionar lépido e fagueiro. Será que ele percebeu que iria trocá-lo?

O mesmo se dava com uma Brasília que eu tive. Não, não era amarela. Mas, bastava eu pensar em trocá-la para que ela resolvesse fazer malcriação. Certa vez, fomos acampar em Itatiaia e ela foi toda serelepe carregando a bagagem e a barraca. Serra para ela não era mistério. Mas, quase ao chegar no camping, eu comentei que estava na hora de trocar de carro. Queria um que fosse mais veloz, etc e tal. E o que ela fez? Não dá nem pra imaginar, né? Empacou! Isso mesmo. Empacou na entrada do camping e eu tive que pedir ajuda e aproveitar que era uma ladeira até chegar aos locais para armar as barracas e fiz a danada pegar no tranco. Pulou, roncou e pegou. Só foi possível estacionar. Ela, de novo, fez malcriação. De pirraça só mexi na danada quando resolvemos voltar para casa. Pedi a alguns campistas para me ajudarem a empurrar até a ladeira, que continuava até o fim do camping e a fiz pegar de novo no tranco. Voltei para casa sem parar em lugar algum. Engraçado é que, ao chegar em casa, ela resolveu funcionar direitinho.

Vai entender?

Qualquer dia desses eu conto sobre a psicologia do martelo para fazer o computador funcionar.

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Acordo Ortográfico 2009: Guia para não esquecer

Baixe um guia em formato .pdf com as novas regras ortográficas no portal G1. Há um link no artigo “Confira o guia rápido das mudanças da reforma ortográfica”.

A partir do dia 1º de janeiro de 2009 passa a valer o novo acordo ortográfico da Língua Portuguesa. Todos nós sabemos que algumas modificações sutis, porém, importantes deverão ser feitas e, como todo blogueiro que se preza, a primeira preocupação para que seu blog possa ter qualidade é o bom uso do idioma.

Mesmo que a ortografia atual possa ser usada até 2012, já é bacana começar a se acostumar em escrever “leem” em vez de “lêem”, por exemplo, para indicar quantas pessoas leram artigos em seus blogs.

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Os e-readers vão decolar? Leitores eletrônicos em alta

De acordo com analistas de mercado dos Estados Unidos, a quantidade de vendas dos aparelhos que lêem, armazenam, descarregam e trocam informações eletrônicas aumentaram significativamente, tanto que a Amazon não tem mais em estoque o seu aparelho, o Kindle. Prometem uma nova remessa somente para fevereiro de 2009; enquanto que a Sony, a sua concorrente direta no segmento de leitores eletrônicos tem feito uma agressiva campanha de marketing ao abordar pessoas em estações ferroviárias, estações de metrô e saguões de aeroportos.

Ao mesmo tempo, outras companhias apresentam leitores que trazem todas as funcionalidades acima; porém, com um algo a mais que tanto pode ser, por exemplo, o tamanho como no caso do Plastic Logic, que é baseado em uma tela flexível que é acondicionada em uma base do tamanho exato de uma folha de papel A4 (21,5X27,9cm). Enquanto que a Polymer Vision, lançou recentemente o Readius, que é do tamanho de um maço de cigarro e cabe no bolso da camisa ou do paletó. Há também um protótipo de uma espécie de pergaminho eletrônico, como na figura abaixo.

Por qual motivo toda essa pressa?

As pesquisas, segundo o artigo Turning Page, E-Books Start to Take Hold, do New York Times, cada vez mais as pessoas estão se acostumando a ler em telas eletrônicas, principalmente na faixa etária entre os 55 e 64 anos, o que nos EUA representa uma parcela considerável dos consumidores que já estão com suas vidas resolvidas e podem gastar num produto cujos preços variam entre US$ 260,00 e US$ 700,00 (veja tabela). Porém, não se pode relegar a segundo plano as futuras gerações que, cada vez mais, utilizam equipamentos eletrônicos no cotidiano.

Leitores eletrônicos

Modelo

Empresa

Preço US$

Observações

Eslick Reader

Foxit Software

260

Baixo custo. Lançamento em janeiro de 2009

IPhone

Apple

300

Necessita software específico Stanza ou E-Reader para leitura de e-books.

JetBook

Ectaco

350

Já vem com o Guia Fodor´s (viagem)

Kindle

Amazon

359

Esgotado. Previsto para fevereiro de 2009

Reader

Sony

400

Novo design

Iliad

iRex Technologies

700

Conexão wireless

Readius

Polymer Vision

 

Dobrável. Cabe no bolso.

Plastic Logic

Plastic Logic

 

Formato A4. Lê arquivos do Office e pdf

 Fonte [New York Times]

A guerra dos leitores eletrônicos

Dois grandes concorrentes estão no centro do ringue, o Kindle e o Reader da Sony. O primeiro já mereceu elogios da maior formadora de opinião da televisão norte-americana, a apresentadora Oprah Winfrey. O segundo, como escrito acima, foi às ruas em busca de consumidores. Nenhuma das duas empresas fornecem números confiáveis, isso quando o fazem, visto a Amazon se negar a divulgar qualquer número em relação às vendas. Supõe-se que até agora, o Kindle tenha vendido cerca de 260 mil unidades contra mais de 300 mil Readers, que foi lançado em 2006.

As editoras e os escritores

Segundo as informações das grandes editoras norte-americanas como Random House, HarperCollins e Simon & Schuster, as vendas de livros eletrônicos (e-books), incluindo downloads feitos por laptops, representam menos de 1% de suas vendas gerais. Mesmo assim, afirmam que os números de hoje são três ou quatro vezes maior que no passado. Portanto, passarão dar maior atenção a este segmento. Tanto que em breve serão lançados livros de autores best-sellers como Danielle Steel e John Grisham, buscando aquele público alvo entre os 55 e 64 anos, que parece constituir a maioria dos leitores desse tipo de escritores.

A editora Harlequin, que edita no Brasil livros como Jéssica, Paixão, Desejo, Grandes Romances, Grandes Romances Históricos e Harlequin Romance diz, no artigo do New York Times, que lança 120 livros novos por mês e os converte também para o formato eletrônico, cada um custando por US$ 2,99. As expectativas, segundo seu departamento de livros eletrônicos, é que algum dia as vendas das versões eletrônicas superem as vendas dos livros impressos.

Eu, particularmente, ainda sou adepto do livro impresso. Porém, o futuro está aí mesmo para nos dizer que quanto mais árvores derrubarmos, mais o planeta sofrerá. Portanto, um dos motes das campanhas de marketing dos leitores eletrônicos é a preservação do meio ambiente.

Leia os artigos

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