Recanto das Palavras

Lutero, meu nego: te enganaram!

Ainda vendem entrada no céu!

lutero

Adiantou você botar a boca no trombone e bater de frente com o Papa? Tudo bem… tudo bem… a burguesia e a nobreza alemãs adoraram suas ideias. Mas cá pra nós, sabe aquela piada sobre o povo que Deus colocaria no Brasil? Pois é… esse povinho acabou aprendendo a vender entrada no céu e, pior de tudo, com assinatura do filho do homem. Parece até psicografia: Jesus Cristo assinando documento em pleno século XXI! Em puro carioquês isso é o famoso 171.

Então, assim como a Igreja Católica fazia até você dar um basta na pouca vergonha que era a venda de indulgências; o cara podia ter sido o maior facínora, mas ao estar próximo de bater as botas, poderia muito bem comprar uma entrada no céu e seus pecados eram esquecidos. Agora isso nem importa tanto quanto antes. O negócio é conseguir cada vez mais “almas”, não para o rebanho, mas para os depósitos em conta corrente.

O pessoal universal, aqui, faz mais bacana ainda. Manda a grana das velhinhas, doentes, desmiolados e bobos em geral, para paraísos fiscais. É ou não é o que está na Bíblia? Alguma coisa vai para o paraíso, nem que seja fiscal, e o dinheiro seja dos coitados dos fiéis. Eu não sabia que fidelidade se comprava… Quanta ingenuidade, hein, Lutero?

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Racismo e esporte

O racismo é uma coisa nojenta, amorfa e dissimulada na maioria da vezes. Em se tratando das relações humanas muito dificilmente um grupo aceita alguém de fora que seja diferente. E quando isso se dá, é porque foi criado um juízo de valor de que o diferente é pior, não presta, é sujo e tudo o mais que possa haver de pejorativo e excludente.

Ao mesmo tempo, por ser em muitas vezes uma coisa sem forma, hoje, já há quem seja da KKK e não considere o Obama como sendo negro. Estranho, não? Mas é a mesma visão que temos numa cena do filme “Faça a coisa certa” (Do The Right Thing), do Spike Lee. Para quem não viu ou pretende ver, a cena se passa dentro da pizzaria do Sal (Dani Aiello) e um de seus filhos, Pino, interpretado pelo excelente ator John Turturo, discute com Mookie, o entregador de pizza negro, interpretado pelo diretor Spike Lee, o quão negro ele, Pino, seria apesar da origem italiana. E como exemplo, pede para que ele cite seus ídolos: No basquete, Magic Johnson; no cinema, Eddie Murphy; na música, Prince e por aí vai, até que Pino tenta criar uma teoria para dizer que estes e outros negros não são bem negros. São, digamos, diferentes. Por acaso, a música, o cinema, o esporte e outros campos de atividade têm cor? O que conta é o talento, certo?

Infelizmente não encontrei uma versão com legendas.

Apenas a título de curiosidade, nesse mesmo filme também há um personagem que é um daqueles negros que embarcam na onda de Black Power, mas sem grande informação, interpretado pelo ator Giancarlo Esposito, que apesar do nome italiano é negro e, nos bastidores do filme, para quem tem a versão oficial em DVD, percebe que o Dani Aiello até se espanta ao saber que o Giancarlo nasceu em Copenhague (Dinamarca) resultado de um casamento entre uma negra norte-americana e um italiano. O mesmo espanto, guardada as proporções, é claro se deu comigo ao saber que um entregador de uma editora que eu conheço tinha um sobrenome italiano. Achei interessante e perguntei o motivo e ele me respondeu: é do meu avô. Foi aí que eu me dei conta que parte dos imigrantes italianos que vieram para o Brasil também se estabeleceram no Rio de Janeiro e, ali na altura do morro da Providência (Centro), havia uma colônia italiana em integração com moradores da região que tinham origem africana (ex-escravos e seus descendentes).

Lógico que no campo do esporte e da cultura negros se destacam. Muitos tiveram apenas esta oportunidade para “chegarem lá”. Agora, o chato mesmo é ver que, num esporte, o futebol, que é o esporte mais popular do mundo, grupos racistas incitem a violência por questões raciais. A violência no esporte, por si só, não é coisa que deveria acontecer; mas não podemos negar que o esporte coletivo, é, digamos, um traço cultural das batalhas entre grupos e clãs que se diferenciavam não apenas por questões étnicas, mas também sociais ou econômicas. Assumiam cores, estandartes e símbolos pelos quais nutriam adoração e que desejavam fazer prevalecer sobre seus oponentes.

Recentemente, na Alemanha, um clube de futebol de uma cidadezinha de 800 habitantes teve a genial ideia de realizar uma partida amistosa e grupos neonazistas decidiram que perturbariam o ambiente. Uma lástima, pois essa cultura raivosa de achar que cor de pele é motivo para mensurar caráter ou vida é algo que não deveria mais existir. Porém, infelizmente, essa praga se espraia novamente e, hoje, no globalizado esporte coletivo, a ação de racistas chegam as raias da insanidade.

A coisa não é nova, mas não se encaixa mais, a meu ver, em qualquer campo de atividade. Torcidas que imitam macacos quando um jogador negro toca na bola – como fez a torcida do Grêmio no jogo contra o Cruzeiro – ou arremessar cachos de banana em campo, são provocações que só servem para demonstrar o nível da mediocridade humana. Essas mesmas bestas se esquecem que, ao berrarem para todos os gringos, que somos pentacampeões é porque o Brasil, a Seleção Brasileira, foi a síntese da mescla, da mistura, da união de etnias e o maior jogador de futebol de todos os tempos é negro e o Garrincha, o segundo maior era cafuzo, uma mistura de índio com negro. Então, por qual motivo essa idiotice de fazer mímica de macacos, ainda mais num estado em que o maior símbolo do folclore é o Negrinho do Pastoreio? Idiotice pura!

Escrevo este artigo após ter lido um outro artigo sobre o tal time da cidadezinha alemã na Spiegel Online. Vejam, por exemplo, a quantidade de notícias no G1 sobre o racismo nos esportes. É alarmante, quando sabemos que o atual campeão de Fórmula 1 é um negro, a final do torneio feminino de tênis de Wimbledon será disputada por duas negras e o maior jogador de basquete de todos os tempos é negro.

Em seu livro, O Negro no Futebol Brasileiro, Mario Filho, o jornalista que dá nome ao maior estádio de futebol do mundo, o Maracanã, nos apresenta as razões pelas quais somos uma potência futebolística. É justamente pela presença do negro, e outros intelectuais como Gilberto Freyre afirmavam que essa é uma verdade incontestável. Conta, Mario Filho, que muitos negros não eram aceitos nos clubes de futebol, que era um esporte das elites brancas, mas, que, com o passar do tempo e o friedenreich surgimento do profissionalismo essas besteiras foram acabando, mesmo que no campeonato carioca uma cisão tenha acontecido justamente por este motivo, ou os dois, o profissionalismo e o racismo. O próprio negro não se reconhecia como negro para poder participar desses grupos. Conta que Friendereich, o maior jogador brasileiro de futebol da era amadorística, era um mulato filho de um alemão com uma negra e que, antes de cada jogo, passava horas alisando o cabelo para parecer menos negro. E há também o folclórico, mas verídico, caso dos jogadores do Fluminense que usavam pó de arroz para “clarear” a pele.

Ainda no campo de futebol brasileiro, até antes de ganharmos a primeira Copa do Mundo, em 1958, na Suécia, alguns “inteligentes” dirigentes de futebol temiam que a presença de negros na seleção nos fizesse apresentar uma imagem ruim do Brasil – barbaridade!!! –, e que também perderíamos a Copa, assim como as anteriores, devido ao banzo, aquela saudade ancestral que acometia os negros que vinham da África para serem escravos na lavoura ou nas minas. E o que foi que aconteceu? Um negro de 17 anos e um cafuzo das pernas tortas encantaram o mundo. O maior jogador dessa Copa, escolhido pela Fifa, foi o Didi, um negro.

Quando o Uruguai ganhou a Copa do Mundo de 1930, a primeira, havia um jogador negro no time titular, o meio-campista José Andrade. Portanto, a presença do negro no futebol, faz este esporte ser este esporte. Assim como outros representantes de outra etnias, mas isso não impede que as bestas racistas vejam a importância do esporte como congraçamento humano.

A perseguição não se dá apenas aos negros, mas aos judeus também. Por exemplo, o clube inglês Tottenham tinha – e ainda tem – uma ligação com os judeus ingleses. Por isso, durante décadas, as torcidas adversárias cantavam músicas pejorativas e incitavam violência contra seus jogadores. Quanta idiotice, não?

Façamos a coisa certa. Sejamos, antes de tudo, seres humanos.

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Um toureiro de 11 anos: Barbaridade!!!

Numa época em que os animais são cuidados por legislação que lhes garante direitos, é um tanto anacrônico e estranho ver um garoto de 11 anos ser considerado um prodígio como toureiro. O menino de origem franco-mexicana se chama Michelito Lagravere  é treinado para matar bezerros desde os seis anos de idade, como se fosse numa tourada de verdade.  Cá pra nós e culturas à parte, tourada só perde em babaquice para a luta de boxe.

toureiromirimClique sobre a imagem para ver o slide show
Imagem ₢ Times Online
 

Mesmo com os protestos dos defensores de animais – deveria haver uma entidade para dar um chega-pra-lá em pais tresloucados como os desse menino – a matança continuou. O guri já matou seis bezerros e está sendo considerado o novo fenômeno dessa idiotice.

Em uma das fotos, o moleque está segurando uma das orelhas do bezerro assassinado e, pasme, ele declarou o seguinte: “Estou feliz por ter conseguido esta grande vitória”.

Querem que o seu nome e o seu macabro feito seja publicado no Guiness Book, como sendo o mais jovem matador.  Barbaridade!!!

Lembrei, agora, de uma crônica, se não me engano do Armando Nogueira, sobre a presença de brasileiros numa tourada durante a Copa da Espanha, em 1982. Conta o jornalista que, assim como todos nós, os brasileiros entraram na arena e torciam pelo touro. É lógico, pois temos o hábito de torcer pelo mais fraco em casos como esses. Quando o El matador da ocasião entrou na arena, o público espanhol explodiu em palmas, mas, lá de um canto das arquibancadas, ouvia-se uma vaia. Quem vaiava? Lógico que nossos compatriotas. Os espanhois fizeram cara feia. Afinal, toureiro por aquelas bandas é quase herói nacional.

Pois bem, quando o miúra entrou, os brasileiros para não perderem aquela coisa que nos faz notados em qualquer quadrante do planeta, a papagaiada, começaram a demonstrar que torciam para o Touro F.C. e berravam… TOURO! TOURO! TOURO!. Novamente os espanhois fizeram cara feia.

A gota d´água em termos de má educação, na visão dos espanhois, foi quando o toureiro, ao derrotar o touro que, coitado, já entra na arena com 99% de chances de perder, se dirigiu à plateia para receber os apupos e flores das beldades presentes ao retirar aquele chapéu esquisito feito de orelhas de touros já falecidos, leva um conga – sim, isso mesmo, um tênis conga – no meio das fuças que o fez perder o rebolado.

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Por que a água vai faltar?

Não é por escassez. Tenha certeza disso. A água deixará de ser um bem da humanidade para se tornar um bem econômico controlado por grandes conglomerados internacionais, tanto que é tratada (sem trocadilho) como o Ouro Azul por essas empresas que, durante os últimos anos vem criando toda uma ideologia no sentido de que mude a concepção da água, de um bem comum para um bem privado. É estarrecedor.

Para entender este conceito, assista o vídeo abaixo.

pqagua 

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Vampiros da blogoesfera

Tal qual Nosferatu e seres do mesmo nível há na blogoesfera os vampiros de blogs que ficam a espreita de posts que tenham algum destaque em um lugar ou outro. Esses vampiros de blogs, imaginando que estão fazendo algo “bom”, só que é uma “bondade” unilateral, copiam um post inteiro e nem ao menos citam, ao final, o link de origem. Ora, por qual motivo não fazem uma citação do tipo “Se você quiser saber mais sobre este assunto vá no blog Tal e Tal”?

nosferatu1922 O mais engraçado é que não copiam, ou melhor, não sugam posts que não dão tráfego. Sinal que não lêem blogs. Apenas espreitam. Se depender do uso do CTRL C + CTRL V, a humanidade terá dois dedos em cada mão. Sim, claro! São justamente os que premem as teclas CTRL, C ao mesmo tempo e CTRL,V ao mesmo tempo em seguida. Darwin dará voltas no túmulo

Como sou professor, é possível perceber que esses vampiros de blog nem sabem colar em uma prova. Se é que sabem ler ou efetuar as quatro operações e conjugar um verbo.

É Deprimente, deprimente mesmo ver como alguém perde seu tempo copiando em vez de criar algo. 

(o texto acima foi escrito há quase um ano e não fora postado anteriormente por mim)

O Caso

Nesses dias de Carnaval dediquei-me, como no ano passado, a trazer informações sobre alguns aspectos do tríduo momesco, principalmente aqui do Rio de Janeiro. Confesso que não crio paranóia para saber se o que escrevo, sempre conteúdo original e também traduções que faço e indico a origem, é copiado e vampirizado por aí. Porém, de vez em quando, me surpreendo com vampirismo explícito. Explico o motivo: O (a) assecla de Drácula, ao copiar e colar, esquece que no corpo do post, geralmente, eu coloco links para outras posts criados por mim e que estão no meu blog. Como o WordPress sempre nos indica citações de nossos blogs, eu vou dar uma conferida e o que vejo? Todo o texto ou parte dele foi descaradamente vampirizado. Eu até rio e informo que o “blogueiro” deu um azar danado por não ter editado a cópia e sugiro que faça os devidos créditos. Digo isto, pois foi o que aconteceu ao perceber que um artigo criado por mim, com não mais que cinco pequenos parágrafos, fora copiado sem que fosse dado qualquer crédito. Dessa vez o vampiro se deu ao trabalho de editar, isto é, cortou o último parágrafo, no qual eu indicava outros artigos sobre o assunto no meu blog; mas esqueceu de verificar um link que estava no parágrafo anterior e que também indicava um post específico, escrito por mim, no meu blog. Foi tragicômico.

  • Sobre este assunto, indico a leitura de um excelente artigo escrito por Gustavo Freitas do blog GF Soluções, intitulado Adsense, chupadores de textos e as punições do Google, no qual ele explica as punições que o Google disponibiliza para os vampiros da blogoesfera e que me fez lembrar que escrevi o artigo “Vampiros da Blogoesfera” há algum tempo e não o publiquei antes.
  • Leia também o artigo Aos Que Gostam de Plagiar, escrito por mim aqui no Recanto das Palavras.

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