Recanto das Palavras

Gruta de Lascaux, uma visita virtual em 3D

Veja as imagens feitas por nossos antepassados nas paredes da gruta de Lascaux, como se estivesse ao lado de um deles. Você será levado às diversas câmaras. Sugiro que deixe o roteiro (em flash) carregar até o final. Vale a pena. Clique na imagem para iniciar a viagem.

lascaux

 Clique sobre a imagem

Imagine que você voltou no tempo e é um dos primeiros seres humanos a ter percepção de si próprio e, além disso, sente uma necessidade enorme de representar o que pensa a respeito do mundo que o cerca. Isso também tem a ver com rituais xamânicos de caça e, assim, você começa a pintar nas paredes de sua caverna cenas representando os animais que caçará, e magicamente se apodera de suas formas e vida.

Os textos explicativos podem ser lidos em Francês, Inglês, Alemão e Espanhol. Também há uma versão em linguagem de sinais.

Também são apresentadas as diversas fases da exploração arqueológica, desde a descoberta, em 1940, até os dias atuais. As datações das pinturas nas paredes da caverna (Arte parietal), remontam a 30 mil. anos. A caverna foi ocupada até 10 mil anos antes da nossa era. Assim, vários grupos podem tê-la utilizado como santuário durante milênios.

Hoje, o grande desafio é conservar as condições do microclima da caverna, responsável pela permanência e manutenção das imagens no estado em que foram encontradas. A presença de público (turistas) foi proibida, pois, imagine, a respiração dos que lá se encontravam faziam a concentração de CO² atingir níveis perigosos para as imagens. Foram, então, instaladas máquinas de regeneração do ar e também outros aparelhos para controlar a umidade, responsável pelo surgimento de fungos – a praga verde –, que os pesquisadores identificaram.

Atualmente, estão sendo feitos novos experimentos para impedir a rápida deterioração desse santuário da humanidade.

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Câmera fotográfica feia, mas que faz tudo

Cientistas criam câmera com sistema operacional Linux e que promete uma revolução na arte da fotografia.

Hoje, a tecnologia nos permite fazer tudo aquilo que apenas se espera de uma máquina fotográfica, isto é, olhou, gostou, apertou o botão e pronto. O que estão prometendo é uma câmera que fará não apenas o que a maioria já faz hoje em dia, mas que crie fotos para nós. Você está se perguntando como seria isso. É simples. Segundo, Marc Levoy, pesquisador da Universidade de Stanford (EUA), a Frankencamera – uma alusão ao ser criado pelo Imagem ₢ Linda A. Cicero/Stanford News ServiceDr. Frankenstein –, um protótipo de câmera digital montado a partir de partes recicladas de outras câmeras. Ela terá tantas aplicações quanto, por exemplo um iPhone. Ela poderá ser alterada em sua operacionalidade quase infinita, bastando apenas usar o aplicativo específico para a solução desejada ao fotografar.

A promessa é que essa câmera, cujo sistema operacional embutido é o Linux, visto, ainda segundo as palavras de Levoy: “Toda câmera digital é essencialmente um minicomputador”. Portanto, será possível para a máquina tirar várias fotos de um mesmo objeto ou pessoa, juntar todas e, a partir daí, apresentar a melhor solução de imagem. Confira as imagens no artigo ‘Frankencamera’: A Giant Leap For Digital Photos?, que está no NPR do dia 11 de outubro de 2009.

Todo mundo gosta de fotografia. Afinal, é a aquele momento de sua vida ou de seus parentes ou de quem mais quer que seja, que será eternizado. Antigamente isso era possível numa placa de vidro ajudado por processos químicos. Depois, isto passou a ser feito em celulose e, atualmente, em meios eletrônicos.

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Imagem © Henry Horenstein/Corbis

Não se precisa mais tanto do papel para que possamos ver as fotos, Basta um monitor e meios de armazenagem eletrônica como CDs e pen drives, por exemplo.

Todo mundo tem pelo menos uma foto de quando era criança ou de algum lugar que visitou. Porém, nem sempre a foto é de boa qualidade técnica – nem vou falar da estética, pois ser fotogênico é uma questão de sorte –, devido a um, digamos, não-conhecimento das técnicas da arte da fotografia. Tudo o que a maioria das pessoas deseja é apertar o botão do obturador, ouvir o click e depois mostrar – ou guardar – essa ou aquela imagem.

Com o advento dos programas de tratamento gráfico, operam-se verdadeiros milagres, tanto que eu vos digo que o Photoshop não é Jesus, mas opera milagres; transformando verdadeiras aberrações – Que me desculpem as feias, mas beleza é fundamental – em modelos que observam os padrões de beleza estética vigente no momento, ou que estão na moda. Às vezes o pessoal que trata as imagens erra na mão ou tem tanto zelo em transformar alguém que já é bonita por natureza em mais bonita que comete erros que beiram a atrações daqueles shows em circos dos horrores. A Veja desta semana traz um fato assim (p. 102): Uma modelo que já é bonitinha teve sua fotografia tão retocada que os quadris ficaram menores que a cabeça. Logo, um pequeno monstrengo estético surgiu em anúncios de uma conhecida grife norte-americana. O dono da grife ameaçou processar quem divulgasse a tal foto.

* Imagem no início do artigo – ₢ Linda A. Cicero/Stanford News Service

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A cada dia nasce um cientista

© Ian Boddy/Science Photo Library/CorbisLeia (faça o download) de um livro em que vários cientistas apresentam as razões pelas quais se apaixonaram pela ciência. É ideal para que professores possam despertar o interesse pela ciência nas crianças e adolescentes.

Porém, isto só é possível quando um sistema educacional propicie meios e estímulos para que as crianças e adolescentes levem adiante o interesse pela ciência que, muitas vezes, foi despertado dentro de sua própria casa ou através de amigos.

Então, uma das coisas mais bacanas da internet é podermos ler e compartilhar informações como o livro de depoimentos “Algumas razões para ser cientista” (download em pdf), um projeto do Ministério da Ciência e Tecnologia, que, em 2004, organizou a Semana Nacional da Ciência e Tecnologia. O livro em questão foi baseado numa outra publicação, One hundred reasons to be a scientist (Cem razões para ser um cientista), em comemoração dos 40 anos de fundação do Centro Internacional de Física Teórica (ICTP), que tem por finalidade promover a cooperação científica nas áreas da Física e da Matemática entre os países desenvolvidos e não-desenvolvidos.

A edição brasileira conta com alguns depoimentos da publicação original e também com os depoimentos de cientistas brasileiros, que contam como enveredaram pelo caminho fascinante da ciência. Uma coisa é comum a todos: a curiosidade pelo conhecimento.

Abaixo está o sumário para que você veja quem são os cientistas e o livro pode ser lido online ou fazer o download, no site do Domínio Público.

Eu já estou lendo.

Sumário

STEPHEN L. ADLER | Dos elementos do rádio à física das partículas
elementares ………………………………………… 06

MICHAEL BERRY | Vivendo com a física …………………… 12

JAMES W. CRONIN | Cientistas nascem a todo minuto ………… 18

ELISA FROTA-PESSÔA | Quebrando barreiras ……………….. 22

VITALY L. GINZBURG | Educação, ciência e acaso ……………. 26

MARCELO GLEISER | O mundo é belo e a gente tem que mostrar isso para

as pessoas …………………………………………. 32

JOHN J. HOPFIELD | Crescendo na ciência ………………… 36

BELITA KOILLER | A competência não escolhe gênero ………… 42

LEON M. LEDERMAN | Cientistas são exploradores ……………. 46

JOSÉ LEITE LOPES | Uma parte da história da física no Brasil .. 50

DOUGLAS D. OSHEROFF | Explorando o universo ………………. 54

MARTIN M. PERL | Fazendo ciência experimental ……………. 60

HELEN R. QUINN | Você poderia ser uma matemática …………… 66

MARTIN REES | A ciência é uma busca sem fim ……………… 74

SÉRGIO REZENDE | O desafio de enfrentar o desconhecido ……. 80

VERA C. RUBIN | Nós precisamos de vocês ………………… 84

ROBERTO A. SALMERON | Sorte, dedicação e perseverança …….. 90

JAYME TIOMNO | Trabalho duro ………………………….. 96

CHARLES H. TOWNES | A história dos lasers ………………. 100

CONSTANTINO TSALLIS | Beleza e intuição ……………….. 106

DANIEL C. TSUI | A curiosidade foi a curva em meu caminho …. 110

STEVEN WEINBERG | O Camaro vermelho …………………… 114

MARIANA WEISSMANN | Memórias de uma física latino-americana .. 118

FRANK WILCZEK | A pesquisa científica me deu liberdade …… 124

EDWARD WITTEN | Olhando para o passado ………………… 128

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História de uma cor: vermelho

Dizem que a amante do Luís XIV, Madame de Pompadour, se apaixonou perdidamente por ele ao vê-lo usando sapatos cujo salto alto era da cor vermelha.

Luís XIV Segundo o pensamento popular, vermelha é a cor da paixão. E acho até que não poderia ser diferente, pois, afinal, nós somos levados a associar cores a estados de espírito. Aí mesmo está a cromoterapia. O coração que, ainda segundo o pensamento popular, é o repositório das emoções e, em especial, do amor, é representado sempre na cor vermelha.

O que não imaginávamos é que as cores e, no caso específico, a cor vermelha como preferencial remonta aos tempos das cavernas. Arqueólogos encontraram em cavernas da Geórgia, um país do leste europeu, vestígios de tecidos datando de 30 mil anos tingidos em tons de cores que não pensavam haver traços nesta época. O que sugere o uso de tecidos nessa época é que os vestígios demonstram ter sido torcidos, numa clara mostra de que havia uma tecnologia de fabricação de vestimentas, mesmo que rudimentares. Segundo o arqueólogo de Harvard (EUA), Ofer Bar-Yosef, “as fibras (veja a feita a partir de um microscópio)encontradas na caverna foram, provavelmente, trançadas em conjunto como uma espécie de macramé.1” O fato comprova que nossos antepassados sabiam como se proteger do frio intenso da última era glacial. Além do mais, a técnica de trançar fibras levava a produção de outros artefatos como cestos, por exemplo, o que permitia a mobilidade das populações. Também podemos imaginar que havia um componente estético, mas com fins sociais (proteger o corpo), visto as fibras apresentarem, como dito acima, traços de cores como “preto, azul turquesa, cinza e até rosa”, afirma Bar Yosef. Isto levou a uma constatação por parte da professora Elizabeth Barber, do Ocidental College, de Los Angeles (EUA), que estuda os tecidos pré-históricos ao afirmar que “Nós amamos as cores – o nosso cérebro ‘dá um estalo’ quando percebe a cor”.

E o que a cor vermelha tem com tudo isso?

Vejamos um caso interessante, a nobreza europeia e a sua cor preferida. Antes, porém, precisamos voltar mais um tanto no tempo e falar sobre a Conquista da América pelos espanhois que chegaram aqui ávidos por riquezas.

cochonilha Os astecas e os maias, seus predecessores, cultivavam plantas (cactos) em que um inseto se instalava para extrair a seiva. Descobriram que esse inseto, a cochonilha (Dactylopius coccus), era capaz de produzir, como proteção contra predadores, uma substância de cor vermelha e que é conhecida cientificamente como ácido carmínico. Logo, esses povos tidos como “primitivos” por seus conquistadores perceberam que não apenas era possível tingir tecidos, mas também preparar cosméticos, tintas e um aditivo alimentar2. A cochonilha tornou-se, então, o segundo produto mais valioso que os espanhois encontraram no México. Perdia apenas para a prata. Os espanhois guardaram o segredo o quanto puderam até que os corantes artificiais começaram a chegar ao mercado, em meados do século XVIII.

Então, ali por volta do século XVII, quando a França era o modelo de nobreza para toda a Europa, Luís XIV, o Rei-Sol, praticamente instituiu o vermelho como a cor do poder, que segundo a historiadora Joan DeJean “Sempre foi a cor associada com palácios, com Versalhes”. Ainda de acordo com a historiadora, Luís XIV “colocou um pouco de vermelho em tudo que tocava”. Associando, então, a vaidade do rei que julgava ter as pernas mais bonitas da França, e ao usar os famosos culotes, deixava à mostra seus sapatos cujos saltos vermelhos, ou melhor, escarlate, indicavam a sua nobreza e realeza.

A força e o status conferido a essa cor em países como o Japão e a Itália conferiam alta condição social. Em alguns casos era proibido o uso da cor vermelha para quem não fosse realmente poderoso.

As conotações da cor vermelha na história social

Além do símbolo de status, o passar do tempo fez com que as associações a esta cor fossem mudando de conotação como as famosas “casa da luz vermelha”, ou bordeis e zonas de prostituição. É a cor que representa Satanás e, ironicamente, a cor da Igreja Católica. A afirmação é de Rebecca Stevens, curadora da mostra Red, no Textille Museum em Washington (EUA), que diz que a cor vermelha pode ser, também, ligada ao sexo. Ela também nota que era uma cor ligada a divindade, tanto que Jesus e a Virgem Maria em pinturas renascentistas são representados usando vestes vermelhas. Na china, a cor vermelha tinge os ovos servidos na comemoração dos meses de nascimento de um bebê após o parto. Na Índia, as noivas usam vermelho. Logo, a cor vermelha também é ligada a felicidade. Como podemos notar, cada época e cada cultura dão um significado para essa cor.

Para aprender um pouco mais sobre a cor vermelha e muitas outras, visite o site Color in Motion, da designer Claudia Cortés que é “uma experiência animada e interativa da comunicação e simbolismo da cor”. Clique sobre a imagem para iniciar.

colorinmotion

* Este artigo foi escrito a partir da tradução e adaptação , feitas por mim, Jorge Alberto, dos artigos These Vintage Threads Are 30,000 Years Old, de Richard Harris, para o NPR, em 10/09/2009; The Color Red: A History in Textiles, de Susan Stamber, também para o NPR, em 13/02/2007.

____________________________
1Técnica de tecer fios sem uso de máquinas. A palavra significa “nó” em francês, mesmo que a origem seja do árabe migramah. Fonte: Wikipédia.
2 Hoje se sabe que o produto natural não é tóxico ou cancerígeno, ao contrário dos corantes industrializados.

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Museu virtual do Iraque: cultura em 3D

Veja  a evolução cultural da humanidade em 3D

Todos nós sabemos que a civilização como conhecemos surgiu no chamado Crescente Fértil, que se situa entre os rios Tigre e Eufrates, no atual Iraque. E, hoje, é possível ver a evolução da história da humanidade nos últimos 6 mil anos, numa visita (imperdível) ao Museu Virtual do Iraque.

museuiraqi

Clique sobre a imagem para visitar o museu

O site é o resultado de uma cooperação técnica italiana com as autoridades iraquianas. Também é possível ler em inglês e árabe.

Não deixe de assistir a introdução (Flash ou Quicktime), que inicia com uma visão aérea da Mesopotâmia. Depois, você verá a construção da maquete em 3D e as fotos das várias épocas do museus. Então, no final, você será levado a uma sala com 8 portas que contem informações sobre as várias civilizações e períodos culturais da região, a saber:

  • Pré-história; *
  • Período sumério;
  • Acádio-neossumérico;
  • Babilônico;
  • Assírio;
  • Aquemênida selêucida;
  • Parto-sassânida;
  • Islâmico

O que você está esperando para conhecer. Sinta-se um verdadeiro Indiana Jones

Artigos correlatos:

Anbar, Iraque: o início da civilização
Babilônia no Louvre
Verão com chuva? Visite um museu!

* Fonte [História Viva - UOL]

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