Recanto das Palavras

Livrarias de qualidade

França classificará livrarias como classifica seus vinhos.

O governo francês aprova lei de incentivos fiscais e empréstimos sem juros criada por Christine Albanel, ex-ministra da cultura, que faz da estratégia “Plan Livre”,  para as livrarias francesas que serão classificadas por um selo de qualidade.

© Bettmann/CORBIS

Sylvia Beach, proprietária e fundadora da Shakespeare & Co., arrumando a vitrine, em maio de 1941, dessa que foi uma das mais famosas livrarias de Paris.
Imagem © Bettmann/CORBIS

O mercado editorial está se reinventando para fazer frente aos novos tempos em que você pode ler um livro até mesmo em seu telefone celular. De todos os segmentos do mercado de livros, as livrarias independentes, hoje, talvez constituam um dos elos mais frágeis, devido ao crescimento das grandes redes de livrarias e, também, ao surgimento de meios eletrônicos de leitura como dito acima.

O governo francês que em outros tempos se preocupou com a questão dos preços dos livros, impedindo descontos além de um determinado percentual (5% sobre o preço de capa), o que atingia frontalmente as livrarias independentes que não tinham poder de barganha junto as editoras, visto que as grandes redes ofereciam descontos muito superiores e agora estabelece, através de uma lei de incentivos fiscais um selo de qualidade, “Librairie Indépendante de Référence” ou LIR, para as livrarias independentes francesas que observem seis itens estabelecidos por uma comissão governamental, referentes a qualidade de seus serviços.

  1. desempenhar um importante papel cultura na comunidade;
  2. organizar rodas de leitura e eventos culturais;
  3. os funcionários devem contribuir para a qualidade do serviço;
  4. o proprietário se compromete a investir no acervo, em qualidade e quantidade;
  5. a loja deve manter uma variada seleção de títulos;
  6. o acervo deve ter pelo menos 6000 títulos, sendo que a maioria seja composta por novidades.

O selo de qualidade é valido por três anos e é renovável, ou não, dependendo da observação dos seis pontos obrigatórios. Assim, o governo francês destina para essas livrarias uma verba total de € 500 mil e calculam que as isenções fiscais somem € 3 milhões.

Hoje, na França, há cerca de 3500 livrarias independentes e 6 mil editoras. Segundo Dominique Mazuet, gerente da livraria Tropique (cerca de 60m²), em Montparnasse, Paris, acredita que essa lei poderá beneficiar as livrarias em relação as isenções fiscais e subsídios, o que poderá desafogar um pouco os custos fixos da manutenção de uma livraria independente. Ainda segundo suas palavras, manter uma loja com três funcionários vai depender não apenas dessas leis (Lei Lang e a Lei LIR), mas também da assiduidade dos seus clientes e o interesse em continuarem sendo seus fregueses.

E no Brasil como anda essa questão?

* Livre tradução feita por mim, Jorge Alberto, do artigo “France Rates Top Indie Bookshops Like Wine”, de Olivia Snaije, para o Publishing Perspectives.

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Primavera dos Livros 2009 – Rio de Janeiro

Uma feira de livros das pequenas e médias editoras brasileiras com tudo que as grandes feiras de livro tem e um pouco mais: o contato direto com os editores e autores.

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A Primavera dos livros do Rio de Janeiro este ano, que será entre os dias 26 e 29 de novembro, das 10h às 22h, no jardim do Museu da República (Palácio do Catete), terá como tema a Literatura de Cordel, em homenagem ao poeta Patativa do Assaré, que completaria 100 anos de nascimento. Este evento é o resultado do esforço da Libre – Liga Brasileira de Editoras, tendo patrocínio da Secretaria Municipal de Cultura do Rio de Janeiro e apoio da Biblioteca Nacional e Imprensa Oficial do Estado de São Paulo. Este ano a feira se internacionaliza ao contar com profissionais do mercado editorial latino-americano e africano, recebendo representantes do Chile, Peru, Argentina, Equador, México, Guiné-Bissau e Angola.

São 86 estandes apresentando livros de todos os gêneros literários (Biografia, Romance, Romance Policial, Infantil, Infanto-Juvenil, Arte, etc.)

Além das editoras comerciais, também haverá participação de editoras universitárias e institucionais como a Biblioteca Nacional e a Fiocruz.

A entrada é franca e haverá promoções com descontos de até 40%

 

Como chegar

Metrô

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Ônibus

Entre no Google maps e faça a busca. Hoje, o Rio de Janeiro é uma das poucas cidades do mundo em que o Google fornece informações acuradas sobre o transporte coletivo.

 

Programação de lançamentos

Entre os dias 27 e 29, haverá diversos lançamentos e sessões de autógrafos para o público adulto e infantil. No sábado, 28/11, às 14h, será lançado o livro “Botafogo desde menino”, de Luís Pimentel com ilustrações do Amorim.

 

Mesas de debate

Também haverá mesas de debates para todos os gostos como, por exemplo, no dia especial para os professores (27/11, mesa 3, às 10h), o tema será “Os mestres Anísio Teixeira e Darcy Ribeiro na escola do século XXI”.

Nomes de peso dos universos literário e cultural brasileiros como Lygia Bojunga, Laura Sandroni, Joel Rufino dos Santos, Braulio Tavares, Ruth de Souza, Jorge Mautner, Luiz Carlos Maciel, Milton Gonçalves, Arthur Dapieve, Ruy Castro, Heloisa Seixas, Geraldinho Carneiro, Carlito Azevedo, Deonísio Silva e outros mais participarão das mesas de debate.

Serão discutidos temas como o universo da criação literária, o Rio de Janeiro e as Olimpíadas de 2016, racismo e a mulher negra na TV brasileira. Numa das mesas o debate será em torno da biografia como gênero literário e por qual motivo é um dos segmentos de maior vendagem do mercado editorial. Em outra mesa, Ruy Castro e Heloísa Seixas batem um papo com o público e também haverá uma mesa dedicada à obra e vida de Augusto Boal.

As novas mídias não foram esquecidas, tanto que uma das mesas discutirá os sites de relacionamento como o Facebook e outros do mesmo porte como canais para a arte, mídia e cultura digital.

Veja a programação abaixo:

Dia 27/11

DIA DO PROFESSOR

9h Chegada e certificação

  • 10h – 11h – sexta-feira
    Mesa 3 – Os mestres Anísio Teixeira e Darcy Ribeiro na escola do século XXI
    Participantes:
    Yolanda Lobo (escritora)
    Guti Fraga (projeto Nós do Morro)
    Mediação: Bia Hetzel (Editora Manati)
  • 11h30 – sexta-feira
    Mesa 4 – Leitura e Paixão: uma homenagem a Lygia Bojunga e Tatiana Belinky (em depoimento virtual)
    Homenagem a duas das mais importantes personalidades da cultura brasileira com inestimável contribuição na área de literatura, leitura e mercado de livros
    Participantes:
    Lygia Bojunga
    Laura Sandroni (escritora e jornalista)
    Joel Rufino dos Santos (escritor)
    Mediação: Ninfa Parreiras (escritora e pesquisadora da FNLIJ)
  • 15h – sexta-feira
    Mesa 5 – Universos da criação literária. Escrever se aprende?
    A criação literária, assunto muito controvertido entre especialistas. Escrever se aprende? Como se forma um escritor? Quais os caminhos a percorrer até que aulas ou oficinas contribuam para sua formação? Aprendemos samba no colégio, afinal?
    Participantes:
    Nilza Rezende (escritora e professora de oficinas de criação literária)
    Luís Pimentel (escritor e jornalista/professor)
    Bia Albernaz (escritora e professora de oficinas de criação literária)
    Mediação: Marcus Vinicius Quiroga (poeta e professor)
  • 18h30 – sexta-feira
    Mesa 6 – O Brasil em cordel – Homenagem a Patativa do Assaré
    O cordel como literatura, como música, como criação e como expressão mais genuína da nossa literatura. O cordel como mercado e como profissão. A arte do poeta de cordel encarnada nesta homenagem a Patativa do Assaré, um dos maiores profissionais do gênero, morto em 2002, aos 93 anos.
    Participantes:
    Bráulio Tavares (escritor e especialista em Literatura de Cordel)
    Olegário Alfredo (cordelista)
    Chico Sales (cordelista)
    Mediação: Marcus Lucena (cordelista e Presidente da Academia Brasileira de Cordel)

Dia 28/11

  • 10h30 -12h30 – sábado
    Mesa 7 – Olimpíadas 2016: a cidade e o esporte
    Rio: capital turística do Brasil, escolhida para ser o palco das Olimpíadas de 2016, com diversas promessas de melhorias para seus problemas mais cruciais. Até que ponto o desenvolvimento de uma pode estar atrelado a um evento? O futuro de uma cidade depende dessas efemérides?
    Participantes:
    Mauricio Drummond (escritor e professor)
    Jorge Maranhão (escritor)
    Saturnino Braga (escritor e ex- prefeito do RJ)
    Mediação: Alvanísio Damasceno (editor da Quartet)
  • 12h30h – 14h – sábado
    Mesa 8 – Aqui ninguém é branco: mídia e Racismo – a mulher negra na TV
    Homenagem a Ruth de Souza
    Participantes:
    Ruth de Souza (atriz)
    Rosália Diogo (escritora e pesquisadora)
    Ângela Randolpho (escritora e pesquisadora)
    Mediação: Laura Padilha (escritora e prova UFF)
  • 15h – 16h30 – sábado
    Mesa 9 – Face a face com o Facebook e congêneres: arte, mídia e cultura digital
    As novas mídias, arte e cultura  digital e a revolução que representam no século XXI. Como afetam as nossas relações pessoais e de trabalho. A internet e suas possibilidades de comunicação jamais imaginadas. A vida na rede.
    Participantes:
    Artur Matuck (escritor e professor USP)
    Maria Carmem Barbosa (escritora e roteirista de TV)
    Nízia Villaça (escritora e pesquisadora)
    Mediação: Valéria Martins
  • 17h – 18h30 – sábado
    Mesa 10 – O Brasil em cordel – Homenagem a Patativa do Assaré
    Participantes:
    Bráulio Tavares
    Olegário Alfredo
    Chico Sales
    Mediação: Marcus Lucena
  • 19h – 20h30 – sábado
    Mesa 11 – Tal Brasil, qual teatro? Tributo a Augusto Boal
    Reflexão sobre o papel do teatro na sociedade contemporânea e homenagem a Augusto Boal, criador do Teatro do Oprimido.
    Participantes:
    Jorge Mautner (poeta e músico)
    Luiz Carlos Maciel (ator e diretor de teatro)
    Nelson Xavier (ator e diretor)
    Milton Gonçalves (ator)
    Helen Saratek (socióloga/Centro do Teatro do Oprimido)
    Mediação: Geo Britto (pesquisador/Centro Teatro do Oprimido)

Dia 29/11

  • 10h – 11h30 – domingo
    Mesa 12 – Biógrafos e biografáveis : que mercado é esse que só faz crescer?
    Os caminhos da biografia como gênero na contemporaneidade. Quais são eles? Quais as novas formas de escrita que admitem? O profissional de biografias e sua ética num mercado que cresce cada dia mais.
    Participantes:
    Arthur Dapieve (cronista, jornalista e biógrafo /Renato Russo)
    Carlos Didier (compositor e biografo / Noel Rosa)
    Ana Arruda Callado (roteirista e biógrafa / Maria Martins)
    Euclides Penedo Borges (músico e biógrafo / Euclides da Cunha)
    Mediação: Felipe Pena (autor de Teoria da Biografia sem Fim)
  • 11h30 – 13h – domingo
    Mesa 13 – Leitores apaixonados: um encontro com Ruy Castro e Heloisa Seixas
    A paixão pela leitura e pelos livros é o tema deste encontro com dois craques da escrita, apaixonados pelos livros e pela profissão.
    Participantes:
    Heloisa Seixas (escritora )
    Ruy Castro (escritor)
    Mediação: Suzana Vargas (especialista em leitura)
  • 15h – 16h – domingo
    Mesa 14 – Sustentabilidade / biodiversidade: por uma nova ética cultural
    A sustentabilidade como solução para garantir novas formas de sobrevivência para o planeta. Até onde afetará a vida em comunidade, gerando novas formas de convivência
    Participantes:
    Leonardo Boff (escritor)
    Fernando Gabeira (deputado federal/PV)
    Mediação: Felipe Pena
  • 17h – 18h30 -  domingo
    Mesa 15 – O máximo no mínimo – um olhar sobre as poéticas contemporâneas
    A poesia como gênero minimalista, que diz muito com a maior economia verbal possível, de vasta produção e pouca inserção no mercado. Que caminhos percorre hoje até chegar ás prateleiras das livrarias. O que é ser poeta hoje?
    Participantes:
    Ângela Melim
    Geraldinho Carneiro
    Carlito Azevedo
    Mediação: Suzana Vargas
  • 19h – 20h30 – domingo
    Mesa 16 – Questões de Lusofonia. Por onde anda o acordo ortográfico?
    O acordo ortográfico que completa dois anos e sua adoção brasileira. Por onde anda Portugal e os países de língua portuguesa nessa importante fase de implantação?
    Participantes:
    Deonísio da Silva (escritor e etimologista)
    Adriano de Freixo(escritor especialista)
    Marcelo Moutinho (jornalista e escritor)
    Mediação: Cecília Costa (jornalista e escritora)

[Fonte: Libre]

Mapa dos Expositores

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Editora participantes em ordem alfabética

7 Letras
Alameda
Alis
Almádena Editora
Altana
Andrea Jakobson
Apicuri
Argvmentvm
Arquivo Nacional
Artes e Ofícios
Autêntica
Azougue
Bem-Te-Vi
Biruta
Brinque-Book
C/Arte
Calibán
Callis
Capivara
Casa da Palavra
Casa de Rui Barbosa
Cia. de Freud
Claridade
Conta Capa
Contraponto
Cosac Naify
Crisálida
Cuca Fresca
Dueto
Duna
Ed. da UFF
Ed. da UFRJ
Ed. da Unesp
Ed. De Cultura
Ed. Fiocruz
Ed. Independentes
Ed. Museu da República
Editora 34
EdUERJ
Estação Liberdade
Frente Editora
Fund. Biblioteca Nacional
Fund. Perseu Abramo
Galo Branco
Garamond
Gift Shop
Girafa
Ibis Libris
Iluminuras
Imprensa Oficial SP
Literalis
Livro Falante
Maco
Manati
Mar de Idéias
Matrix
Mauad X
Memória Visual
Mirabolante
Musa
Myrrha
Nau
Nitpress
Nova Alexandria
Odysseus
Outras Letras
Pallas
Papagaio
Paz e Terra
Pinakotheke
Prazer de Ler
Publisher do Brasil
Quartet
Roma Victor
Sá Editora
Terceiro Nome
Terra Virgem
Uapê
Versal
Versal
Vieira & Lent
Zit

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E-readers são os autoramas do século XXI?

Se você puder comprar um leitor eletrônico de livros (Kindle ou Reader, além do recém lançado Nook da Barnes & Noble), você leria mais?

Até agora, segundo uma pesquisa da própria Amazon, que está no artigo E-book fans keep format in spotlight, do The New York Times/Technology, as pessoas estão comprando mais 3.1 livros eletrônicos do que antes. Isso significa que, por exemplo, você comprava 8 livros por ano e agora passou a comprar 24.8 livros por ano. Se você vai ler é outra história.

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IMAGEM: © Kelly Redinger/Design Pics/Corbis

Acredito que a compra seja uma mistura de impulso e enchimento de linguiça. Como é que você vai ter um treco desses e ele vai ficar vazio?

Esta é a dúvida que se apresenta. Acredito que todos os meios que divulguem e permitam a leitura sejam válidos; porém, será que esse leitores eletrônicos não se tornariam uma espécie de autorama ou Forte Apache para os seus donos? Quem teve autorama sabe do que estou falando. Você brinca até cansar e depois larga de lado.

Seria, então, um modismo ou veio para ficar? Se depender da indústria tecnológica e produtores de best-sellers, a coisa veio para ficar e, se possível, até desenvolver mais os tais aparelhos com a possibilidade de ter imagens e textos em cores. Prometem para um futuro breve leitores que podem ser até dobráveis ou que se transformem num quase pergaminho. Mas, aqui para todos nós, o objeto livro como o conhecemos ainda é um modelo incomparável de portabilidade e design, não?

Dos tabletes de argila, da Mesopotâmia, aos tipos móveis inventados na China passaram-se séculos. Outros mais até que Gutenberg também aproveitasse a idéia de usar tipos móveis e criou a imprensa no Ocidente. Desde então, a leitura e a escrita foram massificadas e o acesso ao conhecimento deixou de ser privilégio de castas e sacerdotes.

Portanto, desde o século XV que a melhor maneira de se aprender é através de um objeto retangular, com dimensões e espessuras variadas – livros de literatura, por exemplo, foram padronizados no tamanho 14×21 ou 16×23cm – , criado a partir de celulose, tinta e ideias. É fácil de carregar e usar. O interessante é que o índice de analfabetismo em países do 3º mundo (ainda existe essa nomenclatura?) é responsável pela pobreza e não-desenvolvimento desses países. Nem vou falar sobre o analfabeto funcional, aquele que só sabe ler e escrever o nome, pois temo que, ao incluir esta categoria, boa parte dos estudantes brasileiros acabem fazendo parte e inchando os números alarmantes de desinformação e desconhecimento que tanto assustam a nós, professores. Pelo menos há uma política governamental em alguns países para estimulo da leitura. Ao mesmo tempo, esses leitores eletrônicos são capazes de ler o texto em voz alta. Voltaremos a difundir o conhecimento pela oralidade como faziam nossos antepassados antes da invenção da escrita?

Hoje, e com uma boa parcela de razão, os produtores de e-readers indicam que esses aparelhos salvarão árvores que deixarão de virar papel. Tudo bem, é um pensamento válido. Mas, os materiais que compõem os tais aparelhos também são produzidos a partir de recursos naturais, cuja extração gera degradação e poluição. Seria uma encruzilhada?

Você já imaginou sua casa sem prateleiras e estantes sem os seus livros? E quando você juntar os trapinhos com a sua alma gêmea que, certamente, têm gostos literários similares? O que farão ao saber que não terão que doar aqueles mesmos livros que ambos tinham em comum em suas prateleiras. Ah, o amor poderá sofrer um certo abalo ou aumentará, não?

A verdade é: esses aparelhos vieram para ficar. As gerações futuras talvez conheçam o livro como nós os conhecemos quando visitarem algum museu.

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Inutilidades Literárias III

Livros cujos títulos são pra lá de estranhos como, por exemplo, Is Your Dog Gay? Ou How to Defend Yourself Against Alien Abduction. A lista é grande e hilariante. Abaixo estão as traduções (?) de alguns títulos e o link para ver as capas de outros livros do mesmo quilate.

Essa eu acabei de ler no jornal The Guardian, em sua versão online. O artigo trata da Weird Book Room (algo como O Quarto dos Livros Esquisitos). Quem escreveu o artigo selecionou alguns títulos bastante estranhos como “O Ornitorrinco do Destino” que, pasme, foi classificado, quando de seu lançamento, como um interessantíssimo livro de ficção científica. Tudo bem, mas como é que se coloca um ornitorrinco flutuando no espaço? Outro livro com um título muito estranho é “O Manual do Enforcamento”. Veja as capas.

Então bate aquela curiosidade por saber a respeito de quem vende essas preciosidades? Pois saiba que as vendas estão a cargo da AbeBooks em seu já citado site, o Weird Book Room, que se apresenta como “uma celebração de tudo que é estranho, muito estranho e francamente estranho no mundo dos livros”. No catálogo de ofertas você pode encontrar livros de receitas bizarras, manuais pra lá estapafúrdios, livros que você não imaginaria, jamais, que pudessem ter sido escritos e coisas do gênero. Como diria Jack Palance… Acredite se quiser.

Vejamos uma pequena lista, já com os títulos traduzidos. Saibam que isto constituiu um baita esforço. Não em termos linguísticos, mas para controlar as gargalhadas.

Is your dog gay? (O seu cachorro é bicha?)

Sinopse: Alguma vez já se pegou pensando sobre as preferências sexuais do seu cachorro? Talvez você encontre as respostas dentro deste livro.

The Amateur Taxidermist (O Empalhador Amador)

Sinopse: Não foi encontrada. Mas dá para pensar numa bem legal, mais ou menos assim: Se você, que matou sua sogra, aquela jararaca, mas não quer fazer sua mulher ficar triste, aprenda a empalhar a megera.

The Big Book of Lesbian Horse Stories (O Grande Livro de Histórias das Éguas Lésbicas)

Sinopse: Não foi encontrada. Porém, os comentários são hilários, como o da (o) leitora (o) S. Kelley: “Tenho que ler esse livro? (Relincho!!!!). O título é tão excitante. (…) Devo admitir a minha curiosidade como uma égua vira lésbica e não tem tesão pelos garanhões”.

The Thermodynamics of Pizza – (A Termodinâmica da Pizza)

Sinopse: Um divertido ensaio científico. Comentários – M. Byer: “Eu li as primeiras páginas e larguei de lado. Agora faz parte dos livros que leio para pegar no sono”.

How to Defend Yourself Against Alien Abduction (Como se defender contra abdução alienígena)

Sinopse: Este livro é a única e significante contribuição para o estudo do fenômeno da abdução alienígena. Comentários – Nenhum. Acho que quem leu foi abduzido.

How to Good-Bye Depression (Como dar Adeus para a depressão). O problema desse livro é o subtítulo que vou deixar em inglês mesmo. If You Constrict Anus 100 Times Everyday. Malarkey? or Effective Way?

Sinopse: Fazendo isso aí de cima, o autor acha que a depressão vai embora. Comentários – Um cara disse que comprou o livro e escreveu que o troço pode funcionar. Vai entender?

The Sex Life of the Foot and Shoe (A Vida Sexual do Pé e do Sapato)

Sinopse: Não foi encontrada. Comentários – D. Grangaard: “Este é o mais delicioso livro não apenas erótico (…) o autor cita mais de 100 fontes que corroboram seus argumentos”. Será que chulé dá tesão?

Agora, para aqueles que já imaginaram ter visto de tudo nesse mundo, um título especial: The Haunted Vagina (A Vagina Assombrada). A sinopse é um primor: “É difícil amar uma mulher cuja vagina é um portal para o mundo dos mortos”.

Leia também os artigos:

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A biblioteca que inspirou Star Wars 2

Veja a reportagem, em Português, sobre a Trinity College Library, em Dublin, Irlanda, que abriga um acervo impressionante e cujos corredores serviram de inspiração para uma cena do filme Star Wars2 (O Ataque dos Clones).

bilbiotecaclone Clique sobre a imagem para ver o vídeo

Há muito tempo eu usei esta mesma imagem, a original, como wallpaper. É muito interessante mesmo.

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