10 Maio, 2008
Caminhadas no Rio de Janeiro pela História do Brasil
Posted by Jorge Alberto under Brasil, Comunicação, Cotidiano, Cultura, Educação, História, Lapa, Rio de Janeiro, Samba, Sociedade, geografiaO que muita gente não sabe é que o Rio de Janeiro, em cada esquina tem um pouco da história do Brasil para contar. E é isto que o Núcleo de Estudos e Pesquisas sobre Espaço e Cultura (Nepec), da UERJ (Universidade do Estado do Rio de Janeiro) vem pesquisando e divulgando através de um trabalho específico. Por exemplo, para comemorar a Abolição da Escravatura foi criado o roteiro “Caminhando por negras geografias no Centro do Rio”, que foi elaborado pelo professor João Baptista Ferreira de Mello, do Departamento de Geografia Humana da referida universidade.
Portanto, ao caminhar pelo centro e algumas regiões da cidade, você vai aprendendo a história do Brasil de uma maneira bem diferente e bastante interessante.
Você pode se inscrever para participar pelo email: roteirosgeorio@uol.com.br
Abaixo estão os quatro principais roteiros:
(Re)conhecendo o Centro do Rio a pé: encontro no alto do pátio do Mosteiro de São Bento (Rua Dom Gerardo, 40). Assiste-se a cinco minutos da missa com cantos gregorianos), vista panorâmica da área portuária e da Baía de Guanabara, Avenida Rio Branco, igreja da Candelária, Centro Cultural Banco do Brasil, Rua Visconde de Itaboraí, Rua Buenos Aires, Beco das Cancelas, Rua do Ouvidor, Travessa do Comércio, Praça XV, Paço Imperial, Rua São José, bondinho de Santa Teresa, Esplanada de Santo Antônio, Catedral Metropolitana de São Sebastião do Rio de Janeiro, Cinelândia, Museu Nacional de Belas Artes.
Ecos da cultura na Cidade Nova e na Praça Onze dos bambas do samba: encontro na estação do metrô Estácio, Cidade Nova, Avenida Presidente Vargas, Praça Onze, monumento a Zumbi dos Palmares, Sambódromo, Terreirão do Samba/palco João da Baiana – vista para o Morro da Favela/Providência – Escola Tia Ciata - Igreja de Santana.
Roteiro noturno no Centro do Rio a pé: Catedral Presbiteriana do Rio de Janeiro, Real Gabinete Português de Leitura, Igreja Nossa Senhora da Lampadosa, Avenida Passos, Praça Tiradentes e arredores, Rua da Constituição, Avenida Gomes Freire, Rua do Lavradio, Esplanada de Santo Antônio, Largo Braguinha, Rua Mem de Sá, Arcos da Lapa, Rua Joaquim Silva, Escadaria Selaron, Largo Nelson Gonçalves. Sala Cecília Meireles.
(Re)conhecendo a periferia do Centro do Rio a pé: Centro Cultural Light, Palácio Itamaraty, Gare Dom Pedro II/Central do Brasil, Campo de Santana, Rua da Constituição (Museu do Rádio), Rua República do Líbano (Centro Cultural Hélio Oiticica), Avenida Gomes Freire, Avenida Passos, Real Gabinete Português de Leitura, Rua Luís de Camões, Largo de São Francisco, Rua Uruguaiana, Largo da Carioca, Avenida Treze de Maio, Teatro Municipal (visita guiada de 50 minutos), Convento de Santo Antônio, Rua Gonçalves Dias e Confeitaria Colombo (opcional).
Este post foi criado a partir do artigo “Um Passeio Pela Alma Negra no Centro do Rio de Janeiro”, do Boletim da FAPERJ.
10 Maio, 2008 at 2:13 pm
Olá amigo tenho visto seu blog e tenho percebido que realiza um ótimo trabalho. Estou lhe concedendo SELO DE BLOGUEIRO FIEL, é so pegar e colar em seu blog e indicar a seus amigos.
Abraços
10 Maio, 2008 at 7:54 pm
Jorge,
algum site em que se possa entrar? interessei-me. se bem que, da última vez em que estive no centro da cidade, as obras eram tantas que dificilmente alguns desses roteiros poderão ser realizados à noite.
10 Maio, 2008 at 9:45 pm
Gil,
Não veio qualquer indicação de site no artigo da FAPERJ. Vieram apenas o e-mail que postei e um telefone de contato que me parece ser de celular. Vou te repassar.
Eu costumo caminhar por estas ruas e tenho um projeto de fotografar sobrados e casarões.
Abraços.
11 Maio, 2008 at 12:22 pm
Jorge,
o meu interesse nesse assunto é por ver que ainda existem pessoas que se preocupam em preservar os marcos da nossa história (esta um artigo de pouquíssimo, ou nenhum uso entre nós). vivi algum tempo na europa e me admirava como os europeus prezam o seu passado. não por saudosismo, mas por preservação da memória. recuperam construções, ou, quando não podem, deixam o seu exterior intacto, reforçando a estrutura interna para que o conjunto externo não perca o seu visual.
fico imaginando se o big-ben fosse no centro do rio, se ele ainda estaria de pé. ou se o coliseu ficasse próximo à avenida chile, o que já teria acontecido com ele. existem prédios e monumentos antigos no centro do rio que revelam partes importantes do nosso passado, mas que são desastrosamente derrubados para dar lugar ao que costumam chamar de progresso, em geral trazendo a reboque uma arquitetura de gosto duvidoso (e olhe que eu sou adepto da arquitetura moderna! mas não da modernosa). aqui, mesmo quando dizem querer preservar, o que acontece é o que se vê na casa do mal. deodoro da fonseca, no campo de santana, que mais parece uma alegoria carnavalesca do que propriamente um marco histórico… lamentável.
não há dúvida que não se deve manter prédios que atrapalham o desenvolvimento da cidade. aliás, o desenvolvimento da cidade deve levar em conta a preservação dos principais, mas descartar aqueles outros que estão lá apenas por que estão lá… como fez pereira passos, quando abriu algumas avenidas que são, hoje, indispensãveis ao fluxo de um trânsito que era impensãvel na década de 20. a reforma da praça onze, no entanto, mais recente, descaracterizou inteiramente o local.
algumas construções estão se deteriorando, como o hospital escola são francisco de assis (v. http://fotolog.terra.com.br/luizd:857), entre a av. presidente vargas e a rua benedito hipólito, esquina da rua carmo neto, praticamente ao lado da sede prefeitura municipal. do lado oposto ao hospital, na presidente vargas, existiu a cia. brasileira de telefone, se não estou enganado, na qual existia um relógio que, antes da central do brasil, dava as horas aos passantes.
e tem, também, o parque laje, quase abandonado, o parque da cidade, ao redor do qual cresceu a favela da rocinha e, hoje, de acesso quase impossível, dado à marginalidade e à depredação dos entornos do parque.
creio que, se tivéssemos que escolher, o centro seria o local prioritário para a conservação e a recuperação. já se fez muito, mas existe muito mais a preservar.
considero que os seus posts sobre esse assunto são primordiais. quisera mais pessoas se preocupassem com isto…
11 Maio, 2008 at 1:47 pm
Gil,
A sua observação é corretíssima. Ano passado recebi alguns amigos do interior do Paraná aqui e demos algumas voltas pela cidade. Fui mostrando cada recanto e o cadinho de história que as esquinas do Rio de Janeiro, guardam. Porém, houve momentos que me senti envergonhado por ver que determinados locais que os cariocas nem dão bola, por ser uma visão cotidiana, estão caindo aos pedaços. Te dou como exemplo o Museu da Quinta da Boa Vista. O antigo palácio de São Cristóvão está precisando de reformas urgentes. O reboco está caindo e a pintura desgastando. Há algunas anos, quase perderam boa parte da coleção de múmias devido a goteiras.
Ao mesmo tempo é interessante ver o fascínio que a Lapa exerce, mesmo que em algumas partes seja pra lá de decadente. Sim, a Lapa está sendo revitalizada, porém ainda falta muita coisa.
Já viu como está a casa onde nasceu o Barão do Rio Branco? Parece um pardieiro. Os Arcos da Lapa, acima citada, estão precisando de uma nova pintura e se tornou abrigo de mendigos.
O Rio de Janeiro ainda é uma cidade que respira o urbanismo do século XVIII em alguns lugares. Há ruas em que o tráfego de automóveis não deveria existir, pois foram projetadas para ter charretes transitando.
Há um projeto em andamento (passos de tartaruga) para revitalizar a zona portuária seguindo os moldes de outras cidades que fizeram isto e obtiveram sucesso. Falta, na verdade, é vontade política para que haja não apenas a preservação, mas também a revitalização do Rio de Janeiro, que tem no turismo o seu maior capital.
ps. Hoje, o JB trouxe uma reportagem tratando do mesmo assunto deste post.
17 Maio, 2008 at 6:48 am
Esse texto esta muitoo enterresante
gostei muito da história do meu estado !
tudo muito bom !!
amei !!!
17 Maio, 2008 at 8:14 am
Tamiris,
Que bom saber que você gostou. Tenho certeza que logo o Rio de Janeiro retomará seu lugar de destaque no cenário nacional.